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As Valkírias (Cód: 6697293)

Coelho, Paulo

Sextante / Gmt

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Descrição

A história real e impressionante de 'As Valkírias' começa no Rio de Janeiro, quando Paulo Coelho pede a seu misterioso mestre, J., que leia o manuscrito do livro O Alquimista.


Assombrado por uma maldição devastadora, o autor confessa a J. que tem visto seus sonhos ruírem justamente quando se tornam possíveis. O mestre, então, lhe passa uma tarefa: Paulo deve encontrar e conversar com seu anjo da guarda, pois só assim a maldição será quebrada.
Ele aceita o desafio, deixa tudo para trás e, com sua mulher, parte em uma aventura de 40 dias pelo perigoso deserto de Mojave, onde encontrará bem mais do que imaginava obter.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Sextante / Gmt
Cód. Barras 9788543100128
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788543100128
Profundidade 1.20 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 192
Peso 0.29 Kg
Largura 14.00 cm
AutorCoelho, Paulo

Leia um trecho

Estava dirigindo há quase seis horas. Pela centésima vez, ele perguntou à mulher ao seu lado se aquele era o caminho certo. Pela centésima vez, ela consultou o mapa. Sim, era o caminho certo. Embora tudo ao redor fosse verde, com um belo rio correndo e árvores ao lado da estrada.
– É melhor pararmos num posto de gasolina e perguntar – disse ela. Continuaram sem conversar, escutando músicas antigas numa estação de rádio. Chris sabia que não era preciso parar no posto, porque estavam no rumo – mesmo que o cenário à volta deles mostrasse uma paisagem completamente diferente. Mas conhecia bem o marido – Paulo estava tenso, desconfiado, achando que ela estava lendo o mapa de maneira errada. Ficaria mais tranquilo se perguntasse a alguém.
– Por que viemos para cá? – Para que eu possa cumprir minha tarefa – respondeu ele.
– Estranha tarefa – disse ela. “De fato muito estranha”, pensou ele. Conversar com seu anjo da guarda.
– Você vai conversar com seu anjo – disse ela, depois de algum tempo.
– Mas, enquanto isso, que tal conversar um pouco comigo? Ele continuou calado, concentrado na estrada, possivelmente achando que ela errara o caminho. “Não adianta insistir”, pensou ela. Ficou torcendo para que um posto de gasolina aparecesse logo; haviam saído direto do aeroporto de Los Angeles para a estrada – ela tinha medo de que Paulo estivesse cansado demais e cochilasse na direção. E a droga do lugar não chegava nunca. “Devia ter casado com um engenheiro”, disse para si mesma. Nunca se acostumaria com aquilo – largar tudo de repente, ir atrás de caminhos sagrados, espadas, conversas com anjos, fazer todo o possível para seguir adiante no caminho da magia. “Ele sempre teve a mania de largar tudo, mesmo antes de encontrar J.” Ficou lembrando do dia em que saíram juntos pela primeira vez. Tinham ido logo para a cama, e em uma semana ela já havia levado sua prancheta de trabalho para o apartamento dele. Os amigos comuns diziam que Paulo era um bruxo, e certa noite Chris telefonou para o pastor da igreja protestante que frequentava pedindo que rezasse por ela. Mas, no primeiro ano, ele não falara em magia uma única vez. Trabalhava numa gravadora, e isto era tudo. No ano seguinte, a vida continuou igual. Ele pediu demissão e foi trabalhar em outra gravadora. No terceiro ano, ele tornou a pedir demissão (mania de largar tudo!) e resolveu escrever programas para a TV. Ela achava aquilo estranho, mudar de emprego todo ano – mas ele escrevia, ganhava dinheiro e viviam bem. Até que, no fim do terceiro ano, resolveu – mais uma vez – sair do emprego. Não explicou nada, disse apenas que estava farto do que fazia, que não adiantava ficar pedindo demissão, mudando de um emprego para outro. Precisava descobrir o que queria. Tinham juntado algum dinheiro e resolveram sair pelo mundo. “Num carro, exatamente como agora”, pensou Chris. E haviam encontrado com J. em Amsterdã, enquanto tomavam um café no Brower Hotel e olhavam o canal Singel. Paulo ficou branco quando o viu, ansioso, e finalmente tomou coragem e foi até a mesa daquele senhor alto, de cabelos brancos e terno. Naquela noite, quando ficaram sozinhos de novo, ele bebeu uma garrafa inteira de vinho – era fraco na bebida, ficou logo bêbado – e só então contou que, durante sete anos, havia se dedicado a aprender magia (embora ela já soubesse disso, os amigos haviam comentado). Entretanto, por alguma razão – que ele não explicou, embora ela perguntasse várias vezes – havia abandonado tudo. “Mas tive a visão deste homem, dois meses atrás, no campo de concentração de Dachau”, disse ele, referindo-se a J.Ela lembrava-se daquele dia. Paulo chorara muito, dizendo que estava escutando um chamado, mas não sabia como atender. “Devo voltar à magia?”, perguntou ele. “Deve”, ela respondera, sem ter certeza do que dizia. Desde o encontro com J., tudo havia mudado. Eram rituais, exercícios, práticas. Eram longas viagens com J., sempre sem data certa para voltar. Eram encontros demorados com homens estranhos e mulheres bonitas, todos com uma aura de sensualidade enorme vibrando em torno. Eram desafios e provas, longas noites sem dormir e longos fins de semana sem sair de casa. Mas Paulo estava muito mais contente – não vivia mais pedindo demissão. Criaram juntos uma pequena editora, e ele conseguiu realizar um sonho antigo – escrever livros.

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As Valkírias (Cód: 6697293) As Valkírias (Cód: 6697293)
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