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A Linguagem Das Flores - Uma Mulher Inesquecível Com o Dom de Mudar A Vida de Outras Pessoas (Cód: 8463419)

Diffenbaugh,Vanessa

Arqueiro

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Descrição

Um romance de estreia impressionante, comovente e brilhantemente escrito, A linguagem das flores mistura passado e presente, criando um retrato vívido de uma mulher inesquecível cujo talento com as flores a ajuda a mudar as vidas das pessoas, enquanto luta para superar suas próprias lembranças turbulentas.

Na era vitoriana, as flores eram usadas para expressar emoções: madressilva para devoção, azaleias para paixão, rosas vermelhas para amor. Ainda criança, Victoria Jones aprendeu tudo sobre essa linguagem, mas sempre a usou para comunicar sentimentos como dor, desconfiança e solidão.

Depois de passar a infância em abrigos para menores abandonados, Victoria não consegue se aproximar de ninguém e sua única conexão com o mundo é por meio das flores e de seus significados.

Agora com 18 anos, Victoria se vê sozinha e sem ter para onde ir. Ela dorme numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.
Quando uma florista local lhe oferece um emprego, Victoria descobre que tem o dom de ajudar as pessoas por meio das flores que escolhe para elas.

Mas só depois de conhecer um misterioso vendedor do mercado de flores
ela entende o que falta em sua vida. E, ao perceber que está se apaixonando por ele, Victoria é obrigada a confrontar um doloroso segredo do passado e decidir se arrisca ou não dar uma segunda chance à felicidade.

A linguagem das flores é um romance emocionante sobre o significado das flores, da família e do amor.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580413717
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580413717
Profundidade 1.50 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Fabiano Morais
Número da edição 1
Ano da edição 2015
Idioma Português
Número de Páginas 304
Peso 0.31 Kg
Largura 16.00 cm
AutorDiffenbaugh,Vanessa

Leia um trecho

Parte um Cardo 1 Durante oito anos, sonhei com fogo. Árvores se incendiavam quando eu passava por elas, oceanos ardiam em chamas. A fumaça adocicada impregnava meus cabelos enquanto eu dormia e, quando eu despertava, o aroma permanecia em meu travesseiro como uma nuvem. Porém, no instante em que meu colchão começou a queimar, acordei sobressaltada. O cheiro forte em nada se parecia com o vapor doce dos meus sonhos; os dois eram tão diferentes quanto o jasmim-neve e o jasmim-carolina, separação e união. Inconfundíveis. Parada no meio do quarto, localizei a origem do fogo. Uma fleira bem ordenada de fósforos se estendia no pé da cama. Eles se acenderam, um após o outro, formando uma cerca de estacas flamejantes à beira do colchão. Quando vi o fogo, senti um terror incompatível com o tamanho das chamas e, por um momento paralisante, voltei a ter 10 anos, com uma sensação de desespero e esperança que nunca antes experimentara e que jamais viria a ter de novo. Mas o colchão sintético sem lençol não se incendiou como aconteceu com o cardo naquele final de outubro. Apenas chamuscou-se antes que o fogo se apagasse. Era meu aniversário de 18 anos. Na sala de estar, uma fileira de garotas inquietas estava sentada no sofá. Elas me olharam de alto a baixo, parando em meus pés descalços, sem queimaduras. Uma delas pareceu aliviada; outra, decepcionada. Se eu fosse ficar mais uma semana, teria memorizado cada expressão. Então me vingaria co-locando pregos enferrujados em solas de sapatos ou pedrinhas em tigelas de cereais. Certa vez, cravei a ponta de um cabide de metal no ombro de uma colega de quarto enquanto ela dormia por causa de uma ofensa bem menos grave do que um incêndio premeditado. Porém, em uma hora eu não estaria mais ali. Todas as garotas sabiam disso. Uma delas se levantou do meio do sofá. Parecia jovem – uns 15, no máximo 16 anos – e era bonita de um jeito que eu não via sempre: boa postura, pele clara, roupas novas. Não a reconheci de imediato, mas, quando atravessou a sala, notei algo de familiar no modo como se movia, com os braços arqueados, um tanto agressiva. Embora ela tivesse acabado de se mudar para lá, não me era estranha. Então me dei conta de que já havia morado com ela, nos anos que precederam a vida com Elizabeth, quando eu estava mais revoltada e agressiva do que nunca. Ela parou a poucos centímetros do meu corpo, seu queixo erguido projetando-se no espaço entre nós duas. – O fogo – disse, com a voz tranquila – foi presente de todas nós. Feliz aniversário. Atrás dela, as garotas se agitaram no sofá. Uma cobriu a cabeça com um capuz, outra se enrolou um pouco mais num cobertor. A luz da manhã cintilou naquela fileira de olhos baixos e, de repente, elas me pareceram jovens, aprisionadas. As únicas maneiras de sair de um abrigo como aquele eram fugir, ser expulsa por causa da idade ou ser internada numa clínica psiquiátrica. Crianças daquele tipo não eram adotadas; raramente, quase nunca, iam para casa. Aquelas garotas sabiam quais eram suas chances. Em seus olhos, não havia nada além de medo: de mim, de suas colegas, da vida que haviam arranjado para si mesmas ou que o destino lhes reservara. Senti uma inesperada onda de compaixão. Eu estava partindo. Elas não tinham escolha, precisavam ficar. Tentei forçar minha passagem em direção à porta, mas a garota deu um passo para o lado, bloqueando meu caminho. – Sai da frente – falei. Uma moça que trabalhava no turno da noite colocou a cabeça para fora da cozinha. Não devia ter nem 20 anos e estava com mais medo de mim do que qualquer uma das garotas na sala. – Por favor – disse, em tom de súplica. – É a última manhã dela. Deixe-a passar. Esperei, preparada, enquanto a garota na minha frente encolhia a barriga, com os punhos cerrados. Mas logo em seguida ela balançou a cabeça e virou as costas. Passei por ela. Ainda faltava uma hora para Meredith vir me buscar. Abri a porta da frente e saí. São Francisco amanhecera em meio à neblina, eu sentia o frio piso de concreto da varanda sob meus pés descalços. Detive-me, pensativa. Tinha considerado dar o troco às garotas, algo mordaz e rancoroso, porém me senti estranhamente indulgente. Talvez por ter completado 18 anos e de repente aquilo estar acabado para mim, eu tenha sido capaz de olhar para a ofensa delas com ternura. Antes de ir embora, senti vontade de dizer algo que tirasse o medo de seus olhos. Desci a Fell Street e dobrei na esquina com a Market. Diminuí o ritmo ao me aproximar de um cruzamento movimentado, sem saber ao certo aonde ir. Em um dia comum, eu teria colhido plantas no Duboce Park, vasculhado o matagal do terreno baldio da Page Street com a Buchanan ou roubado ervas do mercado do bairro. Por mais de uma década, passei cada momento livre decorando os signifcados e descrições científcas das fores, embora quase nunca tenha usado a maior parte desse conhecimento. Utilizava sempre as mesmas: um buquê de calêndulas, luto; um vaso de cardos, misantropia; um pouco de manjericão seco, ódio. Minha mensagem raramente variava: um monte de cravos vermelhos para a juíza quando percebi que jamais voltaria para o vinhedo e uma peônia para Meredith, sempre que conseguia encontrá-las. Agora, enquanto procurava uma foricultura na Market Street, eu vasculhava meu dicionário mental. Três quarteirões depois, cheguei a uma loja de bebidas, onde buquês embalados em papel murchavam em baldes debaixo das janelas gradeadas. Parei em frente à loja. Os arranjos eram quase todos de fores variadas, com mensagens confitantes. Havia poucas opções de buquês coerentes: rosas vermelhas e cor-de-rosa, um buquê murcho de cravos e, explodindo de seu cone de papel, uma profusão de dálias roxas. Dignidade. Soube no mesmo instante que essa era a mensagem que queria transmitir. Virando as costas para o espelho inclinado em cima da porta, enfei as fores dentro do meu casaco e saí correndo. Estava sem fôlego quando cheguei de volta ao abrigo. Encontrei a sala de estar vazia e entrei para desembrulhar as dálias. As fores tinham um formato perfeito, com camadas de pétalas roxas de pontas brancas se abrindo a partir dos miolos espremidos no centro, o que lembrava os raios de uma estrela. Arrebentei com os dentes o elástico que as prendia e desembaracei os caules. As garotas jamais entenderiam o significado das dálias (que era por si só uma declaração ambígua de encorajamento), mesmo assim, senti uma leveza incomum enquanto seguia pelo longo corredor, enfiando um caule na fresta de cada uma das portas fechadas. Dei as flores restantes para a moça que trabalhava no turno da noite. Ela estava parada à janela da cozinha, esperando sua colega chegar para substituí-la. – Obrigada – falou, confusa, quando lhe entreguei o buquê. Ela girou os caules rígidos entre as palmas das mãos. Meredith chegou às 10 horas, como prometera. Eu estava esperando na varanda, com uma caixa de papelão equilibrada sobre as coxas. Em 18 anos, o que eu mais havia juntado eram livros: o Dicionário de Flores e o Peterson Field Guide to Pacifc States Wildfowers, meu guia de flores silvestres (Elizabeth os enviara para mim um mês depois de eu sair de sua casa); livros de botânica de várias bibliotecas de East Bay, a região ao leste da baía de São Francisco; edições de bolso de poesia vitoriana roubadas de livrarias pouco movimentadas. Pilhas de roupas dobradas cobriam os livros, uma coleção de peças encontradas e roubadas, algumas cabiam em mim, outras não. Meredith estava me levando para um lar provisório chamado Te Gathering House, no bairro de Outer Sunset. Eu estava na lista de espera desde os 10 anos. – Feliz aniversário – disse Meredith enquanto eu colocava minha caixa no banco de trás de seu carro. Fiquei em silêncio. Nós duas sabíamos que aquele podia ou não ser o dia do meu aniversário. O primeiro relatório de meu dossiê registrava minha idade como aproximadamente três semanas. A data e o local de meu nascimento eram desconhecidos, assim como meus pais biológicos. O dia 1º de agosto tinha sido escolhido para fns de emancipação, e não para comemorações. Eu me afundei no banco do carona ao lado de Meredith, fechei a porta e esperei que ela se afastasse do acostamento. Suas unhas postiças tamborilavam no volante. Afivelei o cinto de segurança. Mesmo assim, o carro continuou parado. Virei-me para encarar Meredith. Não havia tirado o pijama, então levantei meus joelhos vestidos de flanela até o peito e cobri as pernas com minha jaqueta. Corri os olhos pelo teto do carro enquanto esperava que ela dissesse alguma coisa. – Bem, você está pronta? – perguntou. Dei de ombros. – Então é isso – começou Meredith. – Sua vida começa agora. Daqui pra frente, não pode culpar mais ninguém além de si mesma. Meredith Combs, a assistente social responsável por selecionar as inúmeras famílias adotivas que me devolveram, queria me falar sobre culpa.

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