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Ecce Homo - Col. Saraiva de Bolso (Cód: 6759871)

Nietzsche, Friedrich

Saraiva De Bolso

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Descrição

“Ecce homo” — alusão à frase de Pilatos ao exibir o Cristo martirizado — é um escrito autobiográfico de 1888 em que Nietzsche, no período final de sua lucidez intermitente, examina as suas obras e, através delas, apresenta um novo ideal humano. Não só isso, mas, ao escolher títulos de capítulos como “Por que sou tão sábio”, “Por que sou tão sagaz”, “Por que escrevo tão bons livros”, apresenta a si mesmo como o protótipo de um novo homem.

Tradutor: Artur Morão

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Saraiva De Bolso
Cód. Barras 9788520934432
Altura 17.50 cm
I.S.B.N. 9788520934432
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2013
Idioma Português
Peso 0.44 Kg
Largura 10.50 cm
AutorNietzsche, Friedrich

Leia um trecho

Advertência do tradutor Qual a imagem que de si mesmo Nietzsche nos oferece nesta obra agreste? Como interpreta ele alguns rasgos do seu pensamento e da tarefa que a si impôs? Aqui nos fala, por exemplo, do seu ódio ao idealismo, do seu ateísmo instintivo, quase visceral, portanto não teoricamente postulatório, da sua indiferença total à experiência religiosa1 (será essa uma das razões por que foi de todo insensível à mística cristã, na sua avaliação exclusivamente “moral” do cristianismo?): vê-se essencialmente como psicólogo, com um faro infalível e umas antenas psicológicas para a múltipla imundície oculta no fundo de muita natureza. De fato, Nietzsche exalta repetidamente, sem temer a monotonia, a sua mestria na descoberta dos instintos de decadência, em inverter perspectivas, e a sua psicologia da “visão dos recantos”. Segundo ele próprio afirma, não pretende (como os sacerdotes) “melhorar” a humanidade, mas simplesmente desmascarar o subterrâneo do ideal, derrubar ídolos, lutar contra o mundo fictício, narrar a história oculta dos filósofos, investigar as causas em virtude das quais se moralizou e idealizou até agora. Por conseguinte, a pars destruens da sua obra não poupa ninguém: antes de mais, a moral cristã (“a Circe de todos os pensadores”), que aos seus olhos representa a expressão suprema da decadência, da vontade de mentira, e o sintoma de fraqueza, incompatível com uma vida ascendente e afirmativa; em seguida, a cultura alemã, intrinsecamente “idealista” nas suas manifestações e nos seus pressupostos (daí, nos termos cruéis do filósofo, a “indigestão” do espírito alemão!); e, por fi m, a modernidade, com o que ela implica de instinto da negação e da perversão, quer no nível da política, da moral, da religião, ou até da ciência. Nietzsche considera-se ainda como o primeiro filósofo trágico (o contrário de um filósofo pessimista) — que descobriu o elemento dionisíaco, cuja realização consiste em dizer sim à vida, mesmo nos seus mais estranhos e mais duros problemas, no eterno prazer do devir, na afirmação do desvanecimento e da aniquilação, na renúncia ao conceito de ser. Se o erro é cobardia, e não cegueira (ainda aqui, o antissocrático!), só o homem que capta a realidade como ela é (com o que nela há de temível e de problemático) pode ter verdadeira grandeza. Não admira, pois, que Nietzsche, essencialmente “genealogista” na sua crítica dos valores, por ele indagados na sua origem, estruturalmente pedagogo no seu propósito (e, aqui, há alguma afinidade com Sócrates, como ele algures reconhece), aconselha então a evitar as simples atitudes reativas, a posição defensiva incessante, o não predominante e excessivo, porque tal atitude exige um dispêndio inútil de energia; se luta contra as meras imaginações (“Deus”, “alma” etc.), é porque elas levaram ao desprezo das coisas “pequenas”, isto é, das preocupações fundamentais da vida. Este cuidado inspira-lhe assim alguns conselhos dietéticos (água e não álcool; chá em vez de café), torna-o atento à relação profunda entre metabolismo e “espírito”, à influência do clima, e assim por diante. Mas, claro, por detrás destas intenções sérias e, por vezes, curiosas, desenha-se com um empenho impressionante o fito central de Nietzsche: a transmutação de todos os valores, o horizonte do ultra ou super-homem, como superação de toda a negatividade que tem marcado a história dos homens e, em particular, a do Ocidente. A tradução fez-se a partir do texto da Kritische Gesamtausgabe, preparada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari, e publicada pela Walter de Gruyter, Berlim 1967. Artur Morão Prefácio 1 Na previsão de que em breve terei de surgir perante a humanidade com a mais difícil exigência que se lhe fez, parece-me indispensável dizer quem eu sou. No fundo, todos o deviam saber: com efeito, não deixei de dar testemunho de mim. Mas a incongruência entre a grandeza da minha tarefa e a pequenez dos meus contemporâneos expressou- se no fato de que não me ouviram, nem também me viram. Vivo do meu próprio crédito, ou será talvez apenas um preconceito supor que vivo?... Basta-me dirigir a palavra a qualquer pessoa “culta” que venha no verão ao Alto Engadine para me convencer de que não vivo... Nestas circunstâncias, há um dever contra o qual, no fundo, se revoltam os meus hábitos, e mais ainda o orgulho dos meus instintos, isto é, o dever de clamar: Escutai-me! Pois, sou assim e assado. Sobretudo, não me confundam com outro! 2 Não sou, por exemplo, um espantalho, um monstro moral — sou antes uma natureza contrária à espécie de homens que, até agora, se veneraram como virtuosos. Aqui só para nós, parece-me que isto se ajusta precisamente ao meu orgulho. Sou um discípulo do filósofo Dioniso, prefiro ser um sátiro a ser um santo. Leia-se, porém, apenas este escrito. Coube-me talvez, e porventura não terá este escrito nenhum outro sentido, expressar este contraste de um modo sereno e humanitário. A última coisa que eu prometeria seria “melhorar” a humanidade. Ídolos novos não serão por mim erigidos; os antigos podem elucidar-nos sobre o que assenta em pés de barro! Derrubar ídolos (a minha palavra para “ideais” ) — eis o que já constitui o meu ofício. Subtraiu-se à realidade o seu valor, o seu sentido, a sua veracidade, na medida em que se inventou um mundo ideal... O “mundo verdadeiro” e o “mundo aparente” — em vernáculo: o mundo fictício e a realidade... A mentira do ideal foi até agora o anátema sobre a realidade, a própria humanidade foi por ela falsificada e viciada até aos seus mais profundos instintos — até à adoração dos valores contrários àqueles com que lhe estaria garantida a prosperidade, o futuro, o sublime direito ao futuro. 3 — Quem sabe respirar o ar dos meus escritos sabe que é um ar das alturas, uma atmosfera forte. Importa estar preparado para as alturas, de outro modo o perigo de aí enregelar não é pequeno. Próximo está o gelo, a solidão é atroz — mas como todas as coisas repousam tranquilas na luz! Como livremente se respira! Quantas coisas se sentem abaixo de si! — A filosofia, como até aqui a entendi e vivi, é a vida voluntária no meio do gelo e nas altas montanhas — a procura de tudo o que é estranho e problemático na existência, de tudo quanto foi banido até agora pela moral. Graças a uma longa experiência que tal peregrinação no reino do interdito me proporcionou, aprendi a examinar as causas, a partir das quais até agora se moralizou e idealizou, de um modo muito diverso do que era de desejar: a história oculta dos filósofos, a psicologia dos seus grandes nomes, veio para mim à luz do dia. — Quanta é a verdade que um espírito suporta, quanta é a verdade a que ele se aventura? — Eis o que sempre foi para mim o genuíno critério dos valores. O erro (— a fé no ideal —) não é cegueira, o erro écobardia... Toda a realização, todo o passo em frente no conhecimento resulta da coragem, da dureza contra si mesmo, da integridade para consigo... Não refuto os ideais, calço simplesmente luvas diante deles... Nitimur in vetitum: neste sinal há de um dia a minha filosofia vencer, pois até agora a verdade foi sempre fundamentalmente apenas proibida. 4 — Entre os meus escritos, o meu Zaratustra aguenta-se por si. Com ele, fiz à humanidade a maior dádiva que até agora lhe foi feita. Este livro, com uma voz que se eleva por cima dos milênios, não é apenas o maior livro que existe, o genuíno livro da atmosfera das alturas — a realidade integral do homem encontra-se abaixo dele a uma distância imensa — é também o mais profundo, nascido da mais íntima riqueza da verdade, o poço inesgotável a que nenhum alcatruz desce sem vir à superfície cheio de ouro e de bondade. Aqui, não fala um “profeta”, um daqueles híbridos horríveis de enfermidade e vontade de poder, que se chamam fundadores de religiões. É preciso, antes de mais nada, ouvir corretamente o som que sai desta boca, som alciônico, para não ofender desditosamente o sentido da sua sabedoria. “As palavras mais secretas é que suscitam a tempestade; os pensamentos que chegam com passo de pomba dirigem o mundo.”Os figos caem das árvores, são bons e doces: e, ao caírem, rasga-se-lhes a pele rosada. Sou o vento norte para os figos maduros. Assim, semelhantes a figos, caem entre vós, amigos meus, estas doutrinas: bebei o seu sumo e tomai a sua doce polpa! É outono em redor, e puro é o céu e a tarde. Aqui, não fala um fanático, aqui não se “prega”, aqui nenhuma fé se exige: de uma infinita plenitude de luz e de uma profundidade ditosa cai gota a gota, palavra a palavra. — uma suave lentidão é o ritmo destes discursos. Coisas assim acontecem apenas aos eleitos; é um privilégio sem igual ser aqui ouvinte; ninguém dispõe, sem mais, de ouvidos para Zaratustra... Não será, apesar de tudo, Zaratrustra um sedutor?... Mas que diz ele, no entanto, quando pela primeira vez retorna à sua solidão? Justamente o contrário do que num caso semelhante diria qualquer “sábio”, “santo”, “salvador do mundo” e outro décadent... Não só fala de outro modo, é também diferente...

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