Frete Grátis
  • Google Plus
Livro Digital

Decifro Te E Devoro Me (Cód: 8728318)

Rodrigo Prado Santiago

Clube de Autores (Edição Digital)

Ooops! Este produto não está mais a venda.
Mas não se preocupe, temos uma versão atualizada para você.

Ooopss! Este produto está fora de linha, mas temos outras opções para você.
Veja nossas sugestões abaixo!

R$ 9,69
Cartão Saraiva R$ 9,69

Crédito:
Boleto:
Cartão Saraiva:

Total: R$0,00

Em até 1x sem juros de R$ 0,00


Decifro Te E Devoro Me

R$9,69

Descrição

O caminho era de pedra.No meio do caminho – de Corinto a Tebas – tinha uma esfinge.E a esfinge era uma pedra, era de pedra – mas era também de perda.Então, no meio do caminho de pedra tinha uma esfinge, que era de pedra e que era de perda para o povo de Tebas. O caminho podia ser para qualquer destino – o caminho simboliza a vida.Podia ser para Itabira.Se fosse para Itabira teria mais uma pedra (ou talvez mais duas) e esta pedra estaria no meio da palavra que nomeia Itabira – Ita.No meio de ‘Ita-bira’ tinha uma pedra.E toda pedra é de terra – donde viemos e volveremos! No meio de apenas um caminho a esfinge finge tomar conta de todos os destinos, certa que está de sua plena onipotência e onisciência acerca de tudo.Quem vai ao seu encontro fica mudo – estrangulado - ante o absurdo de seu enigma: “ Decifra-me ou devoro-te “.Propõe - na verdade impõe - esta charada como condição para livrar o peregrino do pior destino – a morte – e Tebas, da destruição. O peregrino caminha porque acredita que assim fugirá do seu destino – mas não sabia que o seu destino era exatamente e tão-somente o caminhar; conquanto também supunha-se onipresente e onisciente, não cogitava que nada estivesse alheio à sua vontade, aos seus desejos, aos seus desígnios. A pedra da esfinge se faz pó, silica, quando é decifrada; imaginava-se imortalizada, sol, faraó, no entanto é devorada pelo peregrino, espelho da esfinge, que acreditando fugir do seu destino, nada mais fazia do que ir ao seu encontro.Para alcançar o seu destino cometeu o maior desatino: conhecer-se profundamente, conhecer o homem, o outrem como imagem e semelhança de si mesmo.E o seu destino era o encontro com o amor perfeito, aquele que não tem jeito nenhum de existir porque implica na renúncia completa de si em função de outrem. O amor perfeito é a morte do eu-peregrino porque exige sua total e incondicional abnegação.A mais próxima descrição do amor perfeito encontra-se na Bíblia, Corintos 13, de onde Édipo-pé-regrino foge para encontrar seu destino: devorar-se. Fica cego, fica só e vira pó – assim é quando se encontra o amor perfeito, do qual só se tem, na fantasia e na poesia, uma parca idéia do que seria. Já no mundo palpável o amor é impalpável e imperfeito; por isto não nos cansamos de buscá-lo dia após dia.O que move o homem é a ilusão de podê-lo alcançar ou senão, ao menos, dele tentar, tentar e tentar se aproximar.Senão, por quê viver ?

Características

Produto sob encomenda Sim
Marca Clube de Autores (Edição Digital)
Cód. Barras 2999990178604
Início da Venda 26/02/2015
Territorialidade Internacional
Formato Livro Digital Pdf
Tamanho do Arquivo 10165
Proteção Drm Sim
Número da edição 1
Ano da edição 2014
Idioma Português
Ano da Publicação 2014
Mês da Publicação DEZEMBRO
VOLUME 1
Peso 0.00 Kg
AutorRodrigo Prado Santiago

Avaliações

Avaliação geral: 0

Você está revisando: Decifro Te E Devoro Me