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Briga de Cachorro Grande (Cód: 7469901)

Vogelstein, Fred

Intrinseca

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Descrição

No começo dos anos 2000, quando o envio de SMS pelo celular ainda era novidade, dezenas de empresas disputavam o mercado de dispositivos móveis. Hoje, apesar da variedade de smartphones, tablets e aplicativos, dois nomes dominam a cena: Apple e Google — que agora ameaçam eliminar uma à outra. Na era de Androids e iPhones, as duas companhias estão em confronto não só no mercado, mas também nos tribunais e nas telas de todo o mundo. O jornalista Fred Vogelstein acompanhou essa rivalidade desde o começo. Ele nos leva aos escritórios e salas de reunião das gigantes da tecnologia e descreve um mundo de alianças obscuras onde funcionários são sistematicamente pressionados além do limite e o único objetivo é vencer. Vogelstein mostra o que está por trás das acusações de plágio, dos acordos controversos e dos processos judiciais que determinarão a maneira como nos comunicamos. Ele relata, por exemplo, que o atual presidente executivo do Google, Eric Schmidt, foi desligado do conselho de administração da Apple por suspeita de espionagem em 2007, que o protótipo do iPhone 4 já foi esquecido num bar e que Jobs tentou algumas manobras para frear o uso da tecnologia multitoque pelo Google. Em Briga de cachorro grande, uma obra repleta de detalhes inéditos e surpreendentes, o autor revela que não importa saber qual aparelho substituirá nossos celulares e laptops, mas quem controlará o conteúdo nos dispositivos móveis que passaram a fazer parte do nosso dia a dia. Esta não é uma simples história de batalha corporativa; é um relato de amizades desfeitas, traições e trapaças, e o que está em jogo é o futuro da informação e da mídia.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580575200
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580575200
Profundidade 1.00 cm
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 244
Peso 0.37 Kg
Largura 16.00 cm
AutorVogelstein, Fred

Leia um trecho

O trajeto de cerca de 88 quilômetros entre Campbell e São Francisco é belíssimo. Limitada a oeste pelas montanhas Santa Cruz e repleta de curvas, a rodovia Junipero Serra é uma autoestrada formidável e surpreendentemente pouco movimentada. Conhecida como 280 pelos habitantes locais, é um dos melhores lugares do Vale do Silício para se ver um magnata de uma start-up testando sua Ferrari e tem um dos piores sinais de celular do mundo. Por isso, era o lugar perfeito para Andy Grignon, em seu Porsche Carrera, fi car sozinho com seus pensamentos na manhã de 8 de janeiro de 2007. Não era o caminho que Grignon normalmente fazia para chegar ao trabalho. Ele era engenheiro sênior da Apple em Cupertino, cidade a oeste de Campbell. Em geral, levava apenas quinze minutos para percorrer os cerca de onze quilômetros até o trabalho. Mas naquele dia seria diferente. Ele ia assistir a seu chefe, Steve Jobs, fazer história na Macworld, em São Francisco. Havia anos os fãs da Apple vinham implorando para que Jobs colocasse um celular em seus iPods, para que não precisassem mais levar dois aparelhos no bolso. Jobs estava prestes a atender esse pedido. Grignon e alguns colegas passariam a noite em um hotel próximo e, às dez da manhã do dia seguinte — junto com o restante do mundo —, veriam Jobs anunciar o primeiro iPhone. Ser convidado para um dos famosos anúncios de produto feitos por Jobs era considerado uma grande honra. Signifi cava que a pessoa estava no jogo. Poucos funcionários da Apple, entre eles os altos executivos, recebiam esse convite. Os outros lugares na plateia estavam reservados aos membros do conselho de administração da Apple, os CEOs de empresas parceiras — como Eric Schmidt, do Google, e Stan Sigman, da AT&T — e a jornalistas do mundo inteiro. Grignon foi convidado porque era o engenheiro sênior de todos os transmissores sem fi o no iPhone — uma atribuição e tanto. Hoje os celulares têm várias utilidades para nós, mas, em seu nível mais básico, são sofi sticados rádios transmissores- -receptores. Grignon fi cara encarregado dos equipamentos que permitiam ao telefone ser um telefone. Se o aparelho não fi zesse ligações, não se conectasse a fones de ouvido Bluetooth ou a redes Wi-Fi, a responsabilidade seria dele. Como um dos primeiros engenheiros do iPhone, Grignon dedicara ao projeto dois anos e meio de sua vida — muitas vezes trabalhando sete dias por semana. Poucos mereciam estar lá mais do que ele. Entretanto, à medida que se aproximava do seu destino, Grignon não estava nem um pouco animado. Ao contrário: estava aterrorizado. A maioria das demonstrações de produtos no Vale do Silício era gravada com antecedência. O raciocínio era o seguinte: para que deixar uma conexão ruim via internet ou celular estragar uma apresentação que, de outro modo, seria boa? Mas as apresentações de Jobs eram ao vivo. Isso era uma das coisas que as tornavam tão cativantes. Contudo, para quem trabalhava no segundo plano, como Grignon, aquela era uma das partes mais estressantes do trabalho. Grignon não lembrava quando fora a última vez que uma apresentação de Jobs dessa magnitude tinha dado errado. Parte do que tornava Steve Jobs uma lenda era o fato de quase nunca ocorrerem problemas técnicos perceptíveis durante as demonstrações de produtos. Grignon, porém, teve difi culdade para recordar quando fora a última vez que Jobs esteve tão despreparado para uma apresentação quanto naquela ocasião. Grignon havia participado da equipe de preparação do lançamento do iPhone na Apple e, mais tarde, no local do evento, o Moscone Center, em São Francisco. E raramente tinha visto Jobs chegar até o fi nal de sua apresentação de noventa minutos sem que ocorresse um problema técnico. Jobs estava ensaiando havia cinco dias; entretanto, até o último dia de ensaio, as ligações do iPhone caíam aleatoriamente, o aparelho perdia a conexão com a internet, travava ou simplesmente desligava do nada. “No início, era ótimo estar presente aos ensaios — era como ter um crachá que mostrava sua credibilidade. ‘Caraca, vou andar com o Steve’”, disse Grignon. Como tudo que envolvia diretamente Jobs, os preparativos do anúncio eram tão confi denciais quanto os de um ataque de mísseis ao Afeganistão. Quem realmente fazia parte do grupo mais íntimo se sentia no centro do universo. De quinta-feira até o fi m da semana seguinte, a Apple tomou conta do Moscone Center. Construiu, nos bastidores, um laboratório de eletrônica de 2,5 x 2,5 metros só para armazenar e testar os iPhones. Ao lado, montou uma sala com um sofá para Jobs. Em seguida, colocou mais de dez seguranças 24 horas por dia diante dessas salas e nas portas do prédio todo. Ninguém entrava ou saía sem que sua identidade fosse verifi cada eletronicamente e comparada com a lista aprovada pelo próprio Jobs. Dentro do prédio, os visitantes tinham que passar por outros pontos de verifi cação da segurança. A entrada no auditório onde Jobs ensaiava era permitida apenas a um pequeno grupo de executivos. Jobs era tão obcecado com vazamentos que tentou obrigar todos os fornecedores contratados pela Apple para o anúncio — do pessoal da montagem dos estandes aos responsáveis pelo som e pela luz, passando pelos funcionários que fariam as demonstrações — a dormirem no prédio na véspera da apresentação. Seus assistentes o convenceram a desistir da ideia. “A situação não demorou a fi car desconfortável”, recorda-se Grignon. “Raríssimas vezes o vi tão perturbado. Acontecia. Mas em geral ele apenas olhava para você e dizia em voz alta e infl exível: ‘Você está ferrando com a minha empresa’, ou ‘Se falharmos, a culpa será sua’. Era um cara muito intenso. E você sempre se sentia pequeno [depois que ele acabava de repreendê-lo].” Grignon disse que as pessoas sempre se faziam duas perguntas durante essas broncas: “‘Será que fui eu que pisei na bola dessa vez?’ e ‘É a enésima ou a primeira vez que esse problema acontece?’ — porque isso, na verdade, importava. Se fosse a enésima vez, ele fi - cava frustrado, mas àquela altura poderia ter encontrado uma saída para a questão. Mas, se fosse a primeira vez, acrescentava-se outro nível de instabilidade ao programa.” Grignon, como todos os outros presentes aos ensaios, sabia que, se esses problemas técnicos surgissem na hora da apresentação, Jobs não se culparia por eles, mas sim iria atrás de pessoas como Grignon. “Era como se tivéssemos repassado uma demonstração cem vezes e, em todas elas, alguma coisa desse errado”, acrescentou Grignon. “E isso não era nada bom.” O iPhone não funcionava direito por um bom motivo: não estava nem perto de estar pronto. Jobs ia apresentar um protótipo. Só não queria que o público soubesse disso. Mas a lista de coisas que ainda precisavam ser ajustadas para que o iPhone pudesse ser vendido era enorme. Ainda era preciso montar uma linha de produção. Existiam apenas uns cem iPhones, todos eles com graus de qualidade variados. Em alguns, havia uma brecha perceptível entre a tela e a borda de plástico; em outros, a tela estava arranhada. Portanto, o público não estava autorizado a tocar um iPhone depois que Jobs o apresentasse, apesar de um dia de briefi ngs para a imprensa e de uma exposição montada exclusivamente para jornalistas no centro de convenções. O medo era de que nem os melhores protótipos resistissem a um exame mais detalhado, afi rmou Grignon. À distância, e para a demonstração de Jobs, serviam, mas quem pegasse um iPhone com certeza “daria uma risada e diria: ‘Nossa, que troço mal-acabado.’” O software do telefone estava em um estado ainda pior. Grande parte dos quatro meses anteriores havia sido dedicada a descobrir por que o processador do iPhone e o transmissor do celular não se comunicavam adequadamente. Era como um automóvel cujo motor de vez em quando não respondesse ao acelerador ou cujas rodas às vezes não respondessem ao pedal de freio. “Isso quase paralisou o programa do iPhone”, disse Grignon. “Nunca tínhamos visto um problema tão complicado.” Normalmente, isso não era um problema para os fabricantes de celular, mas a obsessão da Apple com o sigilo havia impedido que a Samsung, fabricante do processador do telefone, e a Infi neon, fabricante do transmissor do celular, trabalhassem juntas até que a Apple, desesperada, levou equipes de engenheiros das duas empresas a Cupertino para ajudar a resolver a questão. Jobs raramente se intimidava diante de impasses como esse. Era conhecido como um grande tirano, que parecia sempre saber até que ponto pressionar sua equipe para que ela fi zesse o impossível. No entanto, ele sempre tinha um plano B ao qual recorrer quando as coisas iam mal. Seis meses antes, ele havia demonstrado o próximo sistema operacional da Apple, o Leopard. Mas isso foi depois de perder o prazo fi nal para o anúncio. Mas Jobs não tinha escolha senão apresentar o iPhone.1 Desde 1997, quando reassumiu como CEO da Apple, ele sempre fez o discurso de abertura da Macworld, e, como se limitava a uma ou duas apresentações públicas ao ano, os fãs da Apple estavam condicionados a criarem altas expectativas em relação a elas. Na Macworld, ele havia apresentado o iTunes, o iMac “Abajur”, o navegador Safari, o Mac mini e o iPod Shuffl e. Dessa vez, Jobs estava preocupado com a possibilidade de decepcionar não só a própria empresa.2 A AT&T também esperava que ele anunciasse o iPhone na Macworld. Em troca da exclusividade como operadora de telefonia celular do iPhone nos Estados Unidos, a AT&T dera a Jobs controle total sobre o design, a produção e a comercialização do iPhone. Nunca fi zera algo semelhante antes. Se Jobs não cumprisse o prazo, a AT&T poderia romper o acordo. Não é difícil explicar por que um produto chamado iPhone que não conseguia fazer ligações não venderia bem. Dias antes, Jobs tinha ido a Las Vegas para apresentar a um grupo de executivos de telefonia celular da AT&T uma demonstração limitada do iPhone. A empresa, porém, esperava uma apresentação completa na Macworld. Por fi m, o iPhone era, de fato, a única coisa nova e interessante em que a Apple vinha trabalhando. Tinha sido um projeto tão abrangente na Apple que dessa vez não havia plano B. “Era a Apple TV ou o iPhone”, disse Grignon. “E se ele tivesse ido para a Macworld apenas com a Apple TV [na época um produto experimental], o mundo teria perguntado: ‘Que maluquice foi essa?’”

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