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Feche Bem Os Olhos (Cód: 4074034)

Verdon,John

Arqueiro

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Feche Bem Os Olhos

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Descrição

David Gurney sempre foi viciado em resolver enigmas. Mesmo dois anos depois de ter trocado a carreira policial pela pacata vida no campo, sua mente investigativa não consegue resistir a uma boa charada. Foi assim com o caso do Assassino dos Números, um ano antes. Agora, a história se repete quando ele é convidado para trabalhar como consultor e ajudar a polícia a desvendar um instigante homicídio.

Jillian Perry, uma jovem de 19 anos, foi morta de maneira brutal no dia do próprio casamento. Todas as pistas apontam para um misterioso jardineiro, só que nada mais na história se encaixa: o motivo, o lugar onde a arma do crime foi deixada e, principalmente, o modus operandi.

A princípio, David reluta em aceitar o convite, preocupado em preservar seu casamento, já que sua esposa, Madeleine, é totalmente avessa ao seu envolvimento em qualquer assunto policial. Porém, recusar-se a participar da investigação seria ir contra sua essência e David acaba se convencendo de que não conseguirá dormir em paz enquanto o criminoso estiver à solta.

Quando começa a entrevistar parentes e conhecidos de Jillian e a avançar no caso, fica claro que o assassino é não só mais inteligente e implacável do que ele esperava, como também destemido o suficiente para atacar seu ponto fraco. David terá que pensar além das evidências para desvendar o quebra-cabeça mais sinistro com que já se deparou.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Arqueiro
Cód. Barras 9788580410730
Altura 23.00 cm
I.S.B.N. 9788580410730
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Tradutor Alves Calado
Número da edição 1
Ano da edição 2012
Idioma Português
Número de Páginas 432
Peso 0.54 Kg
Largura 16.00 cm
AutorVerdon,John

Leia um trecho

Primeira parte - O Jardineiro Mexicano Capítulo 1 - A vida no campo Havia uma imobilidade no ar matinal de setembro que parecia a imobilidade de um submarino que desliza com os motores desligados para escapar dos equipamentos de escuta do inimigo. Toda a paisagem era mantida imóvel pela força invisível de uma calma gigantesca, a calma que precede uma tempestade, uma calma tão profunda e imprevisível quanto o oceano. Fora um verão estranhamente quieto, com a seca exaurindo devagar a vida da grama e das árvores. Agora o verde das folhas estava se desbotando e ficando marrom e elas já haviam começado a cair silenciosamente dos galhos dos bor-dos e das bétulas, diminuindo a perspectiva de um outono colorido. Dave Gurney estava de pé na cozinha, olhando pela porta envidraçada para o jardim e o gramado aparado que separava a casa do pasto que descia em direção ao lago e ao velho celeiro vermelho. Sentia-se um pouco desconfortável e desconcentrado, a atenção pairando entre o canteiro de aspargos no fim da horta e o pequeno trator de terraplenagem amarelo, ao lado do celeiro. Bebericou lentamente o café matinal, que esfriava no ar seco. Adubar ou não – essa era a questão dos aspargos. Ou, ao menos, a primeira questão. Se a resposta fosse sim, haveria uma segunda questão: usar adubo a granel ou em sacos? O fertilizante, segundo fora informado por vários sites que Madeleine lhe indicara, era a chave para o sucesso com os aspargos, mas não es-tava totalmente claro se ele precisava complementar a aplicação feita na última primavera. Nos dois anos em que estavam nas Catskills viera tentando, na medida do possível, mergulhar naqueles assuntos de casa e jardim a que Madeleine se dedicara com entusiasmo instantâneo, mas os incômodos cupins do arrependimento viviam roendo seus esforços – remorso não tanto pela compra dessa casa específica, com seus 20 hectares pitorescos, que ele continuava a considerar um bom in-vestimento, mas pela decisão de mudar completamente de vida que estava ligada a ela: deixar o Departamento de Polícia de Nova York e se aposentar aos 46 anos. A pergunta incômoda era: será que havia trocado cedo demais seu distintivo de detetive de primeira classe pelas tarefas horticultoras de um futuro fidalgo rural? Certos acontecimentos premonitórios sugeriam que sim. Desde que se mudara para aquele paraíso pastoral, ele havia desenvolvido um tique na pálpebra esquerda. Para sua consternação e a inquietação de Madeleine, ele começara a fumar de novo, esporadicamente, depois de 15 anos de abstinência. E, claro, havia o elefante branco na sala: sua decisão de se envolver no outono anterior, um ano depois de sua suposta aposentadoria, no horrível caso de assassinato Mellery. Quase não sobrevivera à experiência e até colocara Madeleine em perigo durante o processo, e naquele momento de clareza que um contato próximo com a morte costuma proporcionar se sentira motivado durante um tempo a se dedicar por completo aos simples prazeres da nova vida rural. Mas há algo estranho na imagem cristalina de como a pessoa deveria viver. Se você não se agarra a ela todo dia, a visão se desbota rápido. Um momento de graça é apenas um mo-mento de graça. Logo se torna uma espécie de fantasma, uma imagem pálida na retina, recuando para fora do alcance como a lembrança de um sonho, até se tornar nada mais do que uma nota dissonante na harmonia da vida. Entender esse processo, como descobriu Gurney, não oferece uma chave mágica para revertê-lo. Logo, uma espécie de indiferença era a melhor atitude que ele conseguia assumir com relação à vida no campo. Era uma postura que o colocava fora de sintonia com sua mulher. Também o fazia pensar se alguém poderia mudar de verdade ou, de forma mais objetiva, se ele poderia mudar algum dia. Em seus momentos mais sombrios, ficava desanimado com a intransigência de seu modo de pensar, de seu modo de ser. A situação do trator de terraplenagem era um bom exemplo. Ele havia com-prado um velho trator usado pequeno, seis meses antes, descrevendo-o a Madeleine como uma ferramenta prática para a propriedade de 20 hectares de floresta e campina e os 400 metros de estradinha de terra. Ele o via como um meio de fazer os reparos necessários de paisagismo e outras melhorias – algo bom e útil. Mas ela pareceu enxergar a aquisição como o que de fato era: não um veículo que prometia seu envolvimento maior com a vida nova, mas um símbolo barulhento e fedendo a óleo diesel de seu descontentamento, de sua insatisfação com o ambiente dos dois, de sua infelicidade pela troca da cidade pelas montanhas, de sua mania controladora de tentar modificar um mundo novo e indesejável, deixando-o com a forma de seu próprio desejo. Ela só havia articulado a objeção uma vez, com esta simplicidade: “Por que você não pode aceitar tudo o que está à nossa volta como um presente, um presente lindo, e parar de tentar consertá-lo?” Enquanto estava parado junto à porta de vidro, lembrando-se com desconforto do comentário, ouvindo em sua cabeça seu tom gentilmente exasperado, a voz real de Madeleine se intrometeu em seus pensamentos vindo de algum lugar atrás dele. – Existe alguma chance de você olhar os freios da minha bicicleta até amanhã? – Eu disse que ia olhar. Ele tomou outro gole de café e se encolheu. Fazia um frio desagradável. Olhou para o velho relógio de pêndulo acima do aparador de pinho. Tinha quase uma hora livre antes de sair para dar uma das suas aulas ocasionais como professor visitante na Academia Estadual de Polícia em Albany. – Você devia vir comigo um dia desses – convidou ela, como se a ideia tivesse acabado de lhe ocorrer. – Vou, sim – falou ele, a resposta usual às sugestões periódicas de se juntar a ela num passeio de bicicleta pela paisagem ondulante de pastos e florestas que constituíam boa parte da região ocidental das Catskills. Virou-se para ela. Madeleine estava parada junto à porta da sala de jantar e usava uma calça de malha gasta, um suéter largo e um boné de beisebol manchado de tinta. De repente ele não pôde deixar de sorrir. – Que foi? – perguntou ela, inclinando a cabeça. – Nada. – Às vezes a presença dela era tão encantadora que esvaziava sua mente de qualquer pensamento confuso, negativo. Madeleine era aquele tipo raro de criatura: uma mulher linda que parecia se importar muito pouco com a própria aparência. Ela se aproximou e parou junto dele, examinando a paisagem. – Os cervos estiveram no comedor de pássaros – informou, parecendo mais entretida do que irritada. Do outro lado do gramado, três alimentadores de pássaros presos em pedaços de pau estavam totalmente fora do lugar. Olhando para eles, Gurney percebeu que compartilhava, até certo ponto, da atitude benevolente de Madeleine com relação aos cervos e aos pequenos danos que eles provocavam – o que parecia curioso, já que seus sentimentos eram bem diferentes dos dela com relação à destruição causada pelos esquilos, que agora mesmo estavam consumindo as sementes que os cervos não tinham conseguido extrair do fundo dos alimentadores. Agitados, rápidos, de movimentos agressivos, eles pareciam motivados por uma fome obsessiva comum aos roedores, um desejo avarento e focado de consumir cada migalha de comida disponível. Enquanto seu sorriso evaporava, Gurney olhou-os com uma espécie de irritabilidade que, avaliando objetivamente, ele suspeitava estar se tornando sua reação automática a muitas coisas – uma irritabilidade que decorria das falhas de seu casamento, e as evidenciava. Madeleine descrevia os esquilos como fascinantes, inteligentes, ágeis, de uma energia e uma determinação espantosas. Ela parecia amá-los como amava a maioria das coisas na vida. Gurney, por outro lado, queria matá-los. Bom, não matá-los literalmente, mas talvez acertá-los com uma pistola de ar comprimido capaz de arrancá-los dos alimentadores de pássaros e mandá-los voando para a floresta, onde era seu lugar. Matar era uma solução que jamais lhe atraía. Em todo o seu tempo no Departamento de Polícia de Nova York, em todos os anos como detetive de homicídios, nos 25 anos lidando com homens violentos numa cidade violenta, ele jamais havia sacado a arma em vão, mal a havia disparado fora de um estande de tiros, e não queria começar agora. O que quer que o tivesse atraído no trabalho policial, que o fizera se dedicar ao serviço durante tantos anos, com certeza não fora o apelo de uma arma ou a solução enganosamente simples que ela oferece. Percebeu que Madeleine o olhava com aquela sua expressão curiosa, avaliadora – provavelmente adivinhando, pela tensão no queixo dele, seus pensamentos sobre os esquilos. Em resposta à aparente clarividência dela, Gurney queria dizer algo que justificasse sua hostilidade contra os ratos de cauda fofa, mas o toque do telefone o interrompeu – de fato, os toques de dois telefones soaram ao mesmo tempo: o telefone fixo no escritório e seu celular no aparador da cozinha. Madeleine foi para o escritório. Gurney pegou o celular.

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