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Correio do Tempo (Cód: 2016000)

Benedetti, Mario

Alfaguara / Objetiva

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Descrição

Publicado em 1999 e até agora inédito no Brasil, 'Correio do Tempo' reúne relatos breves que mesclam ironia, delicadeza e profundidade, num estilo que consagrou Mario Benedetti em romances como A trégua, clássico contemporâneo da literatura latino-americana.b Os contos neste livro tratam dos mais diversos tipos de encontros e despedidas, do distanciamento e da passagem do tempo: uma criança passa um fim de semana na casa do pai separado; um homem doente escreve ao amigo pela última vez; sobreviventes de dois naufrágios diferentes se encontram acidentalmente numa ilha deserta; uma visita inesperada de um preso político ao seu algoz; e um relato, cheio de compaixão, de um homem preso por matar quem amava.
A maestria de Benedetti é evidente nos mínimos detalhes. Em recortes precisos, o escritor uruguaio é capaz de imprimir um humor sutil a suas histórias mesmo nos momentos mais improváveis, talento que se tornou uma de suas marcas registradas:
'Houve um tempo em que eu sonhava com enchentes. De repente, os rios transbordavam e inundavam os campos, as ruas, as casas e até minha própria cama. Aliás, foi em sonhos que aprendi a nadar, e graças a isso consegui sobreviver às catástrofes naturais', diz o personagem de um conto, para depois reclamar que sua nova habilidade funcionava apenas em sonho, 'pois mais tarde tentei exercê-la, completamente acordado, na piscina de um hotel e quase morri afogado'.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Alfaguara / Objetiva
Cód. Barras 9788560281367
Altura 23.30 cm
I.S.B.N. 9788560281367
Profundidade 1.00 cm
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 186
Peso 0.44 Kg
Largura 15.00 cm
AutorBenedetti, Mario

Leia um trecho

Sinais de fumaça Quando te encontras no fio do escuro e lhe prestas honras dos teus ossos quando a alma puríssima do ócio pede socorro ao universo inútil quando sobes e desces da dor mostrando cicatrizes de outros tempos quando na tua vidraça está o outono inda não te despeças/ tudo é nada/são sinais de fumaça/ apenas isso teu olhar de viagem ou de desertos se torna um manancial indecifrável e o silêncio/ teu medo mais valente/ se vai com os golfi nhos dessa noite ou com os passarinhos da aurora/ de tudo fi cam sinais/ pistas/ rastros marcas/ indícios/ signos/ aparências mas não te preocupes/ tudo é nada são sinais de fumaça/ apenas isso no entanto nessas chaves se condensa uma velha doçura atormentada o vôo de umas folhas que passaram a nuvem que é de âmbar ou algodão o amor que carece de palavras os barros da lembrança/ a luxúria/ ou seja que os signos pelo ar são sinais de fumaça/ mas a fumaça leva consigo um coração de fogo Fim de semana Esperou o pai na porta da escola. Como toda sexta-feira. Desde o divórcio, Fernando morava com a mãe, mas os fins de semana eram do pai. Tinham resolvido a questão de maneira amigável, antecipando-se a qualquer imposição, sobretudo para o fi lho não sofrer com confrontos inúteis. Ele nunca chegava na hora, mas dessa vez demorou mais que de costume. Enquanto dividiu a espera com os outros garotos, Fernando não se preocupou, mas foram apanhando um por um, até que restaram só ele e o porteiro, um sujeito que, além do mais, detestava os alunos. Finalmente Marcelo apareceu, meio esbaforido. Fernando se resignou a beijar o rosto paterno e suado. Não gostava disso, porque fi cava com a boca úmida e tinha aprendido que era feio se limpar com a manga. — Você estava nervoso? — Não. — Por favor, não conta para sua mãe que eu demorei. Só para ela não se preocupar. É que eu não conseguia me livrar de um cliente chato. Não conta para sua mãe. Fernando não entendia por que ele não dizia: Não conta para a Luisa. Pegaram um táxi até o restaurante de todas as sextas-feiras. Fernando nem precisava ler o cardápio. Permanecia sempre fiel ao bife com salada. — Você não quer pedir outro prato? — Não. — Eu enjoaria de pedir sempre a mesma coisa. — Mas eu gosto. Por isso não enjôo. Marcelo cumpriu a obrigação paterna de perguntar sobre as aulas, as professoras, os colegas. Como eram as perguntas de sempre, Fernando apelou às respostas de sempre. — De tudo que está aprendendo, do que você gosta mais? — Das contas e dos contos. Como acompanhamento para um humor tão primário, Fernando esboçou o primeiro sorriso daquela sexta-feira, e o pai não teve outro remédio senão rir. A sobremesa também não teve novidades: sorvete de creme. — E sua mãe, como está? — Sozinha. Ela está sozinha. — Bom, sozinha ela não está. Está com você, não é? — É, claro. Chegaram ao belo apartamento da Rambla, e Fernando foi para seu quarto. Marcelo lhe reservara esse espaço, onde, além da cama e outros móveis, havia brinquedos (um jogo de armar, um trenzinho elétrico) de uso e desfrute solitários. E uma pequena televisão. Na casa da mãe, ele também tinha um lugar só dele, com outros brinquedos, claro. Fernando gostava dessa faixa dupla no seu divertimento. Era como pular de uma região a outra, e vice-versa. Brincou por algum tempo com o jogo de armar (montou uma coisa que, com boa vontade, lembrava um moinho), assistiu a um documentário sobre esquilos,cochilou um pouco, até que Marcelo o chamou do terraço. Lá o aguardava uma novidade: uma moça, alta, loira, com o cabelo solto e de jeans, que Fernando achou bonita e simpática.

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