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Delírio (Cód: 4035042)

Oliver,Lauren

Intrinseca

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Descrição

Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Características

Peso 0.44 Kg
Produto sob encomenda Sim
Editora Intrinseca
I.S.B.N. 9788580571646
Altura 23.00 cm
Largura 16.00 cm
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 352
Idioma Português
Acabamento Brochura
Cód. Barras 9788580571646
Ano da edição 2012
AutorOliver,Lauren

Leia um trecho

Há sessenta e quatro anos o presidente e o Consórcio identificaram o amor como uma doença, e faz quarenta e três anos que os cientistas descobriram uma cura. Todas as outras pessoas de minha família já passaram pela intervenção. Minha irmã mais velha, Rachel, está livre da doença há nove anos. Está protegida do amor há tanto tempo que diz que nem consegue se lembrar dos sintomas. Minha intervenção está agendada para daqui a exatos noventa e cinco dias: três de setembro. Meu aniversário. Muitas pessoas temem a intervenção. Algumas até resistem. Mas eu não estou com medo. Mal posso esperar. Faria amanhã, se pudesse, mas é preciso completar dezoito anos, às vezes um pouco mais, antes de ser curado pelos cientistas. Do contrário, a intervenção não funciona corretamente: as pessoas acabam sofrendo danos cerebrais, paralisia parcial, cegueira ou consequências piores. Não gosto de pensar que continuo andando por aí com a doença em meu sangue. Às vezes sou capaz de jurar que posso senti-la se movendo por minhas veias como algo estragado, tipo leite azedo. Isso faz com que me sinta suja, me faz pensar em crianças pirracentas, em resistência, em meninas doentes raspando o chão com as unhas, arrancando os cabelos, babando. E, é claro, faz com que eu me lembre de minha mãe. Depois da intervenção, ficarei feliz e segura para sempre. É o que todos dizem: os cientistas, minha irmã e tia Carol. Passarei por esse procedimento e em seguida serei pareada a um menino que os avaliadores escolherão para mim. Em alguns anos, nós nos casaremos. Recentemente comecei a sonhar com a cerimônia. Estou sob uma tenda branca, usando flores nos cabelos. Estou de mãos dadas com alguém, mas, sempre que me viro para olhar, seu rosto fica embaçado, como se estivesse fora de foco, e não consigo distinguir seus traços. Mas suas mãos estão frias e secas, e meu coração bate compassado no peito — e no sonho eu sei que ele sempre vai bater nesse ritmo, sem falhar, saltar, girar ou acelerar; apenas tum, tum, tum, até que eu morra. Segura e livre de dor. Nem sempre tudo foi bom como é agora. Na escola, aprendemos que antigamente, nos tempos sombrios, as pessoas não percebiam quão mortal era a doença do amor. Durante muito tempo ela era inclusive encarada como um sentimento bom, a ser celebrado e buscado. Claro que essa é uma das razões que o tornam tão perigoso: afeta nossa mente, impedindo-nos de pensar com clareza ou tomar decisões racionais sobre nosso próprio bem-estar (esse é o sintoma número doze, listado na seção “Amor deliria nervosa” da décima segunda edição da Suma de hábitos, higiene e harmonia, ou Shhh, como a chamamos). Naquela época, as pessoas identificaram outras doenças, como estresse, problemas cardíacos, ansiedade, depressão, hipertensão, insônia, transtorno bipolar, sem perceber que eram, na verdade, apenas sintomas que, na maioria dos casos, resultavam do amor deliria nervosa. É claro que ainda não estamos completamente livres do deliria nos Estados Unidos. Até que a intervenção seja aperfeiçoada, até que seja segura para menores de dezoito anos, jamais estaremos totalmente protegidos. A doença ainda ronda, sufocando-nos com vastos tentáculos invisíveis. Já vi inúmeras pessoas não curadas sendo arrastadas para a intervenção, tão torturadas e devastadas pelo amor que prefeririam arrancar os próprios olhos ou se atirar no arame farpado que cerca o laboratório a ficar sem ele.