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A Insustentável Leveza da Política Ambiental - Desenvolvimento e Conflitos Socioambientais (Cód: 183485)

Zhouri,Andréa

Autêntica Editora

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A Insustentável Leveza da Política Ambiental - Desenvolvimento e Conflitos Socioambientais

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Descrição

O livro é constituído por nove capítulos organizados em três blocos, destacando problemas e contradições na implementação de políticas ditas ambientais ou sustentáveis, efetivadas dentro de um esquema de adequação da natureza e das populações locais aos programas hegemônicos de desenvolvimento econômico.

Características

Peso 0.42 Kg
Produto sob encomenda Não
Editora Autêntica Editora
I.S.B.N. 8575261665
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 288
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788575261668
Ano da edição 2007
País de Origem Brasil
AutorZhouri,Andréa

Leia um trecho

INSUSTENTÁVEL LEVEZA DA POLÍTICA AMBIENTAL, A - DESENVOLVIMENTO E CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS Texto do livro Apresentação Ao longo do processo de liberalização da economia brasileira, acentuado a partir dos anos 1990, verificou-se uma forte ofensiva contra a responsabilidade ambiental do Estado. Ao mesmo tempo em que partidários da liberalização exigiam um Estado mínimo e "enxuto", atacavam o sistema de licenciamento ambiental por ser "lento", atribuindo-lhe a responsabilidade pela falta de empregos no país, como se sua ação tivesse algum peso frente aos efeitos do superavit primário, das taxas de juros e outros mecanismos recessivos da estabilização monetária. Por sua vez, atores sociais preocupados com a dinâmica predatória do modelo de desenvolvimento resultante da abertura comercial e da desregulamentação sustentavam que o licenciamento é não só necessário mas também insuficiente, acusando a falta de fiscalização como uma das causas da proliferação de conflitos ambientais nos país. Deste episódio conjuntural se depreende que a categoria do "meio ambiente" não pode ser vista apenas como objeto de cooperação mas também de contestação e conflito. Ao contrário do que sugere o senso co mum, o ambiente não é composto de puros objetos materiais ameaçados de esgotamento. Ele é atravessado por sentidos socioculturais e interesses diferenciados. Pois as matas podem ser ao mesmo tempo espaço de vida de seringueiros e geraizeiros ou espaço de acumulação e reserva de valor para a especulação fundiária. A água dos rios pode ter distintos usos: pode ser meio de subsistência de pescadores ribeirinhos ou instrumento da produção de energia barata para firmas eletrointensivas. Trata-se de um espaço comum de recursos, sim, só que exposto a distintos projetos, interesses, formas de apropriação e uso material e simbólico. A causa ambiental, portanto, não é necessariamente una, universal, comum a todos, o que faria do ambiente necessariamente um objeto de cooperação entre os distintos atores sociais. Em muitos contextos e conjunturas, o meio ambiente é também atravessado por conflitos sociais, ainda que alguns prefiram não admití-lo. Um Ministro do Meio Ambiente da Colômbia declarou certa vez: "é preciso deixar a natureza fora do conflito social". Ele se preocupava, então, com o fato das conflagrações internas da Colômbia se aproximarem perigosamente das redes de oleodutos e gasodutos do país. Ou seja, a natureza, para ele, significava "fonte de riquezas e negócios econômicos", riquezas estas que fazem parte do que está em jogo nos embates internos daquele país, seja no que diz respeito aos modos de sua utilização como de sua distribuição social. Os conflitos ambientais ocorrem, assim, quando há um desacordo no interior do arranjo espacial de atividades de uma localidade, região ou país: a continuidade de um tipo de ocupação do território vê-se ameaçada pela maneira como outras atividades, espacialmente conexas, são desenvolvidas. A guerra contra a privatização dos serviços de abastecimento d´água em Cochabamba em 2000 e a insurreição indígena que contestou, em 2003, os acordos de exploração de gás na Bolívia, levando à renúncia do presidente da República boliviana, mostraram que os processos ecológicos são parte constitutiva dos mecanismos do desenvolvimento e, portanto, também, parte das lutas sociais em torno do perfil deste desenvolvimento. No Brasil e na América Latina em geral, conflitos deste tipo têm ganho visibilidade desde o início dos anos 1990: atingidos por barragens, movimentos de resistência à expansão das monoculturas, lutas contra a contaminação urbano-industrial são alguns exemplos disto. Tais eventos tenderam a se disseminar em razão da extensão da exploração do território continental – expansão da fronteira econômica do mercado –, bem como da intensificação do uso das áreas centrais já investidas pela produção de riqueza. Com a dinâmica da acumulação, por intensidade ou extensão, um certo número de "acordos simbióticos" entre as distintas práticas espaciais é rompido, ou verifica-se uma recusa socialmente organizada frente a um novo tipo de acordo proposto pelos agentes hegemônicos, seja a construção de barragens, a exploração de minérios ou a implantação de uma infra-estrutura perigosa, por exemplo. A importância deste tipo de conflitos decorre do fato deles exprimirem as contradições internas aos modelos de desenvolvimento, isto é, à combinação de atividades privilegiada pelos países (e, em particular, pelos governos), sua disposição espacial, a destinação social da produção e o modo pelo qual ela é efetuada. Por exemplo, as monoculturas são acusadas de ameaçar a continuidade da atividade de pequenos agricultores, pescadores artesanais, índios e quilombolas [...] ("eucalipto não se come" – afirmam os atingidos pela monocultura). Se um empreendimento monocultural gera divisas, mas ao custo de expulsar a população local de suas terras, por inviabilizar a pesca nos rios, eliminar a caça dos índios, degradar a biodiversidade que conta para a pequena produção etc., a "produtividade" deste tipo de atividade é posta em discussão. Os ganhos líquidos em emprego podem ser considerados reduzidos ou nulos se levarmos em conta as ocupações destruídas pelo fato dos rios secarem, ficarem contaminados pelo agrotóxico aplicado na plantação de eucalipto ou por pequenos produtores perderem suas terras. O reduzido número de empregos criados estaria assim associado à condução de mais gente para as cidades – o que certamente agravaria a crise por que hoje passam as metrópoles. Questões de fundo como estas, que põem em causa a natureza dos modelos de desenvolvimento em suas dimensões sociais e ambientais, são debatidas em profundidade nos trabalhos aqui apresentados, desenvolvidos no âmbito do GESTA – Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da UFMG. O meio ambiente é abordado com método enquanto objeto da política, atravessado que é entre processos privatizantes ou democratizantes. O projeto de modernização ecológica, que tem o mercado como protagonista central da estabilização ambiental do desenvolvimento capitalista, é assim discutido numa perspectiva crítica, seja no plano local como o do Cerrado, seja no plano internacional, onde se procura instituir o comércio de carbono. Assim fazendo, o que os pesquisadores aqui reunidos nos mostram é que o meio ambiente não deve ser visto como fator de constrangimento exógeno ao desenvolvimento, mas sim como parte constitutiva dos embates pela construção democrática. Henri Acselrad