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Como as Crianças Aprendem - Descubra a Melhor Maneira de seu Filho Aprender (Cód: 170988)

Tobias,Cynthia Ulrich

Mundo Cristão

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Descrição

Pais e educadores às vezes se impressionam ao ver crianças desorganizadas e agitadas se saírem tão bem em sala de aula - eventualmente, até melhor - quanto outras com grande capacidade de concentração e senso de organização. E que dizer dos meninos e meninas que memorizam as matérias com uma simples passada de olhos ou que assimilam facilmente o conteúdo de um programa de TV educativo. Durante muitos anos, vários pesquisadores procuraram entender como as pessoas, particularmente as crianças, percebem e processam as informações. E a resposta está nos 'estilos de aprendizagem', particularidades que, à semelhança do DNA, tornam cada pessoa única no mundo, com traços que a acompanham por toda vida. Em 'Como as Crianças Aprendem', a especialista Cynthia Ulrich Tobias apresenta, explica e mostra a diferença entre cada um desses estilos. Com isso ajuda pais, profissionais de educação e pedagogos a compreenderem melhor não apenas as características de aprendizagem da infância, mas também as suas próprias, derrubando mitos e abrindo caminhos para a interação ainda mais completa entre pais e filhos, professores e alunos.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Mundo Cristão
Cód. Barras 9788573253900
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8573253908
Profundidade 0.80 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 160
Peso 0.20 Kg
Largura 14.00 cm
AutorTobias,Cynthia Ulrich

Leia um trecho

Capítulo 1 O que é estilo de aprendizagem? - Lá vai o primeiro! O clima na sala de parto era de muito entusiasmo e expectativa. Por ser uma cesariana, estava bem acordada para testemunhar a chegada de nossos dois filhos naquela tarde de abril. O médico levantou uma cabecinha vermelha e sussurrou: - Ele é uma beleza! Dois minutos depois, levantou outra criança. - É exatamente igual ao primeiro! - exclamou a enfermeira. Eu os reconheci no mesmo instante. Na chegada, cada garotinho já parecia exibir muitos dos mesmos comportamentos que havia demonstrado durante os últimos meses no útero. Os meninos e eu iniciamos o processo de conhecimento mútuo quase que desde o momento da concepção, e naquele instante fiquei impressionada ao ver como essas duas crianças "idênticas" eram diferentes uma da outra. Embora ainda leve anos para que a natureza complexa de cada uma delas seja familiar, suas diferenças foram visíveis desde o início. Amigos e conhecidos, ao observarem meus dois ruivinhos, muitas vezes perguntam: - Como você os distingue? Minha resposta normalmente é: - Só os observo por um minuto... logo percebo a diferença. Se prestar atenção em sua maneira de falar entre si e com você, se observar o modo de interagirem com as pessoas e com as situações, não lhe restará muitas dúvidas de que essas crianças, que compartilham o mesmo aniversário, são pessoas bem distintas. Quando ainda eram pequenos, o brinquedo favorito dos gêmeos era uma pequena bancada com um martelo e pinos. Robert, nosso filho que aprecia experimentar as coisas, gostava muito de martelar forte os pinos. Michael, mais analítico por natureza, ficava fascinado com o fato de haver, no meio da bancada, um buraco bem do lado direito para guardar o martelo. Se você, pai ou mãe, tem mais de um filho, já descobriu que mesmo as crianças que crescem em circunstâncias e em ambientes bastante similares podem ter abordagens consideravelmente diferentes em relação à vida. Você começa a perceber que as pessoas são fundamentalmente diferentes. As inclinações do indivíduo que o levam a ser único muitas vezes constituem um impressionante desafio aos pais. Não basta simplesmente decidir como os filhos devem ser criados e, em seguida, aplicar as mesmas técnicas a cada um. Os pais precisam conhecer cada filho e não achar que todos serão iguais! Muitas vezes, com a melhor das intenções, começamos a traçar o curso e o plano dos eventos da vida de nossos filhos de acordo com o que faz sentido para nós, conforme estamos acostumados a fazer. Afinal, somos a prova viva de que funciona! Mas o que raramente nos ocorre é o fato de que outras pessoas, talvez até de nossa família, vejam o mundo de modo completamente diferente do nosso. Portanto, é lógico que, quando tentamos ensinar nossos filhos e outras pessoas ou quando buscamos nos comunicar com eles, nem todos se beneficiam com a mesma abordagem. Se você é ocupado, como muitos pais, é possível que se frustre ao tentar ajudar seu filho a seguir instruções, a fazer o dever de casa ou a revisar a matéria para uma prova. Talvez se convença de que seu filho simplesmente não se esforça o suficiente. O fato é que cada um de nossos filhos percebe o mundo de modo diferente do nosso. Cada filho é um indivíduo único com preferências próprias e pontos fortes naturais. Essas tendências ou talentos individuais são chamados de estilos de aprendizagem. Embora aceitemos e até apreciemos a singularidade de cada filho, muitas vezes é difícil trabalhar com essa mistura de variações de todos os nossos filhos quando também estamos tentando conciliar programas familiares com as muitas exigências de ordem escolar e profissional. Sabendo que seria mãe de gêmeos, li muita coisa. Um dos artigos que li dava uma excelente sugestão para todos os pais. O autor sugeria que o pai ou a mãe passassem pelo menos quinze minutos por dia a sós com cada filho. Recomendava que escolhessem uma brincadeira segura e divertida e, em seguida, deixassem o filho mostrar de que forma gostaria de brincar e de interagir com eles. Se não houvesse necessidade, os pais não deveriam fazer correções, sugestões nem comentários negativos, mas simplesmente aproveitar os momentos ao lado do filho, fazer o máximo possível de comentários positivos e algumas anotações mentais com relação ao modo de o filho preferir fazer as coisas. Ao proceder assim regularmente com seus filhos, você se surpreenderá ao ver como é fácil identificar o estilo de aprendizagem diferente de cada um deles! Conhecer cada um de nossos filhos como indivíduos é uma proposta exaustiva, porém gratificante. Quanto mais atarefada e mais complicada for a vida, mais difícil será lembrar que cada pessoa de nossa família tem uma contribuição única e valiosa a ser feita de sua perspectiva pessoal. Minha intenção é ajudá-lo a descobrir essas diferentes perspectivas e desenvolver maneiras rápidas e práticas para que estimule seu filho a aplicar os pontos fortes inatos que possui às diversas exigências de aprendizado, tanto na escola como ao longo da vida. Os pais raramente têm a intenção de frustrar os filhos, mas, intencionalmente ou não, isso acontece. Ao ler Como as crianças aprendem, você poderá aprender a identificar muitas áreas de frustração e de conflito talvez diretamente relacionadas a alguma incompatibilidade entre o estilo de aprendizagem da criança e o dos pais. Não que o filho desafie deliberadamente a autoridade dos pais. O desafio dos pais é encontrar formas positivas de ampliar os pontos fortes naturais de seus filhos sem sacrificar os resultados finais desejados. Acredite ou não, isso é possível! Outra tarefa importante dos pais é ajudar os filhos a trabalhar de forma eficaz com diversos professores, que, sem dúvida, terão uma série de estilos de ensino diferentes. Depois de ler este livro, terá reunido algumas informações muito positivas para compartilhar com os professores de seus filhos. Como já fui professora, posso dizer que, se abordar diretores e professores com uma perspectiva positiva, irá surpreender-se com o grau de abertura que mostrarão no sentido de aprender os estilos individuais de seus filhos. Quando comecei a ensinar, logo percebi que muitos de meus alunos não aprendiam como eu costumava aprender. No entanto, para ser sincera, pensava que isso acontecia porque eles não sabiam como. É claro que, se eu apenas lhes ensinasse a aprender do meu modo, esse método, por fim, faria perfeitamente sentido para eles. Como era uma professora recém-formada, estava determinada a manter o entusiasmo de meus alunos pela escola. Uma vez que compreendi que eram bem parecidos comigo, concluí que seu maior inimigo era o tédio. Iniciei uma campanha para evitar o tédio em minha sala de aula. No primeiro dia de aula, depois que meus alunos saíram, reorganizei as mesas de modo que a disposição ficasse diferente e criativa. Como não marquei formalmente o lugar em que cada um sentaria, não esperava algumas das reações que vi no dia seguinte. - Onde vou me sentar? - vários alunos perguntaram. - Sente-se em qualquer lugar! - respondi com entusiasmo. - As mesas formam uma borboleta. Vê a ponta das asas? - Bom, onde a senhora quer que nos sentemos? - perguntaram, indecisos. Já estava ficando um pouco frustrada. - Sei lá! - insisti. - Escolham uma parte da borboleta e aproveitem o novo lugar! Passaram a andar pela sala, olhando debaixo das mesas. - Onde foi que me sentei ontem? - resmungou um deles. Naquele dia, muitos de meus alunos fizeram marcas na mesa que estavam usando para que pudessem encontrá-la no dia seguinte. Logo percebi que o tédio de uma pessoa é a segurança de outra. Embora eu fosse benquista e respeitada por causa de minha preocupação e criatividade como professora durante aqueles primeiros anos, muitos alunos pareciam, de fato, lutar contra alguns de meus métodos. Quando, mais tarde, descobri os estilos de aprendizagem, comecei a adequar os alunos a diversas formas dele. Foi um grande alívio saber que aqueles alunos que tinham estilos tão diferentes do meu não tinham a intenção de irritar-me! Este livro simplesmente apresenta a ponta do iceberg dos estilos de aprendizagem. Nele, enfatizei os aspectos mais práticos de cinco importantes modelos de pesquisa sobre o assunto. Há muito, vimos escritores e pesquisadores encaixando os indivíduos em categorias bem estreitas. Entretanto, como cada pessoa é tão complexa e única, nenhum modelo de estilo de aprendizagem pode descrever completamente o que uma pessoa é. Por mais elucidativo que seja cada novo capítulo de informações neste livro, por favor, lembre-se: não passam de peças do quebra-cabeça. Podemos reconhecer e identificar padrões de comportamento e de comunicação que se tornarão chaves para a compreensão e apreciação das diferenças de estilo. O que não nos atrevemos a fazer é insistir para que cada pessoa se enquadre perfeitamente em uma categoria. Mesmo que encontre algumas listas e avaliações possivelmente inestimáveis ao longo deste livro, também descobrirá que identificar e compreender os estilos de aprendizagem de cada indivíduo é uma constante jornada de observações e de impressões. À medida que ler e que começar a aplicar estes conceitos, tenha em mente as seguintes diretrizes gerais:Observe: Observe padrões de comportamento. Quando você ou seu filho tem uma experiência bem-sucedida, quais são as circunstâncias que geram esse sucesso?Ouça: Preste atenção ao modo de uma pessoa se comunicar. Se você conversar com os outros apenas da maneira que deseja que conversem com você, talvez chegue à conclusão de que está falando grego para eles. Ouvir com atenção pode ensinar-lhe a conversar com o outro.Experimente: Experimente o que funciona e o que não funciona. Mantenha a mente aberta e lembre-se de que, mesmo que uma abordagem para o aprendizado não faça sentido para você, pode funcionar para seus filhos. Nem todos aprendem da mesma forma.Concentre-se: Concentre-se nos pontos fortes naturais, e não nos pontos fracos. Infelizmente, é muito mais fácil identificar áreas de fraqueza que precisam ser melhoradas do que reforçar aspectos fortes. Contudo, não se deve ter como base as fraquezas; os pontos fortes oferecem alicerce bem melhor!Aprenda: Aprenda mais sobre estilos de aprendizagem em geral. Preste muita atenção no estilo de aprendizagem de seus filhos e, principalmente, no seu. Tudo o que descobrir neste livro é apenas parte de um todo. Há muito a aprender. Ao ler este livro, procure outras peças do quebra-cabeça do estilo de aprendizagem de seus filhos. Resista à tentação de pôr rótulos em seus filhos ou em qualquer pessoa. Não os enquadre em estilo de aprendizagem algum. Uma vez que começar a descobrir seus pontos fortes naturais, bem como os de seus filhos, provavelmente ficará aliviado ao saber que grande parte dos esforços e dos comportamentos deles tem mais a ver com o estilo inerente de cada um do que com algo que deixou de fazer como pai ou mãe. Após fazer um treinamento sobre estilos de aprendizagem, uma mãe arrasada ficou bastante aliviada ao descobrir que seu filho era "normal". Admitiu que havia sido muito difícil lidar com ele, principalmente quando o assunto era ensinar-lhe música. - Agora entendo por quê - ela disse. - Quando lhe digo que a haste das notas deve ser reta, ele a faz na diagonal; quando lhe peço que dê nome às notas, ele as chama de nomes do tipo: "Laura, Cida, Dora". Essa criança não tinha a intenção de ser difícil nem possuía deficiências de aprendizado. Simplesmente aplicava sua perspectiva única para as tarefas do aprendizado.Em resumo Aprender a reconhecer e a apreciar estilos de aprendizagem pode ajudá-lo a identificar as tendências e pontos fortes naturais de cada indivíduo. À medida que ler os próximos capítulos, descobrirá algumas coisas muito positivas sobre si mesmo e sobre seus filhos. Este livro é apenas o primeiro passo em sua odisséia. Normalmente, são necessários de três a cinco anos de aprendizado, observação e aplicação de informações sobre estilos de aprendizagem para que isso passe a ser um hábito. Seja paciente consigo mesmo e não se preocupe em ficar tentando identificar formalmente as pessoas de acordo com um rótulo específico de estilo de aprendizagem. O dr. Holland London, clérigo de longa data e comunicador eficaz, recentemente discursou em uma reunião da qual participei. Com seu modo inimitável, falou sobre diversos assuntos, em tempo muito curto, com engenho e sabedoria. Em determinado momento, fez uma pausa e se inclinou para aproximar-se do microfone. "As pessoas, muitas vezes, me perguntam por que tomo tantos atalhos em minhas falas. Digo-lhes que é porque aqueles que estou tentando atingir não se encontram na estrada principal." Como mãe e educadora, fiquei sentada ali pensando no esforço que fazemos para tentar dirigir nossos filhos até a estrada principal, a fim de que não tenhamos de tolerar a inconveniência dos desvios. Quem sabe, em vez de consumir tempo e esforços consideráveis na tentativa de convencer nossos filhos a seguir o caminho que traçamos, poderíamos incentivá-los a chegar a seu destino permitindo-lhes alguns pequenos atalhos. Quem sabe? Talvez até cheguemos a descobrir alguns lugares que apreciaremos percorrer, diferentes do caminho mais usado!

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