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A Sereia e o Monge (Cód: 202034)

Kidd,Sue Monk

Nova Fronteira

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Descrição

Quando Jessie recebe uma ligação para voltar à ilha, ela decide passar uns dias com a mãe que havia atentado violenta e inexplicavelmente contra si mesma. Ela vivia uma vida tranqüila com seu marido, Hugo, acreditando ser uma mulher feliz e realizada. Ao chegar na casa em que passou toda a infância, um turbilhão de emoções revolve sua vida. Entre uma rica comunidade de personagens inesquecíveis e a exótica beleza dos manguezais, rios e aves marinhas, Jessie luta contra a tensão do desejo, com uma liberdade que lhe parece mais certa que a força imutável de um lar e do casamento. A ilha guarda inúmeras lembranças da vida de Jessie, segredos que interferem na vida de seus moradores, aumentando a lenda da santa Sereia. O que vem à luz desvendará as raízes do passado atormentado de sua família, mas, acima de tudo, permitirá a Jessie despertar a si mesma.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Nova Fronteira
Cód. Barras 9788599170366
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 8599170368
Profundidade 1.80 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 296
Peso 0.41 Kg
Largura 15.50 cm
AutorKidd,Sue Monk

Leia um trecho

A certa altura do meu casamento, quando eu era apenas mulher de Hugo e mãe de Dee - uma dessas mulheres que não expressam nenhuma ambigüidade ou desejo de perturbar a ordem das coisas -, me apaixonei por um monge beneditino. Isso aconteceu durante o inverno e primavera de 1988, embora, apenas hoje, um ano depois, eu me sinta capaz de falar sobre isso. Dizem que conseguimos suportar um problema se formos capazes de falar sobre ele. Sou Jessie Sullivan. Estou na proa de uma barca, olhando para a Baía do Touro, na direção da Ilha da Garça, uma pequena formação costeira ao longo da Carolina do Sul, onde eu cresci. Vejo-a quase a um quilômetro e meio de distância, recortada em meio ao mar, um semicírculo mesclado de tons vermelhos e verdes. O vento está impregnado com cheiros da minha infância, e a água tinge-se de um azul mais denso, brilhando como tafetá. A noroeste da ilha ainda não é possível ver a torre da igreja do mosteiro, mas sei que está lá, cortando o céu branco da tarde. Surpreendo-me ao perceber como me sentia bem antes de conhece-lo, como eu sabia viver no menor espaço possível, meus dias como pequenas contas correndo sem paixão entre meus dedos. Poucas pessoas sabem do que elas são capazes de fazer. Aos 42 anos, eu nunca havia feito nada que realmente amasse, e percebo agora que este foi parte do problema - a minha inabilidade crônica de me abismar. Juro que ninguém pode me julgar mais severamente do que eu mesma. Sei que causei um imenso desconforto. Certas pessoas me dizem que caí em desgraça, porém, elas estão sendo gentis: eu não caí - eu mergulhei. Há muito tempo, quando meu irmão e eu costumávamos remar num pequeno bote através do emaranhado de salinas na ilha, quando eu ainda me sentia destemida e andava para todo lado com meus longos cabelos estranhamente enfeitados com musgo, meu pai me dizia que havia sereias vivendo nas águas em torno da ilha. Dizia que as vira certa vez de seu barco - no lusco-fusco cor-de-rosa do alvorecer, quando o sol erguia-se como uma bola de fogo vermelha sobre o mar. As sereias nadaram até seu barco, ondulando como golfinhos, ele dissera, saltando e mergulhando sobre as ondas. Eu acreditava em qualquer coisa estranha que ele me contasse. - Elas se sentam nas rochas e penteiam os cabelos? - perguntei a ele uma vez. Não importava que não houvesse rochedos em volta da ilha, apenas uma vegetação de mangue que alterava suas cores conforme a estação do ano - adquiria um tom marrom amarelado, e depois se tornava verde novamente - o interminável ciclo da ilha, o mesmo que regia meu corpo. - Sim, as sereias sentam-se nas rochas e se enfeitam - respondeu meu pai. - Mas sua principal missão é salvar os seres humanos. Por isso, elas vieram até meu barco, para estar por perto, caso eu caísse na água. No final, as sereias não o salvaram da explosão do barco, mas me pergunto se talvez não tenham salvado a mim. Sei apenas disto: as sereias finalmente vieram ao meu encontro nas horas mais difíceis da minha vida. Elas são meu consolo. Por elas, mergulhei com os braços abertos, deixando minha vida passar por trás de mim, num salto contra tudo o que eu tinha e o que eu mais esperava, porém, um salto que, de alguma forma, me serviu como um resgate que eu precisava. Como poderei explicar ou avaliar isso? Eu mergulhei, e dois braços invisíveis e infinitos se projetaram do nada, como se a força da graça, de repente, se revelasse. Seguraram-me assim que toquei na água, conduzindo-me, não para cima, mas para baixo e, somente então, me puxaram de volta à superfície. No momento exato em que a barca se aproxima do cais da ilha, uma brisa me atinge, carregada de coisas: o cheiro dos peixes, o alvoroço dos pássaros, o sopro verde das palmeiras e, em seguida, sinto a história ressurgir lentamente, como uma estranha criatura se elevando das profundezas do mar. Talvez eu consiga pôr um fim a tudo isto agora. Talvez eu perdoe a mim mesma e esta história me carregue em seus braços enquanto eu viver. O capitão soa o apito da barca, anunciando nossa chegada e eu penso: "Sim, estou de volta, a mulher que foi ao fundo e voltou. Que queria nadar como os golfinhos, saltando e mergulhando sobre as ondas. Que apenas queria ser ela mesma".

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