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Gêmeas - Não Se Separa o que a Vida Juntou (Cód: 2637944)

Castro,Monica

Vida E Consciência

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Gêmeas - Não Se Separa o que a Vida Juntou

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Descrição

A obra traz as histórias das irmãs gêmeas Suzane e Beatriz que, separadas ao nascer, vêem seus caminhos entrelaçados por coincidências aparentemente inexplicáveis, mas que levam à compreensão sobre o intrigante e inteligente sistema de leis que regem os nossos destinos

'Ninguém pode separar o que a vida juntou. Essa história nos ajuda a compreender que as nossas ilusões do mundo nos cegam e nos distanciam dos verdadeiros valores da vida. Nossos caminhos se entrelaçam para nos levar à experiências que nos revelam a certeza e a perfeição das leis universais', explica a autora.

Características

Produto sob encomenda Sim
Editora Vida E Consciência
Cód. Barras 9788577220533
Altura 21.00 cm
I.S.B.N. 9788577220533
Profundidade 1.00 cm
Acabamento Brochura
Número da edição 1
Ano da edição 2009
Idioma Português
País de Origem Brasil
Número de Páginas 520
Peso 0.44 Kg
Largura 14.00 cm
AutorCastro,Monica

Leia um trecho

Prólogo Aquela não seria uma noite convencional na pequena cidade de Barra do Bugres, em Mato Grosso, a 150 km de Cuiabá, onde apenas os uivos do vento acompanhavam a agonia de Severina, que se retorcia na cama com as dores do parto. Fazia já sete horas que praticamente agonizava, sentindo as contrações aumentarem a cada minuto, a barriga estufando como se, a qualquer momento, fosse estourar. A parteira enfiava, sem cerimônia, os dedos entre suas pernas, tentando localizar os gêmeos que lutavam entre si por uma chance de vida. – Será que não é melhor chamar um doutor? – sugeriu Roberval timidamente, apertando nas mãos o chapeuzinho roto de lavrador. – Não, não, não – objetou a parteira severamente. – Médico, nem pensar. – Mas ela está sofrendo... – Isso não é nada. Passa logo. Em breve os bebês nascem e tudo se acaba. – Mas Dona Leocádia, a coisa parece feia. Minha Severina não vai resistir. – Saia daqui, homem! –gritou ela, enxotando Roberval para fora do quarto. Roberval saiu cabisbaixo. Não entendia o que dera em Severina para contratar os serviços daquela mulher esquisita, que aparecera na roça de repente, intitulando-se parteira, justo quando ela estava para ganhar criança. Ainda se lembrava do dia em que conhecera Dona Leocádia. Ela chegara com ares de figura importante, perambulando entre as ruas com olhos ávidos. Andou para cima e para baixo, sempre observando tudo, até que bateu com os olhos em Severina e seu ventre ainda pouco intumescido de quase quatro meses de gravidez. Com muito jeito, aproximou-se de Severina e fez amizade com ela, dizendo-se parteira interessada no seu bem-estar. Roberval achou aquilo muito estranho, mas Leocádia começou a fazer-lhes visitas diárias e a dar-lhes conselhos sobre a saúde da mulher e do bebê. Trazia coisas gostosas para Severina comer, dava-lhe remédios e vitaminas, tudo para garantir que a criança viesse ao mundo saudável e forte. Em pouco tempo, virou amiga íntima, conselheira e confidente. Não havia lugar a que Severina fosse que Leocádia não a acompanhasse. Eles moravam num casebre afastado da cidade, de onde Roberval seguia a pé até a fazenda em que trabalhava, enquanto Severina cuidava da casa. Leocádia encontrou uma casinha simples para alugar, bem na periferia, e ia visitá-los todos os dias, sempre interessada na gravidez da mulher. Roberval achou aquilo tudo muito estranho, mas Severina dizia que Leocádia era uma boa pessoa e iria ajudálos a mudar de vida. Ele indagava como e por quê, mas as respostas de Severina eram sempre lacônicas, e ele ficava sem entender. Dona Leocádia, por sua vez, parecia ignorá-lo. Cumprimentava-o polidamente, mas não lhe dava atenção, e sempre que ele perguntava alguma coisa, ela lhe endereçava um sorriso frio e mudava de assunto. O tempo foi passando, e ele acabou se acostumando com a presença de Leocádia, desagradando-se, contudo, com os exames periódicos que ela fazia em Severina. Roberval questionava aqueles procedimentos, aconselhando a mulher a procurar um médico da cidade, mas Severina era categórica: Dona Leocádia era parteira competente e muito mais confiável do que os médicos do hospital municipal, que tinham outros doentes para atender e não teriam com ela o cuidado que o bebê merecia. Longe do que ele e Severina imaginavam, ela estava grávida de gêmeos. Gêmeos! A vida já era difícil sem filhos. Com um seria penoso. Com dois, praticamente impossível. Mas, o que fazer? Roberval era religioso e aceitava com passividade o que Deus lhe enviava. Assim que ela engravidou, os dois até que se alegraram, apesar da miséria em que viviam e das dificuldades que encontrariam para sobreviver dali em diante. Quando Leocádia, após breve exame em Severina, constatou que eram gêmeos, tudo pareceu desabar para ele. Estranhamente, contudo, Severina abriu um sorriso e o tranqüilizou. Que não se apavorasse. Que tivesse calma e confiança. Tudo se resolveria de uma forma serena e segura para todos, e ela acreditava naqueles que a amparavam e que não os deixariam sós numa hora tão difícil. Para Roberval, Severina se referia a Deus e aos santos da igreja, o que, de uma certa forma, deixava-o um pouco mais calmo e confiante. E agora, sentado na sala da casinha simples de Leocádia, Roberval orava em silêncio, pedindo a Nossa Senhora do Bom Parto que amparasse sua Severina. Os gritos da mulher retiniam em seus ouvidos, fazendo-o estremecer a cada vez que os ouvia. Ela sofria e parecia que ia morrer. Não era possível uma coisa daquelas. Dona Leocádia lhe dissera que daria conta de tudo, mas ele começava a duvidar. Não seria melhor levá-la ao hospital? Foi quando as duas pessoas mais improváveis de se encontrar ali assomaram à porta. Um homem e uma mulher, bem-vestidos e perfumados, entraram na saleta mal iluminada e poeirenta. Deram uma olhada de viés para Roberval e se entreolharam com patente desconfiança e desagrado. A mulher, contudo, se adiantou e forçou um sorriso artificial. – Boa noite – cumprimentou ela, com um sotaque diferente e carregado. – Boa noite – respondeu Roberval, acanhado. Os dois se sentaram no sofá ao lado de Roberval, que se encolheu todo, constrangido com a companhia daquela gente. Suas roupas limpas e elegantes faziam-no sentir-se envergonhado e aflito, e ele tentou ocultar o imenso rasgão no joelho da calça. Pensou em lhes perguntar o que faziam ali, mas os gritos de Severina fizeram calar a sua curiosidade. Levantou-se agoniado e apurou os ouvidos, andando de um lado a outro no pequeno cômodo e olhando, de vez em quando, para o insólito casal. Severina se calou por uns instantes, e ele encarou os dois com ar meio hostil. Afinal de contas, o que aquela gente fora fazer ali, numa noite de tempestade feito aquela, bem na hora em que sua Severina se retorcia de dor e medo? O casal, no entanto, não dizia nada, talvez por não ter o que dizer ou por temer se relacionar com a singular figura de Roberval. O tempo foi passando, Severina continuava a gritar, e o casal silencioso apenas acompanhava o caminhar solitário e nervoso de Roberval. Até que, em dado momento, os gritos cessaram por completo, e um choro de criança se fez ouvir, seguido por outro, vinte minutos depois. Roberval se atirou ao chão de joelhos, agradecendo a Deus por ter salvado Severina e as crianças. A porta do quarto se abriu e Leocádia apareceu, não demonstrando surpresa com a presença do casal ali. Roberval se levantou e lançou um olhar súplice à parteira, que balançou a cabeça e chegou para o lado, permitindo que ele entrasse no quarto. – Está tudo bem? – indagou ele aterrado, e Leocádia ergueu as sobrancelhas, sem responder. – Minha Severina...! Ele correu para dentro do quarto e aproximou-se da cama, agarrando a mão de Severina com cuidado. A mulher permanecia de olhos fechados, o corpo desfalecido sobre a mancha vermelha do lençol. Roberval olhou para toda aquela sangueira e sentiu um calafrio, balançando a cabeça para afastar o mau agouro. Sangue não precisava ser sinal de morte. Podia ser prenúncio de vida. Afinal, sua Severina perdera tanto sangue para trazer ao mundo aqueles dois pequeninos seres que ajudariam a construir a sua vida dali em diante. A um canto, deitados em dois bercinhos, os bebês pareciam adormecidos, e Roberval se aproximou, fitandoos com emoção e encanto. Queria pegá-los, mas teve medo de deixá-los cair e limitou-se a passar um dedo sobre suas cabecinhas carecas e rosadas. Gentilmente, procurou afastar as fraldas que os encobriam e espiou ansioso. Eram duas meninas, e em seu coração passou um estremecimento de amor. Depois desse breve momento de admiração, voltou para perto de Severina, que ainda jazia adormecida sobre a vermelhidão do lençol. Ele apertou a sua mão com um pouco mais de força, e ela entreabriu os olhos, procurando fixá-los no marido. – Eles nasceram – sussurrou ela. – Nossos filhos nasceram... Ela se contorceu e começou a gemer. Roberval tentou falar com ela, mas a dor foi-se tornando insuportável, e ela pôs-se a chorar assustada. – Eu vou morrer, Roberval, vou morrer! Ele pensou em contestar, mas Leocádia entrou abruptamente, seguida pelo ansioso casal. Embora não lhe agradasse a entrada inconveniente dos dois, não disse nada. Estava muito mais preocupado com Severina do que com os estranhos e pensou que Leocádia estava ali para ajudar.

Avaliações

Avaliação geral: 5

Você está revisando: Gêmeas - Não Se Separa o que a Vida Juntou

Ana Victória recomendou este produto.
16/04/2017

Um dos melhores livros que ja li

Muito bom, perfeito e emocionante. Desenvolveu e estimulou minha vontade de ler! Um dos meus favoritos
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Georgia Hayvanon recomendou este produto.
16/10/2016

A vida tem mais mistérios, que nós não somos capazes de compreender

Nada é por acaso! Nossos destinos estão entrelaçados e por mais que tentemos mudar nossa trajetória, nos deparamos diante do nosso destino.
Livro muito interessante, que prende sua total atenção.
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Suelen recomendou este produto.
27/09/2015

Surpreendente

Esse livro foi o melhor livro que já li em toda minha vida... não sei se um dia vou encontrar um livro tão fascinante igual a esse... a historia te envolve você não consegue parar de ler... virei a madrugada lendo ele kkkkk...
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xenielly cardoso recomendou este produto.
17/06/2015

Maravilhoso!

Um dos melhores livros que já li, envolvente, fascinante, prende o leitor do inicio ao fim... Já li e reli várias vezes..Outras pessoas que leram, também adoraram...RECOMENDADÍSSIMO!
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vania abadia de lima recomendou este produto.
08/05/2015

maravilhoso

esse livro e muito maravilhoso otimo e a gente nao quer que acabe nunca...
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SUELEN recomendou este produto.
13/04/2015

PERFEITO

A história e perfeita, as personagens espetacular, sem contar como o livro faz vc refletir sobre o mundo, sobre destino, perdão e julgamento das pessoas, e simplesmente a melhor historia que já li...
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