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Tomás Antônio Gonzaga

País de origem: Portugal
Nascimento: 20 de fevereiro de 2018
Site:
Gêneros Poesia
Tomás António Gonzaga nasceu 11 de agosto de 1744, na extinta freguesia portuguesa de Miragaia, em Porto. Considerado o mais proeminente dos poetas árcades, é ainda hoje estudado em escolas e universidades por seu "Marília de Dirceu" (sendo "Dirceu" o seu nome arcádico). Gonzaga foi muito admirado por poetas do Romantismo como Casimiro de Abreu e Castro Alves. É patrono da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras.

Era filho de Tomásia Isabel Clarque (portuguesa) e João Bernardo Gonzaga (brasileiro). Órfão de mãe no primeiro ano de vida, mudou-se com o pai para Pernambuco em 1751 e depois para a Bahia, onde estudou no Colégio dos Jesuítas. Em 1761 voltou a Portugal para cursar Direito na Universidade de Coimbra, tornando-se bacharel em Leis em 1768. Tinha intenção de lecionar naquela universidade (onde escreveu a tese "Tratado de Direito Natural"), mas depois trocou as pretensões ao magistério superior pela magistratura, exercendo o cargo de juiz de fora na cidade de Beja, em Portugal. Em 1782, quando voltou ao Brasil, foi nomeado Ouvidor dos Defuntos e Ausentes da comarca de Vila Rica (atual cidade de Ouro Preto) e lá conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, possivelmente a pastora Marília imortalizada em sua obra lírica "Marília de Dirceu".

Durante sua permanência em Minas Gerais, escreveu "Cartas Chilenas", poema satírico em forma de epístolas, uma violenta crítica ao governo colonial. Promovido a desembargador da relação da Bahia em 1786, resolve pedir em casamento Maria Doroteia dois anos depois.

Por seu papel na Inconfidência Mineira -- trabalhando junto de outros personagens dessa revolta como Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Alvarenga Peixoto -- é acusado de conspiração e preso em 1789, cumprindo sua pena de três anos na Fortaleza da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Foi assim, portanto, separado de sua amada Maria Doroteia. Nesse período teria escrito a maior parte das liras atribuídas a ele, pois não há registros de assinatura em qualquer uma de suas poesias. Em 1792, sua pena é comutada em degredo, a pedido pessoal de Maria I de Portugal e o poeta é enviado a Moçambique para cumprir a sentença de dez anos. No mesmo ano é lançada em Lisboa a primeira parte de Marília de Dirceu, com 33 liras (nota-se que não houve participação, portanto, do poeta na edição desse conjunto de liras, e até hoje não se sabe quem teria feito; conjectura-se que teve ajuda dos irmãos de maçonaria).

No país africano, Tomás Gonzaga trabalha como advogado e hospeda-se em casa de abastado comerciante de escravos, vindo a se casar em 1793 com a filha dele, Juliana de Sousa Mascarenhas ("pessoa de muitos dotes e poucas letras"), com quem teve dois filhos, vivendo depois disso durante quinze anos até morrer em 1810.
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