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A Caçada - Como Os Serviços de Inteligência Americanos Encontraram Osama Bin Laden (Cód: 4834379)

Bowden,Mark

Objetiva

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Descrição

Um relato envolvente da caçada a Osama bin Laden. Com acesso às fontes primordiais, Bowden leva-nos para dentro das salas onde as decisões foram tomadas e para onde a ação se desenrolava. Depois de ser o mentor dos ataques de Onze de Setembro, Osama bin Laden conseguiu desaparecer. Nos dez anos seguintes, como mostra Bowden, os Estados Unidos descobriram que a sua guerra com a Al-Qaeda, um grupo disperso de indivíduos quase impossíveis de rastrear, exigia uma abordagem inovadora. Bowden descreve passo a passo o desenvolvimento de uma nova estratégia tática para combater esta guerra. Depois de milhares de missões de forças especiais no Iraque e no Afeganistão, a arma certa para ir atrás de Bin Laden havia finalmente evoluído. Na primavera de 2011, a inteligência apontou para um composto em Abbottabad. Estimava-se que havia uma chance de 50/50 de Osama estar lá. Bowden mostra a três estratégias que foram debatidas. No final, o presidente teve de tomar a decisão final.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788539004508
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788539004508
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 248
Peso 0.36 Kg
Largura 16.00 cm
AutorBowden,Mark

Leia um trecho

1
Uma definição do mal
11 de setembro de 2001

Pouco antes das oito horas, numa manhã ensolarada em Chicago, Barack Obama dirigia pela Lake Shore Drive, quando a música que tocava no rádio foi interrompida pelo boletim de notícias. Um avião tinha atingido uma das torres do World Trade Center em Nova York. Ele não deu muita atenção. Supôs que algum pobre piloto de Cessna tinha se dado muito mal.
O Loop era um trajeto familiar de 15 minutos da casa do senador Obama, do estado de Illinois, em Hyde Park. À sua direita, se estendia a imensidão plana do lago Michigan, e à frente, mais para a esquerda, estava a extensa linha do horizonte, ancorada pelo monólito negro da Sears Tower, espetada por antenas. Rodeado por tamanha quantidade de água e pelo céu de Illinois, o motorista podia ter a sensação de estar em queda livre em um mundo de azul.
O destino de Obama era o Thompson Center, o prédio governamental da cidade, com 17 andares e uma estrutura monumental, toda brilhante, feita de vidro reflexivo curvo, parecendo uma nave espacial aterrissada.
O cenário era notável, mas o compromisso que tinha ali era estritamente rotineiro: uma audiência do Joint Committee on Administrative Rules (Comitê Conjunto sobre Regras Administrativas). A agenda do dia prometia horas de minúcias burocráticas — mudanças de regras para 39 diferentes comitês, programas, comissões e departamentos.
Obama representava o 13ºDistrito, na extremidade norte do South Side. Tinha mais dois empregos, um como advogado de uma importante empresa de Chicago, outro como professor sênior de direito constitucional na Escola de Direito da Universidade de Chicago. Era um homem de proeminência moderada na cidade que adotou e era visto no local como um rapaz de grande futuro, mas, apesar disso, sua carreira parecia estagnada.
Fora severamente derrotado em uma eleição para o Congresso dois anos antes. Na verdade, perdeu por rejeição, por uma margem de dois para um.
Sua inteligência era óbvia, talvez evidente demais, tendo em vista seu diploma em direito em Harvard e sua permanência como o primeiro presidente afro-americano da Law Reviewdaquela prestigiosa faculdade. Credenciais de Ivy League, as faculdades tradicionais, só funcionam bem em políticas de grandes cidades quando vêm acompanhadas de uma boa dose de rua, o que Obama não tinha. Ele parecia e soava como um professor de direito. O que realmentetinha era o fato de ser “cool”, palavra que as pessoas aplicavam a ele tanto no bom quanto no mau sentido. Era cool no sentido de ter estilo e presença; era alto, esbelto, seguro e encantador. Mas era sofisticado em outro aspecto também. Muitas vezes parecia distante, afastado, e até superior. Completara 40 anos no mês anterior, estava velho demais para ser considerado um prodígio. Seu Jeep Cherokee preto era o carro de um homem de família. Ele e a mulher, Michelle, tinham duas filhas: a bebê Sasha e Malia, então com 3 anos.
Estacionou o carro, subiu num dos elevadores panorâmicos dentro do vasto átrio central. Estava em sua cadeira escutando uma testemunha ler uma declaração preparada quando os telefones digitais começaram a soar e tocar de todos os cantos da sala. Obama checou o celular para verificar as mensagens que se acumulavam em seu BlackBerry. Os murmúrios rapidamente deixaram a declaração em segundo plano. A testemunha continuou, mas ninguém mais prestava atenção ao que ele dizia. As notícias de Lower Manhattan fluíam de mil lugares ao mesmo tempo. A segunda torre tinha sido atingida. Os dois aviões eram comerciais. As torres estavam em chamas. Isso não era um acidente. Era um ataque coordenado.
Nesse momento, o Thompson Center foi evacuado, e Obama saiu com todo mundo. Na calçada, acompanhado de milhares de outros moradores de Chicago que tinham sido retirados dos prédios mais altos no Loop, seus olhos se moveram involuntariamente para a Sears Tower. Repentinamente o arranha-céu ponto de referência da cidade se mostrou sob uma luz diferente. Já não era mais apenas um símbolo da identidade da cidade à beira-lago. Assomava agora como um alvo gigantesco.

Em Sarasota, Michael Morell se perguntava se um avião não estaria avançando contraele. Morell era o responsável da CIA pelo briefing do presidente George W. Bush e fazia parte do séquito do presidente naquela manhã. A visita era a grande notícia na cidade do oeste da Flórida. Quem quer que tivesse o presidente como alvo saberia exatamente onde encontrá-lo, e um avião comercial faria muito bem essa tarefa.
Morell estava no banco de trás de uma van do comboio do presidente quando o primeiro avião bateu. Eles percorriam a Gulf of Mexico Drive, em Longboat Key, quando Ari Fleischer, o assessor de imprensa de Bush, atendeu um telefonema e lhe falou:
— Michael, sabe alguma coisa a respeito de um avião ter atingido o World Trade Center?
Como funcionário interno da inteligência, Morell era o homem de quem esperavam ter a notícia em primeira mão quando algo alarmante acontecia. O avião colidira quando estavam a caminho, de modo que ele não sabia de nada. Imaginou que provavelmente era um avião pequeno, desorientado pelo mau tempo, alguma coisa do gênero, mas ligou para a sede em Langley, Virginia. O centro de operações da CIA lhe disse que ocorrera uma colisão. O prédio era a Torre Norte, e não era um avião pequeno, mas um jato comercial.
Naquele dia, o analista veterano da CIA tinha acordado de madrugada, como de costume, e passara algum tempo sozinho no hotel, preparando-se para a sessão matinal regular com o presidente. Todos os dias, às oito horas, Morell apresentava o PDB, President’s Daily Briefing (briefing diário do presidente), um resumo dos relatórios de inteligência mais atualizados, com notícias do mundo todo. Ele viajara para o sul no Air Force One, o avião presidencial, na tarde anterior. Era o começo de uma viagem de uma semana atravessando o país para promover as iniciativas educacionais de Bush. Pararam primeiro em Jacksonville, para uma mesa-redonda, depois foram para Sarasota, onde passaram a noite no Colony Beach and Tennis Resort, na ilha barreira paralela ao litoral da cidade.
A presença de Morell não tinha nada a ver com o tema educação daquela semana. Do mesmo modo que o oficial militar que carregava o footballdo presidente, o dispositivo de codificação necessário para autorizar um ataque nuclear, o responsável pelo briefing da CIA ia aonde quer que Bush fosse. Desde Pearl Harbor os Estados Unidos não tinham sofrido ataques diretos de nenhuma forma significativa, de modo que os briefings matinais em geral tratavam de coisas mais abstratas — mais do tipo “preocupações com a segurança nacional”. Sempre havia ameaças de terrorismo, mas não havia nada no briefing daquela manhã sobre algo específico ou iminente.
Bush não era dado a examinar relatórios escritos. Preferia que Morell precisasse os pontos principais no briefing matinal; então lia as partes mais pertinentes e fazia perguntas. Para Morell, isso tornava a meia hora matinal uma demonstração diária de controle. O presidente gostava disso. Mais tarde chamaria essa sessão de “uma das partes mais fascinantes do meu dia”. Era uma função excitante, embora quase invisível. Morell é um homem meticuloso, magro, com óculos e cabelo castanho-acinzentado cuidadosamente penteado, um homem com aparência comum. Seu terno está geralmente amarrotado, e ele se move de um jeito relaxado, com as pernas e os braços bem soltos, distintamente civis; é o tipo de homem que muitas vezes tende a desmoronar sobre uma cadeira, todo joelhos e cotovelos. Esse seu jeito e a palidez de quem pouco vê a luz do sol faziam com que parecesse quase frágil, sobretudo ao lado do robusto destacamento de seguranças do presidente e da falange de conselheiros militares de aparência saudável. Nas conversas, Morell era intenso. Falava com um carregado sotaque de Ohio e apresentava suas ideias com ousadia, franzindo a testa e avançando o queixo. Durante a maior parte da carreira na agência de espionagem fora especialista em Ásia.

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