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A Persistência do Trabalho Infantil na Indústria e na Agricultura (Cód: 2725675)

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A Persistência do Trabalho Infantil na Indústria e na Agricultura

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Descrição

O livro nasceu da necessidade de explicar o trabalho infantil no campo, contexto no qual as crianças estão trabalhando muito, mais do que imaginamos à primeira vista. A pesquisa revelou que as crianças estão trocando a infância pela vida adulta e muitas delas se inserem no que a OIT (Organização Internacional do Trabalho) denomina de “piores formas de trabalho infantil”, ou seja, trabalhos que mutilam, deixam seqüelas físicas e abortam a possibilidade de se tornarem adultos preparados para trabalhos qualificados. Analisamos algumas situações que envolvem trabalho infantil entre produtores de fumo, de cebola, de tomate e de calçados, todos em Santa Catarina. Neles constatamos a defesa de crianças no trabalho devido à sua baixa estatura (as crianças são mais adaptadas para a coleta das primeiras folhas do fumo, “o baixeiro”, que assegura à família renda em dinheiro, após um longo tempo de investimentos na lavoura). No plantio da cebola, a inserção da criança ocorre mediante a flexibilidade da coluna cervical que se enverga até os dedos tocarem o chão. No plantio da cebola o solo é arado com o auxílio de um micro trator. Em seguida, a muda de cebola é plantada, manualmente, uma por uma, tudo isso com a coluna envergada sob a forma da letra “u” invertido, um procedimento que se repete, num dia, 15 000 vezes e numa jornada que começa antes das 7 horas e vai, seguramente, até 20 horas, nesta etapa do processo. Nestes contextos, o trabalho infantil é defendido como princípio educativo e, ademais, com vantagens técnicas, por exemplo, por sua agilidade e envergadura de coluna. Como questão central delimitamos entender a pertinência de um ordenamento legal que proíbe o trabalho infantil e uma sociedade que tolera o referido trabalho e, muitas vezes, o incentiva. Por que a sociedade consente em utilizar a força de trabalho prematuramente a ponto de destruir seu potencial desenvolvimento? Nestes processos chama a atenção a defesa do trabalho manual como valor pedagógico quando, na atualidade, a vida se pauta pela aplicação consciente da ciência; que o trabalho precoce inibe o desenvolvimento das capacidades físicas e psicológicas superiores da criança na medida em que é negado o tempo da brincadeira com o corpo, dos jogos e de vivência de papéis sociais no “faz de conta”; que a exploração infantil no trabalho não surge como um fenômeno isolado, mas como singularidade do contexto geral de reprodução da força de trabalho sob a égide da produção destrutiva. A presença de trabalho infantil, como explica Mészáros (2006), paradoxalmente, revela o aumento da destruição do pressuposto do capital. Portanto, o que parece estar em questão é a “educação do amanhã”: quantos cérebros inventivos irão sair das fumacentas carvoeiras, das fileiras intermináveis de cebola, maçã, fumo ou tomate? Do corte da cana de açúcar? Que educação e que sociedade devem ser criadas para que no futuro não tenhamos crianças exploradas no trabalho?

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Insular
Cód. Barras 9788574744490
Altura 25.00 cm
I.S.B.N. 9788574744490
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Capa dura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
Idioma Português
Número de Páginas 128
Peso 0.50 Kg
Largura 18.00 cm
AutorVários Autores

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