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A Sabedoria de Gandhi - Col. A Sabedoria de Gandhi (Cód: 2607582)

Attenborough,Richard

Sextante / Gmt

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Descrição

Em 1893, o jovem Gandhi disse que não entendia como os homens podiam sentir prazer em humilhar seus semelhantes. Décadas depois, essas palavras iriam comover profundamente o cineasta Richard Attenborough, que resolveu fazer um filme sobre o Mahatma.
A pesquisa realizada para o clássico Gandhi, vencedor de 8 Oscars, resultou nesta coletânea de pensamentos que abrange mais de 40 anos da vida do líder pacifista.
A sabedoria de Gandhi reúne mais de 150 trechos de cartas, textos publicados e discursos desse grande homem, em que ele trata de temas como liberdade individual e política, não-violência, tolerância religiosa, paz e fé.
O livro inclui também um artigo da revista Time que situa a vida e a obra de Gandhi no contexto histórico do século XX.
Ainda hoje, a mensagem daquele que foi um farol moral para o mundo continua a nos comover:

'O único tirano que aceito neste mundo é a voz suave e serena em meu interior.'

'O perdão é a virtude dos bravos.'

'O homem com freqüência se torna o que ele acredita ser.'

'As religiões são estradas diferentes convergindo para o mesmo ponto. O que importa tomarmos caminhos diferentes desde que alcacemos o mesmo objetivo?'

'Um homem que se entrega a Deus deixa de temer outros homens.'

'De que vale a fé se não for convertida em ação?'

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575424391
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788575424391
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
Número de Páginas 96
Peso 0.12 Kg
Largura 14.00 cm
AutorAttenborough,Richard

Leia um trecho

Introdução Em 1962, Mortilal Kothari, um funcionário público indiano lotado em Londres, sugeriu que eu fizesse um filme sobre a vida do Mahatma. O que eu sabia a respeito de Gandhi e de seu papel como líder da luta do povo indiano pela independência era apenas o pouco que aprendera na escola. Então resolvi ler uma biografia e alguns de seus escritos. Aos 23 anos, em 1893, logo depois de ter chegado à África do Sul como advogado de uma empresa exportadora indiana, Gandhi escreveu uma frase que me deixou impressionado: “Sempre foi um mistério para mim como os homens podem sentir pra zer em humilhar seus semelhantes.” Ele acabara de ver indianos serem forçados a caminhar na sarjeta para que os brancos pudessem passar sem problemas pela calçada. Suas palavras me abalaram de tal forma que, naquele momento, me comprometi a tentar fazer um filme sobre Mahatma Gandhi – um compromisso que mudaria os próximos 20 anos da minha vida. A partir de então, todas as decisões que tomei na minha carreira estiveram relacionadas ao meu caso de amor com esse projeto. O filme Gandhi teve sua estréia mundial em Nova Délhi, em 30 de novembro de 1982. Mohandas K. Gandhi nasceu em 1869, filho de hindus, no estado de Guzerate, no oeste da Índia. Aos 13 anos, uniu-se a Kasturba Makanji, de mesma idade, num casamento arranjado. Mais tarde, a família o enviou a Londres para estudar Direito e, em 1891, ele se tornou advogado. Na África do Sul, Gandhi foi incansável na luta pelos direitos dos imigrantes indianos. Foi lá que desenvolveu sua doutrina de resistência pacífica contra a injustiça – a satyagraha, ou “o caminho da verdade” – e que muitas vezes esteve preso por causa dos protestos que liderou. Quando retornou a seu país com a família em 1915, já havia mudado radicalmente a vida daqueles imigrantes. Na Índia, logo passou a liderar a longa batalha com a Grã-Bretanha pela independência. Ele jamais teve abalada sua crença nos protestos não-violentos e na tolerância religiosa. Quando seus compatriotas muçulmanos ou hindus cometiam atos de violência – entre si ou contra os ingleses que governavam a Índia –, Gandhi jejuava até o conflito cessar. A independência, que chegou em 1947, não foi uma vitória militar, mas um triunfo da vontade humana. No entanto, para desespero de Gandhi, o país foi dividido em Índia hindu e Paquistão muçulmano. Ele passou seus últimos meses empenhado em extinguir a terrível violência que se seguiu. Para isso, jejuou até quase a morte, um ato que, finalmente, pôs fim aos conflitos. Em janeiro de 1948, aos 79 anos, Gandhi foi assassinado a tiros por um hindu no momento em que passava por um jardim apinhado de gente, em Nova Délhi, para fazer as preces vespertinas. Muito já se falou sobre Gandhi, mas as palavras de Albert Einstein parecem traduzir bem a grandeza de sua personalidade: “Será difícil às gerações futuras acreditar que uma pessoa como essa, em carne e osso, andou sobre a Terra.” Que esta coletânea possa oferecer a você uma boa introdução às idéias e à filosofia do Mahatma. As palavras de Gandhi presentes neste livro foram selecionadas de escritos publicados no período de quatro décadas e representam apenas uma pequena parte de seu volumoso trabalho. Ao falar sobre o valor das próprias palavras, Gandhi destacava a relevância da ação: “Nada tenho de novo a ensinar ao mundo. A verdade e a nãoviolência são tão antigas quanto as montanhas. Tudo o que tenho feito é realizar experiências em relação a uma e à outra, da forma mais abrangente possível. Ao fazê-lo, às vezes cometi erros – e aprendi com eles. A vida e seus problemas tornaram-se para mim experimentos na prática da verdade e da não-violência...” “Toda a minha filosofia, se é que se pode chamá-la por esse nome pretensioso, está contida no que eu disse. Mas não a chamem ‘gandhismo’; não se trata de ‘ismo’. E não é necessário que haja a res peito qualquer crítica literária ou propaganda. Trechos das Escrituras têm sido citados como argumentos contra minha posição, mas me mantive, mais do que nunca, fiel à posição de que a verdade não pode ser sacrificada pelo que quer que seja. Aqueles que acreditam nas verdades singelas que professei só poderão propagálas se viverem de acordo com elas.” “Não tenho a menor sombra de dúvida de que qualquer pessoa, homem ou mulher, pode alcançar o que eu alcancei. Basta fazer o mesmo esforço e cultivar a mesma esperança e a mesma fé.” “A força não vem da capacidade física, mas de uma vontade indomável.” “É pelo fato de todos reivindicarem o direito de livre consciência sem exercer qualquer disciplina que há tanta inverdade sendo dita a um mundo perplexo.” “Aprendi, graças a amargas experiências, a única lição suprema: controlar a raiva. E assim como o calor armazenado se transforma em energia, a nossa raiva, controlada, pode se transformar em uma força capaz de mover o mundo.” “A alegria reside na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido, não na vitória em si.” “O homem tem de escolher entre dois caminhos: para cima ou para baixo. Como nele vive uma pessoa bruta, é mais provável que escolha o que conduz para baixo, sobretudo quando este aparece disfarçado em belos trajes. O homem se rende facilmente quando o pecado se veste de virtude.” “A vida é maior que qualquer arte. E digo mais: o homem cuja vida mais se aproxima da perfeição é o maior artista de todos; pois o que é a arte sem a base e a estrutura de uma vida nobre?” “A instrução deve ser um dos muitos meios para o desenvolvimento intelectual, mas tivemos no passado gigantes intelectuais iletrados.” “Saber ler e escrever não é o fim da educação, sequer o início.” “A educação formal deveria andar lado a lado com o ensino do trabalho manual – o único dom que distingue visivelmente o homem dos animais. É irracional crer que o completo desenvolvimento humano é impossível sem o conhecimento da arte de ler e escre ver. Esse conhecimento, sem dúvida, adiciona graça à vida, mas não é de forma alguma indispensável para o seu crescimento moral, físico ou material.” “Esquecer como cavar a terra e cultivar o solo é esquecer a si mesmo.” “A música da vida corre o risco de se perder na música da voz.” “Não se deslumbrem com o esplendor que lhes chega do Ocidente. Não se abalem com esse espetáculo passageiro. O Iluminado lhes disse, em palavras que não devem jamais ser esquecidas, que esta vida curta é apenas uma sombra passageira, algo efêmero. Se compreenderem a nulidade de tudo que aparece diante dos olhos, a nulidade desse mundo material, sempre em mutação, então realmente existirão tesouros para vocês lá em cima, e existirá paz para vocês aqui embaixo, a paz que possibilita a compreensão e a felicidade ainda desconhecidas para nós. Isso exige uma fé maravilhosa e divina e a renúncia a tudo que está diante dos olhos.” “Na Índia, há três milhões de pessoas que têm de se satisfazer com uma única refeição por dia, que consiste em um chapati sem qualquer gordura e uma pitada de sal. Você e eu não temos direito a nada do que possuímos até que esses três milhões estejam mais bem vestidos e alimentados. Você e eu temos de adequar nossas vontades e até nos submeter à fome voluntária para que essas pessoas possam ser tratadas, alimentadas e vestidas.” “Deus é o único juiz da verdadeira grandeza, porque Ele conhece o coração dos homens.” “O que distingue a civilização moderna é a multiplicidade imprecisa dos desejos humanos. A característica da antiga civilização é a restrição imperativa desses desejos e sua rigorosa regulamentação.” “Se prego contra a moderna vida artificial de prazer sensual e peço a homens e mulheres que retornem à vida simples simbolizada pela charkha, a roda de fiar, é porque sei que, sem o retorno à simplicidade, será inevitável descermos a um estado inferior à bestialidade.” “A regra de ouro é se recusar resolutamente a ter o que milhões não podem ter. A capacidade de recusar não se apresentará a nós de repente. O primeiro passo é cultivar a atitude mental de não ter posses ou recursos negados a milhões; o segundo, reorganizar nossas vidas de acordo com essa mentalidade o quanto antes.” “Este é o inequívoco ensinamento do Gita. Aquele que renuncia à ação cai. Aquele que renuncia apenas à recompensa se eleva. Mas a renúncia ao fruto de forma alguma significa indiferença quanto ao resultado. De cada ação deve-se saber que resultado esperar, como alcançá-lo e a capacidade para obtê-lo. Aquele que, tendo os meios necessários, não cobiça o resultado, mesmo estando totalmente envolvido no cumprimento da tarefa, renunciou aos frutos de sua ação.” “Assim como não se deve receber, não se deve possuir nada que não seja realmente indispensável. Seria uma transgressão a esse princípio possuir alimentos, roupas ou móveis desnecessários. Por exemplo, não se deve manter uma cadeira se for possível viver sem ela. A observância desse princípio leva à progressiva simplificação da própria vida.” “O amor é a força mais sutil do mundo.” “Um homem não pode agir corretamente em uma área da vida enquanto estiver ocupado em agir errado em outra. A vida é um todo indivisível.” “Toda a sua cultura, todo o seu estudo de Shakespeare e de Wordsworth seriam vãos se, além de possuírem o conhecimento, vocês não desenvolvessem seu caráter e não dominassem seus pensamentos e suas ações.” “A pureza da vida é a arte mais elevada e autêntica.”

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