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A Ditadura Encurralada - Col. Ditadura - Vol. 4 - 2ª Ed. 2014 (Cód: 6725472)

Gaspari, Elio

Intrinseca

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Descrição

Durante os últimos trinta anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos até então inéditos e fez uma exaustiva pesquisa sobre o governo militar no Brasil. O resultado desse meticuloso trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe a obra mais importante sobre a história recente do país, e que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, enriquecida com novas fotos e projeto gráfico de Victor Burton. A obra é dividida em dois conjuntos: As ilusões armadas e O sacerdote e o feiticeiro. Publicada originalmente em 2002, As ilusões armadas reúne os livros A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada, e recebeu o prêmio de Ensaio, Crítica e História Literária de 2003, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, daí o título A ditadura envergonhada. Mas com a edição do AI-5, no final de 1968, que suspendeu direitos constitucionais, ela se revela. Em A ditadura escancarada, são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia, um dos últimos núcleos de resistência política.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580574500
Altura 23.80 cm
I.S.B.N. 9788580574500
Profundidade 3.20 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 2
Ano da edição 2014
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 560
Peso 0.79 Kg
Largura 16.20 cm
AutorGaspari, Elio

Leia um trecho

O ex-presidente Juscelino Kubitschek almoçava no restaurante da diretoria do Jornal do Brasil. Pediram-lhe um prognostico para a situação política, e ele respondeu: “A eleição do ano passado soltou o monstro. Tudo dependera dele. Ele influenciara tudo. Ele esta em todos os lugares”. Para conferir a onipresença do “monstro”, curvou-se, olhando embaixo da mesa, como se o procurasse. Quem e o monstro? “A opinião publica”, disse JK.1 O resultado da eleição de 1974 encurralou a ditadura. O MDB vencera as disputas para senador em dezesseis dos 21 estados, indicando que dentro de quatro anos conquistaria a maioria no Senado. Um ano depois do almoço de JK no Jornal do Brasil, o “monstro” soltou-se no Rio de Janeiro e em Brasília. Cantando “Peixe vivo”, o povo voltou a rua, enterrando o ex-presidente com afeto e lamento. A ditadura militar estava economicamente robusta. Num regime de pleno emprego, a economia crescia, na media, a taxas de quase 7% ao ano. Também tinha prestigio internacional. Faltava só a Argentina para que toda a America do Sul abaixo do Equador fosse governada por generais. Em marco de 1976 uma junta instalou-se na Casa Rosada, e acabou- -se a exceção. Entre as ultimas semanas de 1974 e a jornada de 12 de outubro de 1977, quando Ernesto Geisel demitiu o ministro do Exercito, general Sylvio Frota, a anarquia militar e o poder republicano do presidente enfrentaram-se. Era o confronto que o regime evitava desde 1964. A noite, quando Frota transmitiu o cargo ao seu sucessor, Fernando Bethlem, a anarquia estava enquadrada. Coube ao general Ernesto Geisel a defesa do poder constitucional. Logo ele, que participara das desordens militares de 1922, 1924, 1930, 1937, 1945, 1961, 1964, 1965, 1968 e 1969.2 De 12 de outubro de 1977 ate o dia em que se escreveu esta Explicação, passaram-se 26 anos.Nunca, na historia da Republica, se viveu tanto tempo sem desordem militar digna de registro. Quando o general Ernesto Geisel morreu, em 1996, sabia a extensao desse legado. Orgulhava-se dele, mas nao gostava de discutir o assunto. Temia fazer uma das coisas que mais detestava: falar bem de si proprio. Este livro conta a historia desses anos. Para escreve-lo, tive a ajuda decisiva de dois dos grandes personagens do periodo. Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva deram-me longas, sinceras e pacientes entrevistas. Se deixei respostas sem perguntas, a culpa foi minha. Golbery, chefe do Gabinete Civil e principal articulador politico de Geisel, cedeu- -me tambem o arquivo pessoal dele. Eram 25 caixas que estavam guardadas em sua garagem, num sitio de Luziania, nas cercanias de Brasilia. Nelas ha de tudo. Desde panfl etos anonimos (de autoria conhecida) ate um telex do general Jose Maria de Andrada Serpa, de janeiro de 1976, dissociando-se, como comandante da 7a Regiao Militar, de uma articulacao de solidariedade para com a criminalidade do DOI-CODI paulista. Se Golbery nao tivesse guardado uma copia desse telex, a mais corajosa manifestacao de um general em funcao de comando contra a anarquia delituosa dos DOIs dormiria entre os papeis da burocracia militar. Esse arquivo sobreviveu gracas a Heitor Ferreira e seu sentido de preservacao da historia. Heitor foi assistente de Golbery de 1964 a 1967 no Servico Nacional de Informacoes e secretario particular de Geisel de 1972 a 1979 na Petrobras e na Presidencia da Republica. Em 1964, aos 28 anos, Heitor caiu no centro de poder de uma ditadura. Manteve um diario que, na forma de um livro como este, teria 1.500 paginas. E o melhor retrato do poder ja feito no Brasil, e nao custa desejar que um dia venha a ser publicado. Heitor deu-me copias do manuscrito e transcricoes do periodo que vai de 1964 a 1976. Dai em diante, forneceu-me excertos e, em alguns casos, vista do texto. Colaborador decisivo na pesquisa, tornou-se um leitor distanciado. Nunca discutiu uma opiniao ou analise. Limitou- -se a corrigir o que julgou vocabularmente incorreto (na versao que lhe enviei, bagual signifi cava “cafajeste”) ou factualmente incompleto (nessa mesma versao, em 1977 Geisel jogou-lhe o telefone porque fi zera uma piada). Acima disso tudo, Heitor Ferreira deu-me trinta anos de amizade. Tive tambem a amizade e a ajuda de Humberto Barreto, o fi el amigo de Geisel e seu secretario de Imprensa entre 1974 e 1977. Humberto foi um personagem discreto e fundamental em quase todas as grandes crises do governo de Geisel. Passeava pelas ansiedades alheias com uma calma sertaneja que por vezes parecia temeraria. Ela se amparava na fe que Humberto tinha no amigo. Passados trinta anos, ele nao manifesta emocao alguma quando lhe contam que, em 1976, tentaram frita-lo com uma transcricao de grampo de seu telefone: “Eu nunca deixei de dizer o que achava. A gente sabia que eles ouviam. Ia-se fazer o que? Parar de falar?”.

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