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Miguel Torga

País de origem: Portugal
Nascimento: 16 de outubro de 2018
Site:
Gêneros Poesia
Miguel Torga, pseudónimo literário de Adolfo Correia da Rocha nascei em Vila Real, São Martinho de Anta, em 12 de Agosto de 1907 e foi um dos mais influentes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios.

Foi laureado com o Prémio Camões de 1989, o mais importante da língua portuguesa.

Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poemas, “Ansiedade”. Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema “Altitudes”. Em 1930, publica o livro “Rampa”, lançando, no ano seguinte, Tributo e Pão Ázimo, e, em 1932, Abismo. Em colaboração com Branquinho da Fonseca, funda a revista Sinal, de efémera duração, e, em 1936, lança, junto com Albano Nogueira, o periódico Manifesto. Nesse ano, publica “O Outro Livro de Job”.

A obra de Torga traduz sua rebeldia contra as injustiças e seu inconformismo diante dos abusos de poder. Reflete sua origem aldeã, a experiência médica, em contato com a gente pobre, e ainda os cinco anos que passou no Brasil (dos 13 aos 18 anos de idade), período que deixou impresso em Traço de União (impressões de viagem, 1955) e em um personagem que lhe servia de alter-ego em “A criação do mundo”, obra de ficção em vários volumes, publicada entre 1937 e 1939. As críticas que fez aí ao franquismo resultaram em sua prisão (1940).

Publica os livros “A Terceira Voz” em 1934, aonde pela primeira vez empregou o seu pseudónimo, “Bichos” em 1940, “Contos da Montanha” em 1941, “Rua” em 1942, “O Sr. Ventura e Lamentação” em 1943, “Novos Contos da Montanha” e “Libertação em 1944”, “Vindima” em 1945, “Sinfonia” em 1947, “Nihil Sibi” em 1948, “Cântico do Homem em 1950”, “Pedras Lavradas” em 1951, “Poemas Ibéricos” em 1952, e “Orfeu Rebelde” em 1958.

Após a Revolução dos Cravos, que derrubou o Estado Novo, em 1974, Torga surge na política para apoiar a candidatura de Ramalho Eanes à presidência da República (1979).

Era, porém, avesso à agitação e à publicidade e manteve-se distante de movimentos políticos e literários.

Autor prolífico, publicou mais de cinquenta livros, ao longo de seis décadas, e foi, várias vezes, indicado para o Prémio Nobel da Literatura. Faleceu em Coimbra no ano de 1995.
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