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A Arte da Guerra - Col. Saraiva de Bolso (Cód: 3649198)

Sun Tzu

Saraiva De Bolso

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A Arte da Guerra - Col. Saraiva de Bolso

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Descrição

Escrito há mais de 2.500 anos, “A arte da guerra” se compõe de 13 capítulos, cada um deles dedicado a um aspecto desse tema. Essa obra, considerada o tratado definitivo no que se refere às estratégias e táticas militares da época em que foi elaborada, exerceu considerável influência no pensamento ocidental, indo além das questões militares para abranger também os campos dos negócios, da política, da diplomacia, dos esportes, em suma, qualquer área de atividade humana que envolva competição.

Tradutor: Elvira Vigna
Prefácio: Gustavo Cerbasi

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Saraiva De Bolso
I.S.B.N. 9788520924891
Altura 17.50 cm
Largura 10.50 cm
Profundidade 1.00 cm
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788520924891
Número da edição 1
Ano da edição 2011
AutorSun Tzu

Leia um trecho

Prefácio Li A arte da guerra pela primeira vez em 2004, quando estava em um momento simbólico de minha vida: acabara de completar trinta anos. Naquele ano, eu voltava ao Brasil após viver alguns meses no exterior, objetivando reordenar minhas escolhas de vida. Foi um sabático precoce, necessário a um profissional que vinha colhendo sucesso em sua carreira, mas que vinha carregando consigo um excesso de funções e sobrecarga de trabalho. Esse desequilíbrio ameaçava minha capacidade criativa e não me permitia refletir adequadamente sobre importantes escolhas. Parar foi necessário para reorganizar as ideias, “zerar” a agenda, fazer planos e voltar a estudar assuntos fora de minha área de atuação. A obra de Sun Tzu foi um desses assuntos. Como era um momento de reflexão, planos e grandes escolhas, a leitura me influenciou bastante. Mudei a maneira de tomar decisões, de decidir os passos que daria adiante na carreira e de negociar as condições contratuais para cada novo trabalho. Mudei também a maneira de conduzir minhas atividades profissionais, ouvindo menos as pessoas que teriam a ganhar com minha fragilidade e dando mais atenção a quem teria a ganhar com minha força. Nunca me considerei uma pessoa agressiva, tampouco bom negociador. Continuo assim. Sempre que preciso tomar uma grande decisão de consumo, levo meu exército comigo — meu pai e minha amada Adriana, esses sim, bons negociadores. Mas, após a leitura de A arte da guerra, passei a encarar de outro modo as situações potencialmente estressantes. Isso contribuiu até para diminuir meu estresse. Certamente, outras leituras que fiz após essa contribuíram bastante para meu planejamento pessoal e de negócios, mas poucas me apresentaram uma filosofia tão direta e simples quanto os ensinamentos de Sun Tzu. A cada “batalha” que enfrento, não tenho como não me lembrar de alguns ensinamentos aqui aprendidos.Será a vida uma guerra? Talvez você compartilhe dessa ideia, mas eu não consigo ter uma interpretação tão dramática da vida moderna. A vida já foi permeada por verdadeiras guerras, com suas sangrentas batalhas por terras, riquezas e vidas para aumentar tanto exércitos de guerreiros quanto de escravos. Mas o mundo evoluiu, e com ele a tecnologia que nos traz conforto e produtividade. As relações de trabalho se tornaram menos desiguais, e hoje trabalhadores negociam suas condições com empregadores. Não precisamos mais plantar nosso alimento nos fundos de casa. Compramos o que precisamos para alimentar nossos filhos com o dinheiro que ganhamos trabalhando em confortáveis escritórios. Antes de sermos lançados à “guerra” do mercado de trabalho, somos preparados durante cerca de 18 anos, sob o amparo de cuidados pedagógicos, metodologias que respeitam as limitações da infância e os processos químicos da evolução cerebral, merendas preparadas sob a tutela de cientistas nutricionais. Sem contar que somos ainda mimados por nossos pais, o que faz com que nossa educação nos insira em uma redoma invisível, que nos ilude para a realidade. Enfim, nosso “preparo para a guerra” é bem diferente do antigo autoritarismo, muitas vezes imposto pelo chicote ou, como prega Sun Tzu, pela decapitação. A consequência é paradoxal. Apesar da guerra de hoje ser muito mais amena e tranquila do que as guerras do passado, chegamos a ela menos preparados. Somos soldados frouxos participando de uma guerra delicada, que exigiria pouco de um bom guerreiro para ser vencida. As vitórias de hoje não são de um imperador e de seu exército, mas de todos aqueles que seguem caminhos conhecidos que exigem disciplina e algum preparo. Além disso, as vitórias de hoje não pressupõem, necessariamente, que haja derrotados. É possível que a maioria dos que participam do que se convencionou chamar de guerra saiam dela vitoriosos e ilesos. Apesar desse contexto, a obra de Sun Tzu é de valor inestimável para o trabalhador de hoje, considere-se ele um guerreiro ou não. Não devemos ler os ensinamentos de A arte da guerra com a faca nos dentes, imaginando que devemos derrubar nossos concorrentes, passar por cima dos que se opõem a nossas ideias, decapitar a origem dos problemas que nos afligem. As técnicas aqui ensinadas, tão milenares quanto atuais, nos fortalecem como soldados mais bem-preparados para desafios, independentemente de quais sejam. Ajudam a blindar nosso espírito contra atitudes mal-intencionadas, preparam-nos para situações de conflito, convidam-nos a buscar o equilíbrio e valorizam o planejamento como estratégia de diferenciação. Se você tiver sorte, talvez não se sinta em uma guerra, como muitos profissionais se sentem. Mas, inevitavelmente, em vários momentos de sua vida você se verá diante de uma situação de negociação. Talvez na hora de negociar uma promoção, talvez no momento de estabelecer as concessões de cada um no relacionamento com quem você ama, talvez durante a negociação de seu próximo financiamento de automóvel. Tanto faz. Negociar vai muito além de pechinchar e espremer a outra parte para chegar mais perto do que você considera vantajoso para si mesmo. Em uma boa negociação, você sai ganhando e a outra parte não sente que saiu perdendo. Quando isso acontecer, essa outra parte estará propensa a negociar mais vezes com você, dando-lhe mais oportunidades de vencer. Mais do que um manual de guerra, a obra de Sun Tzu é um precioso compêndio de técnicas para fortalecer seu poder de negociar e vencer com o mínimo de conflitos. Para aproveitar esse compêndio, você deverá lê-lo com a mente aberta, fazendo analogias entre a realidade do período antes de Cristo e os fatos de sua vida presente. Ao longo da leitura, você se surpreenderá com a atualidade dessa teoria milenar. Sun Tzu nos indica como lidar, por exemplo, com os fenômenos de massificação, teorizando sobre a visão do exército atuando como toras. Como em um numeroso exército, para ser notado e reconhecido você deverá atingir diversas frentes simultaneamente. Ao ensinar a vencer sem a necessidade de lutar, Sun Tzu mostra como negociar sem se rebaixar ao nível de um inimigo menos preparado. A administração moderna, base para a gestão das grandes empresas da atualidade, fundamenta-se no planejamento das ações para minimizar riscos. Não era diferente na época de Sun Tzu: “Na guerra, um estrategista vitorioso só abre a batalha quando seus planos indicam ser a vitória uma possibilidade, [...] aquele destinado ao fracasso luta antes de ter planos cuidadosos. ” A racionalidade também é recomendada pelo estrategista militar: “Não inicie seu movimento à frente a não ser que haja uma vantagem a ser obtida.” Incrível como esse manual de guerra reúne em pensamentos tão objetivos as principais bases das complexas teorias modernas. Simples e suficiente, para quem se propõe a seguir princípios. Interessante notar também a visão que Sun Tzu tem de uma vida mais rica, em que é possível vencer o outro sem destruí-lo, seguindo sua orientação de preservar o exército inimigo, conquistando-o por inteiro. Essa é uma das minhas teorias favoritas, que, no meu trabalho, equivale à recomendação de enriquecer honestamente, ou seja, sem empobrecer ninguém. Enfim, poderia listar inúmeras analogias que podem ser feitas ao longo da leitura deste maravilhoso texto, mas deixarei que você tire suas próprias conclusões. O soldado é você, a guerra — se assim você entende sua vida — é sua, e você tem em mãos ensinamentos preciosos que fizeram de Sun Tzu um best-seller ao longo de séculos. Seguir essas teorias provavelmente não fará de você uma pessoa mais agressiva ou menos humana, mas sim uma pessoa mais preparada para o que der e vier. Provavelmente, como bom general, isto é, consciente das oportunidades e de seus limites, você se prepare para desvencilhar-se com tamanha competência de suas situações que a vida jamais venha a se parecer com aquilo que muitos insistem em chamar de guerra diária. Viva mais feliz, mas colha mais frutos de cada escolha do dia a dia. Esta é uma lição valiosa. Gustavo Cerbasi Desenvolvendo planos Sun Tzu disse: A arte da guerra é de vital importância para o Estado. É uma questão de vida ou morte, dela depende o caminho para a segurança ou para a ruína. Desse modo, trata-se de assunto a ser pesquisado e que não pode, de jeito algum, ser negligenciado. A arte da guerra depende de cinco fatores constantes, que devem ser levados em conta durante a fase de deliberações, quando se tenta determinar quais são as condições que o campo oferece. São eles: Lei Moral, Paraíso, Terra, Comando e Método e Disciplina. A Lei Moral é aquilo que deixa as pessoas em completa consonância com seu líder, a ponto de fazer com que o sigam a despeito da própria sobrevivência, a despeito de qualquer perigo. Paraíso quer dizer o dia e a noite, o frio e o calor, a passagem do tempo e as estações do ano. Terra corresponde a distâncias, ao grande e ao pequeno; ao perigo e à segurança; ao campo aberto e a passagens estreitas; e à aposta na vida ou na morte. O Comando inclui as virtudes da sabedoria, da sinceridade, da benevolência, da coragem e do rigor. Por Método e Disciplina deve ser entendida a organização do exército em suas subdivisões condizentes, as gradações hierárquicas entre oficiais, a manutenção de estradas pelas quais os suprimentos chegarão às tropas e o controle dos gastos militares. Esses cinco fatores devem ser do conhecimento de todos os generais. Aquele que os conhecer bem será vitorioso; quem não os conhecer fracassará. Sete perguntas para reflexão (1) Entre os dois soberanos em guerra, qual está imbuído da lei moral? (2) Entre os dois generais em guerra, qual tem mais capacidade? (3) Para que lado pendem as vantagens que nascem do Paraíso e da terra? (4) Que lado aplica com mais rigor a disciplina? (5) Qual é o exército mais forte? (6) De que lado estão os homens e oficiais mais bem-treinados? (7) Qual é o exército que tem mais coerência na aplicação de punições e incentivos? A partir dessas sete perguntas é possível predizer a vitória e a derrota. O general que escutar meus conselhos e agir de acordo com eles será o conquistador. Que ele seja mantido no poder! O general que não escutar meus conselhos ou não agir de acordo com eles sofrerá a derrota. Que ele seja destituído! Enquanto estiver refletindo sobre meus conselhos, não deixe de aproveitar quaisquer circunstâncias favoráveis que existam além e independentemente das regras comuns. E, se houver tais circunstâncias favoráveis, modifique seus planos, levando-as em consideração. Táticas elementares Toda luta é baseada em algum truque. Assim, se estamos prontos para o ataque, devemos parecer incapazes; ao usar toda nossa força, devemos dar a impressão de inatividade; quando estivermos próximos, é preciso que o inimigo pense que estamos longe; quando estivermos longe, ele deverá achar que estamos próximos. Jogue algumas iscas para excitá-lo. Finja desordem e o aniquile. Se ele estiver com todos os lados blindados, esteja preparado para ele. Se ele for superior em força, use uma estratégia de evasão. Se seu oponente tiver temperamento colérico, procure irritá-lo. Finja ser fraco para que ele cresça em sua arrogância. Se ele estiver calmo, não lhe dê sossego. Se as forças dele são coesas, separe-as. Ataque-o quando ele não estiver preparado, surja quando ele menos esperar. As maquinações de guerra que levam à vitória não devem ser divulgadas de antemão. O general que vence uma batalha é o que gasta muitas horas no templo, em reflexões, antes de a batalha ser encetada. O general que perde uma batalha é aquele que não quer perder tempo em reflexões prévias. Assim, refletir muito leva à vitória e refletir pouco à derrota. E é fácil ver como a ausência de pensamento leva muito mais rapidamente à derrota! É prestando atenção nesse detalhe que consigo saber quem é o provável vencedor e o provável derrotado. II Em meio à guerra Sun Tzu disse: Nas operações de guerra haverá no campo mil carros leves, outros tantos pesados, cem mil soldados vestidos de malha, com provisões suficientes para avançar mil li* de distância. Haverá gastos nas vilas e no front, incluindo a hospedagem de visitantes e pequenos itens como cola e tinta, e somas para os carros e as armaduras, o que resultará em um total de milhares de onças de prata por dia. Eis o custo de levantar um exército de cem mil homens. * Uma entre as várias unidades de distância chinesas, equivalente a 576 metros. Quando já se está em plena luta, se a vitória demora a chegar, as armas dos homens perdem o fio e seu ardor arrefece. Se há o cerco a uma cidade, isso pode exaurir as forças de um exército. É preciso repetir: se a campanha se estender no tempo, os recursos do Estado não se equivalerão aos gastos. Agora, quando as armas perdem o fio, quando o ardor cai, quando sua força fica exaurida e os recursos acabam, outros poderes aparecerão para tirar vantagem de sua situação extrema. E homem algum, por mais sábio que seja, conseguirá evitar as consequências que se seguirão. Assim, apesar de já termos escutado algo a respeito de uma urgência estúpida durante uma guerra, nunca houve quem associasse a sabedoria a atrasos. Não há registro de nação que tenha se privilegiado de uma guerra demorada. Ataque-surpresa Só aquele que está profundamente consciente de todo o mal de uma guerra poderá compreender profundamente a melhor maneira de guerrear. Um militar competente não exige que lhe deem uma segunda leva de impostos nem exige que seus vagões de suprimentos sejam abastecidos várias vezes seguidas. É preciso trazer material para a guerra, mas é preciso saber tomá-lo do inimigo. Só assim o exército terá o suficiente para cobrir suas necessidades. A falta de recursos adequados no tesouro do Estado faz com que um exército dependa de contribuições a distância. E contribuir para a manutenção de um exército a distância provoca pobreza no povo. Por outro lado, a presença de um exército provoca aumento de preços, e preços altos também provocam pobreza no povo. Mesmo depois de grande parte de sua subsistência ter sido desviada para o exército, o camponês ainda assim se verá afligido por pesados confiscos. Vivendo à custa do inimigo Com a perda da capacidade de subsistência e com a exaustão das forças, as casas do povo estarão desprovidas de tudo, e três décimos daquilo que receberiam serão dissipados; e mais quatro décimos estarão comprometidos com as despesas públicas para substituir carros quebrados, cavalos mortos, peitorais, capacetes, arcos e flechas, lanças e escudos, malhas de proteção, bois de canga e vagões pesados. Assim, um general sábio terá como meta obter provisões do inimigo. Uma carroça de provisões tiradas do inimigo corresponde a 21 de seu próprio manancial, assim como um único picul (cerca de 133 libras) de forragem do inimigo é igual a 21 que venham de seu próprio campo. Para poder matar o inimigo, os homens precisam estar cheios de raiva; e, ainda que se veja vantagem em derrotar o inimigo, é preciso haver, além disso, estímulos. Assim, na luta de carros, quando dez ou mais carros forem tomados, os que conseguiram o primeiro devem ser recompensados. Nossas próprias bandeiras devem tremular nos carros do inimigo, e todos os carros devem ser usados juntos, sem distinção. Os soldados capturados devem ser tratados com gentileza e feitos prisioneiros. É isso que se chama usar o inimigo conquistado para aumentar a própria força. Na guerra, então, que seja a vitória o principal objetivo, e não as longas campanhas. Desse modo, pode-se entender que o líder dos exércitos é o árbitro do destino de um povo, o homem de quem depende a paz da nação ou sua exposição ao perigo. III O ataque através de estratagemas Sun Tzu disse: Na implementação prática da arte da guerra, a melhor coisa a fazer é tomar todo o território inimigo, intacto e completo; dividi-lo em partes e destruí-lo diminuirá seu lucro com a posse. Da mesma maneira, é melhor capturar um exército inteiro do que destruí-lo; capturar um regimento, um destacamento ou uma tropa inteira é melhor do que os aniquilar. Assim sendo, lutar todas as batalhas não é um comportamento de excelência; a suprema excelência consiste em quebrar a resistência do inimigo, sem luta. Logo, a melhor forma de comandar é arruinar os planos do inimigo. A segunda melhor é impedir a integração das forças do inimigo. A terceira é lutar com o inimigo no campo de batalha. E a pior política de todas é sitiar as cidades muradas do inimigo. O cerco como guerra A regra é não sitiar cidades muradas do inimigo, se isso puder ser evitado. O preparo dos abrigos individuais, dos abrigos coletivos móveis e dos outros instrumentos de guerra levará três meses inteiros; a construção de montes de terra que fiquem na altura das muralhas, mais três meses. O general incapaz de controlar sua impaciência empurrará seus homens para o ataque como se fossem formigas pululando, e o resultado será que um terço deles morrerá enquanto a cidade-alvo continuará intocada. Tais são os resultados prováveis e desastrosos de um cerco. Ao contrário, um líder capaz conseguirá submeter sem luta as tropas do inimigo; capturará suas cidades sem lhes impor um cerco; conseguirá derrubar o reino inimigo sem precisar de longas operações de campo. Com suas forças intactas, ele desafiará o poder de um império e, sem perder um único homem, alcançará o triunfo total. É isso que quer dizer atacar usando estratagemas. Vantagem numérica Existe essa regra na guerra: se suas forças são de dez para um em relação às do inimigo, cerque-o; se são de cinco para um, ataque-o; se suas forças são o dobro das do inimigo, divida seu exército em dois. De igual para igual, poderá haver uma batalha; se ligeiramente inferior em número, devemos evitar o confronto; se de todo modo estivermos em uma relação desigual, o melhor será fugir. Porque, apesar de um exército pequeno e obstinado conseguir lutar, ao final ele será capturado pela força superior. É preciso lembrar que um general é o bastião do Estado: se esse bastião for uma muralha sem brechas, o Estado se manterá forte; se houver falhas, o Estado se tornará fraco. Há três maneiras pelas quais um líder arriscará atrair a desgraça para seus homens: Dando ordens para avançar ou retroceder, sem perceber que a obediência a tal coisa é impossível. Eles não sairão do lugar. Dando ordens a soldados como se fossem civis do reino, sem perceber que as condições militares são diferentes. Eles ficarão insatisfeitos. Utilizando sem discernimento o potencial dos oficiais, sem perceber que há um princípio na guerra, que é o de adaptar a ação a cada circunstância. Eles ficarão com a confiança abalada. E, quando um exército está insatisfeito e com a confiança abalada, é certo que haverá problemas com chefes rivais. Agir dessa maneira é o equivalente a trazer a anarquia para dentro do exército e jogar fora a possibilidade de vitória. Assim, é fácil saber quais são os cinco itens essenciais a uma vitória: Vencerá aquele que sabe quando lutar e quando não lutar. Vencerá aquele que sabe como lidar com forças inimigas superiores e com forças inimigas inferiores. Vencerá aquele cujo exército está integrado em um mesmo espírito, em todos os níveis de sua hierarquia. Vencerá aquele que, tendo se preparado, espera para dobrar o inimigo quando ele não estiver preparado. Vencerá aquele que tem habilidade militar e não sofre interferência do soberano. A vitória está à espera de quem conhece esses cinco pontos. É daí que vem o ditado: se você conhecer o inimigo e conhecer a si mesmo, não precisará ter medo do resultado de cem batalhas. Se você conhecer a si mesmo, mas não conhecer o inimigo, para cada vitória conquistada haverá uma derrota. Se você não conhecer o inimigo nem a si mesmo, irá fracassar em todas as batalhas. IV Disposições táticas Sun Tzu disse: Os valorosos lutadores de antigamente primeiro se punham em posição de não poder ser derrotados e só aí esperavam uma oportunidade para vencer o inimigo. A garantia de não sermos derrotados está em nossas próprias mãos, mas a oportunidade de vitória sobre o inimigo é dada pelo próprio inimigo. Assim, o bom lutador é capaz de proteger-se contra a derrota, mas não pode tomar como certa a derrota do inimigo. Vem daí o ditado: uma pessoa pode saber do que precisa para obter uma conquista, sem ter os meios de obtê-la. Garantir-se contra derrotas implica usar táticas defensivas; ter habilidade para derrotar o inimigo significa tomar a ofensiva. Manter-se na defensiva indica força insuficiente; manter-se no ataque, força em excesso. Um general hábil na defesa esconde-se em recessos desconhecidos da Terra; um general bom no ataque brilha no pico mais alto do Paraíso. Pois, se de um lado temos a capacidade de nos proteger, do outro temos a possibilidade de uma vitória completa. Enxergar uma possibilidade de vitória quando ela está à vista de todo o rebanho não é o cúmulo da excelência. Também não é o cúmulo da excelência obter uma vitória diante da qual todo o império exclama: “Até que enfim!” Levantar uma folha caída no chão não é sinal de excepcional força física; enxergar o Sol e a Lua não é sinal de uma visão arguta; escutar o barulho do trovão não significa ter um ouvido particularmente aguçado. O que os antigos chamavam de um bom lutador não é aquele que vence, mas aquele que vence com facilidade. Desse modo, suas vitórias não lhe trazem fama por ter sido muito esperto ou crédito por ter sido muito corajoso. Ele é um vencedor porque não comete erros. Evitar erros é o que determina a vitória, e isso quer dizer conquistar um inimigo que já está derrotado de antemão. Para evitar derrotas Assim sendo, um lutador habilidoso põe-se em posição tal que sua derrota se torna impossível e não perde não perde oportunidades de derrotar o inimigo. É por isso que, na guerra, um estrategista vitorioso só procura a batalha quando seus planos indicam a possibilidade de uma vitória. E é por isso que aquele destinado aooportunidades de derrotar o inimigo. É por isso que, na guerra, um fracasso luta antes de ter planos cuidadosos, achando que a vitória pode acontecer sem isso. Um líder consumado cultiva a lei moral e adota sem restrições método e disciplina. Desse modo, ele mantém em seu poder o controle sobre o sucesso. Em relação ao método da guerra, temos: primeiro, a avaliação; segundo, a estimativa quantitativa; terceiro, o cálculo; quarto, a comparação das oportunidades; quinto, a vitória. A avaliação existe no âmbito da Terra; a estimativa quantitativa está no âmbito da avaliação; o cálculo integra a estimativa quantitativa; a comparação das oportunidades está no cálculo; e a vitória está na comparação das oportunidades. Um exército vitorioso, quando comparado ao que será derrotado, é como um peso de chumbo em uma balança que tem um grão de arroz no outro prato. O vagalhão da força conquistadora se compara ao despejar de águas furiosas em um poço de águas paradas. E isso é tudo em relação às disposições táticas. V O uso da energia Sun Tzu disse: Controlar uma força numerosa não é diferente, em princípio, de controlar poucos homens. É só uma questão de dividir o número total. Desse modo, lutar com um grande exército sob seu comando não é diferente de lutar com um pequeno exército. É meramente uma questão de instituir signos e sinais. Garantir que a totalidade de seus homens suportará o peso do ataque inimigo, mantendo-se incólume, depende de manobras diretas e de manobras indiretas.estrategista vitorioso só procura a batalha quando seus planos indicam a possibilidade de uma Que o impacto de seu exército seja como o de uma lixa passando suavemente sobre a casca de um ovo, guiado por essa ciência que estuda a fricção entre pontos fracos e pontos fortes. Seja qual for a luta, métodos diretos podem ser usados no calor de uma batalha, mas serão os métodos indiretos os necessários para garantir a vitória. Táticas indiretas, quando eficientemente aplicadas, são inexauríveis como o Paraíso e a Terra; infindáveis como o fluxo ininterrupto de rios e correntezas; como o Sol e a Lua, elas terminam seu percurso apenas para recomeçá-lo outra vez; assim como as quatro estações, elas vão e voltam. Não há mais que cinco notas musicais em nossas melodias, mas as combinações delas dão origem a mais músicas do que será possível ouvir durante toda uma vida.* Só há três cores primárias, mas sua combinação produz mais tonalidades do que o olho pode ver. Só há cinco sabores básicos, mas, combinados, são mais sutis do que a capacidade de nossa boca em apreendê-los. Na guerra, não há mais que dois métodos de ataque — o direto e o indireto. No entanto, a combinação deles é fonte de uma quantidade infinita de manobras. A cada vez um método se impondo como principal sobre o outro. É como se mover em um círculo — nunca se chega ao fim. Quem poderia exaurir as possibilidades de tais combinações? Tropas, ao se porem em marcha, são como uma torrente que tira do lugar até mesmo as pedras que estão no caminho. Decisões, ao serem tomadas, são como o mergulho preciso do falcão que o capacita a apanhar e destruir sua vítima. Assim, o bom lutador será muito rápido ao se decidir e terrível uma vez em marcha. A decisão libera a força Energia é o que tensiona o arco; decisão é o que solta a flecha. Em meio à confusão e ao tumulto de uma batalha, pode-se pensar que há desordem ou perceber que não há desordem nenhuma. Em meio à confusão e ao caos, a disposição das tropas pode parecer não ter pé nem cabeça e, ainda assim, elas podem estar blindadas contra a derrota. Desordem simulada é o disfarce de uma perfeita disciplina; medo simulado é um disfarce para a coragem; fraqueza simulada é um disfarce da força. Esconder a ordem sob o manto da desordem é uma simples questão de manejar subdivisões; disfarçar a coragem sob o teatro da aparente timidez protege uma reserva de energia latente; mascarar a força com a cara da fraqueza é ser eficiente em matéria de disposições táticas. Assim, aquele que é mestre em manter o inimigo intranquilo é aquele que constrói aparências enganosas, a partir das quais o inimigo é levado a agir. Ao lançar chamarizes ao inimigo, ele o induz a se movimentar sem descanso; e aí, com um corpo de homens bem-escolhidos, fica à espreita de uma oportunidade. Um combatente esperto buscará o benefício de energias somadas e não exigirá muito de indivíduos isolados. Daí ser importante saber escolher os homens certos, para poder utilizar a energia conjunta deles. Quando o bom combatente utiliza a energia somada de seus lutadores, estes se parecem com toras de madeira que despencam juntas sobre o inimigo; ou com pedras rolando sobre ele. Porque é da natureza da tora ou da pedra manter-se imóvel quando está no nível do chão, mas correr no declive; manter-se imóvel se tiver quatro quinas, mas correr solta e rápida se for redonda. Assim, a energia desenvolvida por bons combatentes é igual à energia de uma pedra sem arestas que se desprende de uma montanha a milhares de metros de altura. E isso é tudo sobre o assunto energia. VI Pontos fracos e pontos fortes Sun Tzu disse: Aquele que antecipa sua chegada ao campo de batalha e lá espera pela chegada do inimigo estará descansado para a luta; no entanto, aquele que chega atrasado ao campo de batalha terá de correr para se preparar e ficará exausto. Assim sendo, o combatente esperto imporá sua vontade ao inimigo e não permitirá que a vontade do outro lhe seja imposta. Ao lhe oferecer vantagens falsas, o combatente esperto poderá provocar a aproximação do inimigo a qualquer momento que isso for conveniente; ao contrário, ao lhe fustigar com danos, ele poderá impedir que seu inimigo se aproxime se o momento não for apropriado. Se o inimigo estiver despreocupado, o combatente esperto poderá provocá-lo com ataques sucessivos; se estiver cheio de suprimentos, poderá fazer com que passe fome; se estiver quieto em seu acampamento, poderá forçá-lo a se mover. Poderá mostrar sua presença de forma pontual para que o inimigo se veja obrigado a se apressar para se defender; ou surgir em locais onde não é esperado pelo inimigo. Não há problema se o exército marchar por longas distâncias se a marcha ocorrer em um território onde o inimigo não está. Não há dúvidas quanto ao sucesso de ataques feitos contra locais que não estão sendo defendidos. A defesa estará garantida se ocupar posições que não podem ser atacadas. Assim, um general poderá ser chamado de talentoso no ataque se o oponente não souber o que deve defender; e será talentoso na defesa se seu oponente não souber o que deve atacar. Sutileza e discrição Ó divina arte da sutileza e da discrição! Através de ti aprendemos a ser invisíveis; através de ti somos inaudíveis; e desse modo temos o destino do inimigo em nossas mãos. O avanço sobre o inimigo pode ser irresistível se o destino for seus pontos mais fracos; e a retirada pode se dar em segurança e sem perseguições se seus movimentos forem mais rápidos do que os do inimigo. Se desejarmos a luta, o inimigo poderá ser forçado a sair e nos enfrentar, ainda que esteja em abrigo seguro no alto de uma colina ou no fundo de uma trincheira. Tudo que temos a fazer é atacá-lo em algum ponto que ele se veja obrigado a socorrer. Se não desejarmos a luta, o inimigo poderá ser impedido de nos confrontar, ainda que tudo que houver para proteger nosso acampamento sejam linhas traçadas na areia. Tudo que temos a fazer é atirar algo incomum ou inesperado em seu caminho. Ao desvendar as disposições do inimigo enquanto encobrimos as nossas, conseguimos garantir nossa concentração de forças enquanto o inimigo dispersa as dele. Poderemos, então, nos constituir como um bloco único e sólido enquanto obrigamos o inimigo a se dividir em várias frações. Desse modo, haverá uma frontalidade homogênea atrás da qual nós estamos, oposta às partes separadas do outro; o que quer dizer que seremos muitos em uma massa coesa em relação à rarefação das forças do inimigo, dispersas em suas partes separadas. E se, desse modo, conseguirmos atacar uma força inferior com nossa força superior, nossos oponentes ficarão em terríveis dificuldades. A discrição sobre o local da batalha O local onde planejamos abrir a luta não deve se tornar conhecido; porque, desse modo, o inimigo terá de se preparar contra um possível ataque em vários pontos diferentes; e suas forças terão, portanto, de ser enviadas em várias direções diferentes, com a consequência de que o número que teremos de enfrentar em qualquer desses pontos será sempre proporcionalmente menor que o nosso. Pois, toda vez que o inimigo precisar fortalecer suas tropas de frente, terá de enfraquecer a retaguarda; se fortalecer a retaguarda, enfraquecerá a frente; fortalecendo-se à esquerda, deixará fraca a direita; fortalecendo-se à direita, deixará desprotegida sua esquerda. Se mandar reforços para todos os lados, todos os lados estarão fracos. A inferioridade numérica advém dessa necessidade de se preparar contra vários ataques possíveis; a vantagem numérica advém quando induzimos nosso adversário a se preparar assim contra nós. Se determinarmos o lugar e o momento da próxima batalha, poderemos nos concentrar em meio a um eixo abrangendo grandes distâncias — e nos preparar para a luta. Mas, se nem o momento nem o local nos forem conhecidos, a ala esquerda do exército será incapaz de socorrer a direita, a direita ficará igualmente incapaz de socorrer a esquerda, as linhas de frente não poderão ajudar a retaguarda, nem a retaguarda poderá dar apoio a quem está na frente. Muito pior será a situação se a parte mais avançada da armada estiver a centenas de li de distância e se mesmo a tropa mais próxima estiver separada de nós por vários li. Se essa for a situação, mesmo se, por exemplo, os soldados de Yüeh excederem os nossos em quantidade, essa vantagem não lhes servirá de nada na hora de obter a vitória. Direi então que podemos vencer. Quando o inimigo for mais forte em número de homens, poderemos impedi-lo de lutar. Para isso, é preciso achar uma maneira de descobrir seus planos e suas possibilidades de sucesso.