Coelho Neto

País de origem: Brasil
Nascimento: 22 de fevereiro de 2017
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Gêneros Crônicas, Romance
Henrique Maximiano Coelho Neto, mais conhecido como Coelho Neto, nasceu em Caxias – Rio de Janeiro em 21 de fevereiro de 1864 e foi escritor (cronista, folclorista, romancista, crítico e teatrólogo), político e professor brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras onde foi o fundador da Cadeira número 2.

Foi considerado o "Príncipe dos Prosadores Brasileiros", numa votação realizada em 1928 pela revista “O Malho”. Apesar disto, foi consideravelmente combatido pelos modernistas, sendo pouco lido desde então, em verdadeiro ostracismo intelectual e literário.

Sua vida divide-se, assim, em três fases distintas: na primeira, aquela em que procura se firmar como escritor; a segunda, quando integra o movimento pela Academia, participa da política e obtém reconhecimento e consagração e, finalmente, a terceira, na qual experimenta os ataques modernistas e o consequente esquecimento.

O autor, o mais lido no país durante muitos anos, usou de diversos pseudônimos ao longo de sua vida, nas publicações tanto do Rio de Janeiro quanto de outras cidades, dentre os quais Amador Santelmo, Anselmo Ribas, Ariel, Blanco Canabarro, Caliban, Charles Rouget, Democ, Fur-Fur, Manés, N. Puck ou Tartarin.

Sua extensa obra não se prendia a um só gênero, embora seja considerado integrante do parnasianismo. Sua fecunda produção valeu-lhe a crítica de ser um "fabricante de romances".

Em sua obra distingue-se claramente o romantismo, movimento vigente no final do século XIX e começo do XX, eivado de sentimentos de formação de uma identidade nacional; também se pode ver o registro do rural e o urbano, com os retratos da então capital federal. Teve colaboração no semanário Branco e Negro (1896-1898).

Coelho Neto escreveu "Capital Federal: Impressões de um Sertanejo"(1893). Em 1896, participou das primeiras reuniões com objetivo de criar a Academia Brasileira de Letras. Publicou "Sertão" (1896) e "Álbum de Caliban"(1897), "O Paraíso"(1898) e "A Conquista"(1899). Foi eleito Deputado Federal pelo Maranhão, para a legislatura de 1909 e 1911. Foi nomeado para a cátedra de História do Teatro e para Literatura Dramática na Escola de Arte Dramática, em 1910. Escreveu algumas peças teatrais, mais de cem livros e cerca de 650 contos. Em 1928, foi consagrado como “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”. De sua extensa obra literária, destacam-se também "Fruto Proibido", "O Rei Fantasma", "Contos Pátrios", "Mano", "As Estações", "Mistério do Natal" e “A Cidade Maravilhosa”. Também poeta, escreveu um soneto que se tornaria famoso "Ser Mãe".

Mesmo nos tempos atuais, sua obra é vista como cheia de "pompa e formalismos", dotado de "artifícios retóricos" que foram rejeitados posteriormente pelos autores regionalistas e modernistas.

Coelho Neto morreu no Rio de Janeiro, no dia 28 de novembro de 1934.
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