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A Física dos Anjos - Col. Novo Pensamento (Cód: 2591659)

Fox,Matthew; Sheldrake, Rupert

ALEPH

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Descrição

Espíritos elementais, energias, mensageiros, anjos. Não importa a designação, a presença e a intervenção desses seres divinos jamais deixaram de povoar a fé e o imaginário dos homens. Neste livro inspirador, Matthew Fox e Rupert Sheldrake constroem uma visão inovadora, profunda e inteligente dos anjos, recorrendo ao pensamento religioso clássico - inclusive à Bíblia - e às espantosas revelações da física e da cosmologia modernas. Seu propósito: demarcar novos territórios no relacionamento entre religião e ciência, esclarecer o significado dos anjos no mundo atual e restaurar a dignidade e a alegria da devoção angélica. Sua descoberta: os anjos são seres mais extraordinários e poderosos do que imaginamos, e a crença em sua existência pode revolucionar nossas vidas e transformar profundamente o nosso futuro.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora ALEPH
Cód. Barras 9788576570561
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788576570561
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
CONSUMÍVEL Não
Tradutor Carolina Caires Coelho
Sub-Título Uma Visão Científica e Filosófica dos Seres Celestiais
Número da edição 1
Ano da edição 2008
MÊS JULHO
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 216
Título Original The Physics of Angels
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorFox,Matthew; Sheldrake, Rupert

Leia um trecho

Prefácio Parece improvável que um cientista e um teólogo tenham se reunido para falar sobre os anjos. As duas disciplinas, ao fi m da Era Moderna, parecem igualmente relutantes em relação a esse assunto. De qualquer modo, apesar de os anjos terem sido ignorados pelo establishment científico e teológico, pesquisas recentes têm mostrado que muitas pessoas ainda acreditam na existência deles. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 2/3 da população acreditam em anjos, e 1/3 afi rma já ter sentido uma presença angelical em sua vida. Metade acredita na existência de demônios. Os anjos persistem. Estamos entrando em uma nova fase, tanto da ciência quanto da teologia, e, surpreendentemente, a questão dos anjos tem se tornado importante novamente. A nova cosmologia e a antiga angelologia levantam questões interessantes acerca da existência e do papel da consciência em níveis sobrehumanos. Quando começamos a discutir o assunto, nós dois ficamos fascinados com as semelhanças entre o que dizia Tomás de Aquino sobre os anjos, na Idade Média, e o que Albert Einstein disse a respeito dos fótons no século XX. Daí o título deste livro: A física dos anjos. O renovado interesse nos anjos é bastante oportuno. Hoje, grande parte desse interesse deve-se a experiências de ajuda e assistência em momentos de necessidade. É de natureza intensamente pessoal, e individualista no espírito. A idéia ocidental tradicional a respeito dos anjos, no entanto, é muito mais profunda e rica do que poderia sugerir essa literatura moderna, e muito mais preocupada com a comunidade, com nosso desenvolvimento comum e nossas relações com as pessoas, com Deus e com o universo. Esses valores combinam com uma compreensão mais holística ou orgânica da natureza e da sociedade. Além disso, a partir do momento em que vivemos em uma aldeia global cada vez mais restrita, é importante reconhecer as experiências que surgem em todas as culturas e religiões do mundo. Todas elas, inclusive a nossa, reconhecem a existência de espíritos em níveis sobre-humanos. Nós os chamamos de anjos, mas essas entidades recebem outros nomes, dependendo da tradição. Este é um dos temas mais essenciais na experiência humana espiritual e religiosa. É difícil imaginar um crescimento profundo do ecumenismo entre culturas e religiões sem reconhecer os anjos entre nós, e os anjos em nossas próprias tradições. Há também outras experiências a serem enfrentadas por todos os seres humanos em conjunto, como a crise ecológica, para a qual necessitamos de toda a sabedoria que tivermos. Os anjos são capazes de nos ajudar nesse trabalho e podem se mostrar aliados indispensáveis, verdadeiros anjos da guarda, instruindo-nos a salvaguardar a herança de um planeta que já foi são, mas que hoje corre perigo. Por todos esses motivos, é importante voltarmo-nos para a nossa tradição espiritual e analisar o que ela tem a nos dizer sobre os anjos, para ligar essa sabedoria à atual cosmologia evolutiva. Precisamos fazer isso para preparar o terreno para explorações mais aprofundadas no futuro – um futuro que, acreditamos, será marcado por um esforço muito maior no sentido de examinar a consciência deste planeta, e além dele. Para ajudar nessa tarefa de redescoberta de nossa tradição espiritual, decidimos nos concentrar em três gigantes da tradição ocidental, cujo tratamento dado aos anjos é amplo, profundo e infl uente. São eles: Dionísio, o Areopagita, um monge sírio cujo clássico As hierarquias celestiais foi escrito no século VI; Hildegarda de Bingen, madre superiora alemã do século XII; e São Tomás de Aquino, teólogo-fi lósofo do século XIII. Dionísio, o Areopagita, fez uma síntese maravilhosa das correntes fi losóficas neoplatônicas do Oriente Médio, à luz de sua teologia e experiência cristãs. Hildegarda de Bingen, apesar de invocar a tradição da angelologia por meio da tradição monástica da igreja ocidental, jamais trabalhou fora de suas experiências visionárias com os reinos angelicais. Tomás de Aquino elaborou uma síntese do estudo dos anjos, incluindo as opiniões do fi lósofo muçulmano Averróis, os escritos de Dionísio, o Areopagita, a ciência e a filosofa de Aristóteles e a tradição bíblica. Ele também levantou questões profundamente especulativas, audaciosas até mesmo para os dias de hoje, e muito interessantes diante da cosmologia que surge da ciência atual. Mais do que quaisquer outros grandes pensadores do Ocidente, foram esses três que, provavelmente, dedicaram maior esforço intelectual à angelologia. Começamos aqui com um diálogo introdutório, no qual exploramos a história da compreensão dos anjos no Ocidente, e como eles são importantes para a tradição da igreja primitiva e da teologia medieval. Examinamos como a revolução científica mecanicista, no século XVII, não deixou espaço para os anjos em um cosmo mecânico, levando a uma diminuição do interesse sobre o assunto na ciência e na teologia. Também discutimos o recém-renovado interesse nos anjos e a atual importância dada a uma compreensão ecumênica e a várias culturas dos reinos espirituais. Voltamos, então, aos nossos três principais autores. Selecionamos os trechos mais importantes sobre anjos, sendo cada um deles seguido de uma discussão na qual tentamos entender seu signifi cado hoje, tanto do ponto de vista teológico quanto científico. Nessas discussões, preocupamo-nos menos com a teologia e com a ciência de ontem do que com a possível teologia e ciência de amanhã. Achamos esse método de diálogo bastante esclarecedor, pois nos permite extrapolar qualquer compreensão que poderíamos alcançar individualmente, com nossas perspectivas limitadas. Esperamos que aquilo que foi um processo criativo para nós ajude outras pessoas em suas investigações e refl exões. Terminamos discutindo como a exploração dos anjos em um cosmo vivo poderia melhorar e enriquecer tanto a religião quanto a ciência neste novo milênio. Finalizamos com diversas perguntas. Apresentamos, também, um apêndice com referências bíblicas aos anjos, para aqueles que desejam estudar, de maneira mais profunda e detalhada, os exemplos contidos nas Escrituras.

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