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Svetlana Alexiévich

País de origem: Rússia
Nascimento: 18 de dezembro de 2017
Site:
Gêneros Crônicas
Svetlana Aleksandrovna Aleksiévitch, também grafado como Svetlana Alexievitch nasceu na Ucrânia em 31 de maio de 1948 e é uma escritora e jornalista bielorrussa. Foi galardoada com o Nobel de Literatura de 2015 "pela sua escrita polifónica, monumento ao sofrimento e à coragem na nossa época".

Desde cedo demonstrou interesse pela escrita, e depois das aulas, trabalhava como jornalista em um jornal local da cidade de Narovl. Entrou na Universidade de Minsk em 1967, onde cursou Jornalismo. Nos seus anos de universidade, ganhou vários prêmios em concursos de escrita para estudantes.

Depois de concluir os seus estudos, assumiu funções em jornais locais mas também trabalhou como professora. Neste momento da sua vida, teve que escolher entre a carreira de professora (que era tradição na sua família), jornalista, ou investigadora na universidade. Seguiu a área da escrita e jornalismo, tendo trabalhado no Jornal Rural de Minsk e mais tarde foi chefe de seção de uma revista literária.

Usou seu estilo pela primeira vez no seu livro “A Guerra Não Tem Rosto Feminino” (1983), em que a partir de uma série de entrevistas aborda o tema das mulheres russas que participaram na Segunda Guerra Mundial.

A sua obra é uma crônica pessoal da história dos homens e mulheres soviéticos e pós-soviéticos, a quem entrevistou para as suas narrativas durante os momentos mais dramáticos da história do seu país.

Vários livros seus têm sido publicados na Europa, Estados Unidos, China, Vietname e Índia. Desde 1996 tem recebido numerosos prémios internacionais, como o polaco Ryszard-Kapuściński em 1996, o Prêmio Herder em 1999 e o Prémio da Paz dos Editores Alemães (2013), entre outros. Está traduzida em 22 línguas e algumas das suas obras foram adaptadas a peças de teatro e documentários. Aleksievitch recebeu, entre outras distinções, o Erich Maria Remarque Peace Prize, em 2001, e o National Book Critics Circle Award, em 2006.

Um dos seus livros mais conhecidos tem por nome “Vozes de Chernobil”, que relata a experiência de pessoas que enfrentaram o desastre em uma usina nuclear. O foco do livro não é o acidente nuclear em si, mas aborda o mundo depois do desastre e como as pessoas se adaptaram depois da catástrofe nuclear.

No dia 8 de Outubro de 2015, foi galardoada com o Prêmio Nobel da Literatura, como forma de reconhecimento pelo seu trabalho.
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