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Didática e Avaliação em Lingua Portuguesa - Vol 02 - Col. Metodologia do Ensino (Cód: 2605369)

Anna Beatriz Paula,Rita do Carmo Polli da Si

Ibpex

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Descrição

O livro aborda a relação ensino-aprendizagem e os processos de avaliação no âmbito da disciplina de Língua Portuguesa, algo que se fazia necessário, dada a falta de publicações específicas. Assim, com a proposta de contribuir de fato e na prática, este livro assume o desafio de instigar o aprendizado e o domínio da língua materna, seja no contexto da oralidade, seja no da escrita – desafio que abrange todos os níveis de ensino.

Características

Produto sob encomenda Não
Editora Ibpex
Cód. Barras 9788599583173
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788599583173
Profundidade 1.00 cm
Número de Páginas 179
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorAnna Beatriz Paula,Rita do Carmo Polli da Si

Leia um trecho

Capítulo 1 Iniciamos os nossos trabalhos situando a nossa condição em sala de aula. Embora pareça estranho, não podemos jamais, sob pena de deslize sociológico, definir uma ação pedagógica desconhecendo o contexto de sua aplicação. E, infelizmente, o que temos é um cotidiano de muita pressão para todos aqueles que estão efetivamente comprometidos com a educação em nosso país. São situações de muita angústia, permeadas de tantas experiências bem-sucedidas. E são justamente as ações bemsucedidas que nos mantêm na profissão, pois nos dão a certeza de que ainda podemos conduzir nossos alunos pelo caminho do aprender. Então, vamos refletir um pouco em relação aos nossos maiores desafios, como é a proposta deste capítulo. 1.1 Os quatro pilares da crise Há um certo tempo, era comum ouvir, em reuniões pedagógicas de escola, a seguinte frase: “A escola é um lugar maravilhoso... o que estraga são os alunos”. Embora se afirmasse isso em tom de brincadeira, levando todos ao riso, muito de verdade está implícito nessa colocação. É usual atribuir as dificuldades da escola à condição dos alunos. Isso não é de todo uma inverdade, mas a carga com que esse tipo de visão contamina o magistério é que conduz a um todo melancólico e desprovido de soluções. Os desafios do cotidiano escolar A língua e os instrumentos lingüísticos são objetos históricos que estão intimamente ligados à formação do país, da nação, do Estado. (Eduardo Guimarães e Eni Orlandi, 1996) Aqueles que estão atuando no magistério, neste momento histórico, sofrem pressões de todos os lados. É a nova equipe política que assume, é a comunidade onde se insere a escola, são os alunos, além do escasso reconhecimento profissional do professor, dos baixos salários e da sensação de impotência diante da massificação cultural. Nesse contexto, até mesmo os desafios pessoais contam: filhos, planos, estudos, viagens etc. Se elaborássemos uma lista... bem... seria preciso muito espaço para registrar o conjunto de elementos da crise pela qual passa a educação e, por conseqüência, todos os que com ela se envolvem. Sendo assim, procuramos simplificar o quadro em quatro elementos que são, ao nosso ver, a base de todos os outros componentes que devem ser compreendidos como desafios a nossa prática, jamais como obstáculos intransponíveis. São eles relativos a questões que envolvem aspectos concernentes aos fatores: professor x aluno; aluno x currículo; professor x sociedade; professor x a formação do professor. 1.1.1 O professor x o aluno A relação entre professores e alunos é uma das principais questões a ser considerada neste momento da educação. Não caindo nos extremos patológicos de ex-alunos fuzilando colegas e professores dentro de escolas, como o que ocorreu na Escola Columbine e na Faculdade Virginia Tech, nos EUA, devemos concordar que há uma constante tensão entre essas duas figuras – o professor e o aluno – representantes da essência do ato de ensinar e de aprender. É aí que deve começar o verdadeiro estudo acerca da língua e linguagem no cotidiano escolar. Quem fala com quem? Ou melhor: que vozes são essas que falam através do professor e do aluno? Acompanhe o seguinte raciocínio de Ira Shor: Outro hábito do professor, ao falar, é o uso do pronome ‘nós’ quando fala com a classe. O programa silenciou os alunos e os afastou do professor, e assim o professor cria uma falsa camaradagem dizendo: ‘Nós vamos fazer um trabalho escrito para a semana que vem, ou ‘Amanhã veremos a Revolução Francesa’, quando o que ele realmente quer dizer é ‘eu estou dando um trabalho escrito como lição de casa’. O ‘nós’ é puro verbalismo, uma democracia verbal, porque não há democracia de fato, ela é manipuladora. Os alunos ouvem, rotineiramente, que a pessoa solicitária lá na frente da sala – o professor, um ‘eu’ responsável por ‘nós’, um sujeito acima deles, os objetos – fala com eles como se já tivessem concordado com qualquer coisa que o ‘eu’ tenha dito, quando, de fato, não se combinou nada sobre esse ‘nós’. O ‘nós’ professoral é um modo pelo qual a pedagogia tradicional tenta ocultar seu autoritarismo. E quem não foi tradicional em alguma situação que atire a primeira pedra. Distante de determinadas visões, o vilão, com certeza não seria o professor. Porém, enquanto parte consciente do processo ensino-aprendizagem, cabe sim ao profissional de ensino a tarefa de estabelecer outros paradigmas de sua fala ao aluno, desde que haja consciência de que professores e alunos representam papéis sociais específicos, relativos ao que acontece na própria sociedade. É comum observarmos o quanto professores defendem, em linguagem corporal, em linguagem verbal e em todo um conjunto de acessórios (vestimenta, automóvel, local de moradia) uma superioridade em relação aos seus alunos. Muitas das vezes é uma atitude assumida na inconsciência, mas que, ainda assim, o afasta daquele que deveria ser o seu mais próximo aliado no processo educativo. Os resultados não são, necessariamente, violentos. Ao menos não fisicamente. Outros tipos de violência podem ser mais eficazes: recusas a desenvolver atividades ou participar das aulas; evasões; agressões verbais; ameaças (cumpridas ou não); indisciplina etc. Tudo, enfim, que colabora para o desânimo do professor diante da realização da tarefa para a qual se preparou por anos. Isso sem falar na perda do idealismo – que abordaremos mais adiante.

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