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A História de Uma Viúva (Cód: 4834316)

Oates,Joyce Carol

Alfaguara / Objetiva

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Descrição

Neste livro de não ficção, Joyce Carol Oates narra todo o processo da morte de seu marido, Ray Smith, desde a aparição dos sintomas da pneumonia até o súbito falecimento causado por uma infecção hospitalar. Ao mesmo tempo, acompanha a saga dessa viúva – e, por consequência, de todas as viúvas – que tem de lidar com tal acontecimento.

Características

Peso 0.60 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Alfaguara / Objetiva
I.S.B.N. 9788579622045
Altura 23.00 cm
Largura 15.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Tradutor Landsberg, Débora
Cód. Barras 9788579622045
Número da edição 1
País de Origem Brasil
AutorOates,Joyce Carol

Leia um trecho

1
A mensagem

15 de fevereiro de 2008. Voltando para o nosso carro, estacionado de qualquer jeito — por mim — em uma rua estreita perto do Princeton Medical Center — eu vejo, enfiado no limpador de pára-brisa, o que parece ser uma folha de papel duro. Na mesma hora meu coração é tomado de desalento, de apreensão acompanhada de culpa — uma multa? Uma multa de estacionamento?
Numa hora dessas? No começo da tarde eu estacionara ali — preocupada, apressada — um vozerio de censuras me passando pela cabeça como cigarras zunindo — se você tivesse me visto talvez pensasse com pena Aquela mulher está correndo feito uma desesperada — como se isso fosse adiantar alguma coisa— para visitar meu marido na Unidade de Telemetria do centro médico onde fora internado uns dias antes com pneumonia; agora preciso voltar para casa por algumas horas e me preparar para voltar ao centro médico no começo da noite — angustiada, de boca seca e com dor de cabeça porém em um estado de ânimo que pode ser chamado de esperançoso— pois desde a internação Ray tem melhorado, parece e se sente bem, e o influxo de oxigênio, medido em números que oscilam literalmente a cada respiração — 90, 87, 91, 85, 89, 92—, tem aumentado constantemente, planos são traçados para que ele receba alta e vá para uma clínica de recuperação próxima ao centro médico — (esperançoso é nosso consolo diante da mortalidade); e agora, no final da tarde de mais um desses dias intermináveis e exaustivos de hospital — será possível que nosso carro tenha sido multado? — em meio à distração eu parei o carro de modo ilegal? — o limite de tempo para ficar estacionado nesta rua é de apenas duas horas, e passei mais de duas horas no centro médico, e vejo constrangida que nosso Honda Accord 2007 — de um sinistro branco ofuscante sob o lusco-fusco de fevereiro como uma criatura fosforescente nas profundezas do mar — está parado de forma canhestra e, mais que isso, deselegante, na inclinação do meio-fio, o pneu traseiro esquerdo entrando vários centímetros na linha branca da rua, o pára-choque quase tocando o carro esportivo parado na vaga da frente. Mas agora — se for uma multa de estacionamento — a ideia me ocorre imediatamente Não vou contar ao Ray, vou pagar a multa escondida.
No entanto, o papel não é uma multa do Departamento de Polícia de Princeton e sim um pedaço qualquer de papel — desdobrado e esticado por minha mão trêmula, ele se revela um recado pessoal em letras de forma agressivamente grandes que com os olhos fixos e chocados eu leio várias vezes como quem vacila à beira do abismo:

aprende a estacionar sua pulta burra

Desta forma, como naquela parábola de Franz Kafka em que a verdade mais profunda e devastadora da vida de um indivíduo lhe é revelada por um passante na rua, como se por acidente, por acaso, assim a Futura Viúva, como a Viúva, é obrigada a perceber que sua situação, por mais triste, desesperadora ou carregada de angústia que seja não lhe dá o direito de ultrapassar os limites dos outros, principalmente de estranhos que nada sabem sobre ela — “pneu traseiro esquerdo entrando vários centímetros na linha branca da rua”.