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Coroas (Cód: 2604585)

Goldemberg,Mirian

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Descrição

Uma pesquisa que vai pautar todas as revistas e jornais do país. Quais os principais medos das brasileiras quando envelhecem? Qual o significado do envelhecimento em determinados segmentos sociais? Há mais de dez anos a antropóloga Mirian Goldemberg estuda a cultura do corpo e busca combater os estereótipos e os preconceitos que cercam, principalmente, o mundo feminino. Mas esse livro não é dedicado apenas às mulheres. Ele traz reflexões importantes a respeito de temas que assombram o dia-a-dia de todos aqueles que se preocupam com seu corpo e suas relações com o outro.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Record
Cód. Barras 9788501083166
Altura 0.00 cm
I.S.B.N. 850108316X
Profundidade 0.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 224
Peso 0.44 Kg
Largura 0.00 cm
AutorGoldemberg,Mirian

Leia um trecho

"Um troço que eu tinha e que eu perdi era o medo de ficar velha. Sempre eu achava que ia perder minha alegria, vitalidade, energia, prazer de vida, que constituem minha maior força. Na realidade, perdi um pouco disso, de alegria, talvez, da energia que eu sempre esbanjei, mas ganhei muito mais coisas. Ou melhor, acho que o que aconteceu é que agora eu sei usar essas coisas. Eu estou muito mais bacana e realmente acho que aos 30 eu vou estar genial, e aos 120 vou saber tudo e querer dar e ter ainda o que aprender. Isso é sensacional." - Leila Diniz "Cumpre-lhes recusar os limites de sua situação e procurar abrir para si os caminhos do futuro. A resignação não passa de uma demissão e de uma fuga. Não há, para a mulher, outra saída senão a de trabalhar pela sua libertação." - Simone de Beauvoir Introdução Quando fi z 40 anos entrei em uma crise profunda e inesperada. Fui, pela primeira vez, a uma dermatologista para que ela me receitasse algum hidratante e um fi ltro solar, produtos que nunca tinha consumido até então. Após um breve exame da minha pele, ela, observando atentamente meu rosto, perguntou: "Por que você não faz uma correção nas pálpebras? Elas estão muito caídas. Você vai fi car dez anos mais jovem." Sem me dar tempo para responder, continuou: "Por que você não faz um preenchimento ao redor dos lábios? E botox na testa para tirar as rugas de expressão? Você vai rejuvenescer dez anos." Paguei a cara consulta, que fi cou mais cara ainda, pois provocou uma crise existencial que durou quase um ano. "Faço ou não faço a cirurgia nas pálpebras? E o preenchimento nos lábios? E o botox na testa? Se eu fi zer tudo o que ela me recomendou, poderia fi car dez anos mais jovem. Eu sou culpada por estar envelhecendo. A culpa é minha!" O mais surpreendente é que nunca havia tido esse tipo de preocupação antes dessa visita. Confesso que fi co feliz quando dizem que pareço ser muito mais jovem do que realmente sou, especialmente quando os mais generosos (ou mentirosos) dizem que pareço ter 37 anos. Aí me lembro da dermatologista e vejo que, sem ter feito nada do que ela sugeriu, ganhei os dez anos (ou mais) que ela me prometeu. A dermatologista me fez enxergar rugas e fl acidez que antes eram invisíveis para mim e que, a partir de então, passei a desejar eliminar para "fi car dez anos mais jovem". Em minhas palestras e aulas, costumo dizer que tive e tenho muita vontade de fazer todos os procedimentos para o rejuvenescimento presentes no mercado. Digo, brincando, que só não faço tudo o que gostaria por motivos profi ssionais: para não perder a legitimidade que conquistei como crítica dessa ditadura da juventude e perfeição. Na verdade, não fi z e não faço, pois tenho muito medo de transformar o meu rosto, de não gostar de me ver com a face paralisada ou esticada demais. Gosto e me sinto muito bem com o corpo que tenho hoje e ainda não sinto o estigma de ser uma coroa, apesar de já ter feito 50 anos. Mergulhei profundamente na crise dos 40, saí dela após um ano de sofrimento e comecei a brincar com o fato de estar envelhecendo. Alguns anos depois, como forma de criar uma resistência política lúdica, inventei o grupo Coroas, composto por mulheres de mais de 50 anos. Tentei seduzir minhas amigas para participarem dele e todas recusaram veementemente. Algumas disseram: "Se for Coroas Enxutas eu participo." Outras: "Se for Jovens Coroas ou Coroas Gostosas, pode ser." A maioria reagiu indignada: "Eu não sou uma coroa!" Um amigo me disse que se eu nomeasse o grupo com K, Koroas, talvez tivesse mais sucesso, pois ficaria muito mais chique. Após uma palestra em Copacabana, na qual defendi a criação do Coroas, um grupo de mulheres sugeriu que eu desse um curso intitulado "A arte de envelhecer, com Mirian Goldenberg" ou "Como ser uma coroa sem sofrer". Em uma reunião, em Porto Alegre, para pensar a criação de novos programas de televisão, sugeri que fosse feito um com o nome Coroas, mostrando a vida de diferentes mulheres comuns que passaram dos 50 anos. Apesar de todos gostarem muito da idéia, ela não se efetivou. E assim, até hoje, sou a fundadora e única integrante do grupo Coroas. Há mais de dez anos comecei a estudar a cultura do corpo no Rio de Janeiro. Em 2007 iniciei um projeto com o objetivo de analisar o significado do envelhecimento em nossa cultura, comparando as mulheres cariocas com as alemãs, as inglesas e as espanholas. A minha atual pesquisa se concretizou após uma viagem para a Alemanha, em junho e julho de 2007, na qual dei oito conferências em diferentes universidades com o título "O corpo como capital na cultura brasileira". Mais tarde, em novembro de 2007, fui para a Espanha, onde dei um curso e uma conferência com o mesmo título. Em agosto de 2007 organizei a primeira reunião com alunos e colegas da UFRJ para discutir o meu projeto de pesquisa. Dessa reunião, Olivia von der Weid, minha orientanda de mestrado, deu a idéia de apresentarmos o meu projeto de pesquisa para a Faperj. Ela e Marisol Goia, doutoranda na Universidade Rovira i Virgili de Tarragona, na Espanha, com orientação do antropólogo Jordi Roca e co-orientação minha, foram fundamentais para a apresentação do projeto, que foi aprovado pela Faperj em novembro de 2007. O objetivo é trabalhar com uma equipe de excelentes pesquisadores no projeto "Corpos, Envelhecimento e Identidades Culturais", com a cooperação do sociólogo alemão Thomas Leithãuser, da socióloga inglesa Lynn Froggett e do antropólogo catalão Jordi Roca. A partir de então, passei a assinar todos os meus emails para Olivia e Marisol com "Coroas Leila Diniz, unidas, jamais serão vencidas!". Um pequeno detalhe: Olívia tem 24 anos e Marisol, 27 anos. Eu, que recusei os adjetivos propostos por minhas amigas (enxutas, jovens, gostosas), adotei Coroas Leila Diniz1 para designar o nosso grupo de pesquisa. Por motivos óbvios, Olivia e Marisol foram as minhas únicas amigas que não se sentiram ofendidas ao serem convidadas para participar do Coroas. No entanto, elas, no máximo, podem ser consideradas " coroas 1 Leila Diniz, junto com Simone de Beauvoir, é uma mulher onipresente neste livro, em suas linhas e entrelinhas. Acredito que será fácil, com a leitura dos ensaios, descobrir o signifi cado de "Coroas Leila Diniz" ou, como prefi ro, de por que "Toda mulher é meio Leila Diniz" (inclusive as coroas). simpatizantes", nunca "verdadeiras coroas" ou "coroas autênticas". Em todos esses anos de tentativas frustradas de difundir a idéia do Coroas, percebi que é mais fácil criar um grupo com indivíduos que são explicitamente estigmatizados do que com aqueles que podem e querem esconder o possível estigma. Um bom exemplo é o do grupo Criolinhas, estudado em dissertação de mestrado por uma aluna. As adolescentes negras pesquisadas passaram a usar um termo usual de acusação, criola, como categoria de afi rmação de uma identidade valorizada por elas. Eu queria fazer o mesmo com o termo coroa: transformar uma categoria de acusação em uma identidade valorizada positivamente por todas as mulheres que estão envelhecendo. Mas o fato de o estigma poder ser encoberto, o fato de as mulheres de mais de 50 anos acharem que não são coroas ou que podem parecer mais jovens do que realmente são e o fato de não se sentirem valorizadas socialmente ao assumirem a própria idade impossibilitaram a criação do meu grupo. Como não consegui, até hoje, viabilizar a existência do grupo Coroas, do programa de televisão ou de qualquer outra idéia semelhante, resolvi dar a este livro o título Coroas. Assim, me assumo publicamente como fundadora, única integrante e militante ativa do grupo Coroas e também apresento algumas refl exões iniciais que são fruto da minha pesquisa "Corpos, envelhecimento e identidades culturais". Este livro é o resultado do questionamento permanente sobre o signifi cado de ser mulher na cultura brasileira e é, também, uma forma de resistência política. Busco desestigmatizar a categoria coroas para combater todos os estereótipos e preconceitos que cercam a mulher que envelhece. Coroas sem adjetivos e sem K. Simplesmente Coroas

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