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A Riqueza na Base da Pirâmide - Como Erradicar a Pobreza com o Lucro - Com CD (Cód: 2832515)

Prahalad, C. K.

Bookman

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A Riqueza na Base da Pirâmide - Como Erradicar a Pobreza com o Lucro - Com CD

R$120,00

Descrição

A nova edição de um clássico dos nossos dias. Prahalad faz um balanço do que ocorreu no mundo nos anos posteriores ao lançamento do seu livro A riqueza na base da pirâmide. Baseado nos exemplos de empresas que tiveram sucesso vendendo e prestando serviços para a camada mais pobre da população, o autor mostra como o capitalismo pode melhorar a vida das pessoas e gerar emprego, renda e lucro. Um CD com vídeos legendados em português traz casos de empresas do mundo inteiro, incluindo as Casas Bahia, no Brasil.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Bookman
Cód. Barras 9788577806164
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788577806164
Profundidade 1.00 cm
Número da edição 5
Ano da edição 2010
Idioma Português
País de Origem Brasil
Conteúdo da Embalagem CD
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorPrahalad, C. K.

Leia um trecho

O Setor Privado e a Pobreza: Progressos Alcançados entre 2004 e 2009 NOVA INTRODUÇÃO: O setor privado e a pobreza: progressos alcançados entre 2004 e 2009 Nova Introdução: O Setor Privado e a Pobreza: Progresso Alcançado entre 2004 e 2009 Cinco anos não é muito tempo para avaliar a difusão de uma ideia – muito menos o seu impacto na prática. Eis que menos de cinco anos se passaram desde a publicação de A riqueza na base da pirâmide: como erradicar a pobreza com o lucro. O primeiro artigo sobre o tema foi publicado em 20021. Na época, a ideia de que o setor privado tinha um papel crucial a desempenhar na diminuição da pobreza global era vista geralmente com ceticismo. Propor que as organizações privadas poderiam exercer formidável impacto com a criação de negócios rentáveis que suprissem os cinco bilhões de consumidores representantes do “mercado invisível, negligenciado” era algo ainda mais radical. Sinto-me, pois, profundamente grato às autoridades governamentais, às ONGs e às grandes corporações que se dispuseram a ouvir e experimentar. Os pobres, naturalmente, há muito estavam ávidos por mudanças. Seu entusiasmo e suas intuições foram de grande inspiração para mim. Se por um lado é verdade que estamos longe de resolver de uma vez por todas o problema da pobreza global, por outro tenho bons motivos para ser otimista e acreditar que as condições para a criação de uma mudança significativa e sustentável surgirão rapidamente. Em primeiro lugar, a ideia de que o setor privado pode e deve tomar parte na criação de soluções aseadas no mercado para os consumidores mais pobres do mundo está ganhando credibilidade. O sucesso comercial de algumas multinacionais que assumiram esse desafio deu impulso à ideia. Ademais, o patrocínio da causa do capitalismo criativo por parte de respeitados líderes empresariais como Bill Gates contribuiu para uma mudança de percepção. Em segundo lugar, o envolvimento ativo com os consumidores nos mercados da BP também repercutiu junto aos consumidores dos mercados desenvolvidos. As atitudes do público em geral começaram a avançar do apoio direto para a troca de ideias e capital. Por apenas US$ 25, quem quer que acesse o site Kiva.org pode avaliar planos de negócios e conceder microcrédito a empreendedores da BP. Alguns cliques em Novica.com franqueiam o acesso a uma rede de artistas e artesãos tradicionais, cujas obras adquiridas são acompanhadas de uma nota do autor. O telefone celular faz parte da vida de todos, ricos ou pobres. Hoje, os cidadãos estão interagindo uns com os outros de uma maneira difícil de imaginar há alguns anos. Como resultado, tem-se uma consciência cada vez mais forte das condições e nuances da BP. Tal consciência converteu-se em estímulo para que as empresas ajudassem a erguer a BP a partir da sociedade civil, dos governos e das organizações não governamentais. Apoiar – ou pressionar – as organizações a que se comprometam com a BP não trará crescimento sustentável. A inspiração original deste livro – erradicar a pobreza com o lucro – parece mais palpável hoje do que há cinco anos. Hoje, evidências apontam que inovações na BP podem produzir, como de fato produziram, negócios rentáveis; além disso, os consumidores desses mercados provaram ser tão astutos e exigentes quanto os de qualquer lugar. Em meu trabalho junto à Comissão de Desenvolvimento das Nações Unidas e a grandes multinacionais, a lição mais estimulante que aprendi não foi apenas a validação do modelo de negócios proposto originalmente, mas antes, e de forma muito mais significativa, a emergência da BP como plataforma de inovações globais em alguns casos – uma evolução com importantes implicações. Na presente introdução à edição de 2009 de A riqueza na base da pirâmide, faço uma breve avaliação do impacto da ideia e acrescento o ponto de vista de executivos que estiveram à frente de importantes iniciativas nos mercados da BP. Abordo também algumas das incipientes questões relativas a esses mercados. Há cinco importantes temas sobre os quais discorro claramente: 1. Como se deu a evolução do papel do setor privado na diminuição da pobreza? 2. Que lições aprenderam as grandes empresas, incluindo as multinacionais, ao procurar oportunidades não tradicionais nos mercados da BP? 3. Quais são as principais lições para o desenvolvimento dessas oportunidades de mercado? 4. Estarão esses mercados impondo um “novo pacto social” para as relações comerciais? 5. Quais as emergentes “regras de engajamento” que devem embasar nossa abordagem dos mercados da BP? O papel do setor privado Até recentemente, pouca atenção era dada ao papel do setor privado na diminuição da pobreza. As Metas para o Desenvolvimento do Milênio foram originalmente elaboradas ignorando-se o papel que a iniciativa privada poderia desempenhar. O pacto social com o setor privado só seria formulado mais tarde, pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. O trabalho pioneiro nesse assunto foi realizado por uma comissão especial para o setor privado e a pobreza, organizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, cujo relatório foi publicado em 20042. Tive o privilégio de integrar essa comissão. Hoje, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento está plenamente comprometido com a ideia da contribuição do setor privado para a diminuição da pobreza3. Da mesma forma, organizações como o Fórum Econômico Mundial têm se voltado a grupos do setor privado no intuito de desenvolver soluções para a pobreza – seja o Fórum do Empreendedorismo Social ou o grupo de empresas que colaboram no combate à fome mundial. A aceitação, pela sociedade civil, do papel do setor privado na diminuição da pobreza é de certa forma ambígua; ao passo que uns propendem a aceitá-lo, outros, como não poderia deixar de ser, mostram-se mais céticos. Cada vez mais, porém, grandes empresas do setor privado e organizações da sociedade civil estão aprendendo a trabalhar juntas, no melhor espírito colaborativo. E cada vez mais se admite que a conjugação do conhecimento da ONG local com o alcance global da empresa multinacional pode produzir soluções originais e sustentáveis. É desnecessário dizer que o setor privado não pode dar conta de todos os problemas, mas pode trazer recursos técnicos e financeiros, organização, responsabilidade financeira e espírito empreendedor para encará-los4. Quem e o que constitui a base da pirâmide? O que aprendemos? Muito se discute a respeito do que seja o mercado da BP e do que ele se constitui. A definição original do termo base da pirâmide baseava-se numa premissa simples. O conceito fora originalmente introduzido no intuito de chamar atenção para os 4-5 bilhões de pobres não atendidos ou mal atendidos pelas grandes organizações do setor privado, entre elas as empresas multinacionais. Esse grupo, até bem pouco tempo ignorado pelo setor privado, poderia ser um rico manancial de vitalidade e crescimento, dois elementos de grande necessidade. As suposições que influenciavam o foco da BP também eram claras: “Quatro bilhões de pobres podem ser a força motriz da próxima etapa global de prosperidade econômica. Suprir os consumidores da BP exigirá inventividade em tecnologia, produtos/serviços e modelos de negócios. E, mais importante, exigirá que as grandes empresas trabalhem em parceria com organizações da sociedade civil e governos locais. O desenvolvimento de mercados na BP também criará novos empreendedores na base – desde mulheres trabalhando como distribuidoras e empreendedoras até microempresas em nível de bairro e/ou vila”. Desnecessário dizer que quatro bilhões de pessoas não podem constituir um grupo monoliticamente uniforme. Na verdade, elas representam uma extrema variedade social – variedade que se reflete em seus níveis de alfabetização, na composição rural-urbano, na mistura geográfica, nos níveis de renda, nas diferenças culturais e religiosas e em qualquer base de segmentação que se possa conceber. Essa extrema variedade faz com que a BP seja vista sob múltiplas perspectivas. Ela é como um caleidoscópio: não há visão que possa divisar a oportunidade ou o problema em sua totalidade; cada movimento no tubo ajuda a focar uma faceta específica desta ou daquele. Tal variedade suscita, entre eruditos e profissionais, grandes divergências quanto ao que constitui a BP. Ademais, o termo base da pirâmide evoca diferentes imagens. Não é de admirar que os leitores tendam a atribuir-lhe sua própria definição. Chamei-a de base da pirâmide ancorado na realidade que via. O objetivo era assegurar que os ricos – o topo da pirâmide – pudesem ser sensibilizados pela situação dos menos afortunados. De todo modo, a segmentação dos quatro bilhões não estava longe. Alguns falavam sobre o próximo bilhão5. Outros estavam centrados nos quatro próximos bilhões6. Outros tantos focavam o bilhão da base7. Havia ainda quem tentasse retomar a velha forma de classificar o mercado nas categorias A a E, com C, D e E constituindo a BP. Não menos significativo era o debate sobre quem afinal ocupava a BP: as pessoas que vivem com menos de US$ 2 por dia? Com menos de US$ 1? E as que ganham mais de US$ 2 por dia, mas ainda vivem na pobreza, sem acesso adequado a bens e serviços de primeira qualidade (o que não significa dizer de luxo)? O extenso estudo publicado pela parceria World Resources Institute/ International Finance Corporation conferiu granularidade à composição dos próximos quatro bilhões ao segmentá-los por país e faixa de renda. Revelou também que os consumidores da BP respondem por US$ 5 trilhões em termos de paridade de poder de compra. O debate acerca da BP abriu novas perspectivas quanto às oportunidades representadas por esses mercados. Há um foco no meio da pirâmide, ou no grupo que almeja integrar a classe média. Um estudo recente veiculado pela revista The Economist concluiu que metade do mundo pode ser classificada como classe média emergente, definida como a população que vive com US$ 2 até US$ 13, conforme preços de 2005 calculados pela paridade do poder de compra. São pessoas com renda discricionária e despesas com educação, saúde, energia, transporte e cuidados pessoais. Esse mercado, segundo estimativas, compunha-se de 2,6 bilhões de pessoas em 2005 e está crescendo em ritmo acelerado. A expectativa é de que a Ásia responda, sozinha, por aproximadamente 60% da classe média global 8. Muitas empresas atualmente classificam os mercados da BP como “mercados de consumo emergentes”, ou simplesmente mercados emergentes. Trata-se, é claro, de um termo emocionalmente mais neutro. O mais importante é que essa visão dos mercados da BP – isto é, dos consumidores emergentes – revela o respeito e o compromisso por parte dos gestores das grandes empresas que despenderam tempo e recursos para compreender a oportunidade que eles representam. Trata-se de uma mudança significativa em relação à postura adotada até apenas cinco anos atrás. Desses acalorados debates sobre o que constitui a BP, travados ao longo dos últimos cinco anos, podemos extrair diversas lições: 1. É evidente o reconhecimento de que quatro bilhões de microconsumidores e microprodutores constituem um mercado significativo e representam uma força propulsora de inovações, vitalidade e crescimento.Trata-se de uma categoria nova para todos – gestores, governos e organizações da sociedade civil –, razão pela qual é preciso compreendê-la. Está claro, porém, que esse mercado emergente exigirá uma reavaliação fundamental de nossa abordagem de negócios. 2. Os quatro bilhões de pessoas que integram a BP não constituem um bloco monolítico. Para os que desejem engajar-se nessa oportunidade, não há uma definição universal da base da pirâmide que lhes possa ser útil. A definição deve ajustar-se ao foco de cada engajamento produtivo. Por exemplo, organizações de microcrédito da Índia podem ter dos pobres uma definição diferente da que têm as organizações do Quênia, do Brasil e dos Estados Unidos. 3. Podemos optar por servir a qualquer segmento desses quatro bilhões. Nenhuma instituição – empresa ou ONG – é obrigada a atender a toda a BP. A escolha é livre. Servir ao “próximo bilhão” é tão legítimo quanto servir ao “bilhão da base”. 4. Há nesses quatro bilhões um segmento tão desamparado, tão destituído de recursos, tão consumido por guerras e doenças que lhe são necessárias outras formas de amparo. Subsídios governamentais, ajuda multilateral e filantropia são ferramentas legítimas para lidar com esse segmento. Mesmo aqui nosso objetivo deve ser criar condições para que as pessoas possam escapar da pobreza e da privação, mediante sistemas autossuficientes baseados no mercado. 5. O engajamento ativo com os mercados da BP requer uma nova e inovadora abordagem de negócios. Modernizar modelos de negócios dos mercados desenvolvidos não funcionará. Creio que a discussão sobre o significado da BP prosseguirá. Mas o mundo dos negócios está transcendendo às definições. O conceito de consumidor emergente permite que cada empresa decida a que segmento da BP quer servir. Algumas empresas como a Unilever, de longa história de atuação nos mercados em desenvolvimento, estão focadas em “transpor as divisões da pirâmide” – participando de todo o espectro de oportunidades comerciais não raro com a mesma categoria de produtos. É lícito dizer que a ideia da BP como oportunidade comercial criou raízes. Mas será que ela representa um negócio viável?

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