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Fórmula para o Caos - A Derrubada de Salvador Allende (Cód: 2596793)

Bandeira,Luiz Alberto Moniz

Civilização Brasileira

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Descrição

Uma extraordinária e inédita análise do processo político, econômico e social que levou à derrubada do governo de Salvador Allende, eleito democraticamente, e da conspiração da CIA com os grupos civis de extrema direita, com os militares e com a oposição para derrubá-lo.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Civilização Brasileira
Cód. Barras 9788520007228
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 8520007228
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2008
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 644
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorBandeira,Luiz Alberto Moniz

Leia um trecho

Introdução Conheci Salvador Allende, em 1964, no apartamento do presidente João Goulart, na praça Villa Biarritz (Pocitos), em Montevidéu, quando foi visitá-lo e prestar-lhe solidariedade, após o golpe de Estado ocorrido no Brasil, naquele ano. O presidente João Goulart estava asilado. E Salvador Allende, um homem muito afável e tranqüilo, era então o candidato à presidência do Chile da Frente de Acción Popular (FRAP), constituída pelo Partido Socialista, pelo Partido Comunista e por partidos menores. Mostrava-se muito confi ante na vitória. Dizia que no Chile as Forças Armadas eram legalistas, não intervinham na política, e que lá havia uma tradição de estabilidade. Essa era a opinião de todos os chilenos, que, àquela época, conheci em Montevidéu, onde eu também estava exilado. Muitos uruguaios igualmente diziam que lá, no Uruguai, não aconteceria o mesmo que no Brasil. O jornalista Guillermo Chifl et chegou a comentar que, se os militares tomassem o governo no Uruguai, o povo expulsá-los-ia do palácio “a puntapies”. No início da década de 1970, exilado no Chile, o ex-marinheiro brasileiro Avelino Capitani ouviu os chilenos repetirem algo parecido com respeito ao seu país, onde Allende era mais uma vez candidato à presidência da República: “(O Chile) é diferente, porque o Exército aqui tem uma longa tradição democrática e apóia o governo. O povo apóia o governo e quem se atrever a dar um golpe de Estado será derrotado.”1 Esse mesmo argumento, que eu ouvira em 1964, voltei a escutar, no fi nal de 1970, quando fui aconselhado a asilar-me no Chile, ao ser libertado após passar quase todo o ano como preso político da Armada brasileira, condenado pela 1ª Auditoria de Marinha, com base em processo de 1964, devido à minha participação na resistência ao golpe militar. A expectativa era a de que voltaria a ser preso, se fi casse no Brasil. A sentença, que me condenara, fora apenas anulada, eu iria novamente a julgamento e o general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) intensifi cava a repressão política. No Chile, estaria seguro — assim me diziam — porque Salvador Allende se elegera e assumira a presidência da República. Contudo jamais acreditei que Salvador Allende pudesse sustentar-se por muito tempo no governo. O Chile nunca fora um país tão estável como se propalava. Em 150 anos, desde a independência até 1970, lá houve quatro guerras civis e também golpes de Estado, que derruíram os governos existentes. E o fato de que desde 1932 não ocorria um golpe de Estado não signifi cava que a ameaça não existisse. As circunstâncias históricas são mutantes. E o Chile não recebera nenhuma vacina contra golpe de Estado. O excepcionalismo do Chile afi gurava-se-me como um mito. A vivência de uma crise política tem enorme poder pedagógico. Jean-Jacques Rousseau, na sua novela epistolar Julie ou la nouvelle Héloïse, publicada em 1761, ponderou que “é uma loucura querer estudar a sociedade (o mundo) como simples observador”, pois quem deseja apenas observar nada observará, e sendo inútil no trabalho e um estorvo nas brincadeiras, não está em nenhum dos dois lados. De fato, como disse Rousseau, “observamos a ação dos demais na medida em que nós mesmos atuamos”.2 Por sua vez, Karl Kautsky salientou que o que aprendemos com a simples observação das coisas é insignifi cante comparado com o que aprendemos por meio da experiência. O que atua, se dotado de sufi ciente preparação científi ca, entenderá com mais facilidade o fenômeno político do que o estudioso de gabinete, que nunca teve o menor conhecimento prático das forças motrizes da história. E, ao longo de minha vida, não me limitei a ser mero observador. Vivi intensamente os acontecimentos que culminaram no golpe de Estado no Brasil, em 1964. Essa experiência me permitiu aprender e compreender como a CIA havia operado para desestabilizar o governo do presidente João Goulart. E este, embora empenhado em promover reformas de base para dar impulso ao desenvolvimento econômico do Brasil, não pretendera implantar nenhum regime de tipo socialista, como Salvador Allende se propunha a fazer, ainda que pela “via chilena”, com “vino y empanadas”. Sempre considerei que a “via chilena” para o socialismo era ilusória, contraditória e, econômica e politicamente, inconsistente com a realidade nacional do Chile e a internacional, sobretudo no contexto da guerra fria. Isso não signifi ca que acreditasse na luta armada. Apenas entendia que qualquer tentativa de implantar o socialismo no Chile, naquelas circunstâncias, iria desembocar, inevitavelmente, em golpe de Estado. Esse entendimento, inter alia, levou-me a permanecer no Brasil, onde, após viver mais de um ano na clandestinidade, fui outra vez preso, no início de 1973. Assim, em 11 de setembro 1973, quando o governo de Allende foi derrubado, eu me encontrava preso no Regimento Marechal Caetano de Farias, no Rio de Janeiro. Depois de passar por padecimentos e/ou interrogatórios nos órgãos de segurança, nós, presos políticos, com curso superior, tínhamos direito a estar em regime de prisão especial,3 prisão de estado-maior, em quartel, e podíamos receber jornais, que nossas famílias diariamente nos levavam. Lembro-me que Wanda Caldeira Brandt, irmã do sociólogo Vinícius Caldeira Brandt, que fora presidente da União Brasileira de Estudantes e era um dos presos, trazia Le Monde para o quartel. Isso me possibilitou recortar e guardar as notícias publicadas na imprensa, como geralmente sempre fi z, a respeito de importantes acontecimentos, sobre os quais um dia eventualmente tenha de escrever. Alguns meses depois saiu publicado em The Washington Post, edição de 6 de janeiro de 1974, o artigo intitulado “The Brazilian Connection”, de Marlise Simons. Já absolvido pelo Superior Tribunal Militar (STM) e libertado na véspera do Natal de 1973, procurei então Marlise Simons, no Rio de Janeiro, para conversar sobre o tema. Guardei todo esse material, com o propósito de um dia estudar a queda de Salvador Allende. Sempre me orientei pelo pensamento de Antonio Gramsci, segundo o qual, “se escrever história signifi ca fazer a história do presente, é um grande livro de história aquele que no presente ajuda as forças em desenvolvimento a converterem-se em mais conscientes de si mesmas e por isso mais concretamente ativas e factíveis”.4 Esse foi o objetivo de todas as obras que tenho escrito e publicado e também desta — Fórmula para o caos — A derrubada de Salvador Allende (1970-1973). Conquanto meu propósito fosse analisar, especifi camente, os fatores externos e internos que concorreram para o derrocamento do presidente Allende, não podia, entretanto, deixar de situá-lo na conjuntura da época, início dos anos 1970, razão pela qual dediquei algumas passagens do livro aos golpes de Estado ocorridos na Bolívia (1971), no Uruguai (1973) e no Peru (1975), bem como aos acontecimentos no Brasil, em 1964, uma vez que todos eles confi guraram um fenômeno da guerra fria, não obstante as circunstâncias domésticas existentes em cada um desses países. A simultaneidade de acontecimentos do mesmo caráter, em distintos países, em uma época, decorre, no mais das vezes, do processo de internacionalização da política, em que fatores internos e externos se conjugam, se realimentam e determinam o fato histórico. Não pretendi, decerto, fazer a história do governo de Salvador Allende, nem do Chile, naquele período, em seus mais variados aspectos, mas estudar o processo social e políico que resultou no golpe militar de 11 de setembro de 1973. Meu esforço foi no sentido de compreender e desvelar não apenas os fatores externos (operações da CIA, bloqueio invisível), já expostos e denunciados em vários livros, mas também os fatores internos, que igualmente foram fundamentais para a eclosão do golpe de Estado em 1973, embora pouco ressaltados na historiografi a sobre o tema. Era necessário explicá-los em seu conjunto, em sua dinâmica, em seu encadeamento mediato, em sua condicionalidade essencial, porquanto casualidade não existe. O que existe é causalidade, e a determinação de um acontecimento político, seu desenlace, está nas origens do processo histórico que ele culmina. Assim, como acadêmico, tinha de partir de uma linha de hipóteses, entre as quais formulei: 1. a contradição fundamental entre o Poder Executivo, autoritário na sua essência, e o Poder Legislativo, na República presidencialista, constituiu um dos principais fatores dos golpes de Estado que ocorrem nos países da América Latina; 2. a contradição entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo marcou toda a história do Chile e esse foi um dos principais fatores que concorreram para a derrocada do governo de Salvador Allende em 1973; 3. o golpe de Estado constitui uma questão de técnica, como sustentou Curzio Malaparte, mas é necessário que existam condições objetivas e subjetivas para a sua execução e a fórmula para criálas foi a que a CIA desenvolveu, desde 1947; 4. mesmo que houvesse no Chile condições tanto econômicas quanto sociais e políticas para um projeto socialista, a “via chilena”, i. e., a via pacífi ca, mediante a qual Salvador Allende e a UP pretendiam realizá-lo era absolutamente impensável sem a conquista da maioria parlamentar e o respaldo da maior parte da população; 5. a rápida estatização da economia, bem como a atuação dos setores radicais da esquerda no sentido de acelerar e radicalizar o processo revolucionário, em um país industrialmente atrasado e dependente do mercado mundial, facilitaram a ação da CIA e contribuíram para criar as condições objetivas e subjetivas que determinaram o golpe de Estado em 11 de setembro de 1973. Com base nessa linha de hipóteses, dado que dispunha da documentação já desclassifi cada nos Estados Unidos e dos volumes contendo os depoimentos prestados durante a investigação realizada no Senado dos Estados Unidos, em 1974-1975, sob a presidência do senador Frank Church (Partido Democrata), solicitei ao Itamaraty que autorizasse o acesso aos documentos secretos, confi denciais, reservados e a outros relativos aos golpes de Estado no Uruguai, na Bolívia, no Peru e, particularmente, no Chile, na primeira metade dos anos 1970, uma vez que já havia passado o prazo para desclassifi cação, previsto no Decreto-lei nº 5.301, de 9 de dezembro de 2004. Não tive o menor problema, a menor difi culdade, tanto nos arquivos do Itamaraty quanto nos acervos documentais do SNI e do CIEX, que estão depositados na Coordenadoria Regional do Arquivo Nacional em Brasília. E, além dessa documentação obtida em fontes primárias, usei amplamente os livros de memórias de personagens do tempo de Allende, e muitos outros, o que me possibilitou cruzar as informações, compará-las, de modo a apresentar, o mais objetivamente possível, os acontecimentos e suas causas, sem as distorções ideológicas que refl etem uma consciência falsa e impedem a extração dos ensinamentos propiciados pela experiência da história, embora, conforme George W. F. Hegel observou, infelizmente “o que a experiência e a história ensinam é que os povos e governos nunca aprenderam qualquer coisa da história nem se comportam de acordo com suas lições”.* A realização desta pesquisa só foi possível graças ao generoso apoio de vários amigos, a começar por Luciana Villas-Boas, da Editora Record/Civilização Brasileira, que se entusiasmou com o projeto e logo contratou a publicação da obra, Roberto Dias, João Carlos Nogueira e o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty. A esses queridos amigos sou imensamente grato pelo respaldo que me deram para a consecução do trabalho em Brasília, onde muitas outras pessoas me ajudaram e colaboraram comigo. O ministro Hélio Vitor Ramos Filho, diretor do Departamento de *“Man verweist Regenten, Staatsmänner, Völker vornehmlich an die Belehrung durch die Erfahrung der Geschichte. Was die Erfahrung aber und die Geschichte lehren, ist dies, daß Völker und Regierungen niemals etwas aus der Geschichte gelernt und nach Lehren, die aus derselben zu ziehen gewesen wären, gehandelt haben.” HEGEL, G. W. F. — Vorlesungen über die Philosophie der Weltgeschichte, Band 1 (Die Vernunft in der Geschichte). Hamburgo: Felix Mainer Verlag, 1994, p. 19. Comunicações e Documentação (DCD), do Itamaraty, autorizou a desclassificação dos documentos e me proporcionou todas as facilidades para a pesquisa. A ele os meus agradecimentos, bem como à conselheira Cecília Neiva Tavares, chefe da Divisão de Comunicações e Arquivo (DCA), onde trabalhei intensivamente durante um mês, contando com a assistência direta do secretário Igor de Carvalho Sobral e com a enorme boa vontade dos oficiais de chancelaria Felipe Heimburger e André Lino Vicente, responsáveis pela documentação. Contei ainda com o apoio do secretário Alexandre Ferrari, também no DCA, e dos oficiais de chancelaria Elizabeth Maria de Mattos e Maria Salete Carvalho Reis, diretora e vice-diretora da Biblioteca do Itamaraty. Meu velho amigo, embaixador Carlos Henrique Cardim, diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), forneceu-me importantes e valiosos livros e informações. A ele agradeço e estendo o meu reconhecimento a sua assessora Valéria Ramos, pelo auxílio que sempre me proporcionou, quando necessitei. Também tenho de mencionar e agradecer o apoio que o embaixador Jerônimo Moscardo, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG)), sempre me tem dado. A relação das pessoas que facilitaram meu trabalho de pesquisa é muito grande e ainda devo referir-me ao apoio de Jaime Antunes, diretor do Arquivo Nacional, e à assistência que me foi prestada por Maria Esperança de Resende, coordenadora-geral regional do Arquivo Nacional, no Distrito Federal, onde estão depositados os fundos documentais do Centro de Informações do Exterior (CIEX) e do Serviço Nacional de Informações (SNI). Ali Vievien Ishaq e outros funcionários sempre atenderam prontamente às minhas solicitações. Mas não só no Brasil muitas pessoas concorreram para o êxito da pesquisa. Ao embaixador do Brasil em Buenos Aires, Mauro Vieira, meu querido amigo, meu reconhecimento e minha gratidão pelo suporte que sempre me deu na Argentina. Também agradeço ao embaixador do Brasil em Santiago, Mário Vilalva, a quem conheço há muitos anos e que me enviou, gentilmente, vários livros relacionados com a queda de Salvador Allende, recém-publicados no Chile, fundamentais para o meu trabalho. Não posso esquecer a colaboração do conselheiro Sílvio Albuquerque e do secretário Alexandre Brasil, ambos da Embaixada do Brasil em Santiago. Na Embaixada do Brasil na Bolívia, a ofi cial de chancelaria Carla Lopes foi quem me ajudou, enviando-me livros lá publicados. No Uruguai, contei com a preciosa colaboração de meu amigo Roberto Pereira, diretor de La Onda Digital, que me remeteu para alguns livros uruguaios relacionados com o golpe no Uruguai, bem como de Cristina Iriarte, tradutora desta e de outras obras minhas para o espanhol. Aqui registro meu agradecimento ao professor Alberto Justo Sosa, da Argentina, que reviu o texto em espanhol e fez excelentes e oportunas observações e sugestões. E, como sempre, Paulo Fernandes de Moraes Farias, professor da Universidade de Birmingham, fez revisão do texto em português e apresentou sugestões. Com Gilberto Calcagnotto, da Universidade de Hamburg, algumas vezes consultei sobre questões de economia. Além das anteriormente referidas, muitas pessoas atenderam-me e concederam esclarecedoras entrevistas sobre o tempo de Salvador Allende na presidência do Chile. A jornalista Dorrit Harazim, que assistiu ao bombardeio do La Moneda, fez para mim um excelente relato do acontecimento e de sua conversa, por telefone, com o embaixador brasileiro Antônio Cândido da Câmara Canto, na tarde do dia 11 de setembro. O empresário Roberto Thieme, ex-dirigente de Patria y Libertad, revelou-me, através de correpondência, aspectos importantes do complot no Chile, no qual desempenhou importante papel, assim como o jornalista Manuel Salazar, seu biógrafo, que forneceu muitas das fotografias que ilustram esta obra. Maurício Rosencof, responsável pela articulação com os Tupamaros, no Uruguai, e com o MIR, no Chile, contou-me seus encontros com Allende. E o professor Peter Kornbluh, autor de The Pinochet File, forneceu-me documentos da CIA, cuja desclassificação ele havia conseguido nos Estados Unidos, com base no Freedom Information Act (FOIA), após muita luta como diretor do Chile’s Project do National Security Archive, na George Washington University. O professor Nielsen de Paula Pires, o teatrólogo Pedro Vianna e o escritor Fernando Batinga deram-me depoimentos, pois, após a queda de Allende, estiveram presos no Estádio Nacional, no Chile, onde foram interrogados sob a assistência de militares brasileiros. O secretário-geral do Ministério da Cultura, João Luiz Silva Ferreira ( Juca Ferreira), que estava no Chile quando o golpe ocorreu, contou-me como conseguiu escapar, ocultado em uma callampa, até asilar-se na Embaixada da Suécia. O embaixador Guilherme Leite Ribeiro promoveu meu contacto com o engenheiro Marcelo Mesquita de Siqueira, que me forneceu a fotografi a bem como detalhes sobre a posição e o papel do seu pai, o coronel Walter Mesquita de Siqueira, na época adido do Exército e da Aeronáutica na Embaixada do Brasil no Chile. João Vicente Fontela Goulart, fi lho do presidente João Goulart, enviou-me cópia de uma das cartas que Allende escreveu a seu pai. Infelizmente, a carta escrita em 1964, que eu havia lido há alguns anos, não foi encontrada. Por fi m, não posso deixar de mencionar a colaboração dos professores Marcos del Roio, da Unesp, e Álvaro Bianchi, da Unicamp, por me ajudarem a localizar a fonte de determinado texto que eu não mais recordava. O apoio e a colaboração que todas essas pessoas generosamente me deram não implicam concordância ou endosso de minhas opiniões e conclusões. E daí seu valor maior ainda, razão pela qual expresso a minha maior e profunda gratidão. ST. LEON (BADEN WÜRTTEMBERG), FEVEREIRO DE 2008. ..Luiz Alberto Moniz Bandeira

Avaliações

Avaliação geral: 4

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Francisco_Luciano recomendou este produto.
04/07/2014

DESVENDA COM RIQUEZA DE DETALHES O GOLPE DO CHILE

Moniz Bandeira narra de maneira magistral a trágica experiência de Salvador Allende de implantar um regime socialista constitucionalmente, deixando Washington em pânico. Os interesses contrariados das classes dominantes e a intervenção dos EUA com a CIA, por determinação de Henry Kissinger e seu presidente criam um ambiente de antagonismo e trazem ao Chile uma situação caótica (daí o título do livro). A CIA orquestra, instiga, financia, pratica atos de sabotagem e outras interferências deixando o país literalmente ingovernável, de joelhos, objetivando provocar a intervenção militar. O golpe chileno ocorre durante o governo de Garrastazu Médice, que contribui grandemente para agravar a situação chilena. Moniz Bandeira mostra a mão onipresente dos EUA nos países alheios, cheio de privilégios e dono das principais fontes de riqueza. Esclarecedor, para um assunto pouco comentado nos dias de hoje.
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