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A Evolução de Bruno Littlemore (Cód: 4874155)

Hale, Benjamin

Intrinseca

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Descrição

Bruno Littlemore é diferente de qualquer outro chimpanzé do mundo. Precoce e com uma inteligência acima da média, o jovem Bruno, nascido no zoológico de Chicago, é logo transportado a um laboratório, onde fica sob os cuidados de uma eminente primatóloga chamada Lydia Littlemore. Ao descobrir o talento único de Bruno, Lydia o leva para a própria casa a fim de supervisionar sua educação e permitir que o animal desenvolva sua paixão por artes plásticas. Porém, apesar de todos os dons de Bruno, o chimpanzé tem dificuldade em enjaular seus instintos mais primitivos. As explosões intempestivas de Bruno acabam por custar a Lydia seu emprego e lançam o improvável casal em uma inesquecível jornada – e em uma comovente história de amor.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572971
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580572971
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Domingos Demasi
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 512
Peso 0.48 Kg
Largura 16.00 cm
AutorHale, Benjamin

Leia um trecho

Meu nome é Bruno Littlemore: Bruno me deram, Littlemore eu me dei e, com algum estímulo, decidi, enfim, presentear este mundo indigno e espiritualmente doente com a generosa dádiva de minhas memórias.
Ofereço-as com a intenção e a esperança de que elas iluminem, encantem, previnam, instruam e talvez até mesmo distraiam. Contudo, acho insuportável o tédio físico de escrever de fato. Nunca me preocupei em aprender um método de digitação mais habilidoso do que o vexaminoso e primitivo “catar milho”. E, no que diz respeito a papel e caneta, minhas mãos possuem um feitio desajeitado e canso-me facilmente de gravar tantos sinais pequenos e meticulosos. Por isso decidi apresentar minhas memórias ditando-as. E como gravadores de voz me abominam pelos motivos de praxe, preciso recorrer a um amanuense. No momento, são 11h15 da manhã de um monótono e desinteressante dia de setembro; estou deitado parcialmente de costas e bem à vontade em um sofá, sem os sapatos, mas de meia, um copo de chá gelado tilintando serenamente em minha mão. Há uma jovem de fala mansa chamada Gwen Gupta sentada neste prosaico aposento comigo, anotando minhas palavras a lápis num bloco de papel amarelo com concentração máxima. Gwen, minha amanuense, é universitária e estagia no centro de pesquisas no qual estou abrigado. É ela quem age como parteira dessas palavras que minha mente concebe e meus pulmões e língua produzem, proferindo-as e, pelo simples processo de documentação, impregnando-as com a solenidade e a permanência da literatura. Agora, ao começo. Por onde devo começar, Gwen? Não, não fale. Vou começar pela primeira vez que encontrei Lydia, porque ela é o motivo de eu estar aqui. Antes, porém, creio que devo descrever brevemente meu ambiente e a tribulação em que me encontro. Alguém poderia dizer que vivo em cativeiro, mas tal palavra sugere que eu desejaria estar em outro lugar, o que não corresponde à realidade. Se alguém me perguntasse “Como vai, Bruno?”, muito provavelmente eu responderia “Bem”, e isso seria verdade. Sei que não me falta nada. Gosto de pensar em mim não como aprisionado, mas como semi- -isolado. Como você já sabe, sou um artista, coisa que meus proprietários reconhecem e respeitam, permitindo que eu me ocupe com as duas artes mais importantes para minha alma: pintura e teatro. Quanto à primeira, o centro de pesquisas generosamente me fornece tintas, pincéis, telas etc. Meus quadros são vendidos até mesmo no mundo que há além destes muros — um mundo que já não me desperta muito interesse —, onde, segundo me foi dito, continuam a alcançar preços substanciais, sendo a renda revertida para o centro de pesquisas. De modo que eu enriqueço esses desgraçados. Não me importo. Que vão todos para o inferno, Gwen: pinto apenas para aliviar as feridas de meu inquieto coração; o resto é economia porca. Quanto ao último — o teatro —, estou preparando a encenação de Woyzeck, de Georg Büchner, dirigida e estrelada por mim mesmo no papel de protagonista que dá nome à peça, que a nossa modesta companhia apresentará dentro de poucas semanas para o pessoal do centro de pesquisas e seus amigos e familiares. Não é a Broadway, nem mesmo off-Broadway — mas satisfaz (em pouca medida) a volúpia pela luz dos refl etores que, talvez, seja essencial para o entendimento de minha personalidade. Meu amigo Leon Smoler me visita de vez em quando e, nessas ocasiões, rimos e recordamos histórias. Às vezes, jogamos gamão, e, outras, conversamos sobre questões fi losófi cas até o azul brumoso da alvorada ao horizonte surgir lentamente na minha janela. O centro de pesquisas me permite viver com todo o conforto e com a relativa privacidade que qualquer ser humano poderia pensar em querer — até mais, na verdade, levando-se em conta que minha mente está livre das preocupações inconvenientes de manter minha permanência diária no mundo. Tenho, inclusive, autorização de ir lá fora sempre que desejar, e, quando meu humor está mais thoreauviano, permitem que eu perambule pela mata em comunhão espiritual com as muitas árvores, com seus antigos troncos espessos e resplandecentes, repletos de musgo e cogumelos. O centro de pesquisas fi ca localizado na Geórgia, um lugar onde eu nunca havia estado antes de ser transferido para cá. Pelo que posso perceber com minha perspectiva confessadamente limitada, a Geórgia parece um tanto agradável e viçosamente bela, com um clima úmido subtropical que se mostra benéfi co à minha compleição. Honestamente, na maioria dos dias, sinto-me como se vivesse em algum tipo de resort, em vez de estar confi nado, contra a minha vontade, devido a um assassinato que meio que mais ou menos cometi (o qual, a propósito, se pudesse voltar no tempo, cometeria novamente sem pestanejar). Por ser esse mais ou menos assassinato algo relativamente sem importância na minha vida, não me darei o trabalho de mencioná-lo outra vez, a não ser bem mais tarde, mas ele é, pelo menos aparentemente, responsável pelo meu atual endereço e, portanto, pelo seu projeto. Não sou, porém, um criminoso comum. Suponho que o motivo pelo qual estou sendo mantido neste lugar não seja tanto para me castigar, mas sim para me estudar, e presumo que este seja o objetivo fi nal do seu projeto. E não os censuro — ou a você — por querer me estudar. Sou interessante. Meu caso é inusitado. Aliás, Gwen, eu deveria me desculpar com você por minha recusa inicial em aceitar seus constantes pedidos de entrevista. Só ditar estes parágrafos de abertura já me fez perceber que nada que eu tenha experimentado antes satisfaz mais meu puro desejo humano de imortalidade fi losófi ca do que sua ideia de gravar esta história — captando-a diretamente da fonte, obtendo-a de maneira apropriada, registrando-a para a posteridade: minhas memórias, meus amores, minhas iras, minhas opiniões e minhas paixões — ou seja, minha vida. Agora, do início. Vou começar com a minha primeira lembrança signifi - cativa, que é a da primeira vez que me encontrei com Lydia. Na ocasião, eu ainda era criança. Tinha uns 6 anos. Ela e eu logo desenvolvemos uma relação afetiva. Lydia me ergueu e me segurou, beijou minha cabeça, brincou com minhas pequenas mãos emborrachadas, e eu enrolei meus braços em volta de seu pescoço, segurei seus dedos, pus fi os de seu cabelo em minha boca, e ela riu. Talvez já tivesse me apaixonado por ela, e a única maneira que eu sabia de expressar aquilo era chupando seu cabelo. Antes de começar de fato, sinto que a primeira coisa que devo fazer por você é direcionar sua total atenção para esse espécime, essa mulher, Lydia Littlemore. Muito tempo depois, em sua homenagem, eu até mesmo usurparia seu cadenciado sobrenome de sílabas melodiosas. Lydia é importante: sua pessoa, seu ser, o modo como ocupava um aposento, a maneira como preenchia e continua a preencher tanto espaço em minha mente. Sua aparência. Seu cheiro. Aquele inebriante e magnífi co aroma que emanava de sua pele — era inteiramente além de minha prévia experiência olfativa; eu não sabia o que fazer com aquilo. E o cabelo dela… era louro (o que também era exótico para mim). Seu cabelo era tão louro que parecia eletricamente iluminado, como se, talvez, no escuro, fosse incandescido por luz bioluminescente, como um vaga-lume ou um daqueles peixes das profundezas do mar. No dia em que nos conhecemos, ela havia prendido, como costumava fazer, seu magnífi co e brilhante cabelo louro para trás, num rabo de cavalo prático na base da nuca, que evitava que o cabelo caísse em seus olhos, mas permitia que três ou quatro fi os escapassem. Eles esvoaçavam em volta de seu rosto, e Lydia tinha o hábito de sempre deslizá-los com os dedos para trás das orelhas. Em vão! — porque logo estavam livres de novo, um por um, ou todos de uma vez, no momento em que ela tirava os óculos que às vezes usava. Quando Lydia estava trabalhando, suas mãos viviam numa guerra interminável com seu cabelo e seus óculos. Tira os óculos, presos por uma cordinha à armação, e agora (veja!) eles pendem do pescoço como um amuleto, aquelas duas rodelas prismáticas de vidro cintilando perto daqueles dois faróis de feminilidade — seus seios! E, agora, (veja!) foram colocados outra vez, aumentando ligeiramente seus olhos, e, se você for para trás dela, verá a cordinha pendendo, frouxa, no meio das costas. Os óculos são retirados, depois recolocados, nunca descansam por muito tempo na ponte de seu nariz (onde deixaram duas marcas ovais nas laterais do delicado ossinho, que ela massageia com os dedos quando pressente uma dor de cabeça) ou pendurados próximo a seu peito. Para dizer a verdade, em certa ocasião — isso foi muito depois, quando aprendi os números —, fi quei, por um breve período, obcecado por contar coisas, e contei o número de vezes que Lydia tirou os óculos e tornou a colocá-los, durante uma hora em que a observei trabalhando. E, então, contei as vezes que ela pôs os cabelos atrás das orelhas. Os resultados: no período de uma hora, Lydia colocou os óculos 31 vezes, retirou 32, e pôs os fi os de cabelo atrás da orelha ou orelhas um total de 53 vezes. Isso dá uma média de quase uma vez por minuto. Creio

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