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Alfred Hitchcock e Os Bastidores de Psicose (Cód: 4571521)

Rebello, Stephen

Intrinseca

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Descrição

Audacioso e surpreendente, o filme Psicose, de 1960, provocou uma verdadeira comoção junto ao público e se tornou uma das obras mais queridas do mestre do suspense Alfred Hitchcock. A história por trás das câmeras é igualmente fascinante, como narra Stephen Rebello no livro 'Alfred Hitchcock e os bastidores de Psicose'. Baseada em um romance que teve como inspiração uma série de crimes reais, a produção transformou-se numa verdadeira obsessão para o consagrado diretor e, apesar da desaprovação de seu estúdio, a Paramount, Hitchcock decidiu ir em frente e concretizar sua visão artística, arcando com todos os custos. Rebello entrevistou os principais nomes do elenco e da equipe técnica e produziu um relato detalhado, cheio de episódios reveladores, lançado originalmente nos Estados Unidos em 1990. O livro deu origem ao filme Hitchcock, de Sacha Gervasi, estrelado por Anthony Hopkins, Helen Mirren, Scarlett Johansson, Toni Collette, entre outros.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580572865
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580572865
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Rogério Durst
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 256
Peso 0.35 Kg
Largura 16.00 cm
AutorRebello, Stephen

Leia um trecho

1
A terrível verdade
As atrocidades de Ed Gein
Havia um jovem chamado Ed
Que não levava mulheres pra cama
Quando ele queria trepar,
Das mulheres o meio ia cortar
E o resto pendurava na cabana.
Anônimo, 1957 No final de novembro em 1957, ninguém consideraria Plainfield diferente de qualquer outro enfadonho e ressequido vilarejo rural de Wisconsin. Aquele foi um inverno particularmente desagradável. Pode perguntar para qualquer um dos simpáticos habitantes do lugar, descendentes de terceira e quarta gerações de alemães e franceses.
Eles vão recitar ladainhas, em tom monótono e lacônico, sobre a explosão de encanamentos e o solo congelado; sobre as noites que passaram se abrigando do vento cortante e das rajadas de chuva que vinham da fronteira com o Canadá. Porém, aquele mês de novembro também foi marcado pela presença de Plainfield em jornais de um canto a outro dos Estados Unidos.
É só mencionar aquele assunto para ver os rostos amigáveis desses produtores de laticínios se fecharem de imediato. Eles passam a olhar para o chão ou se desculpam e dizem que precisam ir embora. Em 1957, naquele mês, a polícia de Plainfield identificou Ed Gein, um aparvalhado sujeito de 51 anos que vivia de fazer entregas e biscates, como um dos mais terríveis assassinos em série já nascidos no país. Muito antes de Gein ser rotulado bicho-papão pelas manchetes, sua comunidade rural de setecentas pessoas tementes a Deus já o havia marcado como doido. Recluso, solteiro e sempre sorridente, ele vivia perambulando pela fazenda maltratada de 160 acres que já fora cuidada por seus pais e por seu irmão. Até as pessoas que nunca hesitaram em chamá-lo para pequenas tarefas ou mesmo para tomar conta de seus filhos estavam cansadas de suas teorias destrambelhadas. Ele não parava de falar sobre os comos e porquês dos criminosos que se deram mal e choramingava de forma incessante, e digna de pena, sobre as mulheres.
Os moradores de Plainfield se lembram de sua obsessão clínica por anatomia e pela operação de mudança de sexo de Christine Jorgensen, a primeira do gênero a ser amplamente divulgada pela imprensa no mundo inteiro. Contudo, havia mais em Gein do que aquela conversa de maluco. Isso começou a ficar claro em 16 de novembro, com a descoberta de manchas de sangue no chão do armazém de Bernice Worden.
Os clientes já haviam achado estranho a loja de Worden estar fechada antes do almoço num sábado, o dia de maior movimento. Ninguém via a confiável e querida comerciante desde a véspera. Sua picape não estava estacionada no lugar de sempre.
Preocupado, Frank, filho de Worden e assistente do xerife, forçou a entrada no armazém. Uma das últimas anotações no diário de vendas (“dois litros de anticongelante”) fez Frank se lembrar de Ed Gein matando tempo pela loja durante a semana. Ele tinha perguntado se Frank estaria fora caçando no sábado.
Quando Frank disse que sim, Gein mencionou casualmente que talvez voltasse para comprar uma lata de anticongelante. Alertados por Frank Worden, o xerife Art Schley e o capitão Lloyd Schoephoerster fizeram uma incursão no solitário e decadente refúgio de Gein. O sopro da morte passou pela primeira vez sobre a inóspita fazenda em 1940, quando o pai de Gein foi vítima de um derrame.
Quatro anos depois, um incêndio tirou a vida de Henry, irmão mais velho de Ed, e no ano seguinte sua mãe, que pregava constantemente sobre o fogo do inferno, também encontrou o criador. Agora, Gein vivia sozinho — ou assim parecia. Ele não estava lá quando a lei chegou.
Schley e seus ajudantes iniciaram a busca usando lampiões de querosene e lanternas, já que a casa era equipada apenas parcialmente com fiação para eletricidade.
Abriram caminho através de um ninho de rato de jornais amarelados, revistas baratas de terror, livros de anatomia, produtos para embalsamamento, embalagens de comida, latas e entulhos variados. No andar de cima, cinco quartos vazios e sem uso dormiam sob lençóis de poeira; entretanto, o quarto da falecida mãe de Gein e uma sala de estar, ambos fechados com pregos, eram mantidos imaculados. Ao remexerem a bagunça da cozinha e do quarto de Ed, os policiais tiveram uma visão para a qual nenhum acidente na estrada ou baderna numa noite de sábado poderia tê-los preparado. Ed Gein, com seu sorriso de dentes frouxos, não vivia sozinho, afinal de contas. Dividindo o teto com ele havia duas tíbias. Dois pares de lábios humanos pendurados num cordão. Alguns narizes em cima da mesa da cozinha. Uma bolsa e braceletes feitos de pele humana.
Quatro cadeiras estofadas de carne. Uma fileira bem-ordenada de dez crânios. Um tambor feito a partir de um latão com pele humana como couro. Uma vasilha de sopa que era a metade de cima de um crânio invertida. As peles descarnadas de quatro rostos de mulheres, com ruge e maquiagem, presas com tachinhas na parede à altura dos olhos. Cinco rostos guardados em sacos plásticos, “de reserva”.
Dez cabeças de mulher, com a parte acima da sobrancelha cortada fora.
Um par de calças feitas de pele humana e um “colete” incluindo mamas, arrancadas de alguma outra infeliz. Na estufa de defumação adjacente à casa, a polícia identificou o que foi um dia Bernice Worden. Nua, sem cabeça, pendurada pelos calcanhares, ela foi estripada como um novilho. Na cozinha ao lado, sobre um pequeno e velho fogão a lenha de ferro, havia uma panela com água onde boiava um coração humano. Na geladeira, o congelador estava abastecido com órgãos humanos cuidadosamente embalados. “Eu não tive nada a ver com isso. Só soube da história quando estava jantando”, resmungou Gein quando Frank Worden o localizou e confrontou-o com a notícia da descoberta do cadáver de Bernice Worden, prendendo-o na hora. Sem perda de tempo, o Pateta de Plainfield foi submetido a um teste no detector de mentiras, uma acusação de homicídio e exames psiquiátricos no Hospital Central do Estado para os Criminalmente Insanos. Até então, ninguém tinha levado a sério os murmúrios de um biruta desajustado sobre sua “coleção de cabeças encolhidas”. Ninguém prestou atenção ao seu conhecimento íntimo sobre os muitos casos de desaparecimentos de mulheres não resolvidos na região.
A fazenda de Gein oferecia um testemunho não só sobre a insondável aptidão do ser humano para a barbárie, mas sobre a capacidade de uma comunidade inteira em negar sua existência. “Não pode acontecer aqui”, insiste a letra satírica de uma canção de Frank Zappa, Help I’m a Rock. O “aqui” em questão é o coração e a mente do ser humano. Gein enfrentou a sondagem de seus acusadores com divagações monótonas e quase inaudíveis. Sua memória estava turva. Só admitiu dois assassinatos, alegando que estava “grogue” quando ocorreram. Nenhum agente da lei, psiquiatra ou investigador do tribunal conseguiu penetrar nas suas motivações. Sim, ele admitia ter desmantelado a caixa registradora de Bernice Worden e levado US$ 41. Sim, ele havia exumado seu primeiro cadáver com a ajuda de Gus, um fazendeiro que era seu camarada.
No entanto, a explicação para os dois casos era a mesma: ele gostava de “desmontar as coisas” para ver “como funcionavam”. Tarde da noite, enquanto seus vizinhos trabalhadores faziam amor, roncavam, estudavam a Bíblia ou se aborreciam com as contas, o gentil e simplório Ed Gein investigava o mistério de “como as coisas funcionavam” vagueando por sua fazenda com a pele, o cabelo e o rosto de cadáveres recentemente exumados amarrados ao seu corpo nu. As autoridades descobriram que sua primeira visita ao cemitério levou a cerca de outras quarenta escavações — sempre de covas de mulheres —, frequentemente a uma pequena distância do local onde a mãe repousava.
Gein disse a seus acusadores que ele e Gus (que morrera de causas naturais anos antes) enterraram os ossos e incineraram no forno as partes menos interessantes dos corpos.
Quando os jornais noticiaram que ele afirmou “eu nunca atirei num cervo”, quantos vizinhos estremeceram a lembrança dos pacotes da saborosa “carne de veado” que ganharam de Gein? Ele matou pela primeira vez em 1955, quando, numa fria noite de inverno, seu rifle. 32 fez mira numa dona de taverna divorciada de 51 anos e seios grandes. Usando um trenó,
Gein levou o corpo de Mary Hogan para a “cozinha de verão” de seu barracão. A polícia suspeitava que Gein tivesse torturado e matado pelo menos dez outras vítimas entre Mary Hogan e Bernice Worden.
Ele nunca admitiu até ser julgado criminalmente insano e condenado à pena perpétua de internação no Hospital Central do Estado.

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