Frete Grátis
  • Google Plus

A Escolhida - Série o Doador de Memórias - Vol. 2 (Cód: 8250409)

Lowry, Lois

Arqueiro

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 29,90 R$ 22,40 (-25%)
Cartão Saraiva R$ 21,28 (-5%) em até 1x no cartão
Grátis

Cartão Saraiva
Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto
?

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 18:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

Formas de envio Custo Entrega estimada
X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

“Lois Lowry possui uma capacidade magistral de construir mundos reais e imaginários. A civilização futurista de A escolhida é uma de suas mais poderosas criações.” – Booklist

Órfã e portadora de uma deficiência, Kira precisa enfrentar um futuro assustadoramente incerto. Vivendo em uma civilização que descarta os mais fracos, ela sofre hostilidade dos vizinhos, que a acusam de ser inútil para a comunidade.
Quando é chamada a julgamento pelo Conselho dos Guardiões, Kira se prepara para lutar pela vida. Mas, para sua surpresa, os autoritários chefes já têm outros planos e a encarregam de uma tarefa grandiosa: restaurar os bordados de uma túnica centenária que contam a história
do mundo.
Escolhida por seu talento quase mágico para bordar, a jovem fica radiante com a honraria. Quando dá início ao minucioso serviço de investigação do passado, ela depara com uma série de mistérios nas profundezas do universo que achava conhecer tão bem. Confrontada com uma verdade chocante, Kira precisará tomar decisões que mudarão sua vida e toda a comunidade.
Em 'A escolhida', Lois Lowry traz ao leitor personagens e cenários distintos de O doador de memórias, mas que complementam a sensacional distopia e abrem um novo horizonte de reflexão para a tetralogia.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580413472
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788580413472
Profundidade 1.00 cm
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorLowry, Lois

Leia um trecho

Capítulo 1 – Mãe? Não houve resposta. Ela não esperava que houvesse. Fazia quatro dias que sua mãe estava morta e Kira percebia que os últimos resquícios do seu espírito já se dissipavam. – Mãe? – repetiu ela, baixinho, para o que quer que estivesse partindo. Achava que conseguia senti-lo ir, como é possível sentir o leve sussurrar de uma brisa noturna. Agora ela estava completamente sozinha. Kira experimentou a solidão, a incerteza e um grande pesar. Aquela tinha sido sua mãe, a mulher afetuosa e cheia de vida que se chamava Katrina. Então, após uma doença breve e inesperada, se tornara o corpo de Katrina, ainda contendo o espírito relutante. Depois de quatro crepúsculos e quatro alvoradas, o espírito também partiu. Agora, restava apenas a carne. Coveiros viriam para jogar uma camada de terra sobre o cadáver, mas ainda assim ele seria devorado pelas criaturas escavadoras e famintas que apareciam à noite. Os ossos se espalhariam, apodreceriam e se esfacelariam, tornando-se parte da terra. Kira enxugou rapidamente os olhos, que haviam se enchido de lágrimas de repente. Amava a mãe e sentiria muita falta dela, mas precisava ir embora. Fincou o cajado no solo macio, apoiou-se nele e se levantou. Olhou ao redor, indecisa. Ainda era jovem e não tivera nenhuma experiência com a morte, não em sua pequena família composta apenas de mãe e filha. É claro que já vira outros cumprirem os rituais. Podia ver alguns agora, no amplo e malcheiroso Campo da Partida, reunidos em volta dos entes queridos, cuidando dos espíritos relutantes. Ela sabia que uma mulher chamada Helena estava ali, velando o espírito do seu bebê, que havia nascido prematuro. Helena tinha chegado ao Campo apenas no dia anterior. Não era necessária uma vigília de quatro dias para os bebês; seus espíritos frágeis, recém-chegados, dissipavam-se rapidamente. Assim, Helena logo voltaria para junto da família no vilarejo. Já Kira não tinha mais família nem lar. O casebre que dividia com a mãe fora queimado. Era o que sempre acontecia em caso de doença. A habitação humilde, o único lugar que Kira já havia chamado de lar, não existia mais. De onde estivera sentada junto ao corpo, ela pôde ver a fumaça ao longe. Enquanto observava o espírito da mãe partir, também vira as cinzas de sua infância subirem, rodopiantes, em direção ao céu. Tremeu levemente de medo. O temor sempre fizera parte da vida das pessoas. Por causa do medo, elas construíam abrigos, buscavam comida e plantavam hortas. Pelo mesmo motivo, armazenavam armas, precavidas. Havia o medo do frio, da doença, da fome, das feras. E foi o medo que a impulsionou naquele momento, apoiada em seu cajado. Ela lançou um último olhar para o corpo sem vida que um dia abrigara sua mãe e perguntou-se aonde poderia ir. Kira pensou em reconstruir a casa. Se conseguisse ajuda, por mais improvável que isso fosse, não demoraria muito para erguer um casebre, especialmente naquela época do ano, início do verão, em que os galhos das árvores estavam moles e a lama era grossa e abundante à margem do rio. Já tinha visto muitas vezes outras pessoas construírem casas e achava que conseguiria edificar algum tipo de abrigo para si mesma. As quinas e a chaminé talvez não ficassem retas. O telhado seria difícil, pois sua perna ruim praticamente a impedia de subir aonde quer que fosse. Mas ela daria um jeito. Encontraria uma forma de construir um casebre. Depois, arranjaria um modo de ganhar a vida. O irmão de sua mãe passara dois dias junto dela no Campo, não velando Katrina, mas sentado em silêncio ao lado do corpo da própria mulher, a geniosa Solora, e do bebezinho deles, que era novo demais até para ter um nome. Ela e o tio trocaram um meneio de cabeça. Porém, ele foi embora logo após cumprir seu tempo no Campo da Partida. Precisava cuidar de seus outros dois pequenos. Eles ainda eram novos, seus nomes ainda tinham apenas uma sílaba: Dan e Mar. Talvez eu possa cuidar deles, pensou Kira por um instante, tentando encontrar o próprio futuro dentro do vilarejo. Contudo, mesmo enquanto o pensamento ainda surgia, ela já sabia que não lhe dariam permissão. Os pequenos de Solora seriam dados, distribuídos entre aqueles que não tivessem nenhum. Pequenos saudáveis e fortes eram valiosos; se bem treinados, poderiam contribuir para as necessidades da família e seriam muito desejáveis. Ninguém desejaria Kira. Ninguém jamais a havia desejado, a não ser sua mãe. Katrina contara várias vezes a Kira a história do seu parto – o nascimento de uma menina sem pai e com uma perna torta – e de como lutara para mantê-la viva. – Eles vieram buscar você – sussurrou a mãe para ela certa noite, no casebre onde moravam, com o fogo bem alimentado e brilhante. – Você tinha um dia de idade, ainda nem havia recebido o nome infantil de uma sílaba só... – Kir. – Isso mesmo: Kir. Eles me trouxeram comida e pretendiam levá-la embora para o Campo... Kira estremeceu. Era a lei, a tradição e um gesto de misericórdia devolver uma criança sem nome e imperfeita à terra antes de seu espírito poder preenchê-la e torná-la humana. Mas a ideia a enchia de pavor. Katrina acariciou os cabelos da filha. – Eles não fizeram por mal – lembrou-lhe a mãe. Kira assentiu. – Não sabiam que era eu. – Não era você, não ainda. – Conte de novo por que não deixou que eles me levassem – sussurrou Kira. A mãe suspirou, lembrando-se daquele dia. – Eu sabia que não teria outra criança. Seu pai fora levado pelas feras. Fazia vários meses que ele havia saído para caçar e nunca mais voltara. Então eu não daria à luz novamente. Ela fez uma pausa e prosseguiu: – Bem, talvez eles tivessem me dado outra criança um dia, um órfão para eu criar. Mas quando segurei você nos meus braços... mesmo que seu espírito ainda não tivesse chegado e sua perna fosse tão torcida para o lado errado que você obviamente nunca conseguiria correr... seus olhos brilhavam. Eu pude ver o início de algo extraordinário neles. E seus dedos eram longos... – E fortes. Minhas mãos eram fortes – acrescentou Kira, satisfeita. Já tinha ouvido a história várias vezes; sempre que tornava a escutá-la, olhava para as próprias mãos fortes com orgulho. A mãe riu. – Tão fortes que agarraram meu polegar e não queriam soltar mais. Depois de sentir a gana com que você puxava meu dedo, não pude deixar que a levassem embora. Simplesmente me neguei. – Eles ficaram irritados. – Ficaram. Mas eu fui firme. E meu pai ainda estava vivo, é claro. Ele já era velho, tinha quatro sílabas, e fora o líder do nosso povo, o guardião-chefe, durante muito tempo. E o seu pai também teria sido um líder muito respeitado se não tivesse morrido durante a longa caçada. Já o haviam escolhido para ser guardião. – Diga o nome do meu pai para mim – pediu Kira. Katrina sorriu à luz do fogo. – Christopher. Você sabe. – Mas gosto de ouvi-lo. Gosto de ouvir você falar o nome dele. – Quer que eu continue? Kira fez que sim. – Você foi firme. Insistiu – relembrou a menina. – Mesmo assim, eles me fizeram prometer que você não se tornaria um fardo. – Eu não me tornei, certo? – Claro que não. Suas mãos fortes e sua inteligência compensam a perna defeituosa. Você é uma ajudante robusta e confiável no galpão de tecelagem; todas as mulheres que trabalham lá dizem isso. E a perna torta não tem nenhuma importância se levarmos em conta sua sagacidade. As histórias que você conta aos pequenos, as imagens que cria com palavras... e com as linhas! Os bordados que faz! Ninguém nunca viu nada parecido. São muito melhores do que qualquer coisa que eu poderia fazer! – Sua mãe riu. – Chega. Não me faça bajulá-la. Lembre-se deA mãe riu. – Tão fortes que agarraram meu polegar e não queriam soltar mais. Depois de sentir a gana com que você puxava meu dedo, não pude deixar que a levassem embora. Simplesmente me neguei. – Eles ficaram irritados. – Ficaram. Mas eu fui firme. E meu pai ainda estava vivo, é claro. Ele já era velho, tinha quatro sílabas, e fora o líder do nosso povo, o guardião-chefe, durante muito tempo. E o seu pai também teria sido um líder muito respeitado se não tivesse morrido durante a longa caçada. Já o haviam escolhido para ser guardião. – Diga o nome do meu pai para mim – pediu Kira. Katrina sorriu à luz do fogo. – Christopher. Você sabe. – Mas gosto de ouvi-lo. Gosto de ouvir você falar o nome dele. – Quer que eu continue? Kira fez que sim. – Você foi firme. Insistiu – relembrou a menina. – Mesmo assim, eles me fizeram prometer que você não se tornaria um fardo. – Eu não me tornei, certo? – Claro que não. Suas mãos fortes e sua inteligência compensam a perna defeituosa. Você é uma ajudante robusta e confiável no galpão de tecelagem; todas as mulheres que trabalham lá dizem isso. E a perna torta não tem nenhuma importância se levarmos em conta sua sagacidade. As histórias que você conta aos pequenos, as imagens que cria com palavras... e com as linhas! Os bordados que faz! Ninguém nunca viu nada parecido. São muito melhores do que qualquer coisa que eu poderia fazer! – Sua mãe riu. – Chega. Não me faça bajulá-la. Lembre-se de seus corpos nus e aos seus cabelos. Ela sorriu. Reconheceu cada um deles. Lá se encontrava o filho de cabelos loiros da amiga de sua mãe; ela recordava seu nascimento, havia dois solstícios de verão. E a menina cuja irmã gêmea tinha morrido, mais nova do que o loirinho, que mal sabia andar, mas ria e soltava gritinhos com os outros, brincando de pique-pega. Todos brigavam, trocando tapas e pontapés, apanhando gravetos que usavam como armas de brinquedo, brandindo os pequenos punhos. Kira lembrou-se de quando observava os amigos de infância brincarem daquele jeito, preparando-se para as lutas reais da vida adulta. Incapaz de participar por conta da perna defeituosa, ela olhava com inveja. Uma criança mais velha, um menino de rosto sujo de 8 ou 9 anos, ainda jovem demais para a puberdade e o nome de duas sílabas que receberia, a encarou. Ele estava ocupado arrancando a vegetação rasteira e juntando feixes de galhos para uma fogueira. Kira sorriu. Era Matt, que sempre tinha sido seu amigo. Ele vivia no Brejo, um lugar pantanoso e desagradável, talvez filho de um apanhador ou coveiro. Mas andava livremente pelo vilarejo com os colegas desordeiros, sempre seguido pelo cão. Estava sempre parando, como agora, para fazer alguma tarefa ou pequeno serviço em troca de algumas moedas ou um doce. Kira gritou um cumprimento para o garoto. O cão encurvou o rabo, enroscou-se nos galhos e folhas, pisoteou o chão, e o menino sorriu em resposta. – Então ocê já voltou do Campo – disse ele. – Como é que é lá? Ocê ficou assustada? Apareceu alguma criatura de noite? Kira fez que não com a cabeça e sorriu. Pequenos de uma sílaba só não podiam ir ao Campo, então era natural que Matt estivesse curioso e um pouco impressionado. – Não vi nenhuma criatura. Fiz uma fogueira, que as manteve longe. – Quer dizer que Katrina já deu o fora do corpo dela? – perguntou o menino em seu dialeto. As pessoas de Fen eram estranhas, diferentes. Facilmente identificadas pelo jeito esquisito de falar e pelos maus modos, eram desprezadas por quase todos. Mas não por Kira, que gostava muito de Matt. – O espírito da minha mãe já se foi. Eu o vi deixar o corpo dela. Foi soprado para longe como uma névoa. Matt se aproximou dela, ainda carregando galhos em seus braços arranhados e sujos. Estreitou os olhos, fazendo cara de triste, e enrugou o nariz. – Seu barraco tá todo queimado. Kira sabia que sua casa tinha sido destruída, embora no fundo nutrisse esperanças de que estivesse enganada. – Sim – falou ela com um suspiro. – E as coisas que estavam dentro? Meu quadro? Queimaram meu quadro de tear? Matt franziu a testa. – Tentei salvar as coisas, mas queimou quase tudo. Só o seu barraco, Kira. Não foi igual quando tem doença braba. Desta vez, foi só a sua mãe mesmo. – Eu sei. Kira tornou a suspirar. No passado, doenças haviam se alastrado de um casebre para outro, causando muitas mortes. Quando isso acontecia, fazia-se uma grande queimada, seguida de uma reconstrução que se tornava quase festiva, com o barulho dos trabalhadores espalhando barro úmido sobre as novas estruturas de madeira e alisando-o metodicamente. O cheiro de queimado continuava no ar mesmo depois de os novos casebres já estarem de pé. Mas naquele dia não havia festividade. Apenas os sons habituais. A morte de Katrina não trouxera nenhuma mudança para as vidas dos habitantes do vilarejo. Ela costumava estar ali. Agora não estava mais. Vida que segue. Ainda acompanhada de Matt, Kira parou diante do poço e encheu de água seu cantil. Ela ouvia discussões por toda parte. A cadência dos bate-bocas era uma trilha sonora constante no vilarejo: as declarações ríspidas de homens lutando por poder; as bravatas e provocações estridentes de mulheres invejosas e irritadas com os pequenos que chiavam e choramingavam aos seus pés e geralmente eram chutados para longe. Ela protegeu os olhos com a mão para não ser ofuscada pelo sol da tarde, procurando o espaço que o próprio casebre costumava ocupar. Respirou fundo. Não seria nada fácil juntar madeira, e mais trabalhoso ainda escavar a lama da margem do rio. Além disso, as vigas eram pesadas, tornando complicada a tarefa de arrastá-las. – Preciso começar a reconstruir minha casa. Quer me ajudar? Pode ser divertido se formos nós dois. – Após uma pausa, Kira acrescentou: – Não posso lhe pagar, mas prometo contar histórias novas. O menino balançou a cabeça. – Vou levar uma coça se num terminar de catar esses gravetos pra fogueira. – Matt se virou para ir embora. Após uma hesitação, voltou-se outra vez para Kira e falou baixinho: – Eu ouvi as pessoas falando. Elas não querem que ocê continue aqui. Tão planejando te expulsar agora que a sua mãe morreu. Querem te largar no Campo pras feras pegarem. Vão mandar os apanhadores te levarem pra lá. Kira sentiu um nó no estômago, apavorada, mas tentou manter a voz calma. Precisava extrair informações de Matt, que ficaria desconfiado se soubesse que ela estava com medo. – Quem são essas “pessoas”? – perguntou ela em um tom de voz contrariado, altivo. – As mulheres. Ouvi elas falando lá no poço. Eu tava catando umas lascas de madeira no lixo e nem notaram que eu tava ouvindo. Mas elas querem o seu lugar. Lá onde era o seu barraco. Querem construir um cercado ali, pra deixar os pequenos e as galinhas presos e não precisar ficar correndo atrás deles o tempo todo. Kira o encarou com um olhar firme. A tranquilidade com que aquelas mulheres podiam ser tão cruéis era aterrorizante, quase inacreditável. Por um motivo banal, iam jogá-la às feras que ficavam à espreita na floresta para suprir o Campo. – Qual delas parecia estar mais contra mim? – perguntou ela após alguns instantes. Matt pôs-se a refletir, revirando os galhos nas mãos. Kira notou que ele relutava em se envolver com aqueles problemas, por medo do que poderia lhe acontecer. Mas Matt sempre fora seu amigo. Por fim, olhando ao redor para se assegurar de que ninguém o ouvia, ele lhe sussurrou o nome da pessoa que Kira precisaria enfrentar: – Vandara. Não era nenhuma surpresa. Mesmo assim, Kira sentiu um nó no estômago.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: A Escolhida - Série o Doador de Memórias - Vol. 2

Emerson recomendou este produto.
03/01/2016

top

Bem feito
Esse comentário foi útil para você? Sim (0) / Não (0)
A Escolhida - Série o Doador de Memórias - Vol. 2 (Cód: 8250409) A Escolhida - Série o Doador de Memórias - Vol. ... (Cód: 8250409)
R$ 22,40
A Escolhida - Série o Doador de Memórias - Vol. 2 (Cód: 8250409) A Escolhida - Série o Doador de Memórias - Vol. ... (Cód: 8250409)
R$ 22,40