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A Menina que Brincava com Fogo - Millennium 2 (Cód: 2636204)

Larsson,Stieg

Companhia Das Letras

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Descrição

Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados - um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela apenas está esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rapidamente possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis, e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Características

Peso 0.90 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Companhia Das Letras
I.S.B.N. 9788535914221
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 3.50 cm
Cód. Barras 9788535914221
Ano da edição 2009
MÊS ABRIL
País de Origem Brasil
AutorLarsson,Stieg

Leia um trecho

Prólogo Estava amarrada numa cama estreita de estrutura de aço. Correias de couro a prendiam e um arreio tolhia sua caixa torácica. Estava deitada de costas. Tinha as mãos atadas com tiras de couro de um lado e outro da cama. Já havia muito abandonara qualquer tentativa de se soltar. Estava acordada, mas mantinha os olhos fechados. Quando os abria, achava-se no escuro, e a única fonte de claridade visível era um fino clarão acima da porta. Tinha um gosto ruim na boca e sentia uma necessidade imperiosa de escovar os dentes. Parte de sua consciência espreitava o barulho de passos avisando que ele estava vindo. Sabia que já anoitecera, mas não tinha a menor ideia de que horas eram, só sentia que estava ficando muito tarde para uma de suas visitas. Sentiu uma súbita vibração na cama e abriu os olhos. Parecia que algum tipo de máquina começara a funcionar em algum lugar do prédio. Segundos depois, já não saberia dizer se estava imaginando ou se o barulho era real. Assinalou mentalmente mais um dia. Era o seu quadragésimo terceiro dia de cativeiro. Sentiu coceira no nariz e virou a cabeça para esfregá-lo no travesseiro. Estava suando. O ar da sala era quente e abafado. Vestia uma camisola simples de tecido liso, embolada debaixo de seu corpo. Deslocando o quadril o pouco que dava, conseguiu segurar o tecido entre o indicador e o dedo médio e puxar a camisola para o lado, centímetro por centímetro. Tentou com a outra mão. Mas a camisola continuava formando pregas sob suas costas. O colchão era cheio de calombos e desconfortável. O absoluto isolamento a que estava submetida aumentava tremendamente as mínimas sensações, que numa situação normal ela teria ignorado. O arreio, embora apertado, estava folgado o suficiente para que ela pudesse mudar de posição e se deitar de lado, mas então era obrigada a ficar com uma mão nas costas, e o braço logo entorpecia. Se havia um sentimento dominando sua mente, era talvez o da raiva acumulada. Por outro lado, era torturada por seus próprios pensamentos, que, apesar de todas as suas tentativas em contrário, transformavam-se em desagradáveis fantasias sobre o que iria acontecer com ela. Detestava aquele estado de vulnerabilidade forçada. Por mais que tentasse se concentrar em algum tema que a ajudasse a passar o tempo e abstrair aquela situação, a angústia escorria assim mesmo e pairava em volta dela feito uma nuvem tóxica, ameaçando penetrar seus poros e envenenar sua existência. Descobrira que o melhor jeito de manter a angústia afastada era fantasiar sobre uma coisa mais forte que seus pensamentos. Quando fechava os olhos, mentalizava o cheiro de gasolina. Ele estava sentado num carro com o vidro lateral abaixado. Ela corria para o carro, jogava a gasolina pelo vidro aberto e riscava um fósforo. Era questão de um segundo. As chamas surgiam instantaneamente. Ele se contorcia de dor e ela ouvia seus gritos de terror e aflição. Podia sentir o cheiro de carne queimada e aquele, mais cáustico, do plástico e do revestimento do banco se carbonizando. Devia ter caído no sono, pois não o escutou chegar, mas despertou completamente quando a porta se abriu. A claridade da abertura a cegou. Então ele veio mesmo. Era alto. Não sabia qual era a sua idade, mas era adulto. Tinha um cabelo ruivo e volumoso e usava óculos de armação preta e um cavanhaque ralo. Cheirava a loção pós-barba. Detestava o seu cheiro. Ele ficou em silêncio ao pé da cama e contemplou-a demoradamente. Detestava o seu silêncio. Seu rosto não recebia a claridade e ela só o percebia como uma silhueta na contraluz. De repente, ele falou. Sua voz era grave e clara e ele acentuava cada palavra com afetação. Detestava a sua voz. Ele disse que queria lhe dar os parabéns, já que era o dia do seu aniversário. A voz não era nem desagradável nem irônica. Era neutra. Ela percebeu que ele sorria. Ela o detestava. Ele se aproximou e contornou a cama até ficar junto de sua cabeça, pôs as costas da mão úmida em sua testa e deslizou os dedos pela raiz dos cabelos, num gesto que decerto pretendia ser amigável. Era o seu presente de aniversário. Ela detestava que ele a tocasse. Estava falando com ela. Ela viu sua boca se mexer mas não deixou entrar o som da voz dele. Não queria ouvir. Não queria responder. Ouviu quando ele ergueu a voz. Uma ponta de irritação, causada por sua recusa em responder, se introduzira nas palavras. Ele falava em confiança mútua. Ao fim de vários minutos, calou-se. Ela ignorou seu olhar. Então ele deu de ombros, contornou a cama pela cabeceira e ajustou as correias de couro. Apertou o arreio e inclinou-se sobre ela. Ela se virou de repente para o lado esquerdo, afastando-se dele o quanto pôde e tanto quanto as correias permitiam. Dobrou uma perna e desfechou-lhe um violento pontapé. Mirou no pomo-de-adão e atingiu-o com a ponta do dedão em algum lugar debaixo do queixo, mas ele esperava por isso e se esquivou, o golpe foi bem leve, apenas perceptível. Ela fez uma nova tentativa, só que ele já estava fora de alcance. Ela deixou cair as pernas sobre a cama. O lençol tinha escorregado e se amontoara no chão. Ela sentiu que a camisola subira bem acima dos quadris. Não gostava disso. Não podia cobrir sua nudez. Ele ficou um bom tempo parado sem dizer nada. Depois, contornou a cama e colocou a tira dos pés. Ela tentou encolher as pernas, mas ele agarrou seu tornozelo e com a outra mão empurrou com força o joelho, prendendo seu pé com a correia de couro. Foi para o outro lado da cama e amarrou o outro pé. Ela agora estava totalmente à sua mercê. Ele juntou o lençol e a cobriu. Contemplou-a em silêncio por uns dois minutos. No escuro, ela podia sentir sua excitação, embora ele a dissimulasse ou, pelo menos, tentasse. Sabia que ele estava tendo uma ereção. Sabia que ele queria estender a mão e tocá-la. Depois ele deu meia-volta, saiu e fechou a porta atrás de si. Ela escutou quando ele deu a volta na chave, gesto um tanto exagerado já que ela não tinha a menor possibilidade de se soltar da cama. Permaneceu imóvel vários minutos e olhou para o fino raio de luz acima da porta. Então se mexeu e tentou sentir se as correias estavam mesmo apertadas. Podia erguer um pouco os joelhos, mas o arreio se esticou em seguida. Relaxou. Permaneceu deitada, completamente imóvel, olhos fixos no nada. Ela esperava. Sonhava com um galão de gasolina e um fósforo. Ela o via, encharcado de gasolina. Podia sentir fisicamente a caixa de fósforos na sua mão. Chacoalhava a caixa de fósforos, que fazia um barulhinho. Ela a abria e escolhia um fósforo. Ouvia-o dizer alguma coisa, mas tapava os ouvidos e não escutava as palavras. Via a expressão no rosto dele enquanto riscava o fósforo. Escutava o roçar do enxofre no riscador. Parecia um trovão demorado. Via a ponta do fósforo se inflamar. Esboçou um sorriso totalmente desprovido de alegria e se endureceu. Aquela era a noite de seus treze anos.