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Como Realmente Amar seu Filho (Cód: 179621)

Campbell,Ross

Mundo Cristão

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Descrição

Que pai ou mãe, ao ser questionado se ama o filho, pronunciaria um sonoro “não”? Necessidade básica de qualquer ser humano, o sentimento de amar e ser amado manifesta-se ainda mais fortemente na criança. Em muitas situações, o que de fato ela deseja saber é se você a ama. Sua atitude quando seu filho está triste, indiferente, revoltado ou agindo de forma estranha é extremamente importante. O comportamento da criança ou do jovem sinaliza, em geral de forma inequívoca, o que se lhe passa na mente e no coração, e o dever dos pais — seu instinto mesmo — é reagir prontamente. Nada mais justo e natural. No entanto, há outra prioridade que muitos pais esquecem ou negligenciam: além da sensibilidade para captar os conflitos de seu filho, é preciso desenvolver a capacidade de antecipar-se a eles. 'Como Realmente Amar seu Filho' orienta pais e mães na tarefa de cultivar um relacionamento familiar saudável a fim de que possam antever, compreender e atender as necessidades dos filhos. O ambiente, o contato visual e físico, a atenção concentrada, a disciplina, a orientação espiritual e outros aspectos dessa relação tão complexa quanto gratificante são abordados com maestria por um dos conselheiros familiares cristãos mais respeitados da atualidade.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Mundo Cristão
Cód. Barras 9788573254198
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 857325419X
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2005
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 190
Peso 0.21 Kg
Largura 14.00 cm
AutorCampbell,Ross

Leia um trecho

Prefácio Nunca o dever maravilhoso de educar um filho foi tão difícil. As influências sobre o relacionamento entre pais e filhos têm se mostrado extremamente negativas - um fardo real sobre pais dedicados. Nossa cultura tem sofrido mudanças tremendas nos últimos anos, o que deixa todos os pais sob pressão. Vemos o resultado disso todos os dias, desde problemas comportamentais de filhos até o desenvolvimento de padrões de caráter prejudiciais em muitas de nossas crianças. Este é um livro escrito especialmente aos pais com filhos que ainda não chegaram à adolescência. Seu propósito é dar às mães e aos pais uma idéia clara e viável de como realizar sua maravilhosa mas difícil tarefa de criar cada filho. Minha preocupação se concentra nas necessidades da criança e como satisfazê-las da melhor forma. Essa área da educação infantil é em si mesma uma aventura complexa e vem apresentando sérias dificuldades aos pais. Lamentavelmente, o excesso de livros, artigos, palestras e seminários referentes à educação dos filhos tem em sua maior parte frustrado e confundido os pais em vez de ajudá-los. Esse é um triste resultado, pois a maioria dessas fontes de informação é excelente. Acredito que o problema se encontra no fato de muitos livros, artigos e conferências se concentrarem em apenas um ou no máximo alguns aspectos muito específicos da criação dos filhos sem cobrir o assunto por completo, ou sem definir a área especial que estão abordando. Em conseqüência, muitos pais responsáveis tentaram aplicar o que leram ou ouviram como o meio fundamental de se relacionar com o filho, e isso constantemente fracassa. Essa falha, em geral, não se deve a erros na informação lida ou ouvida, nem na maneira com que é aplicada. Descobri que a causa do problema está geralmente em os pais não possuírem uma perspectiva abrangente e equilibrada de como se relacionar com o filho. Grande parte deles possui a informação em si, mas existe confusão sobre quando aplicar que princípio sob qual circunstância. Essa confusão é compreensível: são muitas as pessoas que dizem aos pais o que fazer, mas não quando fazê-lo ou, em muitos casos, como fazê-lo. O exemplo clássico nesse ponto encontra-se na área da disciplina. Livros e seminários excelentes sobre crianças focalizam esse tema, mas deixam de esclarecer que a disciplina é apenas uma das maneiras de se relacionar com os filhos. Conseqüentemente, muitos pais concluem que a disciplina é o meio básico e principal de tratar com uma criança. Esse é um erro cometido com facilidade, especialmente quando se ouve a frase: "Se você ama seu filho, deve discipliná-lo". Essa declaração é correta, mas o problema é que certos pais somente disciplinam, sem mostrar o tipo de amor que a criança possa sentir ou que lhe traga conforto. Assim, a maioria das crianças duvida que seja amada sincera e incondicionalmente. O problema, então, não é se devemos ou não disciplinar, mas sim como manifestar nosso amor a uma criança através da disciplina e como mostrá-lo de outras formas mais afetuosas. Quase todos os pais amam seus filhos profundamente, mas poucos sabem como transmitir esse amor sincero de seu próprio coração para o coração de seu filho. Falarei sobre esses problemas de modo preciso e compreensível, a fim de demonstrar uma abordagem geral sobre a criação de filhos. Além disso, espero oferecer informações que ajudem os pais a determinar a atitude correta em cada situação. É claro que é impossível tratar todas as circunstâncias do modo mais apropriado; contudo, quanto mais pudermos nos aproximar da perfeição, melhores pais seremos, mais gratificados nos sentiremos e mais felizes nossos filhos se tornarão. Grande parte deste livro foi extraída de séries de palestras ministradas nos últimos três anos em diversas conferências sobre o relacionamento entre pais e filhos. 1 O problema - Tommy era um garotinho tão bom, tão bem comportado - os pais queixosos, Esther e Jim Smith, começaram a falar enquanto desenrolavam sua triste história em meu consultório de aconselhamento. - É verdade, ele parecia satisfeito e nunca nos deu trabalho. Tomamos providências para que tivesse as atividades apropriadas: escotismo, futebol, igreja, tudo. Agora ele tem catorze anos e está sempre brigando com o irmão e a irmã... mas isso é somente uma competição boba entre irmãos, não é? Além disso, Tom - ele não é mais Tommy - nunca foi um verdadeiro problema para nós. Ele fica mal-humorado às vezes e se fecha no quarto durante horas, mas jamais foi desrespeitoso, nem desobediente ou respondão. Seu pai providenciou isso. Uma coisa nós sabemos que ele sempre teve: disciplina. De fato, isso é o que mais nos confunde. Como uma criança tão bem disciplinada durante toda a sua vida pode, de repente, começar a conviver com colegas indisciplinados e imitar suas atitudes? Tratar os adultos e os pais desse modo? Os garotos mentem, roubam e bebem. Não podemos confiar mais em Tom. Não consigo falar com ele. Está sempre rabugento e silencioso. Nem sequer olha para mim. Parece não querer nada conosco. E está indo muito mal na escola este ano. - Quando vocês notaram essas mudanças em Tom? - perguntei. - Vamos ver... ele tem catorze anos agora - disse Jim, olhando para o teto. - Suas notas foram o primeiro problema que notamos, há cerca de dois anos. Nos últimos meses da sexta série percebemos que estava ficando aborrecido, primeiro com a escola e depois com outras coisas. Começou a odiar ir à igreja. Depois, Tom perdeu até o interesse pelos amigos e começou a passar cada vez mais tempo sozinho, geralmente em seu quarto. Falava cada vez menos. "Mas as coisas pioraram de fato quando entrou na sétima série. Tom perdeu o interesse pelas atividades favoritas, inclusive pelos esportes. Foi então que se afastou completamente de seus antigos companheiros e começou a andar com garotos que costumavam criar problemas. A atitude de Tom mudou e igualou-se à deles. Ele começou a dar pouco valor às notas escolares e não quis mais estudar. Esses amigos muitas vezes o colocavam em situações difíceis." - Tentamos tudo - continuou a sra. Smith. - Em primeiro lugar batemos nele. Depois negamos privilégios como televisão, cinema etc. Certa vez, ficou de castigo um mês inteiro. Tentamos recompensá-lo por bom comportamento. Acredito que seguimos todas as recomendações que ouvimos ou lemos. Fico me perguntando se alguém pode nos ajudar ou a Tom. "O que fizemos de errado? Somos maus pais? Deus sabe que fizemos o máximo. Talvez seja congênito, algo herdado. Será que se trata de um mal físico? Mas nosso pediatra examinou-o há apenas algumas semanas. Devemos levá-lo a um endocrinologista? Ou fazer um eletroencefalograma? Precisamos de ajuda. Tom precisa de ajuda. Nós amamos nosso filho, doutor Campbell. O que podemos fazer por ele? Alguma coisa precisa ser feita." Mais tarde, o casal foi embora e Tom entrou no consultório. Fiquei impressionado com suas maneiras agradáveis e sua boa aparência. Seus olhos estavam sempre abaixados e quando fazia contato visual, era apenas momentâneo. Embora fosse evidentemente um rapaz esperto, Tom só falava frases curtas, rudes, e em resmungos. Quando enfim sentiu-se à vontade para contar sua história, revelou basicamente o mesmo material já exposto pelos pais. Avançando um pouco, ele disse: - Ninguém se importa realmente comigo além de meus amigos. - Ninguém? - eu perguntei. - É... talvez meus pais. Não sei. Quando era pequeno, eu achava que eles gostavam de mim. Acho que isso não tem importância agora. Tudo o que lhes interessa na verdade são os amigos, o emprego, as atividades e outras coisas. "Eles não precisam saber o que faço, não é da conta deles. Só quero ficar longe deles e cuidar da minha própria vida. Por que se preocupariam tanto comigo? Nunca fizeram isso antes." À medida que a conversa progredia, ficou claro que Tom estava muito deprimido, insatisfeito consigo mesmo e com a vida. Ele sempre ansiara por um relacionamento achegado com os pais, mas nos últimos meses desistira de seu sonho. Voltou-se então para os amigos que o aceitavam, mas sua infelicidade aprofundou-se ainda mais. Essa é, portanto, uma situação comum e trágica em nossos dias: um pré-adolescente que, ao que parece, estava indo bem nos primeiros anos. Até seus 12 ou 13 anos de idade, ninguém imaginou que Tom fosse infeliz. Durante esses anos ele se mostrou uma criança dócil que fazia poucas exigências aos pais, professores e às outras pessoas. Ninguém suspeitou que ele não se sentisse totalmente amado e aceito. Apesar de seus pais o amarem e se interessarem por ele, Tom não se sentia amado de verdade. Ele sabia que seus pais tinham amor e se preocupavam com ele, mas não experimentava o incomparável bem-estar de se sentir completa e incondicionalmente amado e aceito. Isso é muito difícil de entender, pois Esther e Jim são, de fato, bons pais. Eles o amam, cuidam de suas necessidades o melhor que podem. Ao criar Tom, aplicaram o que ambos ouviram e leram, procurando aconselhar-se com outros. E o casamento deles está definitivamente acima da média. Eles amam e respeitam um ao outro. Uma história repetida A maioria dos pais tem dificuldades para criar seus filhos. Com as pressões e tensões crescendo a cada dia sobre a família, é comum tornar-se confuso e desanimado. O aumento no número de divórcios, as crises econômicas, o declínio na qualidade da educação e a perda da confiança nos governantes prejudicam emocionalmente a todos. Os pais se esgotam física, emocional e espiritualmente, dificultando cada vez mais a criação dos filhos. Estou convencido de que as crianças são as que mais sofrem nesses tempos difíceis. A criança é a pessoa mais carente em nossa sociedade, e sua maior necessidade é o amor. A história de Tom é familiar. Seus pais o amam profundamente. Eles fizeram o seu melhor para criá-lo, mas alguma coisa está faltando. Você notou o que é? Não, não é amor, porque os pais o amam de verdade. O problema básico é que Tom não se sente amado. Os pais são culpados? A falha está neles? Penso que não. A verdade é que o casal Smith sempre amou Tom, mas nunca soube demonstrar esse sentimento. Como a maioria dos pais, eles têm uma vaga idéia do que uma criança precisa: alimento, abrigo, roupas, educação, amor, orientação etc. Todas essas necessidades foram satisfeitas, exceto amor - o amor incondicional. Embora o amor esteja contido no coração de quase todos os pais, o desafio é transmitir esse amor. Acredito que, apesar dos problemas da vida moderna, todos os pais que desejem realmente dar a seu filho o que ele precisa podem ser ensinados a fazê-lo. Para que dêem aos filhos tudo o que podem no curto prazo em que eles ficam em sua companhia, todos os pais precisam saber como amar verdadeiramente seus filhos. Que forma de disciplina é mais apropriada? - Lembro-me de uma ocasião em que tinha seis ou sete anos. Até hoje me sinto mal em pensar nisso e algumas vezes fico até zangado - Tom continuou em uma sessão, alguns dias depois. - Eu quebrara acidentalmente uma janela com uma bola. Fiquei com medo e me escondi até que mamãe veio me procurar. Eu achava que agira muito errado. Quando papai chegou em casa, minha mãe lhe falou sobre a janela e ele bateu em mim. - Lágrimas surgiram nos olhos de Tom. - O que você disse então? - perguntei. - Nada - ele respondeu, murmurando. Esse incidente ilustra outra área de confusão no trato com os filhos, a da disciplina. Nesse exemplo, a maneira como Tom foi corrigido fez com que ele sentisse dor, raiva e ressentimento em relação aos pais, sentimentos que ele jamais esquecerá ou perdoará se não tiver ajuda. Passados sete anos, Tom ainda fica magoado ao pensar no caso. Por que ele gravou tanto na memória esse acontecimento? Houve outras ocasiões em que ele aceitou o castigo físico sem problemas e às vezes se sentiu até mesmo agradecido. Será que é porque já estava triste e arrependido com o fato de ter quebrado a janela? Já teria sofrido o bastante com o seu erro, sem precisar de uma surra? Teria a atitude dos pais convencido Tom de que eles não o compreendiam como pessoa nem eram sensíveis aos seus sentimentos? Teria Tom necessitado naquela ocasião particular do consolo e da compreensão dos pais, em vez de castigo duro? Em caso positivo, como os pais dele poderiam saber disso? E como poderiam discernir que tipo de disciplina era mais apropriada naquele momento? Qual a opinião de vocês, que também são pais? Devemos decidir com antecedência que atitude comumente vamos tomar ao criar um filho? Acham que devemos ser firmes? Até que ponto? Devemos aplicar castigo toda vez que nosso filho se comporta mal? Sempre o mesmo tipo de castigo? Em caso negativo, quais as alternativas? O que é disciplina? Disciplina e castigo são sinônimos? Devemos estudar uma escola de pensamento - e nos apegarmos a ela? Ou será bom fazer também uso do bom senso e da intuição? Um pouco de cada? Quanto? Quando? Essas são perguntas que perseguem todo pai responsável hoje em dia. Recebemos informação de todos os lados, na forma de livros, artigos, seminários e institutos, sobre como educar nossos filhos. As abordagens variam desde beliscar as costas da criança até oferecer doces como recompensa. Em resumo, como poderiam os pais ter agido nessa situação de modo a disciplinar Tom e manter, ainda assim, um relacionamento cordial e amoroso com ele? Vamos discutir este ponto difícil mais tarde. Estou certo de que todos os pais concordam que criar filhos hoje é bastante difícil. Um dos motivos é que, em grande parte do tempo, a criança fica sob o controle e influência de outros, por exemplo, escola, igreja, vizinhos e amigos. Por isso, muitos pais sentem que, por mais que se esforcem, tudo o que fazem tem pouco efeito sobre a criança. O oposto é verdade Mas o que ocorre é justamente o oposto. Todos os estudos que tive ocasião de ler indicam que o lar sempre vence. A influência dos pais supera tudo. O lar é o fator que determina até que ponto a criança será feliz, segura e estável; a maneira como ela irá conviver com os adultos, amigos e estranhos; quanto o jovem vai confiar em si mesmo e em suas habilidades; quão afetuoso será ou quão indiferente; como ele vai reagir às situações incomuns. O lar, então, apesar das outras influências exercidas sobre a criança, continua sendo a mais importante. Mas o lar não é a única coisa que determina o que a criança vai ser. Não devemos cometer o erro de culpar totalmente o lar por todos os problemas e decepções. A fim de ter uma visão justa e completa, penso que devemos observar a segunda maior influência exercida sobre a criança. Temperamento congênito Existem, na verdade, vários temperamentos congênitos. Até hoje foram identificados nove deles. A pesquisa que nos forneceu esses dados foi realizada por Stella Chess e Alexander Thomas.1 Esse livro foi reconhecido como um clássico, por fornecer uma excelente contribuição às ciências do comportamento. Ele explica muito bem por que as crianças possuem as características individuais de que são dotadas. Ajuda também a explicar por que algumas crianças são mais fáceis de educar do que outras; por que algumas crianças são mais dóceis ou fáceis de tratar; por que crianças educadas numa mesma família ou em circunstâncias muito semelhantes podem ser tão diferentes. Acima de tudo, Chess e Thomas mostraram que o caráter da criança não é determinado apenas pelo ambiente doméstico, mas também por seus traços pessoais. Essas informações foram bastante úteis em remover grande parte da condenação injustificada dirigida contra os pais de filhos-problema. Muitos (inclusive psicólogos) têm, lamentavelmente, o hábito de supor que os pais são responsáveis por tudo que se relaciona ao filho. A pesquisa feita por Chess e Thomas prova que algumas crianças têm mais tendência a criar dificuldades do que outras. Vamos examinar rapidamente a pesquisa desses autores. Foram descritos nove temperamentos, identificados num berçário de recém-nascidos. Esses temperamentos não são apenas congênitos (presentes ao nascer), mas são também 1 V. Temperament and behavior disorder in children (Distúrbios no temperamento e comportamento das crianças, Nova York: Univ. Press, 1968). características básicas da criança e tendem a continuar como parte de seu caráter. Essas características podem ser modificadas pelo ambiente em que ela vive; não obstante, os temperamentos acham-se bastante enraizados na personalidade total da criança e podem persistir por toda a sua vida. Vejamos então quais são os temperamentos congênitos. 1. Nível de atividade é o grau de atividade motora inerente à criança e que determina quão agitada ou tranqüila ela é. 2. Ritmo (regularidade versus irregularidade) é a sucessão previsível de funções, como fome, padrão alimentar, excreção e ciclo dormir-acordar (sono e vigília). 3. Aproximação ou afastamento é a natureza da reação da criança a um novo estímulo, como um novo alimento, brinquedo ou pessoa. 4. Adaptabilidade envolve a rapidez e a facilidade com que um comportamento comum pode ser modificado em resposta a uma alteração na estrutura ambiental. 5. Intensidade de reação é a quantidade de energia usada para se expressar. 6. Limiar de reação é a intensidade de estímulo exigida para obter resposta. 7. Qualidade da disposição (positiva versus negativa): brincalhona, agradável, alegre, amigável, em contraste com desagradável, chorosa, hostil. 8. Desvio de atenção é o efeito do ambiente estranho sobre a orientação do comportamento. 9. Período de atenção e persistência é o tempo que a criança passa em uma atividade e a continuação de uma dada atividade em face de obstáculos. O terceiro, o quarto, o quinto e o sétimo temperamentos são cruciais para determinar se a criança vai ser fácil ou difícil de educar e cuidar. A criança com alto índice reativo (altamente "emotiva"); a criança que tende a se retrair diante de uma situação nova (a "retraída"); a criança que acha difícil se adaptar a novas situações (não tolerante a mudanças); ou aquelas que são em geral pouco dispostas. Essas crianças são bastante vulneráveis à tensão, em especial quando os pais esperam demais delas. E, infelizmente, essas crianças tendem a receber menos amor e afeto dos adultos. A lição a ser aprendida aqui é que as características básicas da criança estão muito ligadas ao tipo de cuidados maternos e de educação que ela recebe. Ao usar esses nove temperamentos, Chess e Thomas deram valores numéricos para avaliar os recém-nascidos. Com base nisso, puderam prever claramente quais as crianças que seriam "crianças fáceis", isto é, fáceis de cuidar e de criar, e de fácil convívio. As crianças que são difíceis de cuidar e que apresentam problemas de convívio e criação foram chamadas de "crianças difíceis". Elas iriam exigir mais de suas mães do que as primeiras. A seguir, Chess e Thomas compararam o progresso das crianças conforme o tipo de cuidados recebidos. Eles estudaram os bebês que tinham mães "amorosas" (as que desejaram ter seus filhos e tinham capacidade para prover um ambiente positivo em que eles se sentissem aceitos) e mães "não amorosas" (aquelas que consciente ou inconscientemente rejeitavam os filhos ou não conseguiam prover um ambiente em que estes se sentissem aceitos e amados). A tabela a seguir resume suas descobertas. mães amorosas mães não amorosas Crianças boas ou fáceis + + + _ Crianças difíceis + _ _ _ Como se percebe, as crianças "fáceis" e as mães "amorosas" formam uma ótima combinação. Essas crianças se desenvolveram bem, sem que houvesse qualquer conseqüência negativa considerável. As mães "amorosas" com bebês "difíceis" tiveram alguns problemas com os filhos, mas essas situações foram, em sua maioria, positivas. De modo geral, no ambiente amoroso provido pelas mães, as crianças se desenvolveram bem. As crianças "fáceis" com mães "não amorosas" não se saíram tão bem. Elas encontraram mais dificuldades do que os bebês "difíceis" com mães amorosas. Suas experiências foram, em geral, mais negativas que positivas. Por fim, as crianças "difíceis" com as mães "não amorosas" foram as mais infelizes. Essas pobres criaturinhas se viram em situações tão perigosas que foram adequadamente chamadas de crianças de "alto risco". A situação delas é preocupante. Elas estão em perigo de tudo que se possa imaginar, desde o abuso até o abandono. Elas representam, de fato, um "alto risco". Ao reunir todo esse material valioso, alguns fatos muito importantes começam a surgir. Primeiro, a maneira como a criança se comporta no mundo não depende apenas do ambiente familiar e dos pais. As características congênitas básicas de cada uma delas influenciam fortemente seu desenvolvimento, progresso e amadurecimento. Esses traços também afetam e não raro determinam se a criança será fácil ou difícil de criar e quais frustrações poderão advir aos pais. Isso, por sua vez, influencia a maneira como os pais a tratam. É uma rua de mão dupla. O conhecimento desses fatos tem sido proveitoso para muitos pais que se sentem culpados. Outra lição importante a ser aprendida pelos pais é que, apesar do tipo de temperamento congênito que a criança possa possuir, o tipo de criação (por parte da mãe e do pai) é mais importante para determinar como a criança virá a ser. Estude novamente a tabela. Embora uma criança "difícil" demande naturalmente mais esforço, o tipo de "cultivo" emocional tem maior influência no resultado final. O cuidado dos pais pode modificar esses temperamentos congênitos positiva ou negativamente. Este livro trata justamente desse assunto. É um livro que ensina como se relacionar com seu filho para que ele venha a ser o melhor possível; como dar a seu filho o apoio emocional de que ele tanto precisa. É impossível abranger nestas páginas todos os aspectos da criação de filhos. Incluí, portanto, aquilo que considero essencial para uma educação eficaz. É verdade que a maioria dos pais sente amor por seus filhos. Supõe-se, porém, que eles transmitam naturalmente esse amor. Esse é o maior erro cometido hoje. Muitos pais não estão transmitindo aos filhos o amor que sentem por eles, e a razão para isso é que não sabem como. Em conseqüência, muitas crianças não se sentem genuína e incondicionalmente amadas e aceitas. Acredito que seja esse o caso na maioria dos problemas com crianças. A não ser que os pais tenham um relacionamento básico de amor com seu filho, tudo o mais (disciplina, amizades, desempenho escolar) se apoiará num alicerce defeituoso e os problemas surgirão. Este livro fornece as informações essenciais para estabelecer um relacionamento fundamentado em amor.

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