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Carbonários No Rio da Prata - Jornalistas Italianos e a Circulação de Idéias Na Região Platina (1827-1860) (Cód: 3544105)

Scheidt,Eduardo

Apicuri Editora

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Descrição

Este livro de Eduardo Scheidt é um bom exemplo da maturidade que a produção brasileira sobre a história da América Latina tem alcançado nos últimos anos. Com competência e profundidade, o autor analisa as representações de nação elaboradas por periodistas italianos que viveram na Região Platina, entre 1827 e 1860. O tema, desde logo, anuncia a originalidade do trabalho. Em primeiro lugar, o rompimento com as fronteiras nacionais deve ser enfatizado. A utilização do conceito de Região Platina desenvolvido pelas historiadoras Heloisa Reichel e Ieda Gutfreind permite que Scheidt percorra os territórios da Argentina, do Uruguai e do Rio Grande do Sul, pensando um espaço físico amplo associado fundamentalmente às relações sociais construídas pelos homens. Em segundo lugar, a escolha do tema é singular, pois o autor trabalha a circulação de três publicistas italianos – Pedro de Angelis, Gian Batista Cuneo e Luigi Rossetti pelas terras americanas. Rastreando exaustivamente as fontes impressas do período, pode indicar com precisão as idéias e concepções políticas desses homens, detendo-se particularmente nas representações de nação encontradas em seus escritos. Com segurança teórica enfrenta também a análise da construção de outros conceitos, como democracia, república, modernidade e romantismo. Os italianos não defenderam posições políticas homogêneas. De Angelis era um liberal moderado e acercou-se dos federalistas de Buenos Aires. Ficou conhecido por seus artigos que justificavam o regime rosista. Em seus escritos, projetou uma representação de nação a despeito da ausência de constituição e de governo nacional. Cuneo e Rossetti eram nacionalistas, partidários de Mazzini, imbuídos de idéias radicais e igualitárias. Uniram-se aos opositores de Rosas, associando-se aos membros da Geração de 37 e dos Farroupilhas rio-grandenses. Rossetti morreu em 1840, lutando ao lado dos Farroupilhas. Cuneo voltou à Europa, regressou à Argentina e moderou suas posições políticas. Na década de 1850, aderiu aos círculos liberais portenhos e acabou convertido à idéia de uma nação na qual “a civilização” devia vencer “a barbárie”. Scheidt assume uma perspectiva teórica sofisticada, mostrando como os três italianos, que traziam de seu país um repertório de idéias políticas, repensaram suas concepções ao tomarem contato e refletirem sobre as questões específicas das sociedades em que aportaram. Critica a visão linear que aponta para a simples “influência” do mundo europeu sobre o americano apresentado como receptor passivo dessas “idéias importadas”. Insiste nas interações, nos diálogos e nos intercâmbios. Numa ponta, os italianos se “americanizaram” ao refletirem sobre o “novo mundo”, enquanto no outra, a Geração de 37 e os Farroupilhas selecionaram e incorporaram as perspectivas trazidas pelos italianos. Desse modo, Eduardo Scheidt, com esta pesquisa, demonstra de forma consistente que as “idéias estão no lugar” e que não foram simplesmente “importadas” ou “justapostas à realidade” sul-americana. As propostas políticas aqui pensadas foram o resultado de trocas e diálogos entre europeus e sul-americanos. Os debates sobre a construção da nação, particularmente na historiografia argentina, têm sido acalorados. Scheidt enfrenta tais controvérsias sobre o “nascimento da nação”, dialogando com historiadores como José Carlos Chiaramonte, Halperín Donghi, Jorge Myers, Hilda Sábato, Pilar González Bernaldo. Para nosso autor, a independência não significou o surgimento imediato das atuais nações na Região Platina, mas sim deu início a um longo processo de constituição de novas organizações políticas soberanas frente à necessidade de suplantar o regime colonial. Diversos projetos políticos dos diferentes protagonistas estavam em conflito permeados pela centralidade da busca de solução para a organização do Estado. Como indica Scheidt, a relevância do federalismo foi claramente percebida pelos jornalistas italianos que tomaram posições variadas sobre a questão. Desse modo, fiel a seu ofício de historiador, Scheidt não aceita um conceito de nação construído a priori, pois analisa “como a nação vinha sendo pensada, proposta, concebida pelos agentes históricos na primeira metade do século XX”. O leitor está convidado a entrar neste interessante texto que flui facilmente e que proporciona um sólido debate sobre temas cruciais da atualidade, conferindo-lhes uma dimensão histórica que lhes dá profundidade e permite sua melhor compreensão.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Apicuri Editora
Cód. Barras 9788561022167
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788561022167
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
MÊS OUTUBRO
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 196
Peso 0.29 Kg
Largura 16.00 cm
AutorScheidt,Eduardo

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