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A Arte de Virar o Jogo no Segundo Tempo da Vida (Cód: 191915)

Buford,Bob

Mundo Cristão

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A Arte de Virar o Jogo no Segundo Tempo da Vida

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Descrição

Como o tempo voa! Metade de sua vida praticamente passou! Foram três ou quatro décadas de muito suor e dedicação. Depois de longas horas em salas de aula, noites viradas no escritório e um bocado de adrenalina (boa ou ruim), você alcançou sucesso profissional e financeiro, construiu uma reputação e constituiu sua família. Agora que está na curva da vida, é hora de olhar para trás. Avaliar. Os planos que fez deram certo? Proporcionaram realização pessoal? Pretende passar o segundo tempo do jogo fazendo as mesmas coisas que fez no primeiro ou quer experimentar novos desafios? Está feliz com sua contribuição ou gostaria que ela fosse mais relevante? Se você deseja que sua história faça mais diferença no mundo daqui para a frente, então lembre que virar o jogo é uma arte. Aproveite para fazê-lo neste segundo tempo da vida.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Mundo Cristão
Cód. Barras 9788573254235
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8573254238
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 215
Peso 0.25 Kg
Largura 14.00 cm
AutorBuford,Bob

Leia um trecho

Apresentação Este é um livro muito incomum, para não dizer único. Ao menos, não tenho conhecimento de nenhum outro que se assemelhe a ele de alguma maneira. Como autobiografia de um homem incomum, ele é imediatamente acessível ao leitor, que o lê com imenso prazer. É o relato de um começo incerto, de um garoto que, com apenas onze anos, após a morte prematura do pai, teve de assumir o fardo de ser o "homem da casa"; é um relato de grandes privações, de visão e determinação, de tristezas e êxitos. Se isso em si é interessante, o elemento incomum reside em que Bob Buford é uma das pouquíssimas pessoas que conheço que, ainda adolescente, parou para pensar quais eram os seus pontos fortes. O que, via de regra, é feito apenas por alguns poucos artistas. Ainda mais incrível, quando Bob compreendeu que as habilidades especiais que Deus lhe dera não correspondiam ao que ele realmente queria fazer, teve a honestidade intelectual e a coragem de dizer para si mesmo: É meu dever e minha missão pôr em prática o que sei fazer bem, ao invés de fazer aquilo que gostaria de fazer. Por ter chegado a esta conclusão, Bob se tornou um empreendedor e um homem de negócios bem-sucedido. Contudo - e na minha experiência isto realmente não tem precedente - Bob nunca esqueceu a sua visão original e nunca sacrificou seus valores pelo altar do sucesso. Ele se recusou a desistir das ambições juvenis como se fossem meros sonhos de criança. Manteve-se concentrado nas obrigações profissionais, mas nunca perdeu de vista as montanhas longínquas. Quando, depois de trinta anos de trabalho incansável, alcançou um lugar onde lhe sobrava algo de tempo e dinheiro, voltou a considerar como poderia realizar aquilo que tivera vontade de fazer trinta anos mais cedo. Desta vez, podia contar com a fortaleza, a experiência e os conhecimentos acumulados ao longo dos anos. Nesse momento da vida, muitos se aposentam. Entretanto, Bob compreendeu que gostava do seu trabalho, amava-o até, e era muito bom no que fazia. Sabia que deveria continuar, mas também decidiu que tinha chegado a hora de construir uma carreira paralela em que as suas fortalezas, a sua experiência e o seu dinheiro estivessem a serviço de um compromisso profundo de fortalecer a presença de Deus na Terra. Este livro é muito mais do que uma autobiografia. Sem pregar, sem tentar ser "acadêmico", sem estatísticas ou gírias doutas, aborda o desafio social fundamental de uma sociedade desenvolvida e próspera. Não há muito tempo, quando nasci, poucos anos antes da primeira guerra mundial, poucas pessoas chegavam a viver além do que hoje consideramos a meia-idade. Ainda em 1929, a esperança de vida média nos eua não chegava aos cinqüenta anos, enquanto meio século mais cedo estivera em torno de 35 anos. Contudo, hoje a esperança de vida da grande maioria dos americanos, como a dos habitantes dos países desenvolvidos em geral, é duas vezes maior do que a dos nossos bisavós. Não menos importante, pela primeira vez na história, hoje um número muito grande de pessoas tem a possibilidade de se tornar um "sucesso", algo que no passado era praticamente desconhecido. Sucesso não significa necessariamente acumular uma riqueza substancial, ou atingir grande popularidade. Significa alcançar algo que em outros tempos as pessoas simplesmente não chegavam a conhecer: a realização pessoal, seja como professor universitário, como médico ou advogado, como executivo ou profissional numa organização, como administrador de hospital: todas funções que no começo do século passado não existiam ou eram tão raras que não chegavam a ser socialmente significativas. Naquela época, o trabalho era um sustento, não uma escolha de vida. O trabalhador na siderúrgica, o camponês na roça, o operário na linha de montagem, o vendedor na lojinha de bairro - todas pessoas em formas de emprego tradicionais - não teriam nenhum problema em se aposentar após trinta anos de carreira, se isso não prejudicasse o seu sustento. Eles não sentiam falta do seu trabalho, porque nunca representara nada além de um meio de arrumar a próxima refeição ou de comprar os sapatos dos filhos. Hoje, muitas pessoas têm a expectativa de chegar aonde Bob Buford chegou: a gostar de seu trabalho, melhorar com a idade, não querer se aposentar mesmo quando a sua situação financeira o permitir. Um número grande e cada vez maior de pessoas - a quem chamo de "trabalhadores do conhecimento" - não alcançaram apenas um nível econômico maior do que em qualquer outra época da história, como também conquistaram um patamar infinitamente maior em termos de realização pessoal. Apesar disso, porém, chegam aos 45 anos de idade e o trabalho que conhecem não apresenta mais nenhum desafio. Eles precisam de novos estímulos. Quando primeiro percebi isso, há uns vinte ou trinta anos, pensei que seriam multidão as pessoas que fossem abraçar uma segunda carreira, por exemplo deixando de ser controller de uma grande empresa para passar a exercer uma função semelhante numa instituição sem fins lucrativos. Eu estava errado - e Bob Buford mostrou o meu erro. A grande maioria dessas pessoas não quer deixar o que estão fazendo e sabem fazer bem. Contudo, também não sentem a necessidade de acrescentar aquilo que Bob chama de "a outra metade de suas vidas", o que eu chamaria de "carreira paralela". Eles querem encontrar uma esfera em que possam servir seus valores pondo em prática o que eles sabem fazer bem, utilizando as forças, o conhecimento e a experiência que já acumularam. Estes são desafios novos e sem precedentes, como já disse. E este livro é o primeiro de que tenha conhecimento em apresentá-los de maneira exemplar, mostrando como têm de ser abordados. É pioneirismo de primeira ordem; é análise social de primeira grandeza. E é também um livro de primeiríssima ordem. Sejam quais forem os valores e os compromissos de cada um - e não precisam ser os mesmos de Bob Buford -, este livro deve ser o catalisador para todos os beneficiários das duas grandes evoluções sociais do século passado: o aumento da duração de vida (sobretudo da vida útil) e o fato de que hoje é possível ser um "sucesso" e fazer com que a atividade que gera o nosso sustento se torne uma escolha de vida significativa. Este é também um importante livro político. Cada vez mais compreendemos que o Estado moderno não tem a capacidade de dar conta dos problemas comunitários e sociais. Existe uma consciência cada vez maior da necessidade de um novo setor - denominado por vezes de "sem fins lucrativos", "terceiro setor", "sociedade civil" ou (minha preferência) "setor social". Neste setor, a cidadania vivida como "voluntariado" volta a ser uma realidade, ao invés de ficar limitada a um ritual que consiste em votar de vez em quando e pagar os impostos. O livro de Bob aponta para a solução do maior desafio político da sociedade desenvolvida: a de que o sucesso na meia-idade pode ajudar a restaurar o corpo político da sociedade para que funcione, seja eficaz e reafirme os valores fundamentais da democracia e da vida comunitária. Este é também um livro religioso que chega no coração de um dos maiores desafios dos Estados Unidos: o papel da religião e da cristandade na sociedade e na vida das pessoas. A maioria das igrejas tradicionais americanas estão perdendo fiéis há trinta ou quarenta anos. Entretanto, o fato surpreendente não é que as igrejas tenham perdido fiéis, e sim que perderam tão poucos! Pois antigamente - e antigamente significa não mais do que cinqüenta ou sessenta anos - as pessoas em muitos casos iam à igreja por pressão social, muito mais do que por livre escolha. Quando cheguei aos Estados Unidos nos anos trinta, como jornalista correspondente de um grupo de jornais britânicos, freqüentar a igreja era atividade obrigatória. O pedido de financiamento imobiliário que preenchemos poucas semanas após chegarmos ao país - em um bairro de classe média de Nova York que não se caracterizava como "religioso" - requeria duas referências, uma das quais tinha de ser obrigatoriamente a do pastor da igreja que freqüentávamos. Quem não tivesse essa referência não conseguiria o financiamento. Ainda 25 anos mais tarde, no início dos anos cinqüenta, nas cidades pequenas e nas zonas rurais, quem não freqüentasse a igreja não conseguia um empréstimo bancário ou um bom emprego. Essa pressão social hoje tem desaparecido, o que não implicou um declínio catastrófico do número de fiéis que freqüentam as igrejas, como era de esperar. Houve um declínio, porém modesto - e até insignificante se o compararmos com o que aconteceu na Europa -, enquanto o crescimento de novas grandes "igrejas pastorais", que agregam fiéis duas ou três vezes mais depressa que as igrejas tradicionais os perdem, representa um contraponto à tendência de queda. Os Estados Unidos, em outras palavras, ainda permanecem um país essencialmente cristão, e as igrejas começam a aprender como atender aos fiéis de hoje: pessoas que não vão à igreja por obrigação, e sim por uma escolha consciente e sincera. Bob compreendeu isso cedo, com toda a agudeza que o caracteriza. A sua Leadership network [Rede de liderança] foi um catalisador que ajudou as grandes igrejas pastorais a trabalhar eficientemente, identificando seus problemas principais e tornando possível a própria perpetuação (o que nunca acontecera com as igrejas pastorais que as precederam), além de ajudá-las a enfocar a missão apostólica, testemunhal e de organizadoras de serviços comunitários essenciais. E hoje ele está ampliando esse trabalho para muitas outras igrejas, incluindo as de médio porte, não como pregador, e sim como empreendedor que transforma energias latentes em atuação concreta. Por último, este livro pode e deve ser lido como uma história de evolução do conhecimento para a sabedoria, de educação intelectual e espiritual. Histórias como esta são bem raras, e costumam ser muito mais cativantes, importantes e instrutivas do que relatos de aventuras mirabolantes ou de façanhas românticas. Estas são as histórias necessárias para os que chegaram na metade do seu percurso de vida, os que atingiram o sucesso pelas suas realizações - exatamente como os mais jovens precisam de contos de ficção sobre fatos heróicos e amores românticos. Concluindo, este livro deve ser e será lido em vários níveis. É um livro que dirá coisas diferentes a pessoas diferentes. Contudo, é um livro que terá um significado e uma mensagem para todos os que abrirem suas páginas. Peter F. Drucker INTRODUÇÃO Abrindo a câmara mais sagrada do coração Nenhum de nós sabe quando vai morrer. Entretanto, qualquer um pode, se quiser, escolher seu epitáfio. Eu escolhi o meu. Preciso admitir que pensar na própria tumba enquanto se está cheio de vitalidade é uma coisa meio sombria. Esse é precisamente o pensamento, uma imagem nítida que se desenha na mente e no coração e ao mesmo tempo uma inspiração gloriosa e um desafio de proporções épicas para mim: 100 x Significa cem vezes. Escolhi esse epitáfio baseado na parábola do semeador, em Mateus 13:3-9. Sou um empreendedor e quero ser lembrado como a semente que foi plantada em solo bom e se multiplicou cem vezes. É assim que desejo viver. É assim que tento expressar as minhas paixões e os meus compromissos mais profundos. É assim que visualizo o meu legado. Quero ser um símbolo de maior rendimento, na vida e na morte. Santo Agostinho disse que perguntar a si mesmo qual será o próprio legado - Pelo que gostaria de ser lembrado? - é o começo da idade adulta. É isso que fiz ao escrever o meu próprio epitáfio. Afinal, um epitáfio deveria ser algo mais do que uma sentença bonita, esperançosa, escolhida sob medida. Se for honesto, terá algo a dizer sobre quem você é na essência da sua personalidade e da sua alma. O que mora na câmara mais sagrada do coração é, creio eu, um presente que todos recebemos do nosso Criador. É uma maneira de expressar a convicção de que os seres humanos são algo mais que animais ou máquinas. É uma confissão de que somos seres espirituais com um propósito e um destino. É um lembrete divino de que somos feitos, milagrosa e maravilhosamente, à imagem e semelhança de Deus. Você pode achar que o meu epitáfio 100 x é uma quimera, o que em parte também deve ser verdade. Ao escolher um epitáfio que expresse gratidão pelo seu talento especial - e um objetivo ao qual você irá se sentir vinculado até descansar, por fim, debaixo do túmulo -, você se identifica como alguém que tem motivação e paixão gravadas permanentemente no código da sua vida. A parábola do semeador chega no coração dos meus sonhos e no centro das minhas experiências. É a força que dá vida a este livro. A minha paixão é multiplicar tudo o que Deus me deu e, assim fazendo, devolvê-lo. E gostaria de encorajá-lo a fazer a mesma coisa. Não quero que você seja a semente que caiu à beira do caminho, ou em solo rochoso, ou que foi sufocada pelos espinhos. Tal semente tinha o potencial de dar frutos, mas as circunstâncias impediram que o fizesse. As minhas circunstâncias forneceram solo úmido e fértil, onde eu pude crescer. Foi um ambiente afortunado, que representou um fator crítico para a minha história. Meu relato não é o de um homem que se fez sozinho, nem o do menino pobre que conquistou a riqueza, ou qualquer outra fantasia aventureira. Tive muito mais oportunidades de crescimento, desenvolvimento pessoal e ganho financeiro do que a maioria dos americanos. Por um lado, pode-se dizer que tive sorte, pois realmente ganhei muita coisa que me servia para realizar o meu trabalho. Entretanto, se você acreditar, como acredito, que "a quem muito é dado, dele também muito é requerido", então começará a intuir o quanto o meu epitáfio é desafiador. E o seu epitáfio? O que você recebeu e o que você vai fazer com isso durante o restante da sua vida? Recentemente, comecei a olhar para a minha vida através da metáfora de um jogo de futebol (mas pode ser qualquer esporte que divida a ação em dois tempos). Até os meus 35 anos, eu estava no primeiro tempo do jogo. Aí, certas circunstâncias fizeram com que eu entrasse no intervalo. Hoje estou jogando o meu segundo tempo e o jogo está se tornando fantástico. Durante esse tempo todo, cheguei à conclusão de que a segunda metade da nossa vida deveria ser a melhor metade - que pode vir a ser um verdadeiro renascimento pessoal. Durante o primeiro tempo da sua vida, se você for como eu, é provável que não tenha tido tempo para pensar sobre como iria passar o resto da vida. Provavelmente você se formou na correria, se apaixonou, casou, embarcou numa carreira profissional, galgou escalões e adquiriu muitas coisas que ajudaram a tornar a sua viagem mais confortável. Você jogou duro no seu primeiro tempo. Talvez estivesse até ganhando, só que, mais cedo ou mais tarde, começou a se perguntar se era de fato isso mesmo que você queria. De alguma maneira, acompanhar o resultado do jogo já deixou de ser o prazer que era antes. Talvez você tenha levado alguns tombos feios. A maioria dos seres humanos não chega ao intervalo do jogo sem ter vivenciado a dor. Dor braba. Divórcio. Excesso de álcool. Falta de tempo para ficar com os filhos. Culpa. Solidão. Você tinha boas intenções ao começar o primeiro tempo, como muitos bons jogadores, mas no caminho se desviou. Mesmo se no seu caso a dor foi leve, você é esperto o suficiente para perceber que não pode jogar o segundo tempo como fez o primeiro. Em primeiro lugar, não tem mais a energia que antes tinha. Recém-formado, você enfrentava, sem trauma, expedientes de catorze horas e sessões de trabalho nos finais de semana. Tudo isso fazia parte do seu plano de jogo para o primeiro tempo, algo quase que inevitável para que você tivesse a esperança de ganhar. Hoje, entretanto, você anseia por algo maior do que o sucesso. Também há de se considerar a realidade do próprio jogo: o relógio não pára. O que antes parecia tão longe quanto a própria eternidade, hoje está perto. E se por um lado você não tem medo do fim do jogo, também quer garantir um bom final, em que vá deixar alguma herança que ninguém poderá lhe tirar. Se o primeiro tempo foi busca por sucesso, o segundo tempo é uma jornada para o significado. O jogo é ganho ou perdido no segundo tempo, não no primeiro. É possível cometer alguns erros no primeiro tempo e ainda prevalecer no final, mas será mais difícil fazer essa virada quando o segundo tempo já estiver em andamento. Na segunda metade do jogo, você deveria conhecer, finalmente, o material de que dispõe para conduzir a sua luta. E conhecer também o terreno do jogo: o mundo em que vive. Você vivenciou a vitória na medida certa para saber o quanto o jogo é difícil na maioria das vezes, e também o quanto parece fácil quando as condições são exatamente favoráveis. Vivenciou dor e decepção na medida certa para saber que perder alguns ensejos pode ser frustrante, mas que a perda é superável e às vezes permite descobrir o melhor de si. Algumas pessoas nunca chegam ao segundo tempo; muitos nem sabem que existe. A opinião que prevalece na nossa cultura é que ao atingir mais ou menos os quarenta anos de idade, inicia-se um período de envelhecimento e declínio. Acasalar idade com crescimento parece até ser uma contradição em termos. Essa idéia é uma lenda em que me recuso acreditar, e quero ajudar você também a se libertar dela. Não sei em que momento do jogo você está. Se estiver com vinte e poucos anos, provavelmente o chute inicial acabou de ser dado e você está encarando um empolgante primeiro tempo. Muitas das coisas que escrevo devem parecer bem longínquas para você, mas não coloque esse livro num lugar onde não o possa encontrar mais tarde, pois o primeiro tempo vai se desenrolar muito mais rapidamente do que você imagina. A maioria de vocês provavelmente está se aproximando do fim do primeiro tempo. Contam com idade entre 35 e 45 anos e alguma coisa esteve lhes dizendo que não podem continuar jogando como o fizeram até agora. Este livro é mais especificamente para vocês. Alguns de vocês podem até estar no segundo tempo, mas nunca pensaram nisso desta forma. Como bom centroavante, você esteve arremetendo lealmente o tempo todo. Este livro poderá levá-lo a pedir um tempo, ir para a bancada e fazer um balanço, pois nunca é tarde demais para mudar o seu plano de jogo. Não importa onde você está, convido-lhe, nas próximas páginas, a se desfazer da idéia de que o segundo tempo da sua vida nunca será tão bom como o primeiro. Ao invés de desistir e aceitar que a vida lhe imponha seus próprios termos, perceba que você está pronto para novos horizontes e novos desafios. Pronto para evoluir do simples sucesso ao significado - para escrever o seu próprio epitáfio -, ousando acreditar que o legado que você irá deixar nesta vida acabará sendo muito mais importante do que qualquer coisa que você possa ter realizado no primeiro tempo da sua vida. Primeira parte O primeiro tempo O verdadeiro teste de um homem não é quando assume o papel que quer para si, mas quando assume o papel que o destino escolheu para ele. Vaclav Havel 1 Ouvindo a voz mansa E eis que soprava um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do Senhor; porém o Senhor não estava no vento; e, depois do vento, um terremoto; também o Senhor não estava no terremoto; e, depois do terremoto, um fogo; porém também o Senhor não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e delicada. 1Reis 19:11b,12 Nunca prestei atenção em minha vida. Honestamente, só comecei mesmo a fazê-lo depois dos quarenta anos, quando me achei em estado de pânico relativamente a meu sucesso. Eu era presidente e diretor-geral de uma companhia de televisão a cabo muito bem-sucedida. Estava plenamente compromissado, num casamento bom e dinâmico. Tínhamos um filho que era - não há melhor maneira de dizê-lo - um prêmio. E, naturalmente, havia algo que me atormentava. Como era possível ser tão bem-sucedido, tão afortunado, mas profundamente insatisfeito? Tinha perfeito conhecimento daquilo em que acreditava em termos de estratégias e práticas comerciais, relações familiares e a importância dos amigos. Contudo, ainda não tinha decidido como iria conciliar todos esses interesses conflitantes. Quanto à questão mais importante, a minha vida de fé, eu sabia no que acreditava, mas não sabia realmente o que planejava fazer com aquilo em que acreditava. Foi então que comecei a me debruçar sobre o que eu queria do segundo tempo da minha vida. Tinha-se apoderado de mim uma idéia ainda sem forma, porém obsessiva, segundo a qual deveria tornar a minha vida verdadeiramente produtiva, e não apenas lucrativa. Comecei a considerar as implicações das estações da minha vida e a escutar o som da mansa tranqüilidade que estala inesperadamente depois do fogo. Comecei a me fazer perguntas como estas: o Estou escutando a voz mansa e delicada? o O meu trabalho continua sendo o centro da minha vida e da minha identidade? o Possuo uma perspectiva eterna como um prisma através do qual enxergo a minha vida? o Qual é o meu sentido mais verdadeiro? O trabalho da minha vida? O meu destino? o O que significa realmente "chegar lá"? o Quero ser lembrado pelo quê? o Como seria a minha vida se realmente ela saísse bem-feita? Na Bíblia, Jesus Cristo pregou que ele veio para que os seus seguidores tivessem vida abundante, a mais plena possível. É um sentimento maravilhoso. A minha impressão é de que este fato não é compreendido por muitas pessoas que acham que a religião é restritiva e repressiva e acreditam que Jesus veio para desaprovar, repreender e dizer "não". O Jesus que eu chegara a conhecer e amar estava me guiando para os caminhos de uma vida ampla, não pequena nem estreita. Ele estava me pedindo licença para dizer um forte "sim" a uma vida cheia de significado. Eu estava ocupado demais para prestar atenção, então não ouvi o seu sim durante o meu primeiro tempo. Para mim a questão não era fé. Eu recebera o dom da fé em Deus ainda com pouca idade. Durante a maior parte do meu primeiro tempo eu estava, entretanto, "parado na segunda base", para usar uma metáfora do beisebol. Veja o seguinte diagrama: Continuando com a linguagem do beisebol, a primeira base representa fazer o simples passo infantil de abraçar a fé. Para mim, foi uma simples aceitação de que o que Jesus disse na Bíblia sobre si mesmo era verdade. Esse passo envolve o que Kierkegaard chamou de "salto de fé". A fé não nega a razão, mas é diferente da razão. Ela aceita, como um presente de Deus, um outro conjunto de capacidades. Sem fé, somos meros espectadores das vicissitudes do coração e da alma. Com fé, podemos nos utilizar das outras duas capacidades, os nossos sentidos racionais e emocionais, na jornada até a segunda base. Para mim, a jornada até a segunda base teve tudo a ver com a fé. Afetou primeiro o coração e depois a mente. Ultrapassar a segunda base significou deixar de ser o que a Bíblia chama de "ouvinte da Palavra" para passar a ser um "fazedor da Palavra": em outras palavras, deixar de ter uma visão da fé como sistema de crenças internalizado para passar a ter uma fé expressa como comportamento de amor. A fé expressa no comportamento é o "caminho sobremodo excelente" a que se refere o apóstolo Paulo em seu belo capítulo sobre o amor, em 1Coríntios 13, que termina com "a fé, a esperança e o amor". "O maior destes é o amor", diz Paulo. A palavra grega para o amor, ágape, significa também caridade. A caridade é a expressão do amor. É como se fé e esperança fossem adquiridas no caminho até a segunda base em preparação para a jornada do segundo tempo, até a base final. A terceira base significa tornar-se seguidores que expressam a própria fé na forma de um trabalho concreto em um contexto religioso, seja numa igreja ou numa organização paraeclesiástica. Depois disso vem o último trecho, até a base final. Nesta fase é que nos cabe tornar-nos o que Gordon MacDonald chamou de Construtores do Reino. Isto é, achar a missão na terra que Deus criou especificamente para cada um de nós empreender e cumprir. É o que os gregos chamavam de destino e que o poeta John Donne tinha em mente ao dizer: "Nenhum homem é uma ilha, inteira em si". A segunda metade do quadrado do beisebol tem a ver com as boas ações. Não fica de maneira alguma separada da primeira metade, que tem a ver com a fé, mas se desprende dela, conferindo-lhe integridade. Parafraseando Tiago, "A fé sem ação é morta". Eu faria uma pequena modificação: "A fé sem ação morre". A vida de fé deve se tornar uma vida de responsabilidade individual. As pernas e as mãos devem seguir o coração e a cabeça, senão o corpo perde a integridade. Enquanto Deus quer nos ver, todos nós, bater a bola fora do campo (o home run do beisebol), a maioria dos cristãos nunca chega a superar a fase da fé. Segundo George Gallup Júnior, 84 por cento dos americanos se declaram cristãos, o que deveria ser suficiente para infundir sólidos valores bíblicos em todas as áreas da cultura. Não duvido dos dados de Gallup, mas preciso confessar que não enxergo tanta abundância de sinais da existência da fé cristã na nossa sociedade. Acredito que isto aconteça porque a maioria de nós está parada em algum lugar entre a primeira e a segunda base. Na primeira metade da vida, mal nos sobra tempo para ultrapassar a segunda base. Somos caçadores coletores e fazemos o melhor que podemos para prover a família, avançar na carreira e transmitir aos filhos nossas crenças e nossos valores. Além disso, a maioria dos homens e certamente um número cada vez maior de mulheres se encontra, no primeiro tempo, numa modalidade guerreira. Temos a necessidade de demonstrar a nós mesmos e aos demais que podemos realizar grandes coisas, e a melhor maneira de conseguir isso é nos tornando cada vez mais focados e intensos. Vejo o primeiro tempo como uma temporada para desenvolver a fé e aprender mais sobre a maneira única pela qual a Bíblia aborda a vida. O segundo tempo, quando a pressão diminui, parece ser mais uma estação em que a maioria das pessoas ultrapassa a segunda base e começa a fazer alguma coisa acerca da fé que desenvolveu. Comigo foi assim. Na Odisséia, o poema épico sobre a vida de Odisseu (Ulisses), duas grandes forças puxam o herói para lados opostos: trabalho e casa. Ele deseja ardentemente voltar para casa, mas também desfruta das batalhas travadas no caminho. Você se identifica com ele? Na primeira metade da vida, nós também somos divididos entre o desejo de estarmos com a nossa família e a aventura de perseguirmos o nosso sucesso profissional. É de se estranhar, nessas condições, que não ouçamos a voz delicada que nos chama para algo melhor? A primeira metade da vida tem a ver com adquirir e ganhar, aprender e lucrar. A maioria faz isso da forma mais ordinária: cursando faculdade, entrando na vida profissional, fundando uma família, comprando uma casa, ganhando um dinheiro suficiente para prover o necessário e também alguns luxos, estabelecendo objetivos e lutando para consegui-los. Alguns perseguem o prêmio de uma maneira mais espetacular e agressiva: participando da comissão de construção da igreja, dando aula na escola dominical ou organizando o retiro anual dos homens. A segunda metade é mais arriscada porque está relacionada a viver além da realidade imediata. É o momento de soltar a semente de criatividade e energia que foi implantada em nós, aguando-a e cultivando-a de forma a nos tornarmos abundantemente férteis. É a hora de investirmos nossos talentos em benefício dos outros - e recebermos a alegria pessoal que vem como conseqüência daquele investimento. Este é um tipo de risco com o qual os empreendedores quase sempre obtêm lucros excelentes. O verdadeiro empreendedor não é temerário e também não precisa ser especialmente corajoso. Ele simplesmente tenta coletar e examinar o maior número possível de fatos, sobre o mercado e o ambiente comercial, que poderiam influenciar uma determinada decisão. Feito isso, é necessário decidir rapidamente. Da mesma maneira, para que a segunda metade da vida seja melhor do que a primeira, você deve fazer a escolha de abandonar a segurança de viver em piloto automático. Você tem de enfrentar a questão de quem você é, por que acredita naquilo que professa acreditar sobre a sua vida e o que você faz para dar significado e estrutura às atividades diárias e às relações. Essa decisão traz consigo um risco: ao abrir mão do cobertor de segurança que o mantém seguro e quentinho em sua área de conforto cuidadosamente controlada, você poderá perder sinais e referenciais familiares. Poderá sentir, ao menos no começo, que está perdendo o controle da própria vida. A isso eu digo: muito bom! Realmente é bom para você abrir mão do controle e, através disso, incorporar-se mais plenamente nos seus sentidos, os sentidos que lhe permitem tomar consciência das aventuras e das recompensas da vida. O seu futuro, especialmente em tempos turbulentos como estes, está em grande medida fora do seu controle, independentemente de todos os seus esforços para fixá-lo ou planejá-lo. Isto vale para qualquer estação da vida por que você esteja passando, mas talvez tenha ressonância especial para aqueles que estão se aproximando da meia-idade, como aconteceu comigo nos últimos dez anos. Para mim, a transição para o entardecer da vida foi um momento para reordenar o meu tempo e o meu tesouro, reconfigurando os meus valores e a minha visão do que a vida poderia ser. Representou mais do que uma renovação: foi um novo começo. Foi mais que cair na real, foi um olhar renovado e prazeroso para dentro da câmara mais sagrada do meu coração, que me concedeu, finalmente, uma oportunidade para responder aos desejos mais profundos da alma. E foi também, afinal, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora. Foi o período mais importante da minha vida. Até o dia de hoje. O escritor e diretor Norman Corwin, hoje com mais de oitenta anos, recentemente relembrou a sua transição para a meia-idade no livro O espírito sem idade: Lembro-me hoje que o aniversário mais difícil da minha vida foi o dos quarenta anos. Foi um símbolo importante, porque eu disse adeus, adeus e adeus à juventude. Contudo, acho que chegar aos quarenta e seguir adiante é como quebrar a barreira do som. Pois certamente é uma época para descobertas, como George Bernard Shaw vivenciou alguns anos antes, uma amostra da "verdadeira alegria" da vida. Ele descreveu a experiência da seguinte forma: Esta é a verdadeira alegria da vida: ser usado para um propósito que você reconhece como poderoso, ser uma força da natureza ao invés de ser um pequeno aglomerado febril e egoísta de moléstias e mágoas, reclamando de que o mundo não se empenha em fazer você feliz. Sou da opinião de que a minha vida pertence à comunidade inteira e até o fim da minha vida será o meu privilégio fazer tudo o que puder em benefício dela. Quero acabar completamente usado quando morrer, pois quanto mais duro eu trabalhar, mais terei vivido. Regozijo-me da vida por ela mesma. Para mim a vida não é nenhuma vela curta. É uma espécie de tocha esplêndida que estou segurando por ora, e quero fazê-la queimar com o maior brilho possível antes de entregá-la às gerações futuras. Na introdução, pedi que vocês escrevessem o próprio epitáfio para começarem a pensar sobre o seu segundo tempo. Aí vai uma pergunta que os ajudará nesse intento: Se a sua vida fosse absolutamente perfeita, como lhe pareceria? Vale a pena refletir bastante sobre essa questão, porque a imagem que surgir dessa reflexão será como uma instantânea que o ajudará a encontrar a felicidade, a bem-aventurança. Será, porém, uma imagem adequada só quando você escutar a voz mansa e delicada que fala dentro de você.

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