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A Dieta da Informação (Cód: 4071355)

Johnson,Clay A.

NOVATEC

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Descrição

O ser humano moderno gasta mais de 11 horas a cada 24 em consumo constante. Não apenas se alimentando, mas devorando informações continuamente expelidas pelos eletrônicos de que tanto gostamos. Assim como podemos nos tornar morbidamente obesos de tanto ingerir açúcar, gordura e farinha, também nos transformamos em glutões de textos, mensagens instantâneas, emails, feeds RSS, downloads, vídeos, atualizações e tuítes.
Estamos enfrentando uma tempestade de distrações, sendo bombardeados por notificações ininterruptas e tentados por pequenas doses de informações apetitosas. Da mesma forma que o excesso de alimentos pouco saudáveis pode resultar na obesidade, muita informação sem conteúdo pode facilmente nos tornar ignorantes. Este livro ensina a prosperar nesse contexto — o que procurar, o que evitar e como ser seletivo. Nele, Johnson explica o papel da informação na história humana e por que sua dieta é essencial a todos que desejam ser inteligentes, produtivos e sadios.
No livro 'A Dieta da Informação', você:
• descobrirá por que estudiosos renomados estão preocupados com nosso estado de atenção e nossa inteligência geral;
• analisará de que modo a mídia atual — a grande mídia — nos oferece exatamente o que desejamos: conteúdo que apenas confirma nossas crenças;
• aprenderá a tomar medidas para desenvolver sua alfabetização de dados, sua capacidade de atenção e um senso de humor saudável;
• verá como se envolver na economia da informação, aprendendo a recompensar bons provedores de informação;
• da mesma forma que uma dieta alimentar normal e saudável, este livro não pretende que você consuma menos, mas que encontre um equilíbrio sadio.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora NOVATEC
Cód. Barras 9788575222775
Altura 22.50 cm
I.S.B.N. 9788575222775
Profundidade 1.20 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 192
Peso 0.30 Kg
Largura 15.00 cm
AutorJohnson,Clay A.

Leia um trecho

Capítulo1 - Lições da obesidade “O que sabemos sobre dietas não mudou. Ainda é recomendado comer muitas frutas e vegetais, equilibrar as calorias de outros alimentos e controlar essas calorias. Isso, no entanto, não é matéria de primeira página.” – Marion Nestle, ativista alimentar William Banting aprendeu da forma mais difícil que você é o que você come e, como resultado, inventou o que conhecemos hoje como a dieta moderna. Agente funerário na Grã-Bretanha, Banting sofria de “problemas de visão e audição, uma hérnia umbilical que exigia uma cinta e ataduras para seus joelhos e tornozelos fracos”. Ele relatou não ser capaz de descer uma escada sem auxílio, nem de tocar os dedos dos pés. Depois de visitar muitos médicos em busca de solução para seus problemas, Banting declarou: “Nenhum deles apontou a causa real de meu sofrimento, nem indicou nenhum remédio efetivo”. A causa real do sofrimento de Banting não era que ele não conseguia descer escadas, mas que ele estava obeso. Depois que começou a perder a audição, finalmente buscou atenção médica especializada e acabou sob os cuidados do “famoso otologista” Dr. William Harvey, que o colocou em uma dieta inspirada por uma palestra que ouvira sobre tratamento para diabetes: de 140 a 170 gramas de carne ou peixe três vezes ao dia, acompanhadas de torradas com frutas cozidas. Cerveja, batatas, leite e doces não eram permitidos. Álcool, no entanto, podia ser consumido: eram permitidas de quatro a cinco taças de vinho por dia, um copo de conhaque ao entardecer e, às vezes, até uma bebida matutina para despertar. Banting relatou perder 33 centímetros de sua cintura e 22,5 quilos de seu peso ao longo de dois anos. Foi apenas então que percebeu que vinha tratando os sintomas, e não a causa-raiz. Assim que ele corrigiu sua dieta, seus outros problemas desapareceram. Ele podia descer escadas novamente. Há muito tempo, sabemos que a obesidade é prejudicial. No século IV a.C., Hipócrates, chamado de pai da medicina por estudiosos ocidentais, escreveu: “A corpulência não apenas é uma doença por si só, mas também a precursora de muitas outras”. A Bíblia está repleta de avisos sobre o consumo excessivo. O Livro dos Provérbios 23:20-21 diz: “Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem na pobreza; e a sonolência obrirá de trapos o homem”. No entanto, por milhares de anos a obesidade foi geralmente uma doença que afetava apenas os mais ricos. Alimentos – especialmente os mais saborosos e ricos em calorias – eram simplesmente caros demais para que o cidadão comum pudesse obtê-los. Poucos podiam se dar ao luxo de serem gordos e, dessa forma, a obesidade era muitas vezes considerada uma forma de demonstrar a prosperidade de uma pessoa. Então, uma grande mudança tecnológica ocorreu, muito semelhante àquela que enfrentamos na segunda metade do século XX. Novas tecnologias e técnicas aumentaram nosso suprimento de alimentos. O motor a vapor, a rotação de culturas e o novo arado de ferro revolucionaram a agricultura na Europa entre os séculos XVII e XIX, acompanhados de uma variedade de alterações sociopolíticas, incluindo a ascensão da classe dos comerciantes. O suprimento de alimentos se tornou mais abundante e o acesso a ele melhorou. A obesidade já não era mais apenas para poucos afortunados. Foi nesse contexto que Banting decidiu compartilhar seus resultados com o mundo. Em 1863, ele publicou o primeiro livro de dieta moderna da Europa, Letter on Corpulence(em uma tradução livre, Carta sobre a corpulência), conseguindo vender impressionantes 63 mil cópias do texto por um xelim cada uma. Essa foi a primeira dieta da moda do Ocidente (chamada, apropriadamente, de dieta Banting), e milhares. foram inspirados a perder peso utilizando-a. O livro também teve um alcance global, sendo traduzido para vários idiomas e, de acordo com seu autor, obteve boas vendas na França, na Alemanha e nos Estados Unidos. A comunidade médica tratou essa obra como notícia velha. As críticas não se opunham às ideias de Banting, mas questionavam, em primeiro lugar, por que a carta do autor se tornara tão popular. Trabalhos semelhantes haviam sido publicados antes desse livro, mas tinham sido escritos por médicos e para médicos. Letter on Corpulence, por outro lado, havia sido escrito por uma pessoa em sofrimento e para pessoas em sofrimento. Sua mensagem ressoava. As pessoas estavam prontas para ouvi-la e Banting a apresentou de um modo que todos podiam entender. Na quarta edição de sua carta, Banting escreveu mais de sete páginas se defendendo de uma fraternidade médica que questionava sua história, dizendo que, pelo tempo que demorara até sua melhora, talvez ele não tivesse se consultado com médicos de qualidade, ou pior, que a recomendação dele de quatro refeições por dia causaria mais corpulência. Sua resposta: “Minha despretensiosa carta sobre a corpulência ao menos trouxe todos esses fatos ao conhecimento do público, consequentemente recebendo considerável atenção, e receberá indubitavelmente muito mais atenção até que o sistema seja completamente compreendido e devidamente apreciado por todos os homens e mulheres pensantes do mundo civilizado”. Uma epidemia moderna Banting estava correto sobre toda a atenção pública – o êxito comercial de seu panfleto ajudou a criar um mercado de livros, orientadores e consultores para dietas. Seus documentos estão preservados on-line pela Fundação Atkins, organização dedicada a Robert Atkins, que surgiria mais de um século depois e encorajaria pessoas a seguir um programa muito semelhante de baixo consumo de carboidratos. Mas nem Banting, nem Atkins, nem nenhuma das milhares de outras pessoas que viriam a estudar esse tópico foram capazes de solucionar o problema da obesidade. Em anos recentes, ela se espalhou violentamente pelos Estados Unidos. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention[CDCs]), em Atlanta, fornecem dados anuais, para cada estado, a respeito da epidemia de obesidade dos Estados Unidos. Ainda que nesse ano os CDCs não apresentem dados para cinco estados, nenhum daqueles em que houve coleta de dados apresenta uma porcentagem de obesidade maior do que 14%. Em vinte anos, passamos de uma taxa de obesidade que não ultrapassava 14% em nenhum estado para uma taxa não inferior a 20% em todos os estados, e a maioria deles apresenta uma taxa maior do que 25%. Doze estados – Alabama, Arkansas, Kentucky, Louisiana, Michigan, Mississipi, Missouri, Oklahoma, Carolina do Sul, Tennessee, Texas e Virgínia Ocidental – agora apresentam taxas de obesidade maiores do que 30%. Mais do que isso, a taxa de obesidade nos Estados Unidos está acelerando; estamos nos tornando mais gordos mais rapidamente do que há vinte anos. O que aconteceu? O mesmo de sempre. Alimentos estão mais baratos. Podemos comprar mais deles e aumentamos tanto o número de etapas que os produtos têm de percorrer entre sua origem e nosso estômago que nossos alimentos nem se parecem mais com comida. Para começar, alimentos ricos em calorias agora custam menos e encontram-se mais disponíveis do que nunca. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture[USDA]), atualmente produzimos 3.800 calorias por pessoa por dia. Esse número aumentou em várias centenas de calorias desde 1970. Como consequência, 62% dos norte-americanos adultos estão acima do peso, de acordo com as estatísticas do Centro Nacional pela Saúde (National Center for Health) – em 1980, esse número era de 46%. Nascimento da agricultura industrial No século XX, a agricultura sofreu alterações profundas tanto nos Estados Unidos quanto no restante do mundo. No início desse século, o produtor rural representava o grupo demográfico mais extenso dos Estados Unidos. Há quase um século, mais de 50% da população norte-americana vivia em áreas rurais, e a agricultura respondia por 41% da força de trabalho do país. Então veio a industrialização. O desenvolvimento do Ford Model-T, do trator, de pesticidas e de outras tecnologias agrícolas trouxe uma nova busca por eficiência no coração da América. Foi necessário um século para dobrar a produção alimentícia dos níveis de 1820 para aqueles de 1920. Demorou apenas trinta anos para dobrá-la novamente, de 1920 a 1950. Depois, quinze anos para que isso se repetisse, de 1950 a 1965, e dez, entre 1965 e 1975. A produção de alimentos continuou a crescer exponencialmente à medida que novas descobertas científicas e a demanda por alimentos fizeram que nossa indústria agrícola se industrializasse.

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