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Círculo - Trilogia Engelsfors - Vol. 1 (Cód: 6103072)

Strandberg, Mats; Elfgren,Sara Bergmark

Intrinseca

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Descrição

Minoo, Vanessa, Linnéa, Rebecka, Anna-Karin e Ida frequentam o mesmo colégio na cidadezinha sueca de Engelsfors. Elas não são amigas, mas, quando uma lua vermelho-sangue surge no céu, as seis são atraídas por uma força misteriosa até um parque de diversões abandonado.
Lá descobrem que são as Escolhidas, um grupo de bruxas ligadas por uma profecia, e que uma força terrível foi libertada. Quando a pequena cidade se torna palco de uma série de suicídios de alunos, elas precisam se unir e aprender a usar suas habilidades mágicas recém-adquiridas — e ao mesmo tempo lidar com os problemas da adolescência, como pais ausentes, distúrbios alimentares, abuso de drogas e a descoberta de quem realmente são.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
Cód. Barras 9788580574296
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580574296
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Érico Assis
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Número de Páginas 416
Peso 0.56 Kg
Largura 16.00 cm
AutorStrandberg, Mats; Elfgren,Sara Bergmark

Leia um trecho

I

Ela está aguardando a resposta, mas Elias não sabe o que dizer. Nenhuma resposta vai agradá-la. Ele fica olhando para as próprias mãos. À luz inclemente das lâmpadas fluorescentes, elas ficam tão pálidas que ele enxerga cada veia.
— Elias?
Como ela aguenta trabalhar nesta salinha patética, só com pastas, plantinhas e esta vista para o estacionamento do colégio? Como que ela se aguenta?
 — Poderia me explicar o que se passa na sua cabeça? — repete ela.
Elias ergue a cabeça e olha para a diretora. É claro que ela se aguenta. Pessoas como ela não têm dificuldade para se encaixar no mundo. Sempre se comportam normal e previsivelmente. Acima de tudo, estão convencidas de que têm a solução para qualquer problema. Solução número um: adequar-se e seguir as regras. No cargo de diretora, Adriana Lopez é a rainha de um mundo que segue essa filosofia.
— Estou bastante preocupada com sua situação — diz ela. Mas Elias percebe que, na verdade, ela está irritada. Afinal, ele nunca se resolve. — Mal se passaram três semanas e você já perdeu metade das aulas. Estou tocando neste assunto agora porque não gostaria de vê-lo perder o semestre inteiro.
Elias pensa em Linnéa. Isso geralmente ajuda, mas no momento ele só consegue lembrar que eles passaram a noite anterior gritando um com o outro. Pensar nas lágrimas dela é doloroso. Ele não conseguiu fazê-la parar de chorar, e ele era a causa. É provável que ela esteja com ódio dele agora.
É Linnéa quem o mantém afastado das sombras. É ela quem o impede de usar outras rotas de fuga, aquela lâmina que o ajuda a controlar a angústia por um breve instante, o baseado que o faz esquecer. Mas ontem ele não conseguia se controlar, e é óbvio que Linnéa percebeu. É provável que ela esteja com ódio dele agora.
— O décimo ano era diferente — prossegue a rainha. — Você ganha mais liberdade, mas isso traz responsabilidades. Ninguém vai levá-lo pela mão. O que você vai fazer pelo resto da vida depende de si mesmo. É agora que tudo se decide. Todo o seu futuro. Quer mesmo jogar seu futuro fora?
Elias quase morre de rir. Ela acredita mesmo nessa ladainha? Para a diretora, ele não é uma pessoa, é só mais um aluno que “perdeu o rumo”. É impossível ele ter problemas que não dê para justificar só com “puberdade” e “hormônios” nem para resolver com “regras firmes” e “limites bem definidos”.
— Tem o Exame de Admissão Universitária, não tem? — deixa escapulir ele.
A boca da diretora vira uma linha.
— Até o Exame de Admissão Universitária requer bons hábitos de estudo.
Elias solta um suspiro. A conversa está demorando mais do que deveria.
— Eu sei — diz ele, desviando o olhar. — Eu não quero estragar tudo, de verdade. Queria que este ano fosse um novo começo para mim, só que está mais difícil do que eu pensava... e eu já estou bem atrasado em relação a todo mundo. Mas vou resolver isso.
A diretora parece surpresa. Um sorriso abre-se em seu rosto, o primeiro sorriso natural de toda a conversa. Elias disse exatamente o que ela queria ouvir.
— Que bom. Você vai ver que as coisas vão andar melhor assim que começar a se dedicar.
Ela se inclina para frente e puxa da camisa preta de Elias um fio de cabelo, com que seus dedos ficam brincando. O fio, reluzindo ao sol que atravessa as janelas, é um pouco mais claro na raiz, onde a cor natural já tem um centímetro. Adriana Lopez observa, fascinada, e Elias tem a louca sensação de que ela vai enfiar o cabelo na boca e comer.
Ela percebe que ele não tira os olhos dela, e larga o cabelo na lixeira.
— Desculpe. Sou um pouco detalhista.
Elias sorri sem dizer nada. Não sabe ao certo como reagir.
— Bem, acho que por hoje é só — diz a diretora.
Elias levanta-se e vai embora. A porta não fecha por completo quando ele passa. Ele se vira e vê de relance a diretora na sala.
Ela está curvada sobre a lixeira, pescando alguma coisa com os dedos longos e finos. Depois põe a coisa em um envelope e o fecha.
Elias continua ali parado, sem entender o que acabou de testemunhar. Depois dos últimos dias, não confia mais nos próprios sentidos. Não fosse uma ideia pirada, diria que ela guardou no envelope justamente o fio de cabelo que tinha tirado da camisa dele.
A diretora ergue o olhar. Seu semblante fica duro. Mas ela então abre um sorriso artificial.
— Algo mais? — pergunta ela.
— Não — sussurra Elias, e bate a porta.
Quando ouve o barulho da porta batendo atrás de si, ele sente um alívio fora do comum, como se tivesse sorte de ter escapado com vida.
O colégio está deserto. Meia hora atrás, quando ele estava na sala da diretora, havia alunos por todo lado. Esse vazio parece anormal.
Elias liga para Linnéa enquanto suas botas descem pesadamente a escada em espiral. Ela atende assim que ele chega ao pé da escada e abre a porta para o corredor do térreo.
— Alô.
— Sou eu — diz ele.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Círculo - Trilogia Engelsfors - Vol. 1

Victória França recomendou este produto.
03/07/2016

Achei o livro perfeito

Além de ser um livro que prenda o leitor acho que deveriam traduzir os outros livros da trilogia
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