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A Vida Quer É Coragem - a Trajetória de Dilma Rousseff - a Primeira Presidenta do Brasil (Cód: 3708178)

Batista Amaral,Ricardo

Sextante / Gmt

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Descrição

A trajetória pessoal da presidenta Dilma Rousseff e a história do Brasil moderno se entrelaçam numa grande reportagem. Do suicídio de Getúlio Vargas, quando era criança, ao golpe de 1964, quando se aproxima das organizações de esquerda. Da clandestinidade, prisão e tortura na ditadura militar, à luta pela anistia e pela redemocratização. O encontro de Dilma com Leonel Brizola, na fundação do PDT, e sua aproximação com Lula, durante o apagão e na campanha eleitoral de 2002. A chefia da Casa Civil, que assume em plena crise do mensalão, os bastidores da reeleição, a luta contra o câncer e a vitória nas eleições de 2010: uma história de resistência, esperança e coragem.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788575427354
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788575427354
Profundidade 2.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2011
Idioma Português
Número de Páginas 336
Peso 0.38 Kg
Largura 16.00 cm
AutorBatista Amaral,Ricardo

Leia um trecho

Nota do autor Este livro é resultado das pesquisas, entrevistas e observações de um repórter. Não tem outra pretensão além de narrar uma grande aventura política do nosso tempo: a eleição da primeira presidenta do Brasil. É uma história de final conhecido, com um enredo e m que se entrelaçam a trajetória pessoal de Dilma Rousseff e a evolução política do país nas últimas décadas; a história de uma brasileira que viveu, como poucas, os sonhos e as frustrações de sua geração, num país que ela vinha contribuindo para transformar muito antes de chegar ao Palácio do Planalto. Para reconstituir essa trajetória, contei com a colaboração de muitas pessoas. Agradeço, de maneira especial, a Carlos Araújo, por ter compartilhado as memórias sentimentais e a experiência política de quem foi companheiro de Dilma, na luta e na vida. Da mesma forma, agradeço a Cláudio Galeno, que recordou os tempos da rebeldia romântica ao lado da jovem Dilma em Belo Horizonte. Sônia Lacerda e seu companheiro Elias me proporcionaram recriar o ambiente social e afetivo em que Dilma se formou, reunindo em sua casa os amigos Márcio Borges, Helvécio Raton, Carlos Alberto “Flex” de Assis, Betinho Duarte e Marco Antônio Meyer. A prodigiosa memória de Apolo Heringer Lisboa foi essencial para reconstituir a militância da esquerda em Belo Horizonte. Recorri também às memórias e biografi as de Herbert Daniel, Carmela Pezutti e Maria do Carmo Brito, militantes heroicos. Para a história das organizações de esquerda no país e dos militantes mencionados no livro, foram essenciais o Combate nas trevas, de Jacob Gorender, Tiradentes, um presídio da ditadura (organizado por Alípio Freire e outros), Dos fi lhos deste solo (Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio), História do marxismo no Brasil (Marcelo Ridenti, Daniel Aarão Reis e outros), além do comovente Iara – Reportagem biográfi ca, de Judith Lieblich Patarra, e do indispensável A ditadura escancarada, de Elio Gaspari. Jandira César e Carlos Alberto Tejera De Ré ajudaram a contar a vida da amiga Dilma em Porto Alegre depois da prisão (a De Ré, que nos deixou pouco depois de nos conhecermos, faço um agradecimento póstumo). O jornalista Ayrton Centeno compartilhou um longo depoimento que Dilma nos deu sobre sua infância e juventude na campanha eleitoral. Agradeço de forma especial ao amigo Silvio Tendler, que cedeu a versão integral do precioso depoimento da então ministra Dilma Rousseff para o fi lme Utopia e barbárie. Muitas pessoas colaboraram para reconstituir a participação de Dilma no governo do presidente Lula e os momentos mais importantes da campanha eleitoral. Isso não teria sido possível sem o empenho de Giles Azevedo, a quem o autor e o livro devem muito. Dentre os dirigentes políticos e outros colaboradores de Lula e Dilma, agradeço especialmente a José Eduardo Dutra. Consultei reportagens de jornais e revistas, que são citadas ao longo do livro, mencionando os autores nos casos que considerei essenciais, como a entrevista de Dilma a Luiz Maklouf Carvalho sobre as torturas que ela sofreu no DOI-Codi. Agradeço coletivamente aos jornalistas que ajudam a escrever a História do Brasil. Incorporei ao livro muitos episódios que apurei como repórter em Brasília nos últimos 25 anos. Acrescentei, por fi m, minhas próprias anotações e memórias do período em que fui assessor de Dilma Rousseff, na Casa Civil, de novembro de 2009 a março de 2010, e ao longo da campanha eleitoral. Procurei fazer um relato objetivo dos fatos, como se espera de uma reportagem, sem abrir mão de explicitar meu ponto de vista sobre muitos episódios. Quanto aos erros que eventualmente sobreviveram à apuração e revisão do texto, a responsabilidade por eles será minha, exclusivamente. Ao meu amigo Otto Sarkis, agradeço o apoio fundamental para me dedicar ao projeto e levá-lo até o fi m. Ao jornalista Oswaldo Buarim, devo o primeiro e importante incentivo para escrever este livro. Agradeço aos editores Hélio Sussekind e Marcos Pereira, por terem acreditado desde o começo, e a Roberta Campassi, que me levou até eles. A Virginie Leite e Débora Thomé, pelas correções e sugestões criteriosas ao texto fi nal, juntamente com Hélio. Sou especialmente grato a Mana Coelho, Natuza Nery e Thomas Traumann, pelo incentivo e pelo carinho, e aos irmãos Ricardo Stuckert e Roberto Stuckert Filho. Dedico este livro, com amor, a minha mulher, Malu Baldoni, que viveu comigo essa aventura desde o início, nos melhores e nos mais difíceis momentos, sempre me estimulando a contar esta história da forma mais sincera. Também o dedico a nossos fi lhos: Marina, que me ajudou a fazer muitas perguntas, e André, que compreendeu meus silêncios. Eles me recordam que este livro pode ser útil para os mais jovens e para os que virão depois de nós. Brasília, novembro de 2011 Capítulo 1 - A vida não é fácil A manhã de abril chegava ao fim e as nuvens encobriam a serra do Curral, prenunciando uma chuva de outono em Belo Horizonte. No auditório da Federação das Indústrias de Minas Gerais, a Fiemg, o telefone celular vibrou discretamente no bolso do paletó de Anderson Dorneles, secretário particular da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ela terminava uma palestra para empresários sobre investimentos do governo federal, primeiro compromisso de uma pesada agenda na cidade. Os dígitos azuis no visor do aparelho indicavam uma chamada de São Paulo. O secretário não precisou atender para saber que se tratava de assunto sigiloso e urgente. Conhecia Dilma havia 15 anos, desde os tempos em que ela era economista numa fundação do governo do Rio Grande do Sul, onde ele trabalhava como mensageiro para pagar a Faculdade de Administração. Anderson compreendia gestos, olhares, palavras, silêncios. Conhecia hábitos, preferências, humores, restrições. Recolhia documentos e organizava os arquivos no laptop da ministra. “Esse menino”, como Dilma o chamava, embora ele já tivesse passado dos 30, sabia ouvir broncas, passar mensagens e guardar segredos. O segredo por trás daquele telefonema estava guardado havia duas semanas, desde o dia em que Dilma Rousseff esteve no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para extrair uma pequena erupção na axila esquerda. O carocinho tinha sido encontrado num check-up rotineiro, no começo daquele ano de 2009. Foi por insistência do cardiologista Roberto Kalil Filho – o mesmo que atendia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alguns dos políticos e empresários mais conhecidos do país – que Dilma concordou em extrair o nódulo numa cirurgia e submeter o material a uma biópsia. “Pra não restar sombra de dúvida”, como ela costumava dizer quando queria enfatizar uma decisão. Sem demonstrar ansiedade diante dos convidados em torno da ministra, Anderson pediu ao interlocutor que aguardasse na linha, localizou a porta de uma sala contígua ao auditório e indicou o caminho para Dilma, sussurrando o nome do doutor Kalil de um modo que só ela conseguiu ouvir. Fechada a porta da sala, Dilma tomou o telefone nas mãos e ouviu a confirmação da suspeita que levara o cardiologista a insistir com obstinação nos exames: a biópsia, ele disse, indicou um linfoma, um câncer nos gânglios. Um tipo bem conhecido, que os médicos sabiam tratar com grande chance de sucesso quando diagnosticado a tempo, como era o caso; mas, sem sombra de dúvida, um câncer. A ministra sentou-se numa cadeira para conversar com o médico. Falaram sobre o tratamento inadiável, doloroso e incômodo. O exame definitivo tinha chegado de um laboratório de Houston, nos Estados Unidos, naquela sexta-feira, 17 de abril. Quanto mais rápido iniciassem o procedimento terapêutico, melhor. Combinaram data e hora, ela agradeceu, despediram--se. Um breve silêncio foi quebrado por um suspiro longo, e Dilma voltou os olhos na direção do secretário particular, que tinha permanecido todo o tempo vigilante junto à porta da sala: – A vida não é fácil. Nunca foi. A ministra devolveu o telefone ao secretário e seguiu para a entrevista coletiva. Parecia segura. Vestia um casaco de linho vermelho sobre a blusa de seda preta, o decote redondo acompanhava a curva do colar de pérolas. Era a Dilma de sempre, respondendo com firmeza, até que lhe pediram para falar sobre a sensação de estar de volta à cidade onde nasceu. – Tem uma musicalidade em Minas, e na nossa fala, que só quando sai daqui que ocê percebe, e só escuta às vezes, como diz aqui o Patrus, nos livros do João Guimarães Rosa. Patrus Ananias, sentado a sua esquerda, era o ministro do Desenvolvimento Social, além de estudioso da obra de Rosa. Ele murmurou algo que fez Dilma balbuciar fora do microfone – É... Me emociona... O que se passou nos oito segundos seguintes foi algo que só Dilma, ninguém mais, podia entender completamente. A ministra levou a mão direita à altura dos olhos e pressionou-os com o indicador e o polegar, que ela fez descer pelo rosto até apertar com força o contorno dos lábios. O único som no auditório era o espocar dos flashes. Ela encarou os repórteres e concluiu, com os olhos marejados: – É o som da infância, gente. É isso... Das janelas do prédio da Fiemg, era possível captar o burburinho do trânsito na avenida do Contorno em direção à Savassi, um movimentado centro de comércio, serviços e restaurantes de Belo Horizonte. Cerca de dez quarteirões ao sul daquele edifício fi cava a casa onde Dilma morou do dia em que nasceu, em 1947, até os oito anos de idade. Era um tempo em que o nome Savassi não indicava uma região da cidade, mas apenas a sortida padaria de dois imigrantes italianos no tranquilo bairro dos Funcionários. A casa da rua Sergipe não existia mais; em seu lugar havia um pequeno prédio de escritórios, igual a tantos outros. Mas era dali que brotava o som da infância. Na memória de Dilma, era o som das conversas na padaria dos italianos, com seu imenso balcão de guloseimas, a algazarra das crianças no cinema do bairro, suas matinês de desenhos animados e seriados de ação. Era a alegria de pedalar a bicicleta pintada de amarelo vivo, nas ruas de terra ou calçadas com pedras, nos anos 1950. Conduzindo a memória serra abaixo, em direção ao centro da cidade, Dilma chegaria ao apartamento 1.001, no décimo pavimento do Edifício Solar, construção modernista dos anos 1960 perto da Faculdade de Direito. Foi daquele apartamento que Dilma e o primeiro marido, o jornalista Cláudio Galeno, tiveram de fugir numa manhã de janeiro de 1969, driblando a polícia política sem produzir som nenhum. Ela tinha acabado de completar 21 anos quando mergulhou na clandestinidade, procurada pela ditadura militar. Escondeu-se no Rio, foi presa e torturada em São Paulo, cumpriu pena de quase três anos no Presídio Tiradentes. Só iria recomeçar a vida em 1973, em Porto Alegre, ao lado do segundo marido, o advogado Carlos Araújo. Fez novos amigos, formou-se em Economia, teve uma filha e continuou fazendo política – a resistência, a oposição, a luta pela democracia e a reinvenção dos governos populares Ali seria convocada, no final de 2002, para integrar o governo do primeiro operário eleito presidente do Brasil – e então a vida recomeçou mais uma vez para Dilma Rousseff. Fácil, nunca foi. Desde o início do segundo mandato de Lula, em janeiro de 2007, a ministra percorria o país explicando, defendendo, fiscalizando ou inaugurando obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Criado e comandado pela chefe da Casa Civil, era o plano de investimentos de 500 bilhões de reais em infraestrutura e projetos sociais com o qual Lula pretendia colocar o país numa rota de crescimento sustentável. O PAC também era um instrumento para consolidar sua liderança política, que ia muito além do PT, o partido que ele criou em 1980 e que chegou à presidência da República 22 anos depois. Lula enxergava no PAC a possibilidade de realizar um segundo governo melhor que o primeiro, numa conjuntura econômica e política mais favorável que a do mandato anterior. Nos quatro primeiros anos de Lula o país tinha voltado a crescer, mas 12 meses de recessão, em 2005, comprometeram o desempenho final. O padrão de vida dos trabalhadores e da população mais pobre tinha se elevado, pela combinação de salários mais altos, mais crédito, alimentos mais baratos e menos inflação, além de um gigantesco programa de distribuição de renda, o Bolsa Família. O mandato foi marcado também por um escândalo político, que ficou conhecido como mensalão e levou o PT e o governo às cordas. Agora, o aquecimento da economia, a preservação da base política e o sucesso do PAC eram os ingredientes que poderiam levar à vitória nas eleições presidenciais de 2010, e Dilma Rousseff estava no centro da estratégia política de Lula. Pelo restante daquela sexta-feira e no final de semana prolongado pelo feriado de Tiradentes, ninguém além dos médicos ouviria da ministra um comentário sequer sobre o telefonema do doutor Kalil. Somente na noite de 22 de abril, uma quarta-feira, Dilma iria compartilhar a angústia e um prato de massa com Carlos Araújo, agora ex-marido e melhor amigo, e a fi lha dos dois, Paula. Aos 32 anos, Paula era formada em Direito, procuradora do Trabalho e estava casada havia menos de um ano. Escolheram conversar a três num pequeno restaurante do bairro da Tristeza, em Porto Alegre. Naquele mesmo lugar, entre o Natal de 2008 e o ano-novo, Dilma havia reunido sua pequena família gaúcha para confirmar, na intimidade, aquilo que o mundo político brasileiro especulava abertamente: sim, ela, que nunca havia disputado uma eleição, embora se dedicasse à luta política de corpo e alma desde a adolescência, seria mesmo a candidata do PT e do presidente Lula ao Planalto. Era a primeira mulher com chances reais de presidir o maior país da América Latina, com 190 milhões de habitantes, a sétima maior economia do mundo, Produto Interno Bruto de 2 trilhões de dólares e um passivo de desigualdade social que desafiava sua história. Ao passado de militante clandestina, Dilma havia somado a experiência de participar, na fase final da ditadura militar, do movimento pela anistia e da reorganização dos partidos políticos legais. No Rio Grande do Sul, uma considerável corrente da esquerda associou-se não ao nascente PT, mas à tradição trabalhista, fortemente arraigada na terra natal dos ex-presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Dilma e Carlos Araújo participaram da fundação do Partido Democrático Trabalhista de Leonel Brizola, o herdeiro do trabalhismo. Pelo PDT e, anos mais tarde, incorporada ao PT, Dilma foi secretária de Fazenda da prefeitura de Porto Alegre, presidenta da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul e duas vezes secretária de Energia, Minas e Comunicação, antes de se tornar ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil do governo Lula – sempre a primeira mulher a assumir aquelas funções. Um currículo e tanto para quem se considerava sobrevivente da luta contra a ditadura – uma luta que ceifou companheiros em combates desiguais ou nas masmorras do regime. Para Dilma Rousseff, aos 61 anos, a vida teimava em recomeçar sempre.

Avaliações

Avaliação geral: 5

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Regina recomendou este produto.
05/09/2015

A Mulher mais corajosa do Mundo!

Beijinhos no colar completo para os invejosos de plantão!
✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩✩
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