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A Arte de Ser Gentil (Cód: 2015997)

Einhorn,Stefan

Objetiva

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Descrição

O sucesso autêntico não é alcançado pelos espertos e inescrupulosos, por egoístas de carteirinha ou chefes com ares de psicopata. Para Stefan Einhorn, médico-chefe do departamento de oncologia e professor membro do Conselho de Ética do Instituto Karolinska, em Estocolmo, o verdadeiro sucesso é atingido de outra maneira. 'O que fazemos para nós mesmos não beneficia ninguém, enquanto o que fazemos uns para os outros favorece a todos', acredita o autor. Uma pessoa que age com gentileza tem sempre em mente a consideração pelo seu semelhante. Saber que ao ser gentil está se beneficiando não somente o outro, mas principalmente a si próprio, é a chave para tornar-se um ser humano generoso. Em 'A Arte de Ser Gentil', o autor ensina como vencer os obstáculos que impedem que as pessoas sejam verdadeiramente gentis e revela cinco passos que devem ser seguidos por quem deseja desenvolver a gentileza. No entanto, ser gentil não é sempre uma qualidade fácil de ser colocada em prática. Deixar que os outros sempre façam o que querem não é, por exemplo, algo condizente com a qualidade de ser bom. Especialmente se os outros estão errados e as conseqüências de seus atos podem ser negativas. Segundo Stefan Einhorn, 'ser gentil também não é sinônimo de falta de personalidade e de deixar que os outros se aproveitem de nós. Nem significa estar disposto a ajudar e a fazer coisas que são contrárias aos nossos princípios'.
A Arte de Ser Gentil revela como é possível tornar-se bem-sucedido por meio da bondade. O autor desmistifica a gentileza como sinônimo de ingenuidade e submissão. Para Einhorn, a gentileza é o fator individual mais importante para se alcançar o sucesso pessoal: 'Nada do que fazemos para ter uma vida bem-sucedida é mais importante do que ter a capacidade de interagir de uma forma boa com os nossos semelhantes'. Stephan Einhorn é professor titular e presidente do Conselho de Ética do Instituto Karolinska, em Estocolmo, e médico-chefe da clínica de oncologia dessa mesma instituição. Escreve sobre ciência, filosofia e religião.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573028782
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573028782
Profundidade 2.00 cm
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 208
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorEinhorn,Stefan

Leia um trecho

Introdução Ao chegar ao consultório pela manhã, percebi imediatamente que havia um clima de indignação no ar. — O que foi? — perguntei à enfermeira de plantão. Lançando-me um olhar preocupado, ela respondeu: — Um de seus pacientes morreu de madrugada. O médico de plantão acabou de passar por aqui e contou pra todo mundo que aconselhou à família da paciente a te denunciar no Conselho de Medicina. Caso contrário, ele mesmo vai fazê-lo. Tudo indica que os parentes da falecida estão furiosos com você. Entendi logo de qual paciente se tratava. No dia anterior, eu tinha recebido no meu consultório uma senhora bem-disposta de 75 anos com um olhar inquisitivo. Ela veio acompanhada do fi lho. Era o nosso primeiro encontro e ela tinha vindo para o segundo ciclo do tratamento citostático contra o câncer. Ela tinha uma espécie de linfoma, também chamado de câncer da glândula linfática, que caso não seja tratado é fatal, porém com tratamento chega a taxas de 50% de cura. Após o primeiro ciclo, ela tinha se queixado de problemas cardíacos, tendo sido internada para observação. Mas naquele momento, a paciente sentia-se bem e estava pronta para a segunda fase do tratamento. Tivemos uma conversa longa em que expliquei os riscos para o coração nesse novo ciclo; ao mesmo tempo, informei que essa era a única chance de a paciente ficar curada. Ela disse que estava de acordo com os riscos, mostrando-se disposta a continuar. Então sugeri que ela pernoitasse no hospital. A paciente recusou a proposta, dizendo que preferia ir embora. Ela iria dormir na casa do fi lho e achava que lá teria assistência sufi ciente. Eu, por minha vez, não insisti. Quando estávamos diante da porta do consultório terminando de conversar, ela olhou para mim e disse sorrindo: — O senhor é um médico gentil, arranjou tempo para conversar com uma senhora idosa, mesmo com a sala de espera cheia de pacientes. — Não foi nada, foi um prazer conhecê-la — respondi enquanto calculava que, se trabalhasse durante a hora do almoço, conseguiria atender um número sufi ciente de pacientes antes das consultas da tarde. De madrugada, a paciente chegou no hospital com problemas cardíacos e o médico de plantão a internou. Depois de algumas horas, ela foi encontrada morta no leito. A morte de um paciente não é algo raro quando se trabalha com câncer. Sempre fi co triste quando isso acontece, mas nesse caso foi diferente. A morte de um paciente devido a um erro meu era um golpe duro. Sozinho comigo mesmo refleti sobre o que tinha acontecido. Segundo o meu julgamento, prescrever o tratamento foi a decisão certa, já que a paciente havia concordado, apesar dos riscos. No entanto, eu poderia ter insistido na internação. Por que não fiz isso? Com tais pensamentos rodando na minha cabeça, fui telefonar para o fi lho da paciente falecida. Assim que ouvi uma voz do outro lado da linha, me apresentei e me preparei mentalmente para uma série de acusações, ficando muito surpreso ao ouvi-lo dizer: — Que bom que o senhor ligou. Eu gostaria de agradecer a maneira como o senhor tratou a minha mãe. Ele me contou o que tinha acontecido de madrugada e como ele e os outros parentes estavam se sentindo. Conversamos sobre o ocorrido e sobre a sua mãe. Em seguida, contei que tinha sido criticado quanto à forma com que tinha tratado a mãe dele e que, eu mesmo, achava que deveria ter insistido na internação dela. Para minha surpresa, ele então respondeu: — Mas o senhor insistiu, sim. Foi a minha mãe que se recusou a ser internada. Estou convencido disso e caso você seja denunciado ao Conselho, estou disposto a testemunhar a seu favor. Surpreso com o apoio dele e com a minha memória falha, destaquei no fi m da conversa que os familiares podiam entrar em contato conosco a qualquer hora caso precisassem de algum esclarecimento. Ele ficou calado por um instante, dizendo logo em seguida: — Há uma outra coisa que você deve saber, doutor Stefan. A mãe disse que ela não gostava daquele médico de plantão, mas que você tinha sido muito gentil com ela. É por isso que não farei nada que lhe possa prejudicar. Depois da conversa, continuei sentado perto do telefone durante alguns minutos, pensando nas palavras dele. Eu havia me lembrado corretamente do que tinha dito durante a consulta. O filho sabia que eu não tinha insistido na internação. No entanto, ele escolheu me proteger. Em nenhum momento fui denunciado ao Conselho: o médico-chefe era da opinião de que eu não havia cometido nenhum erro formal. Por outro lado, segundo ele, o médico de plantão deveria ter pedido que um cardiologista examinasse a paciente. Mas se os familiares tivessem dado queixa de mim ao Conselho, eu teria de passar por um longo processo burocrático, além de muitos meses de incerteza. Livrei-me de tudo isso porque me acharam gentil. Muitas ocasiões me deram motivos para refl etir sobre o termo “gentil”. Assim como outras crianças, quando eu era pequeno ouvia dizer: “Você deve ser gentil com a sua irmãzinha” ou “Agora você não foi nada gentil”. Entre os adultos, no entanto, a palavra gentil aparece em outros contextos: “É, ele é gentil, mas as vaquinhas de presépio também são.” E o que dizer deste comentário? “Mas no fundo no fundo ela é gentil.” Então, como definir a qualidade de “ser gentil”? Ela tem um valor positivo ou negativo? Ser gentil é algo bom ou ruim? No que se refere aos adultos, parece que o fato de “ser gentil” é freqüentemente vinculado a um comportamento que se considera infantil ou imaturo. Parece também que se pressupõe que pessoas que se comportam de maneira gentil também são um pouco “burrinhas”. Às vezes, a gentileza pode ser confundida com fraqueza ou com difi culdade em dizer não. Espera-se que um adulto gentil seja um verdadeiro idiota. As crianças, por outro lado, são bem-vindas a serem gentis. E como defi nir a palavra “bom”, que para mim é quase sinônimo de gentil? “Uma pessoa boa” é uma qualificação que quase não se ouve, excetuando-se o caso de pessoas falecidas. Quando se diz que alguém é bom, usa-se, muitas vezes, um tom de ironia. Como se explica isso? Como as designações “gentil” e “bom” se transformaram em palavras com uma carga negativa? Cada vez que ouço tal tom pejorativo, fi co boquiaberto e me pergunto se aqueles que se expressam assim se dão conta de quem é que realmente sabe o que é importante na vida. Chegou a hora de uma mudança de paradigma quanto à visão acerca da pessoa gentil. Para mim, uma pessoa gentil é um indivíduo que vive com a ética em seu coração. Uma pessoa que age com gentileza tem sempre em mente a consideração pelo seu semelhante. A meu ver, essas qualidades parecem ser essencialmente boas. A pessoa que age com gentileza pode ser tudo, menos burra. Pelo contrário, ela é muito inteligente, pois compreendeu, consciente ou inconscientemente, o mais importante: aquilo que fazemos para os nossos semelhantes também fazemos para nós mesmos. Somente temos a ganhar quando somos bons para com o próximo e temos muito a perder se não agimos assim. Quem é gentil caminha em direção ao sucesso. Acredito de verdade que a gentileza seja o fator mais importante quando se trata do quanto nos tornamos bem-sucedidos na vida. Em vista disso, se por algum motivo não somos gentis, então podemos sê-lo por nossa causa: porque queremos ter êxito em nossas vidas. Ou como o escritor americano James Freeman Clarke formulou a questão: “Busca fazer o bem e descobrirá que a felicidade te persegue". O interessante é que isso não se aplica somente a indivíduos, mas também a grupos, organizações e sociedades. Ao examinarmos certos trechos da história da humanidade, às vezes pode parecer que não é bem assim. Estados totalitários e brutais conseguiram algumas vezes arrasar sociedades de grande nobreza. Entretanto, tais ganhos são geralmente temporários e quase sempre causam a decadência dessas sociedades ruins. Minha opinião é de que os agrupamentos bons e íntegros são aqueles que ganham a longo prazo. Ser gentil não é sempre uma qualidade fácil de ser colocada em prática. Deixar que os outros sempre façam o que querem não é, por exemplo, algo condizente com a qualidade de ser bom. Especialmente se os outros estão errados e as conseqüências de seus atos podem ser negativas. Ser gentil também não é sinônimo de falta de personalidade e de deixar que os outros se aproveitem de nós. Nem significa estar disposto a ajudar e a fazer coisas que são contrárias aos nossos princípios. A gentileza é uma qualidade que deve ser administrada com uma boa dose de bom senso. E, excepcionalmente, pode ser necessário fazer coisas que a curto prazo não sejam consideradas tão boas pelos outros. Esse é um dos motivos pelos quais eu escolhi escrever sobre a arte de ser gentil. Ser gentil de uma maneira autêntica, positiva e boa é realmente uma arte. Há aqueles que afi rmam que o ser humano é mau por excelência e que muito do que ocorre entre as pessoas são coisas ruins. Não concordo com isso. Sou de opinião contrária: muito do que fazemos uns para os outros é de natureza boa. A maioria das pessoas esforça-se por fazer aquilo que é certo. Dou muitas conferências sobre ética e sobre como devemos tratar nosso semelhante. Como introdução, costumo perguntar aos ouvintes qual a principal virtude que eles gostariam de ter. O público pode escolher entre as seguintes qualidades: ser inteligente, criativo, bom profi ssional, engraçado e às vezes também incluo rico (mesmo que este último não seja exatamente uma qualidade). Em seguida, adiciono também a virtude da bondade. Mais de 90% do público costuma escolher essa última alternativa. Esse número deixa uma mensagem clara: damos prioridade a sermos bons, até mesmo diante da riqueza e da superinteligência. Tendo em vista que já existe uma grande quantidade de livros que tratam de como se tornar rico, inteligente, criativo, um bom profi ssional etc., pensei que pelo menos deveria existir um livro sobre como desenvolver a arte de ser gentil e sobre como ser bem-sucedido por meio da bondade. Fala-se muito sobre a inteligência propriamente dita e sobre a inteligência emocional. O primeiro conceito refere-se à nossa capacidade de pensar analiticamente, enquanto o último se relaciona com a nossa capacidade de interagir emocionalmente. Considero que também existe uma outra forma de inteligência: a inteligência ética. O nosso QI ético descreve a nossa capacidade de fazer o bem. Essa capacidade é tanto genética quanto desenvolvida nos primeiros anos de vida. No entanto, é possível desenvolver essa forma de inteligência durante toda a vida. Independentemente do nível inicial do nosso QI ético, todos podemos fi car mais inteligentes nesse sentido. E essa é uma forma importante de inteligência, pois ela é essencial quando se trata do êxito que teremos nas nossas vidas. Nos primeiros capítulos, discuto os conceitos gentileza, ética e bondade. Examinarei também armadilhas comuns que devemos evitar se realmente queremos agir com gentileza. Em seguida, apresento argumentos que mostram que só temos a ganhar quando somos gentis. No capítulo seguinte, discuto o que é sucesso e como podemos definir esse conceito difuso. Depois, serei tão pretensioso que chego a dar algumas dicas concretas de como podemos fazer uso de nossa bondade, nossa ética e nossa gentileza para sermos bem-sucedidos na vida. Esse livro pode ser lido página por página, mas também funciona muito bem caso não se queira seguir sua estrutura, lendo-se um pouco daqui e dali. Já que, como se sabe, pessoas diferentes se interessam por coisas diferentes, e de formas diferentes. É importante destacar uma coisa, não importando o quão óbvia ela seja. Naturalmente as pessoas podem se perguntar se sou um exemplo vivo de como alguém deve ser gentil. A resposta é negativa, no entanto, tento constantemente aprender a levar uma vida com gentileza. Não há seres humanos perfeitos e devemos ter cuidado com aqueles que se acham livres de erros. No dia em que acharmos que chegamos ao nosso ideal, é hora de recomeçar. O ser humano totalmente bom é uma miragem que devemos perseguir, conscientes de que estamos à procura do pote de ouro no fi nal do arco-íris: jamais o alcançaremos. Mas podemos nos decidir a ser pessoas melhores, sabendo que nunca seremos perfeitos. No final das contas, a única coisa que podemos fazer é o nosso melhor.

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