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Manuel Maria Barbosa du Bocage

País de origem: Portugal
Nascimento: 28 de maio de 2017
Site:
Gêneros Poesia
Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage nasceu em Setúbal, Portugal, em 15 de Setembro de 1765. Apesar das numerosas biografias publicadas após a sua morte, boa parte da sua vida ainda é um mistério. Não se sabe que estudos fez, embora se deduza da sua obra que estudou os clássicos e as mitologias grega e latina, que estudou francês e também latim. Ao longo de suas obras, Bocage cultivou a poesia satírica e a lírica, vazadas em idílios, odes, epigramas, canções, elegias, cantatas, cançonetas, epístolas, etc., com os pontos altos situados nos sonetos.

Órfão desde os 10 anos, aos 16 anos se voluntariou no exército e permaneceu assim até 1783. Neste ano foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. Desertou no final do curso, mas ainda assim foi nomeado guarda-marinha por D. Maria I. Durante o curso gastou a maior parte de seu tempo em desenfreada vida boêmia, que lhe rendeu o gosto pelo repentismo e também certo prestígio como poeta e versejador.

Em Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, chegando lá em Outubro de 1786. Em Pangim, frequentou de novo estudos regulares de oficial de marinha. Foi depois colocado em Damão, mas desertou em 1789, fugindo para Macau por conta de dívidas de jogo. Retorna para Portugal em 1790 com a ajuda de seu amigo Joaquim Pereira de Almeida. Neste mesmo ano, foi convidado à Academia das Belas Letras (ou Nova Arcádia), onde adotou o pseudônimo de Elmano Sadino.

Passado pouco tempo, Bocage já escrevia ferozes sátiras contra os confrades, provocando a inveja e a desconfiança; a primeira por seu talento, a segunda por nutrir ideais enciclopedistas e libertários. Em 1791, foi publicada a primeira edição das “Rimas”.

Foi preso em Agosto de 1797 por ser “desordenado nos costumes”, ficando no calabouço da Inquisição, no Rossio, até Fevereiro de 1798. Na cadeia traduziu poetas franceses e latinos. Mais adiante é transferido para o Hospício das Necessidades, onde conhece relativo sossego. Só saiu em liberdade no último dia de 1798. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redator e tradutor. De 1799 a 1801 trabalhou como tradutor para manter-se, sobretudo com o Frei José Mariano da Conceição Veloso, um frade brasileiro, que lhe deu muitos trabalhos para traduzir.

Em 1799 foi publica a segunda série das Rimas, e em 1804, a terceira. Entretanto, a saúde de Bocage, já bem maltratada devido ao seu viver desordenado, começa a escapar-lhe, até que falece de aneurisma em Lisboa, a 21 de Dezembro de 1805.

Depois da morte, em 1813, apareceram os volumes quarto e quinto das Rimas. O sexto, em 1842. Em 1853, Inocêncio Francisco da Silva reúne os seis volumes, acrescenta-lhes inéditos e notas explicativas, sob o título de "Poesias de Manuel M. du Bocage". Esta edição continua a ser das mais bem feitas até hoje, embora esteja longe de ser considerada uma edição definitiva.

Em 15 de Setembro, data de nascimento do poeta, é feriado municipal em Setúbal.
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