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Campanha no Afeganistão (Cód: 2537411)

Pressfield,Stephen

Suma De Letras

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Descrição

Com palavras que poderiam ser tiradas de despachos de guerra atuais, Steven Pressfield, o escritor de bestsellers sobre combates da antiguidade, como Portões de Fogo e Tempos de Guerra, volta com Campanha no Afeganistão, um empolgante romance histórico que recria a invasão de Alexandre, o Grande, aos reinos afegãos em 330 a.C. - uma campanha que sinistramente prenuncia as táticas, terrores e frustrações dos conflitos contemporâneos no Iraque e no Afeganistão.
A história é narrada por Matthias, um jovem soldado que ingressa no exército de Alexandre após este ter conquistado o império persa e estar avançando para leste, penetrando no Afeganistão, rumo às riquezas da Índia. Parte de uma unidade, que inclui recrutas de sua idade como também veteranos, ele narra sua rápida passagem da adolescência para a idade adulta, como soldado, enquanto desempenha as estratégias de terra arrasada de Alexandre, vivencia as alegrias e tristezas de um romance com uma moça afegã e enfrenta o barbarismo dos afegãos, de seus colegas soldados e, finalmente, o seu próprio. Enquanto narra os brutais contatos do dia-a-dia entre os dois lados, Matthias expõe o sacrifício humano suportado por um grupo de homens, cujo código é humanista e secular, quando eles procuram impor sua vontade a pessoas de profunda religiosidade, orgulho irredutível e uma ardorosa aptidão para morrer pela sua causa.
Em 'Campanha no Afeganistão', Steven Pressfiel narra o confronto entre um exército invasor do ocidente e violentos guerreiros orientais determinados a defender sua pátria a todo custo. E, mais uma vez, demonstra sua profunda compreensão da esperança e desespero de homens em guerra e das realidades históricas que continuam a influenciar o nosso mundo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Suma De Letras
Cód. Barras 9788560280261
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788560280261
Profundidade 0.00 cm
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 320
Peso 0.44 Kg
Largura 16.00 cm
AutorPressfield,Stephen

Leia um trecho

LIVRO I UM SOLDADO COMUM Eu sou o terceiro e último filho de minha família a ir para o Afeganistão. Meus irmãos mais velhos foram como cavalarianos. Eu me alistei na infantaria. A diferença entre estar a cavalo ou a pé não é tão grande no Afeganistão quanto o foi nas campanhas iniciais de Alexandre na Ásia Menor, Mesopotâmia e Pérsia. No Oriente, espera-se que um soldado de infantaria salte no dorso de qualquer criatura que agüente seu peso — cavalo, mula, ou yaboo (o pônei afegão) — e cavalgue até o local da ação, ali desmonte e combata, ou até combata do dorso do animal, se necessário. Do mesmo modo, cavalarianos, mesmo os Parceiros do Rei, nem pensam em ir para o chão e se arrastar a pé lado a lado dos comedores de poeira. Meu pai foi morto no Afeganistão, ou, mais exatamente, ele faleceu de septicemia em um hospital militar em Susia, na província de Areia, que fica na fronteira ocidental do país. Meu pai não era guerreiro montado ou soldado a pé, mas engenheiro de combate do comboio de sítio — o que as tropas chamam de “baldeadores” porque mineiros e sapadores cavam suas trincheiras e erguem suas fortificações com cestos de vime. Seu nome era como o meu, Matthias. Meu pai combateu no rio Granico, em Tiro, Gaza e Issus. Era um autêntico herói. Meus irmãos também o são. Certa ocasião, quando eu tinha 16 anos, meu pai enviou para casa um certifi cado de guerra no valor de um quarto de talento de ouro. Com isso, compramos uma segunda fazenda, com dois estábulos e um riacho que corria durante todo o ano, e ainda sobrou o bastante para cercar de pedra a propriedade. Era o mais ardente desejo de meu pai que eu, o filho caçula, não fosse para a guerra. Minha mãe, além disso, era violentamente contrária a qualquer ato que me afastasse da terra. “Pode chamar isso de sua desdita, Matthias”, declarou, “ser raspa de tacho. Mas, goste ou não, você é meu baluarte desta fazenda. O seu pai se foi. Nunca mais veremos os seus irmãos. O desejo por glória será o fim deles; legarão grandes nomes e nada mais”. Minha mãe temia que eu, indo para além-mar, acabasse me envolvendo nas ciladas de alguma meretriz estrangeira e, tomando-a por esposa, nunca mais voltasse à Macedônia. Contudo, eu tinha 18 anos e era tão louco por glória quanto qualquer outro jovem de sangue quente num reino, cujo soberano com 25 anos, Alexandre, filho de Filipe, havia, em apenas quatro anos, saqueado o mais poderoso império da Terra e retornado à nossa pátria delirante com conquista, fama e tesouro. No exército macedônio, alistamentos são medidos não por anos, mas por ciclos, ou “surtos”. Um surto são 18 meses. Um soldado se alista para, no mínimo, dois surtos, um para treinar e outro para servir, mas um homem pode se comprometer por um terceiro período, num total de quatro anos e meio, se e quando for chamado para além-mar. Funcionava deste modo: Um recruta entrava para o serviço com um regimento do Exército de Ocupação. Essa foi a força deixada para trás por Alexandre para manter sob controle a Grécia e o norte tribal. Todos esses contingentes eram territoriais; você teria de vir do distrito ou não conseguiria ingressar. De acordo com as necessidades de Alexandre na Ásia, ele mandava buscar reposição em casa. Às vezes, eram convocados regimentos inteiros; em outras, indivíduos, ou aqueles com especialidades militares específicas, como informação ou engenharia de sítio, ou simplesmente soldados de infantaria mais antigos cujos números tinham sido sorteados. Tudo isso era discutível para um jovem de Apolônia, o meu distrito. Apolônia não pertencia a qualquer regimento de infantaria. A região é território de cavalaria. O mais famoso esquadrão dos Parceiros de Alexandre, o ile de Sócrates Sathon, veio de Apolônia. Esse esquadrão, no qual serviram meus dois irmãos, liderou o ataque na batalha do rio Granico; ele lutou ao lado direito de Alexandre nas grandes vitórias de Issus e Gaugamela. Ele possui mais estátuas de heróis em Dium do que qualquer outro esquadrão, inclusive o Real. Meu melhor amigo, Lucas, e eu, e todos os outros jovens loucos por guerra do território, havíamos treinado ano a ano desde antes de conseguirmos andar, loucos pelo dia em que poderíamos participar dos testes e com a ajuda do céu nos tornar, como os heróis de Apolônia antes de nós, Parceiros do Rei. Chegamos muito tarde. Quando chegou a nossa hora, o exército de Alexandre já havia penetrado tanto na Ásia e incorporado tropas de tantas nações conquistadas que o nosso rei não mandava mais buscar Companheiros cavalarianos, exceto para substituir homens mortos, feridos ou reformados. As tropas montadas que ele empregava eram todos agora esquadrões contratados — na maioria persas, com sírios, lídios, capadócios e cavaleiros de outros reinos do Oriente conquistado. Nenhum mac poderia se juntar a esses, mesmo se pudesse ir para além-mar, o que não iria, ou pudesse falar a língua bárbara, o que não falaria. Havia apenas um modo de Lucas e eu irmos para a Ásia. Como soldados de infantaria contratados. Como mercenários. Naquela ocasião, um grande número de empreiteiros particulares — chamados pilophoroi, por causa dos gorros que usavam — viajava por cidades da Grécia e Ásia Menor, alistando tropas. Era um comércio. Os candidatos pagavam uma taxa, chamada de um “pônei”, porque era tão alta que um homem podia comprar um excelente potro com ela. Os gorros-de-feltro os contratavam. Ao completarmos 18 anos, Lucas e eu caminhamos três dias até o porto de Methone, o porto de contratação da infantaria mercenária. As tavernas fervilhavam com profi ssionais grisalhos — arcadianos e siracusanos, cretenses e ródios, e mesmo ofi ciais dos aqueus e espartanos. Todos se conheciam de serviços anteriores; tinham companheiros e comandantes que podiam levá-los para bordo. Lucas e eu éramos os mais jovens. Não conhecíamos ninguém. Nenhum pilophoros colocaria a mão na gente, não importasse o quanto mentíssemos de forma convincente sobre a nossa idade ou o nosso histórico de serviços (que não tínhamos). Ficamos ali dez dias, com o nosso dinheiro encolhendo rapidamente, tentando convencer ou comprar nossa ida a qualquer lugar. Na última hora, fomos atrás do próprio general responsável pelo recrutamento. Claro que nem chegamos perto dele. Um sargento de divisão de Pela nos chutou para fora. — Esperem um momento — disse ele, ao ouvir o nosso sotaque. — Vocês são rapazes de Apolônia? Ele quis saber se sabíamos montar. Éramos centauros! O sargento preparou nossos papéis no ato e também não quis qualquer dinheiro. Colocou-nos na Infantaria Montada. Era disso que Alexandre mais precisava. Lucas e eu não pudemos acreditar em nossa sorte. Perguntamos qual seria o nosso equipamento e quando receberíamos os nossos cavalos. — Nada de equipamento — disse o sargento. — E também nada de cavalos. Ele nos colocara na lista porque éramos macedônios entre todos aqueles estrangeiros. — Nenhum capitão que está além-mar jamais rejeitou um rapaz da terra. Nós lhe agradecemos de todo o coração. Ele recusou o agradecimento. — Não se preocupem com que equipamento embarcar, e se não fizerem nem uma hora de treinamento. No leste — disse ele —, o rei os convocará quando precisar.

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