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A Prosperidade do Vício (Cód: 3047292)

Cohen,Daniel

Texto & Grafia

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A Prosperidade do Vício

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Descrição

Este livro espantoso é uma viagem; uma viagem que mostra como a economia tem moldado a sociedade ao longo dos tempos. É também um fresco impressionante, que nos conduz do Império Romano ao de Hollywood, da crise dos anos 1930 à crise do subprime, da Alemanha do Kaiser à China contemporânea.
Uma viagem inquieta, ensombrada por uma questão: como é que o Ocidente, que arrancou a humanidade à fome e à miséria, foi capaz do suicídio colectivo das duas guerras mundiais? Qual o veneno, o vício escondido que corrói a Europa?
Mas as questões não são só retrospectivas, pois o mundo ocidentaliza-se velozmente: poderiam as tragédias europeias repetir-se na Ásia ou noutros pontos do globo? Conseguirá o planeta evitar um novo suicídio colectivo, desta vez ecológico? Como a presente crise financeira brutalmente lembrou, uma incerteza de ordem sistémica paira sobre o capitalismo; saberemos para onde nos leva, para onde arrasta o mundo?
São estas as questões que condicionarão o século XXI, e que são analisadas com concisão, erudição e notável sobriedade por Daniel Cohen neste livro importante que dá um retrato fiel da história da humanidade e das incertezas que pesam sobre o seu destino.

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Marca Texto & Grafia
I.S.B.N. 9789898285133
Referência .
Altura 23.50 cm
Largura 15.50 cm
Profundidade 0.00 cm
Número de Páginas 208
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9789898285133
Número da edição 1
Ano da edição 2010
AutorCohen,Daniel

Leia um trecho

Introdução O que se passou ontem na Europa repete-se hoje à escala mundial. Milhões de camponeses chineses, indianos ou outros abandonam os campos e rumam às cidades: a sociedade industrial substitui a sociedade rural. Novas potências emergem: ontem eram a Alemanha e o Japão, hoje são a Índia e a China. As rivalidades exacerbam-se, nomeadamente pelo controle de matérias-primas. As crises financeiras repetem-se, como nos maus dias de um capitalismo que se julgava já terminado. Não é muito tranquilizador. Contrariamente ao que dizem os adeptos do «choque de civilizações», o principal risco do século xxi não é tanto o de um confronto de culturas ou de religiões, mas o de uma repetição, ao nível planetário, da história do próprio Ocidente. Porque a Europa não saiu indemne da Revolução Industrial. Se ela se considera, apesar da crise actual, o continente da paz e da prosperidade, é à custa de uma tremenda amnésia do seu passado recente. A Europa terminou na barbárie da Segunda Guerra Mundial o breve período de tempo durante o qual, a partir do século xvi, foi o epicentro da história humana. Quem pode assegurar que a Ásia vai escapar hoje a esse trágico destino? Tranquilizamo-nos, por vezes, pensando que a prosperidade será um factor de paz, que as trocas comerciais pacificarão as relações internacionais. No entanto, foi num clima de prosperidade partilhada que a Primeira Guerra Mundial deflagrou. Foi o sucesso da Alemanha que inquietou as outras potências europeias e lhe deu confiança. Uma ilusão retrospectiva faz pensar que paz 12 A PROSPERIDADE DO VÍCIO e prosperidade rimam. Infelizmente, nada permite ter a certeza disso. Inúmeros estudos recentes concluem o contrário. Uma análise de Philippe Martin e dos seus co-autores mostra, assim, que o comércio mundial não reduz os riscos de guerra. Na verdade, segundo esse mesmo estudo, o comércio internacional permite mais facilmente que uma nação belicosa ataque uma potência rival. As trocas internacionais contribuem, de facto, para diversificar as fontes de abastecimento durante o conflito... Nem a riqueza, nem a educação tornam melhor um homem que é mau. Como diz Christian Baudelot, elas oferecem-lhe uma maior quantidade de formas de continuar a ser como é. Um estudo muito documentado analisou a origem social de autores de atentados terroristas (definidos como atentados contra populações civis com fins políticos). Eles não são pobres, nem analfabetos. A maioria tem um curso superior e muitos são milionários, como o célebre editor italiano Feltrinelli, morto em 1972 ao querer dinamitar torres de alta tensão, próximo de Milão. Estas observações vão ao arrepio das ideias que fundam o olhar do Ocidente sobre si mesmo, como as de Condorcet ou Montesquieu, para quem a educação e o comércio suavizam os costumes e os corações. Como é que a Europa, que foi o berço de uma civilização do «bem-estar », pôde redundar no suicídio colectivo de duas guerras mundiais? Quais são os riscos que pesam hoje sobre o mundo, na altura em que se ocidentaliza? Questões (inquietas) de que depende o século que se inicia. Leis ocultas desde a origem do mundo Comecemos pelo princípio. A regra a que as sociedades estiveram durante muito tempo submetidas, antes da era industrial, é simples e desencorajadora. Desde a noite dos tempos até ao século xviii, o rendimento médio dos habitantes do nosso planeta permaneceu estagnado. Com efeito, sempre que uma sociedade começa a prosperar – porque descobre, por exemplo, uma tecnologia nova –, há um mecanismo que entra em funcionamento e lhe anula o impacto. 13 Introdu ção. O crescimento económico acarreta o crescimento demográfico: a riqueza aumenta a natalidade e reduz a mortalidade, tanto de crianças como de adultos. Porém, o aumento da população diminui progressivamente o rendimento per capita. Chega fatalmente o momento em que a população esbarra na insuficiência de terras disponíveis para se alimentar. Demasiado numerosos, os homens têm de morrer, por fome ou por doença. Fomes e epidemias vêm invariavelmente interromper o desenvolvimento das sociedades em crescimento. Essa lei, dita de Malthus, fez correr muita tinta, mas acabou por resistir ao exame dos seus críticos. Graças aos trabalhos dos historiadores da Economia, é possível avaliar hoje em dólares ou em euros o rendimento ao longo dos séculos. O nível de vida de um escravo romano não é significativamente diferente do de um camponês do Languedoc do século xvii ou do de um operário da grande indústria do início do século xix. E está próximo do dos pobres do mundo moderno: cerca de 1 dólar por dia. A esperança de vida dá uma indicação convergente. Em média, encontra-se próxima dos 35 anos ao longo de toda a história humana, tanto para os caçadores-recolectores – como os que observamos hoje nas sociedades aborígenes – como para os primeiros operários da indústria moderna, no dealbar do século xix. A lei de Malthus invalida as categorias habituais do bem e do mal. A vida no Taiti, por exemplo, é paradisíaca, mas graças ao elevado número de infanticídios que se praticavam. Mais de dois terços dos recém-nascidos eram mortos por sufocamento, estrangulamento ou partindo-lhes o pescoço. Tudo o que contribui para aumentar a mortalidade se revela, de facto, como uma coisa boa, porque reduz a competição pelas terras disponíveis. A higiene pública, pelo contrário, volta-se contra as sociedades que a respeitam. Se no início do século xviii os europeus são, em média, mais ricos do que os chineses, isso acontece porque eles são sujos. Para seu grande benefício, os europeus não se lavam, enquanto que os chineses ou os japoneses tomam banho sempre que podem. Independentemente, das suas classes sociais, os europeus, não viam 14 A PROSPERIDADE DO VÍCIO inconvenientes nas casas de banho adjacentes às suas habitações, apesar do odor. Comparativamente, os japoneses são modelos absolutos de limpeza. As ruas são lavadas regularmente, tiram-se os sapatos antes de entrar em casa... O que explica que eles sejam mais numerosos e mais pobres. É o reino da prosperidade do vício. Nas origens da supremacia europeia A humanidade deve, no entanto, à Europa o facto de ter descoberto a pedra filosofal: a possibilidade de um crescimento contínuo não apenas da população, mas também do rendimento médio dos seus habitantes. Essa descoberta não foi feita de uma só vez. É fruto de uma lenta evolução que se desenha entre os séculos xii e xviii, que o medievalista Jacques Le Goff caracterizou como «a longa Idade Média». O crescimento económico moderno apoia-se numa renovação tecnológica permanente e supera o crescimento demográfico. A partir do século xix, nos países industrializados é o crescimento do rendimento per capita que se torna a marca de uma sociedade próspera. O crescimento melhora (enfim) as condições de vida e prolonga-a em vez de a reduzir. O recuo da morte é a grande novidade da era moderna. Para se compreender o que se passou, escreveram-se milhares de páginas que continuam a ser objecto de furiosas controvérsias. Por que foi na Europa que a possibilidade de um crescimento contínuo foi descoberta? A China parecia mais bem preparada. Francis Bacon, o «Descartes inglês», considera que as três invenções fundamentais do mundo moderno são a bússola (para a navegação), a imprensa (para a circulação das ideias) e a pólvora (para a guerra). Ora, estas três invenções são, todas elas, chinesas. Um século antes de Cristóvão Colombo equipar as suas três caravelas, já os navios muito mais impressionantes do almirante Zhang He ladeavam as costas africanas, levando para a corte do imperador zebras e girafas... Por que foi o dinamismo chinês interrompido? São vários os factores em causa, mas um de entre eles será decisivo. Subitamente, 15 Introdu ção . o imperador decide que as viagens além-mar são dispendiosas e inúteis. A seu ver, a procura da estabilidade interna torna-se prioritária e a exploração do mundo, secundária. O imperador manda queimar os navios da frota. A China perde, então, a sua superioridade marítima, o gosto pelo comércio de longo curso, e enterra-se na imobilidade. Sacrificar o crescimento em benefício da estabilidade interna: a Europa tomou o caminho contrário. Menos por escolha do que sob o efeito do motor que é um dos factores essenciais do dinamismo europeu: a rivalidade entre as suas nações. A pólvora, que continua a ser um brinquedo nas mãos dos chineses, torna-se uma eficaz arma de guerra na Europa. Passar da pólvora ao canhão exige uma série de invenções delicadas, estimuladas em cada país pelos avanços dos concorrentes. No domínio das ideias, a fragmentação política desempenha igualmente um papel decisivo. A curiosidade de Galileu é condenada pela Igreja, mas é bem-sucedida na Inglaterra antipapista de Newton. Cristóvão Colombo percorrerá várias vezes as capitais europeias até encontrar um financiador. No cerne do dinamismo europeu encontra-se também o veneno que provocará a sua desgraça. Foi accionado um ciclo imparável. Sempre que uma potência tende a dominar as outras, desencadeia uma coligação de todas elas para a abater. Assim, dominaram sucessivamente a Europa: a Espanha, no século xvi; a Holanda, no século xvii; a França, no século xviii; e a Inglaterra, no século xix. O século xx deveria ter sido o século alemão, o que, de certo modo, foi. A Primeira Guerra Mundial não é um «acidente de percurso» do sistema europeu: é, sim, o seu fim lógico. Para se compreender o mundo multipolar que se inaugura no século xxi, basta observar a história europeia, de que ele é herdeiro. Todos os países se tornaram Estados-nação, com base no modelo inventado na Europa. Cada povo é «soberano» dentro das suas fronteiras, fortemente cioso delas. É aí que se encontra a primeira fragilidade do mundo futuro: no facto de que as novas potências emergentes procuram acabar com as suas velhas querelas, de fronteiras ou de precedência, armadas com uma 16 A PROSPERIDADE DO VÍCIO riqueza e com uma força militar totalmente inéditas, oferecidas pela industrialização. A dependência do crescimento A industrialização não perturba apenas o equilíbrio das potências. Ela transforma de modo ainda mais radical o funcionamento interno das sociedades. Nas palavras célebres de Joseph Schumpeter, o capitalismo é um processo de «destruição criadora que revoluciona incessantemente a partir do interior a estrutura económica, destruindo os seus elementos envelhecidos e criando continuamente elementos novos». É por isso que as sociedades industriais são entidades frágeis que necessitam de cuidados constantes: misturam criação e destruição, alternam prosperidade e depressão, e quase desapareceram sob os ataques de uma delas, a crise de 1929, brutalmente trazida à memória dos povos pela crise do subprime. Se a prosperidade está na origem da Primeira Guerra Mundial, é o desmembramento da sociedade alemã, sob o efeito da grande crise dos anos 30, que explica a Segunda. É difícil argumentar que a crise de 1929 tenha sido, também ela, um «acidente de percurso». A crise do subprime voltou a accionar os mesmos mecanismos, os mesmos encadeamentos. No entanto, as lições dos anos 1930 tinham impregnado fortemente o pós-guerra. Surgiu um mundo mais propenso à cooperação. As nações ocidentais, devastadas depois de 1945 e unidas pela Guerra Fria, tinham apaziguado os seus conflitos. O Estado-providência suavizara a luta de classes, e a economia «social de mercado» prosperou. Porém, a crise dos anos 1970, a queda do Muro de Berlim e a revolução financeira dos anos 1980 marcaram o fim dessa sequência. O consenso fabricado nos anos 1950 e 1960 agonizou e, depois, foi enterrado. E, em menos de três décadas, a crise voltou. A questão posta pela crise do subprime ultrapassa a regulação dos mercados. Ela põe também a questão da regulação, por assim dizer, moral do capitalismo. As grandes fortunas, novamente em estado de graça nos anos 1980, favoreceram as fórmulas de Marx 17 Introdu ção . quando este acusava a burguesia de afogar a sociedade «nas águas geladas do cálculo egoísta». A avidez de consumo dos lares americanos, causa do seu tremendo endividamento e principal factor da crise do subprime, levanta a questão de se saber em que valores e em que frustrações se apoia o capitalismo. O homem malthusiano estava constantemente faminto, no sentido literal do termo. Guerras e epidemias eram uma coisa boa: elas reduziam o número de bocas a alimentar. Assinala a vitória do mundo moderno sobre a fome e a miséria a vingança da virtude sobre o vício? Infelizmente, não podemos estar seguros disto. O homem moderno continua faminto, mas de bens cuja existência ignorava anos antes... Como dizia Alfred Sauvy, ele é um caminhante que nunca atinge o horizonte. Qualquer que seja a quantidade de prazeres já satisfeitos, nunca consegue satisfazer todos os que desejaria. Como mostrou o economista Richard Easterlin, baseando-se em inúmeros estudos, as sociedades ricas não são mais felizes do que as sociedades pobres. Como dizia um humorista do século xix recentemente citado pelo jornal inglês The Economist: «Ser feliz é ganhar mais 10 dólares do que o cunhado». Um crescimento rápido alivia as tensões sociais, porque cada um de nós pode acreditar que alcança os outros. Porém, a imensa fragilidade deste ideal é que ele é vulnerável a qualquer abrandamento do crescimento, qualquer que seja o nível de riqueza já atingido. A França era, assim, incomparavelmente mais feliz durante os «Trinta Gloriosos» – os anos de crescimento louco no pós-guerra – do que é hoje, mesmo que se tenha tornado duas vezes mais rica. A desilusão que se apoderou dos países ricos quando o crescimento abrandou atingirá também, necessariamente, os países hoje emergentes quando estes conhecerem por si mesmos o seu significado. Na era da globalização Alguns defendem que a dependência doentia do homo consumerus pelo crescimento explica igualmente que ele seja forte, o 18 A PROSPERIDADE DO VÍCIO que seria afinal uma coisa boa. Numa perspectiva diferente, as vias desconhecidas e paradoxais da prosperidade do vício seriam, assim, restabelecidas. Talvez. Porém, as consequências desse apetite insaciável colocam-se em termos totalmente inéditos na era da globalização. Que mil milhões de chineses consumam mil milhões de bicicletas não teria qualquer importância, e, como diria Adam Smith, toda a gente poderia ganhar com isso – aqueles que vendem bicicletas e aqueles que as compram. Contudo, se consumirem mil milhões de automóveis, tudo muda: o futuro do planeta fica ameaçado, e teme-se o pior. Como já se sabe, a concentração de CO2 na atmosfera poderia duplicar até 2050 relativamente aos níveis atingidos no mundo pré-industrial. O crescimento económico moderno vem tropeçar, por seu turno, não na escassez de terras cultiváveis (como na era malthusiana), mas na fragilidade de todo o ecossistema. Numa altura em que se propaga ao conjunto do planeta uma civilização material devoradora, tem igualmente lugar uma outra ruptura. O Ocidente entra, levando consigo o resto do mundo, numa nova mutação, na direcção daquilo a que podemos chamar «cibermundo». Este novo espaço virtual é o palco de uma outra globalização, desta vez imaterial, sustentada pelas tecnologias da informação e da comunicação. As suas leis estão nos antípodas das que governam a mundialização industrial. Não se deve temer qualquer congestionamento planetário nesse domínio. Trata-se exactamente do contrário. Quanto mais os humanos são numerosos, mais o sector prospera. A produção de ideias novas, de obras do espírito, é uma actividade tanto mais florescente quanto mais investigadores e artistas houver. Pouco importa a nacionalidade daquele que descobrir a vacina contra a sida: essa pessoa produzirá, para todos, um bem planetário. No campo da produção artística, a China conta já com 60 milhões de pianistas. As suas hipóteses de dar à luz um novo Mozart estão ao nível desse número. Nesse dia, todos os melómanos ganharão com isso. No domínio político, a noção de democracia também atravessa fronteiras, muito mais devido à circulação de ideias do que à circulação de mercadorias. 19 Introdu ção A globalização imaterial está apenas a começar. Longe de ser um espaço pacificado, o novo espaço da comunicação global está tão cheio de amor e de ódio como o antigo. Na internet, florescem tanto os laços entre os apaixonados por música quanto as redes pedófilas ou terroristas. Os «quinze minutos de fama» para todos, prometidos por Andy Warhol, tornam-se o novo horizonte de expectativa, sempre igualmente longínquo, tanto dos jovens que frequentam o Facebook quanto dos que são seduzidos pela Al Qaeda. Contudo, a grande esperança do século xxi é que se crie, no seio desse cibermundo, uma nova consciência de solidariedade que doravante ligue os humanos entre si. Num momento de risco ecológico, a humanidade já não se pode permitir submeter-se a leis, seja a de Malthus ou a de Easterlin, que não compreende, ou que compreende demasiado tarde. Apreender a maneira como a economia modela a história humana, compreender como esta última transforma por seu turno as leis da economia tidas como inflexíveis: tal é o objectivo da viagem, pelo passado e pelo futuro, que este livro propõe empreender, com a ajuda de alguns gigantes do pensamento económico. PRIMEIRA PARTE PORQUÊ O OCIDENTE? 23 I Génese Nascimento da economia Durante muito tempo, o único problema da humanidade foi a alimentação. E durante muito tempo, desde a noite dos tempos até à invenção da agricultura (há apenas dez mil anos), o homem alimentou-se colhendo livremente aquilo que a natureza lhe oferecia. A caça e a colheita, duas actividades socialmente pouco exigentes, foram suficientes. Depois, quase de repente, a humanidade aprende a cultivar a terra e a criar os seus rebanhos. É o momento em que, parodiando Rousseau, alguém se lembra de vedar um terreno e dizer: «Isto é meu». Como é que se produziu esta revolução neolítica? Devemos a tese mais comum ao antropólogo australiano Gordon Childe. A sua teoria atribui a descoberta da agricultura a uma causa «natural»: um súbito aquecimento climático teria brutalmente destruído a fauna e a caça, criando uma escassez alimentar que teria levado o homem a procurar outras maneiras de se alimentar. A agricultura seria filha desta necessidade. O homem teria de seguida transformado, numa segunda fase, o seu modo de vida. Torna-se sedentário e inventa os deuses das estações e das chuvas que acompanham a sua nova existência de agricultor. Investigações recentes, baseadas na datação precisa que o carbono 14 permite, vieram questionar essa interpretação. Para Jacques Cauvin, num livro surpreendente, Naissance des divinités, naissance 24 A PROSPERIDADE DO VÍCIO de l’agriculture 1, parece que o sedentarismo precedeu a invenção da agricultura. A primeira cidade da história humana, Jericó, é anterior às primeiras searas de trigo. Essa descoberta bastaria para atestar que a fauna e a caça eram bastante abundantes para permitir que o homem se sedentarizasse. No final do décimo milénio antes da nossa era, a aglomeração de homens decorre, na realidade, de um facto social, e não de um facto demográfico ou económico. Se o sedentarismo precede, assim, o neolítico, o mesmo sucede, ao que parece, com a crença em divindades. Esta tese parece mais difícil de provar: como mostrar a anterioridade de uma crença? Os historiadores da pré-história estabelecem-no, notando desde logo que a prática de enterrar os mortos precede em vários milénios o neolítico. Observam, de seguida, que, nas vésperas do neolítico, o homem substitui progressivamente a representação única de animais por figuras que se parecem muito com imagens de deuses, muitas vezes do sexo feminino. A única figura animal é a do touro. Ora, o boi selvagem ainda não faz parte dos animais que constituem a caça da época (os homens caçam gazelas). Portanto, ele tem verosimilmente um valor simbólico novo. Mais tarde, as duas figuras serão associadas: a mulher será representada a dar à luz o touro. É esta a imagem que acompanhará a difusão do neolítico do Médio Oriente às outras sociedades. De vítimas da natureza, os homens passam a desempenhar um novo papel. Terem sido criados pelos deuses autoriza-os a ser, por seu turno, criadores. Jacques Cauvin resume a transformação em curso da seguinte forma: «Esta nova abertura que se cria entre o deus e o homem modificou completamente a representação que o espírito humano tinha [do seu meio] e suscitou iniciativas novas, desbloqueando de algum mdo a energia necessária para as levar a bom termo, como o efeito de compensação de um mal-estar existencial nunca antes sentido». Até então espectadoras da natureza, as sociedades neolíticas estão aptas a intervir nela enquanto 1 Jacques Cauvin, Naissance des divinités, naissance de l’agriculture, La révolution des symboles au Néolothique, Paris, Éditions du CNRS, 1994. 25 Génese produtores activos. A religião dá acesso a uma espécie de «lógica transcendental» que o homem aplica, de seguida, ao real. Estas ideias são fascinantes e iluminam questões que poderíamos julgar irresolúveis. Será que o homem primeiramente pensou e quis o mundo no qual iria evoluir de seguida, ou então temos de admitir que uma descoberta como a agricultura revoluciona, sem antecedentes e por acaso, a existência humana? A ideia defendida por Jacques Cauvin é a de que o homem modificou os seus quadros de pensamento. Evidentemente que isso não significa que as consequências da revolução agrícola (o nascimento dos impérios...) tenham sido compreendidas. Uma distância, que se tornaria considerável, irá desenhar-se entre a intuição de um mundo futuro e a realidade emergente, que os homens terão dificuldade em apreender pela mesma razão. Essa discrepância ajuda a compreender a dificuldade que surgirá quando for necessário apreender a outra grande ruptura da história humana: a Revolução Industrial. Longe de aparecer como uma ruptura brutal, que irrompe no meio do século xviii, será também compreendida como o efeito de uma lenta mutação que terá sido pensada antes de existir, antes de escapar à ideia que dela fizeram aqueles que a tinham imaginado, tornando-a então incompreensível para os seus contemporâneos. A primeira globalização A invenção da agricultura não é um feito apenas do Próximo Oriente. É possível identificar, pelo menos, outras três ou quatro origens. Na China, a revolução neolítica ter-se-ia dado por volta de 7500 a.C.; na Mesoamérica e nos Andes, por volta de 3500 a.C.; no Leste da América do Norte, mil anos mais tarde. É difícil saber se todas essas descobertas aconteceram de modo autónomo, ou se foram trazidas por correntes migratórias. De qualquer forma, a agricultura impõe-se por quase todo o lado, a partir do momento em que é revelada. De acordo com os historiadores da pré-história, o neolítico teria, assim, progredido no Próximo Oriente ao ritmo médio de 26 A PROSPERIDADE DO VÍCIO 5 km por ano. A revolução neolítica leva consigo os deuses das margens do Jordão. O casal formado por uma deusa e um touro chega a regiões onde nada indica que antes tivesse sido adoptado. Está em curso uma forma de darwinismo social. Uma tecnologia mais produtiva do que outra tende quase sempre a impor-se, pela persuasão ou pela força. Pela persuasão, quando aqueles que dela se encontravam privados descobrem as suas potencialidades. Pela força, porque as sociedades agrícolas, mais bem alimentadas e mais numerosas, raramente deixam, quando surge ocasião, de exterminar as sociedades de caçadores-recolectores com que se cruzam. Existem alguns contra-exemplos de sociedades que resistem. Os aborígenes australianos, ao mesmo tempo que negociavam com agricultores vizinhos, preservaram durante muito tempo as suas sociedades de caçadores-recolectores. Porém, eles são a excepção à regra que, na falta de melhor solução, chamaremos tirania da produtividade. A primeira explosão tecnológica A propagação da agricultura transforma o quadro da vida humana. A densidade populacional aumenta consideravelmente. Uma sociedade nómada é travada demograficamente, porque, entre outras razões simples, a mãe deve esperar que o filho aprenda a andar antes de ter um outro. Já uma sociedade sedentária pode ter tantas crianças quantas a terra possa alimentar. A produtividade agrícola, com a sua prosperidade súbita, e a sedentariedade dão um impulso de aceleração à população mundial. Contavam-se dez milhões de seres humanos aquando da invenção da agricultura. Na época de Cristo, serão 200 milhões. A abundância e a sedentariedade permitem também o armazenamento de alimentos. O excedente alimenta uma «classe ociosa», como lhe chamarão muito mais tarde os primeiros economistas, os fisiocratas, durante o reinado de Luís XV. Os reis, as suas burocracias, os padres e os guerreiros afastam-se progressivamente dos camponeses. Essa separação permite, entre o neolítico e a idade 27 Génese do ferro, um verdadeiro salto tecnológico. Ferreiros anatolianos inventam o bronze em 3500 a.C. e o ferro por volta de 1000 a.C. Burocratas inventam a escrita cerca de 3000 a.C. na Suméria, e na China por volta de 1300 a.C. Poetas gregos inventam as vogais por volta de 800 a.C. No final do segundo milénio antes da nossa era, entre o século xiii e o século xi, a martelagem do bronze para a confecção de vasos, elmos, couraças ou escudos torna-se uma técnica muito difundida: está-se doravante à entrada do mundo que conhecemos através da Ilíada. É frequente as descobertas serem feitas várias vezes (a escrita ou o bronze). Por vezes, um exemplar é copiado de forma idêntica pelas sociedades que estão em contacto com o seu inventor. É o caso do alfabeto. É também, se o podemos dizer, o caso do cavalo, que começa por existir num único local, a Ucrânia, para de seguida percorrer o mundo transportando guerreiros aos quais oferece uma vantagem evidente. Estas descobertas levam as sociedades humanas a níveis de complexidade social cada vez maiores. As tribos tornam-se reinos e, depois, impérios. As grandes civilizações suméria, egípcia, minóica, indiana ou chinesa nascerão na esteira dessas invenções. Uma delas, a civilização ocidental, elevar-se-á sobre as outras, a partir do século xvi da nossa era. Porquê? O destino falhado do Ocidente Porque é que, de todas as civilizações planetárias, foi afinal o Ocidente a ultrapassar todas as outras e a ditar o seu modelo? Se compararmos a Europa pouco antes do ano mil com o mundo árabe ou a China, a vantagem tecnológica não pertence seguramente ao Ocidente. Que se passou? A civilização greco-romana de que o Ocidente cristão viria a nascer é brilhante. Roma, no ano 100 a.C., estava melhor equipada em estradas pavimentadas, esgotos, alimentação ou água do que a maior parte das capitais europeias em 1800. Os romanos exibiram 28 A PROSPERIDADE DO VÍCIO um engenho excepcional em matéria de arquitectura (decobriram o cimento) e de construção de estradas. Herdaram instrumentos aperfeiçoados pelos gregos: a alavanca, o parafuso, as roldanas, as engrenagens, todas elas inovações que lhes permitiram produzir máquinas de guerra eficazes. Porém, a utilização civil dessas técnicas ficou adormecida durante milénios. No que respeita à vida económica stricto sensu, o milénio ocidental que vai de 500 a.C. a 500 d.C. foi particularmente pobre. Segundo o historiador de técnicas Joel Mokyr 1, a sociedade greco-romana antiga nunca foi muito inventiva de um ponto de vista exclusivamente tecnológico. Construiu rodas de água, mas não chegou a utilizar verdadeiramente a energia hidráulica. Dominava o fabrico do vidro e sabia como utilizar os raios de sol, mas não inventou os óculos. Relativamente ao grande salto que se deu entre o neolítico e a idade do ferro, com a conquista dos procedimentos fundamentais da agricultura, da metalurgia, da cerâmica e da tecelagem, não há dúvidas de que ocorreu um abrandamento sob o império greco-romano. No domínio agrícola, fica-se pelo essencial, muito aquém das grandes obras de irrigação empreendidas no Egipto ou na Mesopotâmia. No domínio industrial, a Antiguidade e a Idade Média estão muito atrasadas face aos progressos realizados na China. Como bem resume o historiador da Antiguidade Aldo Schiavone, «o famoso pragmatismo romano era social, não tecnológico: dizia respeito à administração, à política, ao Direito, à organização militar. Estes grandes engenheiros e arquitectos, estes incomparáveis construtores de pontes, de estradas, de aquedutos, estes sábios utilizadores de engenhos de guerra, nunca pensaram que o terreno privilegiado de utilização e de aperfeiçoamento das máquinas deviam ser os campos ou as oficinas» 2. 1 Joel Mokyr, The Lever of Riches, Technological Creativity and Economic Progress, Oxford, Oxford University Press, 1990. 2 Aldo Schiavone, La storia spezatta. Roma antica e occidente moderno, Laterza, 1996. 29 Génese Nisto, Roma é herdeira da tradição grega. Para o homem grego, o que constituía a sua liberdade era o domínio das técnicas da vida social: a escrita e as suas regras, a música e a poesia, o conhecimento de si... A sociedade grega da Ásia Menor inventa a cidade como lugar da política e não transforma as técnicas astronómicas egípcias e caldaicas numa ciência experimental, mas em metafísica. «Entre conhecimento e transformação da natureza, o caminho estava bloqueado; abria-se mesmo um abismo. A acumulação tecnológica era ignorada. Ignorá-la era a vingança de um pensamento enfim liberto dos constrangimentos passados.» 3 A escravatura Aristóteles diz que se é senhor ou escravo «por natureza». Por trás da figura do escravo está toda a ideia do trabalho que se torna progressivamente incompreensível para os romanos. Para um romano instruído, era perfeitamente normal que um escravo trabalhasse todo o dia, agrilhoado e sob uma apertada vigilância, que não dispusesse da menor intimidade e que a sua alimentação se limitasse ao mínimo indispensável para reconstituir as suas forças. Essa dureza não é exclusiva da civilização romana, nem sequer das sociedades esclavagistas: encontramo-la também em inúmeras sociedades pré-industriais. Gerações de camponeses na Europa medieval e de operários ingleses nos primórdios da Revolução Industrial pagaram um tributo humano igualmente pesado. Todavia, um factor vai ser decisivo na transformação de Roma na capital da escravatura. A partir da primeira das guerras contra Cartago, as Guerras Púnicas, começou a ser empregada de maneira regular uma massa de escravos nunca vista no Ocidente antigo. São cerca de 600 000 a viver em Itália por volta de 225 a.C., numa população que não ultrapassaria os quatro milhões. «Foi então», escreve Schiavone, «que os romanos conheceram pela primeira vez 3 Ibid. 30 A PROSPERIDADE DO VÍCIO os benefícios da sua riqueza, a partir do dia em que se tornaram senhores dessa população.» 1 Esta dinâmica é reforçada com as conquistas de Pompeio e, depois, de César. Graças à segurança encontrada nos mares, dá-se um novo afluxo de escravos. Podemos considerar que, sob Augusto, no final do século i a.C., pelo menos 35% da população de Itália era composta por escravos. Comprá-los, na Roma imperial, não saía caro: entre 1000 e 2000 sestércios, numa época em que um património podia atingir facilmente os dez milhões de sestércios. Entre os séculos i e ii a.C., foram cedidos milhares e milhares de prisioneiros aos mercadores que seguiam as tropas e alimentavam o mercado. No entanto, as revoltas foram numerosas. Não apenas nas grandes explorações agrícolas, os latifúndios, mas sobretudo nas minas. Cada geração teve a sua insurreição. A mais importante, e também a mais célebre, a de Espártaco, galvanizou alguns homens livres que pertenciam às classes mais baixas. Quando foi esmagada, seis mil escravos foram supliciados e crucificados na estrada que ligava Cápua a Roma. Foi uma lição definitiva, depois da qual não haveria revoltas de grande importância. O emprego cada vez mais intenso e regular de grandes quantidades de homens reduzidos à escravidão destrói o quadro da pequena propriedade rural. Reforçam-se as grandes explorações da aristocracia romana. Para os pequenos agricultores, a única saída consiste em tornarem-se soldados profissionais. Entra em funcionamento um mecanismo auto-sustentado. A escravatura arrasa as pequenas propriedades agrícolas, o que impele os pequenos proprietários a aventurarem-se como soldados e mantém o mecanismo de saques de guerra, que aumenta o número de escravos e reduz o número de pequenos proprietários. Contudo, essa evolução dá também origem a um vasto desemprego que assume proporções consideráveis nas grandes cidades (onde se refugiam os camponeses mais desfavorecidos). 1 Ibid. 31 Génese Esta dinâmica interrompe-se durante o século ii. As guerras deixam progressivamente de ser um investimento e tomam um carácter puramente defensivo. Acaba a dinâmica de expansão. Entre o início e meados do século iii, o desequilíbrio entre recursos e necessidades assume, na consciência dos contemporâneos, a forma de um verdadeiro «colapso histórico». Começa o declínio do Império Romano. O Ocidente terá de fazer inversão de marcha para sair do impasse a que o sistema romano o levou. Como refere Aldo Schiavone em conclusão do seu livro apropriadamente intitulado La storia spezzata: «Persistindo tanto em depender da escravatura como em recusar uma elaboração social e intelectual do trabalho – continuando, portanto, a confinar o espaço da produção a uma irremediável marginalidade –, esta civilização subtraía-se ao futuro, tornando-se qualquer coisa como uma órbita morta.» 2 2 Ibid. Índice Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Primeira Parte PORQUÊ O OCIDENTE? I Génese. . . . . . . . . 23 Nascimento da economia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 O destino falhado do Ocidente. . . . . . . . . . . . . . 27 II Nascimento do mundo moderno. . . . 33 O milagre europeu. . . . . 33 O equilíbrio das potências . . . 37 III A lei de Malthus. . . 45 O ferrolho agrícola. . . . . . . . 45 A ciência sinistra. . . 49 IV Prometeu sem grilhetas. . . . . . . . . . . . . . 53 A Revolução Industrial. . . . . . . . . . 53 O carvão, o trigo e os escravos . . . 58 V O crescimento perpétuo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Smith, Marx e os humanóides . . . 61 Mozart e Schumpeter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67 Segunda Parte PROSPERIDADE E DEPRESSÃO VI As consequências económicas da guerra. . . . . . . . . . . . 73 As consequências económicas da paz. . . 73 A República está a morrer. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 VII A grande crise e as suas lições . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 1929. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 A teoria geral de Keynes . . . . . . . . . . . . . . 91 VIII A idade de ouro e a sua crise. . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Os Trinta Gloriosos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 Trinta anos depois . . . . . 98 IX O fim das solidariedades . . . . . . 103 O século do Estado-providência . . . . . . . . . . . . . . . . 103 O dilema das gerações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 A impossível demanda da felicidade. . . . . . . . . . . . . . . 110 X A guerra e a paz. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Os ciclos de Kondratiev . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Economia e política . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121 Terceira Parte NA ERA DA GLOBALIZAÇÃO XI O regresso da Índia e da China. . . . . . . . . . . . . . . . . 129 A grande divergência. . . . 129 O regresso da China . . . 135 O despertar indiano. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 XII O fim da história e o Ocidente . . . 151 A tragédia das nações fracas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 A crítica do Ocidente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158 XIII O crash ecológico. . . . . . . . . . . . . . . . 165 O planeta atulhado. . . . . 165 Que fazer?. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 XIV O crash financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 177 O novo capitalismo financeiro. . . 177 Greed. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184 O colapso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187 XV O capitalismo imaterial. . . . . . . . . . 191 A nova economia. . . . . . . . . . . . . . 191 No cibermundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197 Conclusão. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201