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A Primeira Mulher (Cód: 2534603)

Neto, Miguel Sanches

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Descrição

Quando o professor Carlos Eduardo é procurado por uma ex-namorada, pré-candidata à prefeitura e que está sofrendo ameaças, ele se envolve em uma trama que o leva ao submundo da política.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Record
I.S.B.N. 8501080128
Altura 21.00 cm
Largura 14.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 336
Idioma Português
Cód. Barras 9788501080127
País de Origem Brasil
AutorNeto, Miguel Sanches

Leia um trecho

“E disse o Senhor Deus: não é bom que o homem esteja só.” Livro do Gênesis Para Karen Éler, Alberto Mussa e Luciana Villas-Boas, primeiros leitores. Sempre me amedrontou a idéia de ter um filho. Um dia iria perdê-lo. Esse pressentimento me perseguiu desde a adolescência, e a possibilidade foi sendo anunciada por acontecimentos menores. Perdi todas as mulheres com quem me relacionei. E isso não foi o pior. Também perco, com regularidade assustadora, relógios e guarda-chuvas. Assim, cheguei aos 40 anos sozinho — sozinho e sem relógios. No dia de meu aniversário, resolvi não ir ao trabalho. Depois de desligar o telefone, fiquei mexendo nas gavetas do escritório, rasgando papéis pessoais como quem se desfaz dos pertences de um morto e queima roupas velhas, separando as melhores para doar. No fundo, esperava que alguma de minhas ex-namoradas me procurasse. Elas tentariam ligar para casa, apenas para umas palavras amáveis, e, não conseguindo, viriam me visitar, brindando-me com uma noite de sexo. Enquanto ia rasgando poemas, cartas e anotações nunca retomadas, pensava em quem seria ela. Havia até o desejo de que fosse mais de uma, em horários diferentes. Chegar a esta velhice temporã fazendo amor com duas ou três mulheres poderia ser um belo tributo ao ardor juvenil. No fim da tarde, depois de ter preparado e comido, sem nem mesmo a companhia de um vinho, um penne ao alho e óleo, resolvi descer à portaria do prédio e pegar a correspondência. Havia apenas uma carta do setor de recursos humanos da universidade, parabenizando-me por meu aniversário com palavras convencionais e ridículas. Joguei o papel no lixo, em uma dessas caixinhas retangulares, com areia, destinadas a tocos de cigarro, invólucros de bala e chicletes mascados. Era ali que ficaria o dia de meus 40 anos. Subi ao apartamento sentindo o gosto de alho na boca. Dormi cedo e levantei mais cedo ainda, num dia chuvoso. É triste não ter guarda-chuva nesses momentos. Molhei-me todo para ir à universidade. No departamento, a secretária me deu os parabéns sem me beijar. Tomei uma aspirina e fui para a sala, pedindo para que os alunos me avisassem do fim da aula. Estava sem relógio, o mais recente desaparecera dias antes. Eu entrava no tempo sem ponteiros de um homem de meia-idade.