Artboard 33 Artboard 16 Artboard 18 Artboard 15 Artboard 21 Artboard 1 Artboard 2 Artboard 5 Artboard 45 Artboard 45 Artboard 22 Artboard 9 Artboard 23 Artboard 17? Artboard 28 Artboard 43 Artboard 49 Artboard 47 Artboard 38 Artboard 32 Artboard 8 Artboard 22 Artboard 5 Artboard 25 Artboard 1 Artboard 42 Artboard 11 Artboard 41 Artboard 13 Artboard 23 Artboard 10 Artboard 4 Artboard 9 Artboard 20 Artboard 6 Artboard 11 Artboard 7 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 12 Artboard 25 Artboard 34 Artboard 39 Artboard 24 Artboard 13 Artboard 19 Artboard 7 Artboard 24 Artboard 31 Artboard 4 Artboard 14 Artboard 27 Artboard 30 Artboard 36 Artboard 44 Artboard 12 Artboard 17 Artboard 17 Artboard 6 Artboard 27 Artboard 19 Artboard 30 Artboard 29 Artboard 29 Artboard 26 Artboard 18 Artboard 2 Artboard 20 Artboard 35 Artboard 15 Artboard 14 Artboard 48 Artboard 50 Artboard 26 Artboard 16 Artboard 40 Artboard 21 Artboard 29 Artboard 10 Artboard 37 Artboard 3 Artboard 3 Artboard 46 Artboard 8

Charlotte Street - Um Romance Engraçado e Irreverente (Cód: 4087947)

Wallace, Danny

Novo Conceito

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 39,90

em até 1x de R$ 39,90 sem juros
Cartão Saraiva: 1x de R$ 37,91 (-5%)

Total:

Em até 1x sem juros de


Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total:

Em até 1x sem juros de


Charlotte Street - Um Romance Engraçado e Irreverente

R$39,90

Quer comprar em uma loja física? Veja a disponibilidade deste produto

Entregas internacionais: Consulte prazos e valores de entrega para regiões fora do Brasil na página do Carrinho.

ou receba na loja com frete grátis

X
Formas de envio Custo Entrega estimada

* Válido para compras efetuadas em dias úteis até às 15:00, horário de Brasília, com cartão de crédito e aprovadas na primeira tentativa.

X Consulte as lojas participantes

Saraiva MegaStore Shopping Eldorado Av. Rebouças, 3970 - 1º piso - Pinheiros CEP: 05402-600 - São Paulo - SP

Descrição

Tudo começa com uma garota... (porque sim, sempre há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da 'Charlotte Street'. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-professor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...

Características

Peso 0.56 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Novo Conceito
I.S.B.N. 9788581630038
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 2.60 cm
Número de Páginas 400
Idioma Português
Acabamento Brochura
Tradutor Bruna Castelhano da Cruz
Cód. Barras 9788581630038
Número da edição 1
Ano da edição 2012
País de Origem Brasil
AutorWallace, Danny

Leia um trecho

Capítulo I - Ou “(ela) me fez mal” Eu me pergunto se nós deveríamos começar com as apresentações. Eu sei quem você é. Você é a pessoa que está lendo isso. Por qualquer razão, e em qualquer lugar, esse é você, e logo nós seremos amigos, e você nunca me convencerá do contrário. E eu? Eu sou Jason Priestley. E sei o que você está pensando. Você está pensando: Meu Deus! Você é o mesmo Jason Priestley, nascido no Canadá em 1969, famoso pelo papel de Brandon Walsh, personagem central da popular série americana Barrados no Baile? E a resposta surpreendente para essa sua pergunta bastante sensata é não. Não, não sou eu. Eu sou o outro. Sou o Jason Priestley de 32 anos que mora na Caledonian Road, em cima de uma loja de vídeo game entre uma agência de notícias polonesa e aquele lugar que todo mundo pensa ser um bordel, mas não é. O Jason Priestley que desistiu do seu trabalho de representante-chefe de departamento em uma escola ruim, no norte de Londres, para perseguir um sonho de ser jornalista depois que sua namorada o deixou, mas que terminou solteiro e frequentador de restaurantes baratos, e espectador de filmes horríveis e, portanto, pode escrever sobre esse tipo de filme naquele jornal gratuito que te entregam no metrô e que você pega, mas nunca lê. É. Aquele Jason Priestley. Também sou o Jason Priestley com um problema. Veja você, bem na minha frente — exatamente aqui, nesta mesa — está uma caixa de plástico pequena. Uma caixa de plástico pequena que considero uma caixa de plástico pequena que poderia mudar as coisas. Ou, pelo menos, faze-las diferente. Agora, eu faria diferente. Não sei o que há nesta caixa de plástico pequena, nem sei se algum dia saberei. Este é o problema. Eu poderia saber; eu poderia abri-la, analisar seu conteúdo e saber de uma vez por todas se há alguma… Esperança nela. Mas se eu fizer isso e descobrir que há esperança nela, o que vai acontecer? Só um pouco de esperança? E se essa esperança não for nada? Porque uma coisa que odeio com relação à esperança — o que desprezo nela, aquilo que ninguém parece admitir sobre ela — é que, de repente, ter esperança é a rota mais fácil para escapar da desesperança. E aquela esperança já está dentro de mim. De alguma forma, sem o meu convite para que ela entrasse ou sem a minha espera por ela, ela está lá, e baseada em quê? Em nada. Nada além da olhada que ela me deu e a visão de relance que eu tive de… Alguma coisa. Eu estava parado na esquina da Charlotte Street quando tudo aconteceu. Acho que eram seis horas, e uma garota — é, porque você e eu sabemos que tem uma garota; tinha que ter uma garota; sempre tem uma garota — estava brigando com a porta do táxi preto e segurando uns pacotes. Ela usava um casaco azul e sapatos bonitos, e as sacolas brancas tinham coisas escritas que eu nunca tinha lido antes, além de caixas e um cacto quase caindo de uma sacola da Heal. Eu estava prestes a passar reto por ela, porque é o que se faz em Londres, e, para ser honesto, quase passei. Mas ela quase deixou o cacto cair… Com os pacotes todos tortos, ela teve de se curvar para mantê-los nos braços, e foi nesse momento que percebi que havia alguma coisa doce, pequena e frágil com ela. E então ela pronunciou umas palavras que nem contarei aqui, pois sua avó pode passar e pegar esta página para ler. Segurei um sorriso e olhei para o motorista, mas ele não reagiu, apenas ouvia o programa de esportes no rádio e fumava; e então — não sei por que, pois, como eu já disse isso é Londres — perguntei se poderia ajudá-la. E ela sorriu para mim. Um sorriso inacreditável. De repente sinto toda masculinidade e confiança, como um faz-tudo que sabe exatamente qual prego comprar, e seguro seus pacotes e algumas de suas sacolas, e ela está pegando outras sacolas que parecem ter brotado de dentro do táxi, e está dizendo “Obrigada, é muito gentil da sua parte”, e então acontece aquele momento. O olhar de relance, rápido, para aquela alguma coisa que mencionei. E me pareceu um começo. Mas o motorista estava impaciente, o ar da noite gelado, e acho que nós éramos muito britânicos para dizer qualquer coisa a não ser aquele “Obrigado” e dar um sorriso novamente. Ela fechou a porta e vi o táxi partir, as luzes desaparecendo pela cidade e, no chão, atrás delas, a esperança se arrastando para longe. Então, quando o momento parecia ter acabado, olhei para baixo. Eu tinha algo em minhas mãos. Uma caixa de plástico pequena. Eu li as palavras impressas na frente. Câmera Descartável 35 mm. Eu queria gritar para o táxi, sacudir a câmera no alto e ter certeza de que ela sabia que tinha deixado alguma coisa para trás. Por um segundo eu estava cheio de ideias — talvez, quando ela voltasse correndo, eu oferecesse um café e então concordaria quando ela dissesse que realmente precisava de uma boa taça de vinho, e pegaríamos uma garrafa, pois financeiramente faz mais sentido pegar uma garrafa, e perceberíamos que não deveríamos estar bebendo de estômago vazio, e, então, abandonaríamos nossos trabalhos e compraríamos um barco e começaríamos a fazer queijo no campo. Mas nada aconteceu. Nenhuma freada de pneu, nenhuma parada para mudança brusca da marcha, nada da luz de ré acender, nenhuma corrida ou garota sorridente com seus sapatos bonitos e um casaco azul. Apenas outro táxi que parou e um homem gordo que desceu no caixa eletrônico. Você entende o que quero dizer sobre esperança? — Agora, antes de continuarmos — Dev disse, segurando o rolo de filme e batendo nele gentilmente com seu dedo. — Vamos falar do nome. “Altered Beast.” Eu estava olhando fixamente para Dev, daquele jeito que imagino ser bastante inexpressivo. Não importava. Em todos esses anos, desde que o conheço, duvido que ele tenha visto diferentes expressões minhas, a não ser a minha inexpressividade. Provavelmente ele acha que sou o mesmo desde a universidade. — Agora, evoca-se não apenas misticismo é claro, mas também intriga, engrenando tanto a cultura romana quanto a mitologia grega. Eu me virei e olhei para Pawel, que parecia meio traumatizado. — Agora, o interessante sobre os efeitos sonoros — Dev disse e apertou um botão no seu chaveiro. Um som fino e distorcido soou como se estivesse tentando dizer “Levante-se do seu túmulo!”. Levantei minha mão. — Sim, Jase, você tem uma pergunta? — Por que você tem esse som no seu chaveiro? Dev suspirou e fez uma cena. — Ah, me desculpe, Jason, mas estou tentando explicar para Pawel sobre a evolução dos jogos do Sega Mega Drive no final da década de 1980 e início da de 1990. Desculpe-me por não estarmos atendendo à sua paixão pessoal em relação ao trabalho da dupla de músicos americanos Hall & Oates, mas não é por isso que Pawel está aqui, é? Pawel apenas sorriu. Pawel sorri bastante quando visita a loja. Ele geralmente vem buscar o dinheiro dos almoços que Dev deve para ele. Às vezes, observo seu rosto enquanto ele caminha por todas as partes, rendendo-se às antiguidades, pôsteres desbotados do Sonic 2 ou Out Run, pegando cartuchos lascados e cópias gastas de revistas velhas, folheando críticas de plataformas que não existem mais ou shoot-em-ups, que parecem ter sido desenhados por crianças. Dev deixou que ele pegasse emprestado um Master System e uma cópia de Shinobi outro dia. O que acontece é que não se conseguiam muitos Master Systems no meio dos anos 1980 no Leste Europeu, e muito menos ninjas. Nós não o deixaremos pegar emprestado o Xbox, pois Dev disse que seus olhos poderiam explodir. — De qualquer forma — Dev disse —, o nome desta loja, Power Up!, Deve sua existência a isso. E começo a perceber o que Dev está fazendo. Ele está tentando afastar Pawel dali. Dominar a conversa. Intimidá-lo até sair, do jeito que os homens com conhecimento fútil geralmente fazem. Jogar frases do tipo “Ah, você não sabia disso?” ou “Claro, você já vai ficar sabendo…”, para tratá-lo com condescendência, frustrar e vencer. Ele não deve ter dinheiro suficiente para o almoço. — Quanto ele te deve, Pawel? — perguntei, procurando uma nota de cinco no meu bolso. Dev sorriu para mim. Eu amo Londres. Amo tudo aqui. Amo os lugares, os museus e as galerias. Mas também amo a sujeira, a umidade e o mau cheiro. OK, bem, eu não quero dizer amor exatamente. Mas não me importo. Não mais. Não agora que estou acostumado com isso. Você não se importa mais com nada quando já está acostumado. Nem com o grafite que você encontra na sua porta na semana seguinte à que você a pintou, nem com os ossos de galinha e garrafas de cidra que tem de jogar fora antes de sentar para um piquenique úmido e enlameado. Nem com as constantes mudanças dos restaurantes fast-food, AbraKebabra para Pizza the Action para Really Fried Chicken, e tudo na rua principal que nunca parece diferente apesar destes três novos nomes. Seu falso brilho pode ser reconfortante, sua obstinação, inspiradora. Essa é a Londres que vejo todos os dias. Quero dizer, os turistas veem a Dorchester. Eles veem a Harrods, e veem homens em pele de urso e a Carnaby Street. Raramente veem a Happy Shopper na Mile End Road, ou uma casa noturna sem graça em Peckham. Eles vão diretamente para o palácio de Buckingham, e veem a bandeira vermelha, branca e azul se agitando, enquanto nós, o resto, pedimos dansak do palácio Tandoori, assistimos ao Simply Red, White Lightning e Ducan da banda Blue. Mas também deveríamos nos orgulhar disso. Ou, pelo menos, nos acostumarmos com isso. Você pode encontrar um pedaço da Polônia ao final da Caledonian Road, assim como Portugal na Stockwell, ou a Turquia por toda a Haringey. Com a chegada das lojas, Dev tem usado sua hora de almoço para explorar toda essa nova cultura. Ele também era assim na universidade, quando encontrou uma garota boliviana na Boomboom, a melhor casa noturna de Leicester. Eu estudava inglês há mais ou menos um mês; Dev estudava espanhol das Américas. Toda noite ele entrava na internet e esperava dez minutos até que a página carregasse, e depois a imprimia e memorizava um estoque de frases em espanhol, com a esperança de reencontrá-la, mas ele nunca mais a viu. — Destino! — ele diria. — Ah, destino! Agora tudo era sobre a Polônia. Ele devora o queijo Z szynka dizendo ser o melhor queijo que já experimentou, ignorando o fato de que o queijo era processado, vinha em pequenos pacotes de plástico e tinha o mesmo sabor do Dairylea. Ele compra Krokiety e Krupnik e mais queijo, e uma fatia grossa deformada e sem gosto de um presunto cor-de-rosa sintético e brilhante. Uma vez ele comprou uma raiz de beterraba, mas não comeu. Além disso, no fim do dia ele fará com que algum cliente o veja com alguns Paczki e uma taça de Jezynowka. E quando ele conseguir deixar tudo à vista e eles perguntarem o que ele tem em suas mãos, ele irá dizer: “Ah, é maravilhoso. Vocês nunca comeram um Paczki?”, e então ele se sentirá todo internacional e cheio de si, pelo menos um pouco. Mas ele não faz isso para se exibir. Não mesmo. Ele tem um bom coração, e acredito que ele ache que está sendo receptivo e instrutivo. Entretanto, essa é a maneira mais preguiçosa de turismo que há. Não conheço mais ninguém que simplesmente se senta, joga video game e espera que o mundo venha até ele, trazendo uma nova onda que ele gosta de chamar de “novidades”. Ele quer ver o mundo, é o que ele dirá para você, mas ele prefere ver tudo da janela de sua loja. Vêm pessoas de todo lugar para comprar aqui. Homens tentando recuperar a juventude ou completar uma coleção, ou encontrar aquele jogo que eles zeravam. Há produtos novos, claro, mas são apenas para a sobrevivência. Não é por causa deles que as pessoas aparecem. Mas quando vêm por isso, logo Dev menciona Makoto Uchida, o que é, normalmente, o suficiente para estabelecer sua superioridade e assustá-las, e talvez elas comprem uma cópia de Decap Attack ou Mr. Nutz por 6 reais, mas, provavelmente, não. Dev não vende quase nada, mas “quase nada” parece ser o suficiente. O pai dele é dono de alguns restaurantes na Brick Lane e mantém as contas em dia, e o que vem de extra Dev gasta com Szazinska. Para ser sincero, ele tem sido bom para mim, então eu não deveria julgá-lo. Perdi minha namorada e um apartamento, mas ganhei um colega de quarto e praticamente nenhum aluguel em troca de alguns turnos à tarde e um fornecimento semanal de Krokiety. Falando nisso… — Certo, nós temos Zubr ou Zywiec, pode escolher! — Dev disse, segurando as garrafas. Eu não sabia se conseguiria pronunciar os nomes, então apontei para um com o menor número de letras. — Ou eu acho que tenho um pouco de Lech em algum lugar — ele disse, pronunciando “Letch” e dando uma risadinha. Dev sabe que se pronuncia “Leck”, pois ele perguntou a Pawel, mas ele prefere dizer “Letch” para dar risadas depois. — Zubr está bom — eu disse coisa que eu nunca tinha dito antes, e ele arrancou a tampa e passou a garrafa. Eu me peguei olhando no espelho atrás dele. Eu parecia cansado. Às vezes, eu me olho e penso “É isso?”, e então penso “Sim, é isso”. Essa é literalmente a sua melhor aparência. Amanhã, você estará um pouco pior, e é assim que vai ser, para sempre. Você definitivamente deveria comprar um pouco de Berocca.