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A Toda Prova - Uma História de Mickey Bolitar (Cód: 8620465)

Coben,Harlan

Arqueiro

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Descrição

Oito meses se passaram desde que Mickey Bolitar presenciou a trágica morte de seu pai. Por muito tempo, o garoto não teve nenhum motivo para questionar o que aconteceu naquele acidente fatal.
Porém, de repente, ele começa a perceber mentiras, segredos obscuros e questões sem resposta que o deixam desnorteado. Por que sua vizinha reclusa afirma que Brad Bolitar está vivo? Por que o paramédico que tentara socorrer seu pai reapareceu subitamente na cidade?
Mesmo ansiando pela solução do mistério, Mickey precisa se dedicar a outro estranho caso. Sua amiga Ema revela que começou um relacionamento pela internet e que está apaixonada. Contudo, seu suposto namorado sumiu sem explicação. Recusando-se a acreditar que foi enganada, ela pede a ajuda de Mickey.
Aparentemente, a fama do sobrinho de Myron Bolitar como investigador já se espalhou, pois até seu rival, Troy Taylor, suplica que ele o auxilie. O garoto foi pego no exame antidoping e ficará de fora do time de basquete em seu último ano na escola. Ainda que desconfiado, Mickey acaba se envolvendo em uma trama que se mostrará mais grave do que parece.
Neste desfecho da série, três mistérios mobilizam a vida do jovem herói, mas nada pode prepará-lo para a grande verdade.

Características

Peso 0.23 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
I.S.B.N. 9788580413687
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 224
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Alves Calado
Cód. Barras 9788580413687
Número da edição 1
Ano da edição 2015
AutorCoben,Harlan

Leia um trecho

Capítulo 1 Oito meses atrás, vi baixarem o caixão do meu pai na sepultura. Hoje estava olhando enquanto ele era desenterrado. Meu tio Myron me acompanhava. Lágrimas escorriam pelo rosto dele. Seu irmão estava naquele caixão – não, risque isso; seu irmão supostamente estava naquele caixão –, um irmão que supostamente havia morrido oito meses antes, mas que Myron não tinha visto nos últimos vinte anos. Estávamos no cemitério B’nai Jeshurun, em Los Angeles. Ainda não eram seis da manhã, o sol apenas começava a nascer. Por que estávamos ali tão cedo? As autoridades tinham explicado que a exumação de um corpo incomoda as pessoas. É preciso fazer o serviço num momento de privacidade máxima. Portanto, restava o meio da noite – ahn, não, obrigado – ou o início da manhã. Tio Myron fungou e enxugou os olhos. Parecia estar com vontade de passar o braço em volta de mim, por isso me desloquei um pouquinho mais para longe. Olhei para a terra. Oito meses antes, o mundo guardava uma promessa enorme. Depois de uma vida inteira viajando pelo estrangeiro, meus pais tinham decidido se estabelecer de novo nos Estados Unidos. Assim, no segundo ano do ensino médio, eu finalmente teria raízes e amigos de verdade. Tudo mudou em um instante. Foi uma coisa que aprendi do modo mais difícil. O mundo da gente não desmorona pouco a pouco. Não se desfaz gradualmente nem se parte em pedacinhos. Pode ser destruído num estalar de dedos. Mas o que aconteceu? Um acidente de carro. Meu pai morreu, minha mãe ficou arruinada e, no fim, fui obrigado a morar em Nova Jersey com meu tio, Myron Bolitar. Oito meses antes, minha mãe e eu tínhamos vindo a este mesmo cemitério para enterrar o homem que amávamos mais que qualquer outro. Recitamos as orações adequadas. Observamos o caixão descendo. Até joguei terra na sepultura do meu pai. Foi o pior momento da minha vida. – Para trás, por favor. Era um dos trabalhadores do cemitério. Como é que chamam a pessoa que trabalha num cemitério? Zelador parecia muito ameno. Coveiro parecia arrepiante demais. Tinham usado uma escavadeira mecânica para tirar a maior parte da terra. Agora, os dois caras de macacão – vamos chamar de zeladores – terminavam de cavar com as pás. Tio Myron enxugou as lágrimas do rosto. – Você está bem, Mickey? Confirmei com a cabeça. Não era eu que estava chorando. Era ele. Um homem de gravata-borboleta franziu a testa e fez anotações em sua prancheta. Os dois zeladores pararam de cavar e jogaram as pás para fora do buraco, que bateram com um clanc. – Pronto! – gritou um deles. – Estamos prendendo. Começaram a enfiar cintas de náilon por baixo do caixão. Isso demorou um pouco. Dava para ouvir os grunhidos de esforço deles. Quando acabaram, os dois pularam do buraco e menearam a cabeça para o operador do guindaste, que assentiu e puxou uma alavanca. O caixão do meu pai saiu da terra. Não tinha sido fácil conseguir essa exumação. Existe uma enorme quantidade de regras, regulamentos e procedimentos. Não sei de verdade como o tio Myron conseguiu. Ele tem um amigo poderoso, eu sei, que facilitou as coisas. Acho que a mãe da minha melhor amiga, Ema – Angelica Wyatt, a estrela de Hollywood –, talvez também tenha usado sua influência. Imagino que os detalhes não sejam relevantes. O importante era que eu ficaria sabendo a verdade. Provavelmente você quer saber por que estamos desenterrando o meu pai. Isso é fácil. Eu precisava ter certeza de que papai estava ali. Não, não creio que tenha havido um erro burocrático e que ele tenha sido posto no caixão errado ou sepultado na cova em que não deveria. E, não, não acho que meu pai seja um vampiro, um fantasma ou qualquer coisa assim. Suspeito – eu sei que não faz nenhum sentido – que meu pai ainda possa estar vivo. No meu caso, isso não faz sentido porque eu estava no carro no momento da batida. Eu o vi morrer. Vi o paramédico balançar a cabeça e empurrar a maca com o corpo frouxo dele. Claro, eu também tinha visto esse mesmo paramédico tentar me matar alguns dias atrás. – Firme, firme. O guindaste começou a girar para a esquerda. Ele baixou o caixão do meu pai na traseira de uma picape. O esquife era de pinho, simples, bem como meu pai deve ter insistido para ser. Nada chique. Ele não era religioso, mas adorava a tradição. Assim que o caixão pousou com uma leve pancada, o operador do guindaste desligou o motor, desceu da máquina e foi rapidamente até o homem de gravata-borboleta. O operador sussurrou alguma coisa no ouvido do sujeito, que o encarou, carrancudo. O operário deu de ombros e se afastou. – O que você acha que foi aquilo? – perguntei. – Não faço ideia – respondeu tio Myron. Engoli em seco enquanto íamos em direção à traseira da picape. Myron e eu paramos exatamente ao mesmo tempo, o que foi meio estranho. Se o nome “Myron Bolitar” lhe diz alguma coisa, pode ser porque você é fã de basquete. Antes de eu nascer, Myron foi um astro na Universidade Duke, sendo depois escolhido pelos Boston Celtics na primeira seleção para a NBA. Na primeira partida de pré-temporada – a primeira vez que ele usou o uniforme verde dos Celtics –, um jogador do outro time, chamado Burt Wesson, trombou no Myron, torcendo seu joelho e encerrando sua carreira antes que ela começasse. Como também sou jogador de basquete e pretendo superar meu tio, frequentemente me pergunto como deve ter sido carregar todas as esperanças na ponta dos dedos, vestindo aquela roupa que você sempre sonhou, e então, puf, tudo some num encontrão. Mas, quando olhei o caixão, achei que eu talvez já soubesse. Como disse antes, o mundo da gente pode mudar num instante. Tio Myron e eu paramos na frente do caixão e baixamos a cabeça. Ele me olhou de esguelha; claro que não acreditava que meu pai ainda estivesse vivo. Tinha concordado em fazer aquilo porque eu havia pedido – na verdade, implorado – e ele estava tentando “criar um vínculo” comigo. O caixão de pinho parecia meio podre, frágil, como se pudesse se desfazer se simplesmente olhássemos para ele com mais intensidade. A resposta estava pertinho, na minha frente. Ou meu pai estava ali ou não estava. Muito simples, quando se coloca desse jeito. Me aproximei, esperando sentir alguma coisa. Meu pai deveria estar naquele caixão. Eu não... não sei... deveria sentir alguma coisa, se fosse esse o caso? Não deveria haver uma mão fria na minha nuca ou um arrepio descendo pela espinha? Não senti nem uma coisa nem outra. Portanto, talvez meu pai não estivesse ali. Pousei a mão na tampa do caixão. – O que você acha que está fazendo? Era o cara da gravata-borboleta. Ele tinha se apresentado a nós como inspetor de saúde ambiental, mas eu não sabia o que isso queria dizer. – Eu só estava... Gravata-Borboleta ficou entre mim e o caixão do meu pai. – Eu lhe expliquei o protocolo, não foi? – Bom, explicou, quero dizer... – Por motivos de segurança pública e respeito, nenhum caixão pode ser aberto aqui. – Ele falou como se estivesse lendo um trecho de livro didático. – Este veículo do condado levará o caixão do seu pai ao departamento de medicina-legal, onde ele será aberto por um profissional capacitado. Este é o meu trabalho aqui: garantir que abrimos a sepultura correta, garantir que o caixão combina com os registros públicos da pessoa a ser exumada, garantir que todas as medidas de saúde tenham sido tomadas e, finalmente, garantir que o transporte aconteça sem pressa e com o devido respeito. Portanto, se não se importa... Olhei para Myron. Ele assentiu. Lentamente, ergui a mão do pinho úmido e sujo. Dei um passo atrás. – Obrigado – agradeceu Gravata-Borboleta. O operador do guindaste estava sussurrando com um zelador, que ficou pálido. Não gostei daquilo. Não gostei nem um pouco. – Alguma coisa errada? – perguntei a Gravata-Borboleta. – Como assim? – Quero dizer, por que todos esses sussurros? Gravata-Borboleta começou a examinar sua prancheta como se ela tivesse alguma resposta especial. – E então? – indagou tio Myron. – Não tenho mais nada a informar no momento. – Como assim? Com o rosto ainda branco, o zelador começou a prender o caixão com cintas de náilon. – O caixão estará no departamento de medicina-legal – respondeu Gravata-Borboleta. – É só isso que posso dizer no momento. Ele foi até a cabine da picape e sentou-se no banco do carona. O motorista deu a partida. Corri até a janela dele. – Quando? – perguntei. – Quando o quê? – Quando o perito vai abrir o caixão? Ele verificou a prancheta outra vez, mesmo dando a impressão de que já sabia a resposta. – Agora – respondeu.