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Da Minha Terra À Terra - Pela Primeira Vez, o Maior Fotojornalista do Mundo Conta Sua História (Cód: 6912273)

Salgado,Sebastiao; Francq,Isabelle

Paralela

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Descrição

Pela primeira vez, o maior fotojornalista do mundo conta sua história. As fotos de Sebastião Salgado são famosas no mundo inteiro. Suas imagens em preto e branco de trabalhadores e refugiados já ganharam inúmeros prêmios e são reconhecidas pela profunda dignidade que despertam no interlocutor. Em 2013, depois de oito anos de reportagens, Salgado expôs pela primeira vez o celebrado Projeto Gênesis, que deu origem ao livro de mesmo nome. Em uma jornada fotográfica por lugares intocados, onde o homem convive em harmonia com a natureza, o fotógrafo pôde declarar seu amor à Terra, em sua grandeza e fragilidade.
Mas apesar das imagens de Sebastião Salgado já terem dado a volta ao mundo, sua história pessoal, as raízes políticas, éticas e existenciais de seu engajamento fotográfico permaneciam ignoradas. Em Da minha terra à Terra, é seu talento como narrador que surpreende. A autenticidade de um homem que sabe como poucos combinar militância, profissionalismo, talento e generosidade.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Paralela
Cód. Barras 9788565530569
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788565530569
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Número de Páginas 176
Peso 0.19 Kg
Largura 14.00 cm
AutorSalgado,Sebastiao; Francq,Isabelle

Leia um trecho

DA MINHA TERRA À TERRA 1. Para começar: “Gênesis” Quem não gosta de esperar não pode ser fotógrafo. Em 2004 cheguei à ilha Isabela, em Galápagos, aos pés de um belíssimo vulcão chamado Alcedo. Deparei-me com uma tartaruga gigante, enorme, de no mínimo duzentos quilos, da espécie que deu nome ao arquipélago. Cada vez que me aproximava, a tartaruga se afastava. Ela não era rápida, mas eu não conseguia fotografá-la. Então refleti e pensei comigo mesmo: quando fotografo seres humanos, nunca chego de surpresa ou incógnito a um grupo, sempre me apresento. Depois me dirijo às pessoas, explico, converso e, aos poucos, nos conhecemos. Percebi que, da mesma forma, o único meio de conseguir fotografar aquela tartaruga seria conhecendo-a; eu recisava me adaptar a ela. Então me fiz tartaruga: fiquei agachado e comecei a caminhar na mesma altura que ela, com palmas e joelhos no chão. A tartaruga parou de fugir. E quando se deteve, fiz um movimento para trás. Ela avançou na minha direção, eu recuei. Esperei um momento e depois me aproximei, um pouco, devagar. A tartaruga deu mais um passo na minha direção e, imediatamente, dei mais alguns para trás. Então ela veio até mim e se deixou observar tranquilamente. Foi quando pude começar a fotografá-la. Levei um dia inteiro para me aproximar dessa tartaruga. Um dia inteiro para fazê-la Compreender que eu respeitava seu território. Produzi algumas histórias fotográficas ao longo de minha vida, sobre a nossa época e as transformações de nosso mundo. Sempre levei vários anos para concluí-las. Muitos dizem que os fotógrafos são caçadores de imagens. É verdade, somos como os caçadores que passam muito tempo à espreita da caça, esperando que ela decida sair de seu esconderijo. Fotografar é a mesma coisa: é preciso ter paciência para esperar o que vai acontecer. Pois algo vai acontecer, necessariamente. Na maioria dos casos, não há como acelerar os fatos. É preciso descobrir o prazer da paciência. Antes de “Gênesis”, eu havia fotografado uma única espécie: o homem. Para esse projeto que dediquei à natureza intocada, ao longo dos oito anos em que viajei pelo mundo, precisei aprender a trabalhar com outras espécies. Desde o primeiro dia da primeira reportagem, graças à tartaruga gigante, compreendi que para fotografar um animal é preciso amá-lo, sentir prazer em contemplar sua beleza, seus contornos. É preciso respeitá-lo, preservar seu espaço e seu conforto ao se aproximar, observá-lo e fotografá-lo. Partindo desse princípio, pude trabalhar com os outros animais da mesma forma como trabalho com os homens. Para começar essa série, decidi seguir os passos de Darwin, de quem li A viagem do Beagle.* Fiquei três meses em Galápagos, por onde o próprio Darwin havia passado, depois de dar a volta ao mundo, aperfeiçoando a teoria da evolução. Esse arquipélago formado por 48 ilhas e alguns rochedos é uma síntese do mundo. Nele podem ser encontradas espécies, como as tartarugas, que vieram do continente sul-americano, a cerca de mil quilômetros de distância. Elas aportaram ali depois de vagarem pelo Pacífico sobre troncos de árvores desenraizados pelas chuvas. Só as tartarugas são onze espécies, presentes em certas ilhas do arquipélago, mas não em outras. Elas evoluíram de maneira diferente em cada ilha. Algumas apresentam o dorso completamente achatado, talvez por terem vivido sob pressão por centenas de anos. Outras têm o dorso abaulado. Vi tartarugas com pescoço com vinte centímetros de comprimento — ele pode chegar a um metro em outras, sem dúvida porque naquelas ilhas mais ou menos áridas, elas precisaram comer folhas em diferentes alturas para sobreviver. Ainda assim, todas pertencem à mesma espécie. Como Darwin, também vi iguanas. No continente sul-americano, são animais terrestres. Em Galápagos, elas nadam, mergulham. Darwin compreendeu que a aridez do meio as havia obrigado a aprender a nadar. Mas são animais de sangue frio, quando ficam por tempo demais em meio a baixas temperaturas, esfriam e morrem. Muitaspossivelmente morreram ao chegar, ao se atirarem na água para beber. Aos poucos, aprenderam a sair a tempo para se reaquecer ao sol. Também aprenderam a beber a água do mar e desenvolveram uma pequena glândula acima do nariz, pela qual expelem o sal da água. Darwin viu tudo isso, e eu depois dele — e tenho certeza de que algumas das tartarugas que vi, verdadeiras “autoridades”, também foram vistas por ele, pois são animais que vivem cerca de duzentos anos. Nessa viagem, entendi uma coisa que depois me foi útil ao longo de todo o Projeto “Gênesis”: cada espécie tem sua própria racionalidade. O importante é dedicar tempo suficiente para compreendê-la. Em Galápagos, poucos animais são temerosos, pois nunca foram perseguidos pelo homem. Não têm motivo algum para temê-lo. As tartarugas, porém, não esqueceram que nos séculos xviii e xix eram caçadas pelas tripulações dos navios que, a caminho do Novo Mundo ou de regresso à Europa, faziam escala no arquipélago. Como as tartarugas são animais que podem ficar vários meses sem beber ou comer, os marinheiros garantiam um carregamento de carne fresca levando-as vivas para os porões dos navios. É por isso que, dois séculos depois, continua sendo tão difícil aproximar-se delas. Não foi um acaso eu ter levado um dia inteiro para ser aceito por aquela que fotografei. Suas tentativas de fuga nada tinham de irracional, pelo contrário, eram a prova de uma prudência totalmente justificada. As espécies carregam em seus genes, por várias gerações, o perigo que os predadores representam. E o único predador dessas tartarugas gigantes é o homem; os falcões e outros pássaros de rapina capturam e comem os filhotes, mas os adultos não são ameaçados por eles. À sua maneira, as patolas-de-pés-azuis, grandes pássaros marinhos que também vivem em Galápagos, têm um comportamento muito mais sutil do que se poderia imaginar. Chegamos à ponta Vicente Roca da ilha Isabela na estação de acasalamento. Foi incrível. Fiquei dois ou três dias junto a um bando e observei esses pássaros de perto. Quem escolhe é a fêmea. Quatro ou cinco machos se apresentam a ela, um após o outro, se exibem, abrem as asas, dançam. Quando ela decide seguir um deles, eles alçam voo juntos, dão uma volta de dez, quinze minutos, e pousam. Outro chega, se apresenta, se exibe, a fêmea alça voo com ele. E assim por diante. O rodízio dura cerca de duas horas, ao fim das quais a fêmea finalmente escolhe um dos pretendentes. Este e nenhum outro será seu companheiro naquela estação, e com ele terá filhotes. A estação de acasalamento cai em outro período para os albatrozes. Quando cheguei, os jovens estavam tendo suas últimas lições de voo. São belos pássaros que voam bem, mas pousam mal e decolam com dificuldade. Precisam de uma pista, correm, correm, correm… e às vezes não conseguem alçar voo. É tão engraçado! Para meu grande espanto, porém, também descobri que os albatrozes são fiéis: escolhem uma companheira e a mantêm pelo resto da vida. Um dia, vi um macho fazer sua dança para uma fêmea. Ele girou para um lado e para o outro, abriu as asas, e então ela começou a girar também. Eles se tocaram com a ponta das asas, o bico, e, de repente, o macho fugiu. Meu guia explicou: “Acabou de descobrir que estava enganado, não é sua namorada!”. Cenas desse tipo, em princípio inacreditáveis, podem ser vistas quando dedicamos certo tempo para contemplar os animais. Foi isso que descobri ao iniciar “Gênesis” em Galápagos — e que não parei de experimentar ao longo de todas as reportagens subsequentes. Que nunca mais venham me dizer que os animais são seres sem cérebrO e sem lógica. Não realizei essas reportagens à maneira de um zoólogo ou de um jornalista, realizei-as para mim mesmo.Para descobrir o planeta. E delas obtive um prazer imenso. Com seus minerais, seus vegetais, seus animais, nosso planeta está vivo em todos os níveis. Compreendi que isso exige de nossa parte um respeito enorme. “Gênesis” nasceu do projeto ambiental que concebi no Brasil ao lado de Lélia Deluiz Wanick Salgado, minha esposa, minha companheira e minha sócia em tudo na vida. Esse projeto, chamado Instituto Terra, visa reflorestar a Mata Atlântica, que começou a ser destruída com a chegada dos portugueses, em 1500, e teve esse processo acelerado pela agricultura intensiva, pela urbanização e, finalmente, pela industrialização. Hoje, restam apenas 7% e sua área original. Demos início a uma reconstituição ecossistêmica da terra de minha infância. Uma terra que meus pais me legaram nos anos 1990. Uma terra que o desmatamento tornou feia e pobre, apesar de eu sempre ter tido a sensação de ter crescido no paraíso. * A viagem do Beagle [The Voyage of the Beagle] é o título comumente atribuído ao livro Diário e anotações [ Journal and Remarks], de Charles Darwin, publicado em 1839, e que o tornou conhecido.

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Avaliações

Avaliação geral: 5

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Sueli recomendou este produto.
18/02/2015

Simplesmente encantador! Admirava o trabalho fantástico do fotógrafo Sebastião Salgado e, agora, conhecendo um pouquinho da sua trajetória de vida acredito que todos deveriam conhecer seus trabalhos, seus ensinamentos, seu ponto de vista. É uma testemunha

Um pequeno resumo de uma vida e de um trabalho fantástico pelos continentes. Leitura fácil e empolgante que nos traz muitos ensinamentos. Muitos parágrafos que esclarecem muito e nos fazem viajar. Mundo: história, política, conquistas, sofrimentos, coragem, obstinação, grandes mudanças... Simplesmente incrível. Um exemplo de pessoa e de determinação. Foi e vai à luta e realizou muito. O mundo precisa conhecer.
Super recomendo!
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