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Às Margens do Sena (Cód: 1915946)

Reali Jr.

Nova Fronteira

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Descrição

REALI JR., O ‘’HOMEM ÀS MARGENS DO SENA’’, é correspondente no exterior há 35 anos. Fez reportagens sobre momentos históricos como a Revolução dos Cravos, em Portugal; a morte do caudilho Francisco Franco, abertura e democratização da Espanha; a assinatura, em Paris, do acordo de paz no Vietnã; a Guerra Irã-Iraque; o assassinato do presidente egípcio Anuar
Sadat, no Cairo; a morte de Arafat, em Paris; diversas eleições legislativas na Europa.
Entre outras personalidades, entrevistou Chico Xavier, os presidentes Jânio Quadros, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva; o aiatolá Khomeini; Yves Montand, Glauber Rocha, os presidentes da França Giscard d’Estaing, François Mitterrand e Jacques Chirac.
Durante cinqüenta anos de carreira, os primeiros dezesseis no Brasil, trabalhou para o Correio da Manhã, O Globo, Diários Associados, e para o Estado de S. Paulo, Rádio Record, Rádio Jornal do Brasil e Rádio Panamericana – hoje Jovem Pan –, a qual em 1972 o enviou a Paris, de onde, no início escreveu também para os Diários Associados, e a partir de 1973 para o Estadão. Ainda no Brasil, trabalhou na TV Record e TV Tupi, e na França para a TV Globo e ESPN, durante a Copa de 1998, e para a TV Bandeirantes, na Copa de 2006.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Nova Fronteira
Cód. Barras 9788500019654
Altura 0.00 cm
I.S.B.N. 9788500019654
Profundidade 0.00 cm
Idioma Português
País de Origem Brasil
Peso 0.44 Kg
Largura 0.00 cm
AutorReali Jr.

Leia um trecho

CAPÍTULO I Correspondente às margens do Sena Reali: Cheguei em Paris em setembro de 1972, dois meses antes da Amélia e das meninas, para procurar apartamento. Recebeu-me uma cara amiga, hoje parte da família, a Drosila Vasconcellos. Era exilada e agora é professora universitária de sociologia, na Universidade de Lille. Uma intelectual de alto nível. Logo na minha chegada fomos jantar na Brasserie Lipp, onde comecei minha estadia parisiense saboreando um extraordinário presunto de Bayonne e tomando um honesto Beaujolais. Na Lipp, tradicional por acolher políticos e celebridades, dois policiais franceses prenderam o líder marxista marroquino [Mehdi] Ben Barka [1920-1965], cujo corpo jamais foi encontrado. João Batista Natali, que trabalhou comigo no Brasil, nos Diários Associados,1 e está há décadas na Folha de S.Paulo, também me ajudou bastante nos primeiros meses. Em Paris, Natali tinha se afastado do jornalismo, estava inscrito num curso de semiologia ministrado pelo famoso Roland Barthes [1915-1980]. Muito estudioso e dedicado em tudo o que faz, Natali era seu aluno preferido. Na minha chegada, ele reservou um hotelzinho para mim e mais dois amigos em Montparnasse. Pagávamos, cada um, 12 francos por dia, menos de 2 euros hoje, e dividíamos o mesmo quarto! O primeiro mês, em Paris, vivi nesse hotelzinho. Fazia as primeiras transmissões, nas quais entrava dizendo “Aqui, Jovem Pan, de Paris”, das cabines telefônicas do Correio, ao lado do hotel, na avenida General Leclerc. Com a libertação de Paris no fi nal de agosto de 1944, marchou por essa avenida a Segunda Divisão Blindada sob o comando do general Leclerc [1902-1947]. Essa agência do Correio permanece lá, mas ninguém mais faz transmissões para rádio de suas cabines telefônicas. Eu estava com 32 anos, comecei no jornalismo aos 16, portanto já trazia uma bagagem razoável. Tinha sido repórter de futebol, de polícia, de prefeitura, de câmara municipal, de assembléia legislativa, de palácio do governo e de política nacional. Sempre escrevi sobre qualquer assunto. Minha formação de jornalista autodidata, construída pedrinha sobre pedrinha, me dá essa possibilidade. E, na medida do possível, invariavelmente procurava – e procuro – fazer associações do noticiário internacional com aquilo que ocorre no Brasil. Ou seja, ao contrário de alguns colegas, não virei um correspondente que reporta os acontecimentos na Europa com o olhar de jornalista europeu. Creio que essa minha maneira de reportar é inteiramente opcional. Na verdade, não é somente uma questão de escolha, é também de estilo. Para mim, essa estratégia funcionou. De certa forma, mesmo radicado na França, mantive, como se diz, um pé no Brasil. No fundo isso faz sentido, visto que trabalho para meios de comunicação brasileiros. Aqui sou identifi cado como um jornalista brasileiro que vive na França. Nunca trabalhei para a imprensa francesa. Naturalmente, nessa trajetória que adotei, interessei-me não apenas pelos políticos internacionais, mas também pelos numerosos brasileiros que viviam ou passavam pela Europa naquela que foi a época mais intensa do exílio. Ao entrevistar ou simplesmente conversar com políticos, empresários, banqueiros, diplomatas, acadêmicos, esportistas e exilados brasileiros, existia e existe sempre a probabilidade de ouvir algo diferente. Ou posso, também, só armazenar informações importantes e usá-las no futuro, em alguns casos, sem revelar a fonte que prefi ra permanecer anônima. Além disso, facilitou o fato de eu ter chegado a Paris com uma agenda repleta de números telefônicos de políticos de São Paulo, como prefeitos, governadores, deputados, senadores e outros de envergadura, alguns já aposentados. Ironicamente, foi aqui que forjei relações com políticos de vários estados brasileiros. De certa forma, passei a conhecer melhor o Brasil no exterior. E logo ganhei uma certa popularidade no Brasil como correspondente, em grande parte devido aos meios para os quais trabalho: a rádio Jovem Pan e o jornal O Estado de S. Paulo, ambos com ressonância no país. Na verdade, fui enviado pela Jovem Pan, que já tinha correspondente em Nova York, o Hélio Costa, hoje ministro das Comunicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.2 E no primeiro ano trabalhei também para os Diários Associados, isto é, para o Diário de São Paulo e o Diário da Noite. Em 1973, o Estado de S.Paulo me contratou. Também não posso me queixar do entrosamento com colegas franceses. Edouard Bailby, grande jornalista e amigo, me introduziu a vários deles. No início da década de 70, Bailby estava no auge da sua carreira como editor de América Latina da conceituada revista semanal L’Express. Já o conhecia antes de vir a Paris. Bailby tinha trabalhado no Brasil, no jornal Última Hora, com Samuel Wainer [1912-1980]. Escreve e fala o português como brasileiro. Bailby estava a par dos assuntos que poderiam interessar-me; ao mesmo tempo, esclareceu aspectos da política francesa que eu desconhecia e apresentou-me a seus amigos e contatos, quase sempre em jantares na sua casa. Ele já tinha me ajudado bastante antes de radicar-me aqui. Em 1969, a TV Record e a Jovem Pan me enviaram a Paris para cobrir a eleição de George Pompidou [1911-1974; presidente de 1969 a 1974], logo após a queda de [Charles] De Gaulle [1890-1970; presidente de 1958 a 1969]. Bailby até me concedeu uma entrevista para a televisão, fazendo previsões sobre o futuro político na França, não mais sob a direção de De Gaulle. Seus amigos jornalistas foram generosos. Abriram-me portas, ajudaram-me a farejar boas histórias e com alguns acabei cobrindo eventos também fora da França. Aqui, mais do que no Brasil, os jornalistas se especializam em áreas. Por exemplo, se preciso escrever sobre o Oriente Médio, sei para que colega telefonar. Até hoje procuro alguns desses especialistas para esclarecer algo ou confi rmar um fato. Consulto Christian Makarian, por exemplo, arguto analista de política francesa da L’Express.

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