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Em Nome de Sua Majestade (Cód: 1974420)

Sant'anna, Ivan

Objetiva

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Descrição

Londres, julho de 2005. Os sistemas de metrô e ônibus da cidade acabam de sofrer dois atentados terroristas, deixando 52 mortos e centenas de feridos. Neste clima de tensão, o brasileiro Jean Charles de Menezes, que trabalhava como eletricista, é confundido com o terrorista etíope Osman Hussein e morto a sangue-frio pela polícia inglesa.
A operação desastrada da Scotland Yard permanece encoberta por várias semanas. Enquanto o alto-comando da polícia sustenta uma versão falsa sobre o incidente no metrô, uma secretária da corregedoria da Scotland Yard que participa da investigação oficial descobre a verdade sobre o caso e a revela a um jornalista da emissora de televisão ITN: Jean Charles não foi perseguido e alvejado porque correu da polícia, mas sim por absoluta irresponsabilidade e imprudência dos policiais que o perseguiram e mataram sem qualquer prova ou evidência de que ele era o suspeito procurado. Ao contrário do que fez parecer a versão largamente noticiada no Brasil, o rapaz sequer teve tempo de descobrir que estava sendo seguido.
Para escrever 'Em Nome de Sua Majestade', Ivan Sant'Anna esteve em Londres, onde conversou com os principais personagens desta história, assim como refez o percurso de Jean Charles nos últimos instantes de sua vida. Sant'Anna esteve também em Córregos dos Ratos e Gonzaga, no Leste de Minas Gerais, conhecendo a família de Jean e o pequeno sítio onde ele se criou.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Objetiva
Cód. Barras 9788573028669
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788573028669
Profundidade 0.00 cm
Ano da edição 2007
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 176
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorSant'anna, Ivan

Leia um trecho

17 1 — Manhã de sexta-feira A pesar de ser pleno verão, os termômetros do Aeroporto Internacional de Heathrow marcavam apenas 17 graus no início da manhã de sexta-feira, 22 de julho de 2005. Trinta quilômetros a leste de Heathrow, em Scotia Road, pacata rua de Tulse Hill, área residencial no sul de Londres, um homem vestindo roupas comuns vigiava, de uma distância de apro ximadamente 15 metros, a entrada do número 21, um prédio simples de dois andares e apenas nove apartamentos. Scotia Road não é uma rua no sentido convencional, com início, meio e fi m. Trata-se de uma travessa em curva, da qual sai um apêndice em forma de “T”, como se fosse a cabeça de um tubarão-martelo. Mesmo sendo dia útil, o movimento naquela manhã era mínimo. Do interior de qualquer um dos prédios, alguém que estivesse olhando pela janela poderia ver que, a cada morador que saía do 21, situado na ponta nordeste do “T”, o homem à paisana, plantado na junção do apêndice com o lombo da curva, o fi lmava com uma minúscula câmera. O que o morador curioso não saberia é que as imagens eram imediatamente transmitidas via celular para o Gold Command (Comando Dourado) da Polícia Metropolitana de Londres, mundialmente conhecida como Scotland Yard. Esse comando, chefi ado naquele período por uma mulher, era responsável pelas operações de contraterrorismo na capital inglesa. Havia mais de três horas, o observador encontrava-se de vigília. Chegara minutos depois das seis da manhã. Embora soubesse que o suspeito que procurava tinha aparência somali ou etíope (sem ter muita noção do que isso signifi cava), ele fi lmava todas as pessoas do sexo masculino que saíam do prédio. Após registrar cada indivíduo, o cinegrafi sta desligava a máquina para poupar as pilhas. Perto dali, em Upper Tulse Hill, uma rua de maior movimento, outros três agentes, em permanente contato com o Comando Dourado, acompanhavam o que acontecia em Scotia Road. Todos, o observador-cinegrafi sta, os agentes e o Comando aguardavam que um morador específi co do número 21 saísse do prédio. Também atentos aos fatos, mais 11 homens se espalhavam por diversas ruas do bairro de Lambeth, onde fi ca Tulse Hill. Estavam todos à paisana, alguns com trajes de operário ou usando uniformes de empresas concessionárias de serviços públicos. Outros vestiam roupas comuns, inclusive agasalhos de ginástica. Agiam com naturalidade e nem de leve pareciam policiais em serviço. O vigilante em Scotia Road sentia vontade de urinar havia mais de meia hora. Agora, com o relógio marcando 9h30, sua bexiga parecia prestes a explodir. Olhou em torno e viu uma cerca viva, de uns 80 centímetros de altura, na ponta sudoeste do “T”, afastada uns 35 metros da porta de entrada do 21. Decidiu ir até lá para resolver seu problema mais imediato. Exatamente às 9h33, quando o espião se aliviava abaixadinho atrás da cerca, um homem jovem e moreno saiu do prédio. Naquela posição, o agente-cinegrafi sta não teve como fi lmar o recém-chegado à rua. Como este se afastou rapidamente, o vigia apressou o fi m de sua função, fechou o zíper da braguilha e ergueu-se. Em seguida, falando em código, comunicou-se com o Comando. — Registrei um “U”, sexo masculino, C1, 1,75 de altura, cabelos escuros, sem barba, jaqueta azul, calça jeans e tênis. Ele acaba de sair do número 21. Caminha para o sul. Não está carregando nada e, neste momento, não posso confirmar se é ou não o suspeito. Mas vale a pena ser observado. — Com essas palavras, o vigilante encerrou sua missão. O Comando Dourado não perdeu tempo em passar os dados aos três agentes de vigília em Upper Tulse Hill, resumindo tudo. — Possível suspeito indo na direção de vocês. Interceptem e sigam-no. O homem moreno foi se afastando de Scotia Road, passando por Romanfi eld Road e Marnfi eld Crescent, também travessas em curva. Já em Upper Tulse Hill, seguiu na direção leste. Passou pelo 74º Destacamento de Cadetes da Polícia Real Militar do Exército. Logo adiante, entrou no supermercado Joes. Saiu lá de dentro alguns minutos depois. Em momento algum percebeu que estava sendo seguido. Quando chegou à esquina de Upper Tulse Hill com Tulse Hill Road, o homem virou à esquerda. Caminhou 40 metros, para o norte, até um ponto de ônibus. Não precisou esperar muito tempo. Logo surgiu um dos tradicionais ônibus londrinos, vermelho, de dois andares, da linha 2, tendo como destino fi nal Baker Street. Ele embarcou no coletivo. Seus perseguidores também. Um deles ligou para o Comando Dourado. — Suspeito corresponde à descrição de somali ou etíope — informou, pelo rádio. — Tem olhos mongólicos. Sete minutos mais tarde, depois de parar em quatro pontos, o ônibus 2 chegou a Brixton Station, terminal sul da Victoria Line, linha azul do underground. Durante o trajeto, o ônibus foi atentamente observado pelos agentes à paisana espalhados pelas calçadas dos conjuntos habitacionais que se sucedem ao longo de Tulse Hill. Em Brixton, o rapaz moreno saltou do coletivo, seguido pelos três perseguidores. Eram 9h47 da manhã. Para surpresa dos agentes, após atravessar a rua e caminhar uns 40 metros em direção à estação, um prédio envidraçado de três andares, o homem subitamente mudou de idéia e voltou para o ônibus. Este partiu às 9h49. Nesse momento, por pouco a vigilância não foi interrompida. Mas, arriscando-se a serem detectados pelo suspeito, os três homens também correram em meio ao tráfego, contornaram a frente do ônibus de Baker Street, impedindo-o de arrancar, e galgaram afobadamente os degraus de sua porta dianteira. O “etíope” não notou a agitação. — Ele desceu do ônibus, mas voltou em seguida — disse um dos perseguidores, para o Comando, pelo rádio. — Nós quase o perdemos — concluiu, agora convicto de que o suspeito, ao sair e voltar para o ônibus, fazia isso para se certifi car se alguém o seguia. * * * No quartel-general da Scotland Yard, a chefe do Golden Command disparou uma série de ordens pelo rádio. Imediatamente, diversas viaturas policiais, sem nenhuma identificação, espalhadas pelo sul de Londres, cada uma delas conduzindo dois agentes armados, seguiram em direção à rota da linha 2, trecho entre a estação de Brixton e a ponte Vauxhall, sobre o Tâmisa. Do interior do ônibus 2, o pretenso “somali de olhos mongólicos” pegou seu celular e falou com alguém. Os agentes que o seguiam não estavam perto o sufi ciente para escutar suas palavras. Mas, mesmo que fosse esse o caso, não teriam conseguido identifi car a língua que o suspeito falava. Ou, quem sabe, até identifi cá-la como sendo parecida com somali ou etíope, já que não conheciam nem uma nem outra. A ligação durou menos de um minuto. Um dos perseguidores voltou a falar com o Comando Dourado. — A descrição do suspeito corresponde à do homem que procuramos — insistiu. Isso bastou para que, na Central, a chefe da operação instruísse os agentes armados que convergiam para a rota do ônibus 2 para que adotassem um procedimento que ela chamou de “código vermelho”. Depois de mais duas paradas, em Brixton Road e Stockwell Road, o ônibus de Baker Street, levando o suspeito e seus três perseguidores, chegou à estação de metrô de Stockwell. O percurso desde o ponto em Tulse Hill Road levara 15 minutos. O rapaz moreno desceu pela porta traseira às 10h02, caminhou 50 metros pela Stockwell Road, atravessou uma faixa de pedestres e, em Clapham Road, chegou à entrada da Stockwell Station, uma construção de tijolinhos, de dois andares, na esquina de Clapham com Binfi eld. Ele entrou na estação sem ter a menor idéia de que, ao longo dos últimos 29 minutos, tornara-se a atenção prioritária da polícia de Londres. Os três agentes entraram logo atrás. Desapareceram todos no interior do prédio. Alguns segundos depois, um Audi sedã cinza-escuro parou bruscamente na mesma esquina, cantando pneus com estardalhaço e já com as portas se abrindo. Dois homens usando calças jeans, camisas folgadas e bonés azul-marinho com a inscrição “Police” desceram do carro e entraram em disparada na estação. Cada um deles empunhava um rifl e alemão Heckler-Koch, de cano serrado. Seguiu-se mais meio minuto. Então, do lado de fora da Stockwell Station, foi possível ouvir nove tiros. Logo pes soas saíram correndo, apavoradas, do prédio. Policiais fardados, usando coletes amarelos, que tinham acabado de chegar ao local, estimularam essas pessoas em pânico a correr para longe, ao mesmo tempo em que impediam que outras se aproximassem da estação. Lá embaixo, nas profundezas do tube, do interior do segundo vagão de um trem da Northern Line, parado na plataforma número 4, um homem se limitou a comunicar pelo rádio: — Homem ao chão (man down).

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