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Almada Negreiros

País de origem: São Tomé e Príncipe
Nascimento: 23 de setembro de 2018
Site:
Gêneros Romance, Poesia, Ensaio, Dramaturgia
José Sobral de Almada Negreiros nasceu em Trindade, São Tomé e Príncipe, a 7 de Abril de 1893. Os primeiros anos da sua infância foram passados em São Tomé. Em 1900, Almada é internado no Colégio Jesuíta de Campolide, Lisboa, onde irá residir até à extinção do colégio, em 1910. Em 1911 vai para a Escola Internacional, em Lisboa, e lá publica os primeiros desenhos e caricaturas. Em 1913 expõe individualmente pela primeira vez, na Escola Internacional, apresentando 90 desenhos e estabelece contato com Fernando Pessoa na sequência da crítica à exposição que este publica em A Águia. Em 1915 escreve a novela "A Engomadeira" e o poema "A Cena do Ódio"; colabora no primeiro número da Revista Orpheu e publica o "Manifesto Anti-Dantas e por Extenso".

Almada parte para Paris em 1919 com o intuito de estudar pintura, mas lá exerce simples atividades de sobrevivência (dançarino de cabaré, empregado de armazém); desenha, também, e escreve o poema em prosa "Histoire du Portugal par Coeur", onde revela uma consciência nacional que irá nortear as suas futuras obras. Após a desilusão de Paris, Almada regressa a Portugal em 1920 e em 1925 escreve o romance "Nome de Guerra" (publicado em 1938). Parte para Madrid em Março de 1927, cidade onde irá viver num meio intelectual e artístico em efervescência, até retornar definitivamente à Lisboa em 1932.

Em 1935 publica os cadernos Sudoeste, onde são incluídos seus textos e de colaboradores da Orpheu. Ainda em 1934 realiza os primeiros estudos para os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, dando início à colaboração com o arquiteto Pardal Monteiro. Até ao final da década dedica-se a uma multiplicidade de atividades: executa pinturas; publica desenhos, ilustrações, poesias, ensaios e romances; realiza conferências e palestras; colabora com afrescos e vitrais em diversos edifícios, entre os quais o pavilhão da Colonização da Exposição do Mundo Português e o edifício do Diário de Notícias, Lisboa, projetado por Pardal Monteiro.

Em 1941 o Secretariado de Propaganda Nacional organiza a exposição "Almada – Trinta Anos de Desenho", assinalando um momento de virada na percepção pública da sua obra. A partir desse momento participa na 6.ª e na 7.ª Exposição de Arte Moderna (em 1941 e 1942, respectivamente), ganhando o Prêmio Columbano em 1942. Em 1946 ganha o prêmio Domingos Sequeira na I Exposição de Arte Moderna de Desenho e Aguarela, SPN/SNI. Em 1952 expõe individualmente na Galeria de Março (exposição inaugural dessa galeria) e participa na Exposição de Arte Moderna (Lisboa). Dois anos mais tarde pinta a primeira versão de Retrato de Fernando Pessoa para o restaurante Irmãos Unidos.

Encomendas e atividades diversas preenchem seus anos finais, entre as quais se destacam as tapeçarias para a Exposição de Lausana, para o Tribunal de Contas e para o Hotel Ritz, Lisboa; uma série de gravuras em vidro acrílico (1963) e cenários para o Auto da Alma, de Gil Vicente, no Teatro Nacional de São Carlos, a sua última participação no teatro. Foi condecorado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a 13 de Julho de 1967. Em 1968-1969 realiza o painel Começar, para o átrio do edifício sede da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa. Em Julho de 1969 faz a sua derradeira intervenção pública, participando no programa televisivo Zip-Zip.

Morreu em Lisboa, a 15 de Junho de 1970, no mesmo quarto do Hospital de São Luís dos Franceses, no Bairro Alto, em que faleceu Fernando Pessoa.
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