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À Flor da Terra - o Cemitério Dos Pretos Novos No Rio de Janeiro - 2ª ed (Cód: 8283343)

Pereira,Júlio César Medeiros Da Silva

Garamond

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Descrição

'O cemitério destinava-se ao sepultamento dos pretos novos, isto é, dos escravos que morriam após a entrada dos navios na Baía de Guanabara ou imediatamente depois do desembarque, antes de serem vendidos. Ele funcionou de 1772 a 1830 no Valongo, faixa do litoral carioca que ia da rainha à Gamboa. (...) O ponto forte do livro é a análise que Júlio César faz da violência cultural embutida nas práticas adotadas no Cemitério dos Pretos Novos. A administração do cemitério era responsabilidade de uma entidade católica que cobrava do Estado pelo serviço. Apesar disso, além de serem os enterros feitos em cova rasa, os corpos eram enterrados nus, envoltos e amarrados em esteiras, sem qualquer ritual religioso, reza, encomendação ou sacramento. Ora, muitos dos pretos novos tinham sido previamente batizados, às vezes ainda na África; eram, portanto, católicos e tinham direito a um enterro católico. Os não batizados, mesmo não sendo católicos, mereceriam de qualquer modo algum respeito cristão por sua simples condição de seres humanos. No entanto, os pretos novos, batizados ou não, eram enterrados do mesmo modo que muitos escravos baianos no século XVIII, 'como se fossem ritos animais', como denunciou o arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro da Vide.' (José Murilo de Carvalho)

Com prefácio de José Murilo de Carvalho e orelha de Miriam Leitão.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Garamond
Cód. Barras 9788576173816
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788576173816
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 2
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 196
Peso 0.00 Kg
Largura 14.00 cm
AutorPereira,Júlio César Medeiros Da Silva

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