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1940 - Do Abismo À Esperança (Cód: 4895677)

Gallo,Max

Objetiva

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Descrição

A Segunda Guerra Mundial acabava de começar.’ Em 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia. A Grã-Bretanha e a França imediatamente ordenam que o país retire suas tropas. Hitler não lhes dá ouvidos. Em 3 de setembro, as duas nações declaram guerra à Alemanha. No ano de 1940, as forças alemãs esmagam seis países em três meses — Dinamarca, Noruega, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos e França. Através do relato desses meses trágicos, a narrativa repercute as vozes de todos os atores da história. O general De Gaulle declara: “A chama da resistência francesa não deve se extinguir.” E depois é Churchill, irascível encarnação da tenacidade inglesa, que incita ao combate e à coragem. Com seu entusiasmo característico, o renomado historiador francês Max Gallo narra de forma vibrante o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial. Com uma linguagem literária que situa o leitor diretamente no drama do conflito, Gallo, um dos maiores intelectuais franceses, mostra os eventos que levaram à invasão da Polônia pela Alemanha e as consequências diretas desta ação.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788539004799
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788539004799
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor André Telles
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 328
Peso 0.51 Kg
Largura 16.00 cm
AutorGallo,Max

Leia um trecho

1

Estamos na madrugada da quarta-feira, 10 de janeiro de 1940.
Na pista do aeródromo de Münster, capital da Renânia do Norte, dois mecânicos trabalham num pequeno avião da Luftwaffe.
As chamas do braseiro que eles acenderam iluminam a cruz gamada preta do Terceiro Reich, pintada na estreita carlinga dos dois lugares.
Um vento tão gelado quanto os blizzards do Grande Norte varre a pista; ele sopra por toda a Europa. O Reno está congelado e coberto de neve. Ninguém se lembra de ter passado inverno tão rigoroso.
Os mecânicos, entre duas tentativas de disparar a hélice, abrem as mãos acima do braseiro, depois recomeçam, empunhando as pás, fazendo o motor engasgar.
Praguejam. E, como eles, milhões de homens em seus acantonamentos, casamatas, postos de guarda ou guaritas amaldiçoam aquele frio glacial, aquela calamidade que se abateu sobre a Europa, ao mesmo tempo que a guerra.

Na sexta-feira, 1º de setembro de 1939, as tropas de Hitler haviam invadido a Polônia para eliminar o corredor concedido a esse país pelo tratado de Versalhes, e que separava o Reich da cidade alemã de Danzig.
No domingo, 3 de setembro, o Reino Unido e a França declararam guerra à Alemanha, uma vez que Hitler não pretendia retirar suas tropas da Polônia.
“A França será o agressor”, disse Ribbentrop, ministro das Relações Exteriores do Reich, dirigindo-se ao embaixador da França, Coulondre. Ribbentrop estava com uma palidez de cadáver, lábios brancos, mãos e voz trêmulas.
A Segunda Guerra Mundial acabava de começar. Ora, Ribbentrop estava persuadido, como Hitler, de que Londres e Paris, que haviam abandonado a Tchecoslováquia em 1938, na conferência de Munique, não correriam em socorro da Polônia.
“A História julgará”, respondeu-lhe Coulondre.
Em Londres, o primeiro-ministro Neville Chamberlain declarava:
“Espero viver tempo suficiente para ver o dia em que o hitlerismo será esmagado e uma nova Europa restaurada.” Assim, Chamberlain, um dos artífices de Munique, mudava de lado. Agora um ardoroso adversário de Hitler, convidava Winston Churchill a integrar o Comitê de Guerra como primeiro lorde do almirantado.
Mas era tarde demais para salvar a Polônia.
Desde 1º de setembro, Varsóvia acha-se destruída pelas bombas. Reina o caos. Os moradores perdidos vagueiam por uma cidade e um país reduzidos a ruínas. Algumas horas antes, era a paz. Os cafés estavam lotados. Ria-se. Dançava-se. Zombava-se dos discursos de Hitler, que não passavam de bravatas. E agora “tateamos nas ruínas de casas defloradas e ruas dilaceradas, numa atmosfera de poeira, fumaça de morte e derrota fatal”.
O que podem os cavaleiros poloneses contra os tanques do general Guderian? Morrer.
Em poucos dias, a Polônia desmorona. É um inverno precoce que asfixia a Europa.
Ninguém quer escutar os gritos dos poloneses, humilhados, assassinados.
Desviam os olhos para não ver os judeus dos guetos acuados, massacrados, lançados em valas comuns. Apenas alguns homens ousam tirar uma lição desse Blitzkrieg. Churchill brada: “Ninguém percebe, na França e na Inglaterra, as consequências dessa novidade, que permite conduzir veículos blindados capazes de resistir a um fogo de artilharia e percorrer trechos de mais de 150 quilômetros por dia.”
Na França, o coronel Charles de Gaulle, cujos caráter e artigos suscitaram acirradas controvérsias, tenta há anos impor a mesma convicção.
Ele comanda os tanques do 5º Exército em Wangenbourg, ao sul de Saverne, com a missão de defender a Alsácia na retaguarda da linha Maginot.
Ele não acredita na eficácia dessa série de fortes e casamatas que se sucedem dos Vosges às Ardenas. Mas, além disso, o que se fará para deter os blindados alemães se eles investirem contra as florestas das Ardenas, reputadas intransponíveis segundo Gamelin, general em chefe, e o marechal Pétain, símbolo de todo o Exército?
Apenas Paul Reynaud, ministro das Finanças do governo Daladier — negociador e signatário dos acordos de Munique, verdadeira capitulação perante Hitler —, escuta De Gaulle e o apoia. Reynaud poderia ser o Churchill francês. Mas qual é sua alternativa quando o pacifismo corrói a opinião pública, quando ninguém se dispõe a “morrer por Danzig”, quando todos preferem uma paz submissa à carnificina heroica e vitoriosa de 1914-18? Hitler sabe de tudo isso. Em 6 de outubro de 1939, sobe à tribuna do Reichstag, aplaudido pelos deputados, a maioria de uniforme. “Por que essa guerra no Ocidente?”, exclama. “Pela restauração da Polônia? Seria insensato aniquilar milhões de homens e destruir bens valendo milhões para reconstruir um Estado considerado um aborto desde seu nascimento por todos os que não eram de origem polonesa.” Daladier e Chamberlain recusam essa oferta de paz, esse embuste, mas o veneno é instilado: “Por que morrer por Danzig? Para entregar aos poloneses essa cidade alemã que vem, em delírio, aclamar Hitler?” Drôle de guerrenessa frente do Oeste. Diariamente, dezenas de trens passam pela margem direita do Reno, a 500 metros das armas automáticas francesas, mas ninguém abre fogo. Os espiões contam os vagões, fazem um relatório e depois retornam ao carteado interrompido. Uma cheia do rio carrega algumas chalanas: os estados-maiores procuram uma linha reta para afundá-las a partir de casamatas ribeirinhas sem que os projéteis atinjam a margem alemã. No momento da incursão nazista contra a Polônia, em setembro, registrou-se apenas uma breve ofensiva francesa em Sarre, seguida por uma rápida retirada. Os oficiais alemães ficam perplexos. Um deles escreve: “Ficamos de cabelo em pé só de pensar na possibilidade de um ataque francês de envergadura, quando o grosso das forças alemãs — tanques, divisões blindadas, Luftwaffe, unidades de elite — encontra-se na Polônia.” Mas nada acontece. A atividade mais intensa refere-se à programação dos espetáculos pela seção do Teatro nos Exércitos! Não obstante, uma testemunha registra: “Todas as aldeias que atravessei regurgitam de tropas e material bélico. As ferrovias escoam víveres e máquinas de guerra em abundância. As fábricas que trabalham para a defesa nacional funcionam noite e dia. E não há sequer bombardeios aéreos. Estamos em guerra? É a pergunta que todos se fazem. O mal-estar e o descontentamento se espalham. Os camponeses queixam-se não apenas de suas dificuldades, como também da má vontade que encontram para obter licenças agrícolas, ao passo que o trabalho urge e as prisões pululam de homens que não sabemos em que empregar.” A propaganda alemã investe nessas tropas francesas inativas, desorientadas. Panfletos e programas de rádio repetem incansavelmente que aquela guerra é inútil, que não serve aos interesses franceses, e sim aos da City de Londres. Evocam a oferta de paz de Hitler. Morrer por Danzig, pelo aborto polonês? Loucura. De Gaulle fica indignado com aquela passividade francesa. Escreve a Paul Reynaud: “Nosso sistema militar foi construído exclusivamente sobre a defensiva com vistas à defensiva: se o inimigo não atacar, é a impotência quase total. Ora, a meu ver, o inimigo não tardará a nos atacar. Seu interesse é cozinhar nosso exército mobilizado e passivo ‘em banho-maria’ enquanto age. Depois, quando nos julgar cansados e desorientados, descontentes com a nossa própria inércia, ele promoverá em último lugar a ofensiva contra nós, com, na ordem moral e na ordem material, cartas totalmente diferentes daquelas de que ele dispõe hoje.”

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